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Segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bolo invertido de peras e especiarias

Bolo invertido de peras e especiarias

Cara Rita,

Fui ao supermercado e voltei com meia dúzia de peras lindas. Lembrei-me de uma receita sua, que fiz quando eu ainda era recém-casada. Era um bolo com fatias de pera por cima. Na época, achei um pouco difícil, mas os meus dotes culinários melhoraram muito! Acho que agora vou fazer de olhos fechados. O problema é que fucei no Panelinha todo, nos seus blogs, mas não achei a receita.

Como ela não está no site, pensei que talvez fosse da época em que você escrevia para a Folha. Procurei na minha pastinha de recortes, mas também não encontrei. Você poderia me ajudar? Fiz há muito tempo, uns 8 anos! Espero que se lembre do bolo e que veja o meu e-mail antes que as peras passem do ponto!

Parabéns pelo seu trabalho e manda um beijão para a d. Márcia. Eu e o meu marido morremos de rir com ela!
Sucesso,

Junia

Junia, sei muito bem qual o bolo. A massa leva várias especiarias e fica muito aromática; as peras em fatias, assadas sob o bolo, dão a ele um visual lindo; o problema é que, na minha opinião, apesar de o bolo ser bom, fica um pouco seco. Aí, quando fizemos uma revisão nas receitas aqui do Panelinha, decidi retirá-lo até que o refizéssemos. (Tenho a impressão de que regando com uma calda de açúcar ou um chá bem doce a questão está solucionada.) O tempo passou, e me esqueci dele. Uma pena. Por isso, obrigada pelo seu e-mail. A receita do bolo invertido de peras e especiarias está a seguir. Então, vamos aproveitar para inverter as funções: você pode fazer a receita, finalizando com uma caldinha de açúcar? Depois de virar o bolo no prato, regue com ela. Manda um e-mail contando? A receita abaixo é a original. A calda fica por sua conta e risco! (Se preferir, regue com um suco de pera, desses de caixinha, mesmo.)

Bolo invertido de peras e especiarias

Ingredientes

3 peras firmes
100 g de manteiga em temperatura ambiente
½ xícara (chá) de açúcar mascavo
3 ovos
½ xícara (chá) de mel
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
½ colher (sopa) de canela em pó
2 colheres (chá) de gengibre em pó
¼ colher (chá) de cravo em pó
¼ colher (chá) de noz-moscada em pó
1 pitada de pimenta-do-reino
2 colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
manteiga para untar
farinha para polvilhar

Modo de preparo

1. Preaqueça o forno a 180º C (temperatura média). Unte os lados e o fundo de uma fôrma redonda de cerca de 22 cm de diâmetro. Retire a manteiga da geladeira; ela deve estar em temperatura ambiente para ser usada na receita.

2. Descasque as peras, corte-as ao meio e retire o cabinho e sementes. Corte cada metade em fatias finas. Forre o fundo da fôrma com as peras, sobrepondo as fatias, de maneira circular.

3. Na tigela grande da batedeira, coloque a manteiga e o açúcar. Bata na velocidade alta por 4 minutos. Adicione os ovos e bata por mais 3 minutos. Junte o mel e bata até ficar homogêneo.

4. Peneire todos os ingredientes secos e misture numa tigela.

6. Misture o leite com a baunilha.

7. Adicione os ingredientes secos, alternando com o leite, ao creme batido, mexendo com uma colher de pau. Comece e termine com os ingredientes secos.

8. Transfira a massa para a fôrma com as fatias as peras.

9. Leve ao forno preaquecido por aproximadamente 40 minutos.

10. Após 30 minutos comece a fazer o teste do palito: espete um palito na massa, quando sair limpo, está pronto.

11. Retire do forno, espere esfriar um pouco para o bolo não quebrar na hora de virar. Vire numa prato e sirva a seguir.

>> Postado por Rita Lobo 12:59

Quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A saga do sagu

A saga do sagu

Os posts de sagu renderam muitos e-mails e muitas ideias bacanérrimas para variar o clássico da infância de tanta gente. A Letícia escreve de Curitiba para contar que a avó dela faz dois tipos de sagu. Um de abacaxi, e outro, que achei interessantíssimo, de leite. Esse segundo leva creme de leite e gemada na finalização. Deve ser um escândalo de bom. Depois ela conta: “Minha avó faz uma coisa, que eu e meus irmãos particularmente não gostamos, mas tem sua função, ela deixa o sagu de molho na água a noite toda; assim, as bolinhas ficam inteiras, mas o amido não solta, então fica sem aquele caldinho. Outra coisa que ela faz, e que você com certeza não vai gostar, mas que é fácil e fica uma delícia, é colocar por cima do sagu de vinho pudim de caramelo quente, líquido... Já ouvi falar também em sagu de laranja e de pêssego. Como diz a minha avó, acho que antigamente eles utilizavam frutas da época para fazer sagu. O que é uma excelente idéia, não?”

Letícia, também acho ótima ideia. Mas fiquei com vontade de fazer o sagu de leite com gemada. Você tem a receita? Estou curiosa com o resultado. Muito obrigada pelo seu carinho. (Ela conta que é a primeira vez que escreve, mas que é fiel seguidora do Panelinha!)

A Rosangela diz que ela e o filho estão amando a “fase do sagu”. Ela diz: “Me arrepiava de ter que comprar aquele de caixinha! Minha avó fazia um com uvas negras miúdas, mas ninguém marcou a receita, era sempre no olhômetro. Uma tia fazia um sagu com suco de uva e muitas frutas picadas bem miudinho, tipo ponche, manja? Óbvio que também não sei a receita, mas era uma delícia, muito refrescante! Vou tentar.”

A Caliê e eu trocamos vários e-mails. Ela me disse que a mãe de uma amiga fazia um sagu de vinho branco com pedacinhos de frutas que era incrível: “Quando ela servia em uma compoteira de vidro ficava demais. Os pedaços de maçã, abacaxi e outras frutas entremeados com as bolinhas refrescantes em uma calda quase transparente, lindo de ver!”

Lembrei-me da gelatina de vinho com especiarias que, durante anos, foi servida na casa da minha mãe. A gente nem precisava perguntar o que tinha de sobremesa. Mas era indescritível de boa. (Aliás, mãe, por que você nunca mais serviu aquela gelatina?) Portanto, suponho que sagu de vinho branco deva ser divino.

Daí, a Caliê caiu na besteira de anunciar que iria testar a receita. No mesmo e-mail, ela comentou: “Acho que todos andam falando em sagu. Quando fui comprar as frutas, a dona da quitanda me deu outra receita, que me pareceu um pouco pesada. Ela cozinha o sagu na água, sem açúcar. Depois que esfria, ela mistura frutas (abacaxi e maçã), uma lata de leite condensado e outra de creme de leite e coloca para gelar.” Também achei da pesada, mas acho que as crianças iriam gostar.

Passou um tempo, e nada da Caliê escrever sobre o sagu de vinho branco. Lá fui eu cobrar a pobre da leitora! Cadê o sagu, Caliê, fez ou não fez? Ela respondeu: “Fiz o sagu ontem a noite e experimentei agora após o almoço. Gostei bastante, levando em consideração que esse é o segundo sagu que faço na vida! O Ian comeu umas três vezes, já o Luca, avesso a frutas e doces, nem experimentou. Segui a mesma receita do seu sagu de suco de uva, mas usei vinho branco suave no lugar dele; juntei 1 xícara de maçã e abacaxi picados e um pouquinho mais que ½ xícara de açúcar. Em uma próxima vez, colocarei mais água (esqueci a quantidade de água e coloquei a olho), a calda ficou muito espessa, mas o sabor ficou ótimo. Segue a foto da minha incursão no mundo dos doces. Sabe que eu até me empolguei!”

Caliê, também estou empolgada com tantas possibilidades. Sagu de laranja, de frutas, de leite, com gemada, de vinho branco. Muitas ideias para o próximo verão. Se bem que, com esse calor, é melhor já irmos testando todas as receitas! Só espero que meus filhos não fiquem traumatizados. Já pensou, no futuro: “Não, obrigada, não como sagu, minha mãe me obrigava a comer em todas as refeições. Tinha sagu de suco de agrião, com linhaça, banana e aveia. Ela só não fazia o que eu gostava, o sagu de caixinha, o único com sabor artificial de framboesa.” Aliás, um sagu de frutas vermelhas é uma boa pedida, não?

>> Postado por Rita Lobo 13:16

Quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cuscuz marroquino

Cuscuz marroquino

Rita,

Adorei o que você escreveu sobre cuscuz e comida marroquina. Achei divertido você comparar o prato que recebe todo tipo de ensopado, sem preconceitos, com um colo de mãe.

Estou com vontade de experimentar, mas não faço a menor ideia do que seja cuscuz e também não entendi muito bem se ele é um acompanhamento ou também é um prato principal.

Também quero aproveitar o feriado para mergulhar nos sabores do Marrocos!
Um grande abraço,
Soninha

Soninha, cuscuz marroquino é sêmola em grão, geralmente importada, mas que pode ser comprada nas grandes redes de supermercados. Na prática, a maior qualidade do cuscuz é que fica pronto em menos de 10 minutos. Basta regar com água fervente, temperar com sal, juntar um tico de azeite e abafar por 5 minutos.

Uma xícara de cuscuz precisa de uma xícara de água. E esta porção é mais que suficiente para duas pessoas. Em vez de azeite, também dá para usar manteiga. Nos dois casos, uma colher (sopa) é a medida certa para cada xícara de cuscuz. A água pode ser substituída por caldo de legumes, de galinha ou de carne. Esse é o preparo básico.

Cuscuz vem sendo usado como ingrediente para saladas, com legumes picadinhos, raspas de limão, amêndoas, grão-de-bico, queijo feta, cebola frita. Tudo combina no cuscuz marroquino. Mas, no Marrocos, só vi o ingrediente sendo servido como acompanhamento para ensopados, as tagines. Elas são preparadas numa panela de mesmo nome, feita de barro, com tampa em formato cônico para condensar o vapor; a água escorre de volta para o fundo da panela, que cozinha carnes, legumes e especiarias lentamente e forma um cozido com molho saboroso e aromático.

As tagines também podem levar frutas secas, como damascos ou ameixas, e também conservas, como a clássica de limão ou ainda pepino ou rabanete. Tagines são levadas do forno à mesa. Pessoalmente, acho a panela lindíssima. Hoje em dia, as marcas de panela de ferro também as fabricam. Mas as tagines de barro, pintadas ou não, são as legítimas.

Tagine, o ensopado, sem cuscuz é feito feijão sem arroz. Não vai. Para o cuscuz da foto, acrescentei bastante salsinha picada e um punhado de amêndoas laminadas. Ele foi acompanhamento de uma tagine de frango com ameixa que fiz num jantar há alguns anos. Por sorte, a foto ainda estava no meu computador! Bom feriado marroquino para você, Soninha.

>> Postado por Rita Lobo 19:11

Sexta-feira, 06 de novembro de 2009

Bolinhas refrescantes

Bolinhas refrescantes

O calor desta semana acabou comigo. Pressão baixa, fotofobia, sede, suor e lágrimas secas, porque a desidratação era tanta que até uma gota de água salgada faria falta. E, aí, quem consegue trabalhar? Por sorte, os leitores aqui do blog às vezes trabalham por mim.

A Pat mandou uma receita bem diferente. Eu pelo menos nunca comi sagu de chocolate. Fiquei com vontade de fazer. A foto ao lado é do blog dela. Lá, tem a receita completinha. Mas eu vou dar uma leve adaptada. Vou fazer assim: 1 xícara (chá) de sagu vai ficar de molho em 1 litro de água filtrada por 4 horas; depois, vou colocar na panela 3 xícaras (chá) de leite, 3 colheres (sopa) de cacau em pó, 4 colheres (sopa) de mel, 2 colheres (chá) e essência de baunilha e misturar em fogo médio; assim que dissolver, vou juntar o sagu escorrido ao leite e deixar cozinhar até engrossar; quando esfriar vai para a geladeira e, depois que eu comer, conto aqui o resultado.

A Caliê escreveu para contar que o último post, sobre sagu, a fez viajar no tempo. Ela diz que, quando era criança, as tardes de sexta-feira eram ao redor da enorme mesa da cozinha da avó, Dona Alcina. As mulheres da família passavam o dia cozinhando para o fim de semana. “Espumone, pavês, nega maluca, espera marido, brevidade, bolos e também o famoso pão da vovó.” Mas era durante o café de todas as tardes que ela corria para a casa da avó em busca de algo para comer. E sagu de vinho era o campeão.

Comentei com uma amiga sobre o sagu de suco de uva, e ela disse que já experimentou um de suco de laranja. Deve ficar muito refrescante! Alguém aí tem receitas ou conhece outros tipos de sagu? Obviamente estou numa fase bolinhas refrescantes. Já pensou um de limão com cachaça? Bom, o fim de semana já está chegando.

>> Postado por Rita Lobo 13:53

Sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Frango xadrez para Alexia

Frango xadrez para Alexia

Vários e-mails. A Danielle Tavares diz o seguinte: “Faz algum tempo que gostaria de mandar este e-mail, já fiz alguns ensaios elogiando o seu trabalho e até agora não consegui te escrever, mais por timidez do que por falta de tempo. Preciso dizer: MUITO OBRIGADA!!! Lendo o seu blog One is Fun, me vi nele e tomei coragem para fazer mac'n'cheese para mim e para meus dois irmãos. Fiz mais algumas receitas, que ficaram muito boas, e depois senti vontade de fazer um curso de gastronomia. Por sorte, uma amiga dona de restaurante me deixou xeretar por lá. Descobri que minha área é confeitaria! Não perco um dia sequer das suas postagens.

Danielle, que bom que você encontrou um caminho. Agora coloque toda a sua atenção nele, é o melhor fermento que eu conheço para o bolo crescer! Boa sorte e obrigada pelo carinho.

O Claudio conta que comprou arroz japonês, mas não consegue cozinhar: “Por mais que eu lave, não mexa durante o cozimento, o resultado é o unidos venceremos; tem como deixar este tipo de arroz mais soltinho?” Ué, Claudio, que eu saiba, não. A ideia do arroz japonês não é exatamente que ele fique grudadinho para poder comer de palitinho? Volte para o arroz agulhinha!

Rita, descobri o Panelinha recentemente! É um paraíso para mim. Amo descobrir coisas novas, principalmente da culinária oriental. Aproveitando o post que você fez com o picadinho oriental, você por acaso tem alguma receita de frango xadrez? Beijos, Alexia.”

Bom, sugiro que o Claudio mande o arroz japonês para a Alexia servir com o frango xadrez e que a Danielle perca a timidez e faça a sobremesa. Isso sim é que é jantar web 2.0! Alexia, tenho uma receita bem básica; depois me conte se você fez!

Agora eu é que aproveito para sugerir este prato para a Cássia, que escreve pedindo receitas sem lactose. Cássia, veja também a página da Franey na nossa comunidade. Ela tem receitas lactofree!

Frango xadrez
serve 2

Ingredientes

400 g de peito de frango
2 colheres (sopa) de maisena
2 colheres (sopa) de óleo de canola
1 talo de salsão
1 cebola
½ pimentão verde
½ pimentão vermelho
½ colher (chá) de gengibre ralado
3 colheres (sopa) de shoyu
1 colher (sopa) de molho de ostras (opcional)
1 colher (sopa) de gergelim torrado
2 colheres (sopa) de maisena dissolvida em 2 xícaras (chá) de água
½ xícara (chá) de amendoim torrado
1 talo de cebolinha verde picada

Modo de preparo

1. Comece preparando os ingredientes. Lave e seque os legumes. Corte o talo de salsão na diagonal, em fatias de 1 cm. Descasque a cebola e corte-a ao meio; apóie a parte plana de cada metade na tábua e corte as metades em fatias de 0,5 cm, no sentido do comprimento, para formar pétalas. Corte os pimentões ao meio, no sentido do comprimento, retire as sementes e corte uma metade de cada pimentão em cubos de 2 cm. Descasque e rale um pedaço de gengibre num ralador. Corte a cebolinha em rodelinhas de 1 cm. Por último, corte o frango em cubos de 2 cm. Lave bem a tábua e a faca.

2. Num saco plástico, coloque 2 colheres (sopa) de maisena. Acrescente os cubos de frango e chacoalhe bem para empanar.

3. Leve uma panela, de preferência do tipo wok, ao fogo alto para esquentar. Acrescente o óleo de canola e, quando estiver quente, coloque os cubos de frango e mexa bem, até que comecem a dourar.

4. Com uma escumadeira, transfira os cubos de frango para um prato. Na panela, acrescente a cebola, os pimentões e o salsão e misture por cerca de 2 minutos. Transfira os legumes para o prato.

5. Na mesma panela, acrescente o gengibre ralado, o shoyu, o óleo de gergelim torrado, o molho de ostras e a maisena dissolvida em água. Misture rapidamente até formar um molho encorpado.

6. Volte o frango e os legumes à panela com o molho e misture bem. Desligue o fogo, acrescente a cebolinha picada, o amendoim torrado e misture bem. Sirva com arroz.

>> Postado por Rita Lobo 16:35

Terça-feira, 22 de setembro de 2009

Figos por e-mail

Figos por e-mail

Quando estava terminando meu último livro, e só faltava entregar a página de agradecimentos, concluí que as pessoas que mais tinham me ajudado eram os leitores aqui do blog. Muita gente manda e-mails, comenta, pergunta, e isso acaba me incentivando a escrever. Fiz uma pesquisa rápida e selecionei dez leitores que haviam escrito algo marcante para mim naquele período. O lançamento foi há bastante tempo, mas ontem recebi um e-mail da Clarissa.

“Querida Rita,

Fui ao shopping esta manhã comprar uma camiseta branca para a escolinha do meu filho... Entrei numa livraria e finalmente comprei seu último livro, A conversa chegou à cozinha. Ele estava envolto em plástico e não consegui dar uma olhada. Já em casa, imagine a minha cara quando encontrei meu nome na página de agradecimentos! Fiquei um tempinho olhando para ter certeza que não estava vendo coisas...”


Terminei de ler o e-mail e aproveitei para dar uma olhada no blog da Clarissa. Não me lembro de ter reparado no perfil dela antes – estou sempre de olho nas receitas –, mas achei a maior graça no fato de termos exatamente as mesmas origens: húngaros e italianos de um lado, espanhóis e, no meu caso, portugueses do outro.

Fuçando mais, achei um monte de fotos de pratos que ela tinha preparado com receitas do Panelinha. Eu adoro ver as nossas receitas sendo usadas! Foi a minha vez de mandar um e-mail. E ela me respondeu assim: “Curioso termos a mesma ascendência... Será que vem daí a obsessão por comida? Por falar nisso, já devorei o livro! Adorei reler algumas crônicas (que já havia lido no blog) e descobrir novas receitas. As minhas preferidas são (não necessariamente nessa ordem): Tudo se ilumina, Ópera para crianças, Sabendo levar, Bela Helena e Tobi. O namorado da minha irmã tem um whippet chamado Magrinho, e o Enrico, meu filho, faz misérias com ele... Ontem, recebi um casal de amigos e me inspirei no seu risoto de alho-poró e limão servido com presunto cru e figo salteado. Sucesso absoluto! Junto com o risoto, servi o salmão em papillote do Panelinha e uma salada caprese! Veja a foto.

Clarissa, adorei o prato; fiquei com água na boca só de ver o figo. Aliás, no jantar de Rosh Hashaná na minha casa, queria fazer um centro de mesa com maçãs, tâmaras, romãs e figos. Pedi para a minha assistente ir lavando as frutas e, quando vi, os figos estavam submersos numa tigela d’água!

Não, não! Não é assim que se lava figo! Eles ficam encharcados e perdem o sabor! O forno estava bombando com batatas, erva-doce, frango e eu não tive dúvidas: coloquei as frutinhas numa assadeira para deixar uns segundos no calor, na esperança de amenizar o estrago. Quase meia hora depois, senti o perfume intenso dos figos pela cozinha. Tinha me esquecido completamente deles!

O centro de mesa perdeu os figos, mas ganhou ameixas bem vermelhinhas. Já a sobremesa, além de bolo de mel, sorvete e chocolates, ganhou os figos assados. Mais simples de fazer que os salteados, ainda mais saudáveis e igualmente gostosos. Talvez até mais! Especialmente com um fio de mel. Obrigada pelo seu e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 23:15

Segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Trigo secreto

Trigo secreto

A Eneida me mandou um e-mail intitulado “Sintonia de setembro”. Ela conta que, desde o começo do mês, basta pensar numa pessoa que a dita cuja aparece; ela deseja uma coisa e parece que tudo conspira para que aconteça. Not bad! Depois, ela explica como a sintonia se estendeu aqui para o blog: “Abri a geladeira e tinha um creme de leite fresco dando sopa. Vi também algumas batatas sobrando. Bingo: batatas gratinadas, que há tempos não comia. No dia seguinte, hora de dar uma olhada no Panelinha. Qual a minha surpresa? Dona Rita falando sobre a volta do creme de leite e batatas gratinadas! Segunda sintonia: lendo a coluna da Nina Horta fiquei me perguntando se a campanha que lancei pessoalmente na noite de autografo do seu último livro tinha dado certo. Isso mesmo! Não sei se você lembra, mas uns dias antes do lançamento, você publicou um post sobre a salada de trigo que a Nina, muito gentil, tinha mandado para você. Mas nada da receita. Quando vi a Nina chegando à livraria naquela noite, não tive dúvida; como quem não quer nada, apresentei-me e anunciei a campanha: Oooohhh dona Nina Horta, passa para a Rita a receita da sua salada! Mas sabemos que isso não aconteceu. Na semana passada, quando li a coluna da Nina, que aliás adoro, pensei na tal salada. Aliás, nunca esqueci este assunto. Hoje pela manhã, surpresa! Li seu blog e vi que você também não esqueceu, afinal, ‘somos brasileiras e não desistimos nunca’, viu dona Nina... Hahaha! Estamos todos em sintonia. E eu estou adorando o mês de setembro, não só porque é o mês do meu aniversário, mas porque as coisas estão acontecendo e queria dividir esta minha sensação com você e, espero, a receita da salada trigo também.”

Eneida, fiquei feliz com o seu e-mail. Compartilho com você a sensação e, também, o mês de aniversário! Então, aqui vai o meu presente.

Bazargan, a receita secreta da salada de trigo com molho de romã
Serve 10 pessoas

Ingredientes

300 g de trigo para quibe
10 colheres (sopa) de azeite
4 colheres (sopa) de xarope de romã
suco de 1 limão
8 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 colher (chá) de coentro moído
1 colher (chá) de cominho em pó
1/2 colher (chá) de pimenta da Jamaica
200 g de nozes bem picadas
1 maço de salsinha picada
sal a gosto

Modo de fazer

1. Numa tigela, coloque o trigo e cubra com o dobro de água. Deixe hidratar por 1 hora. Passe o trigo por uma peneira com trama fina, apertando bem com uma colher para escorrer bem a água. Se preferir, abra um pano de prato num escorredor de macarrão, escorra a água, faça uma trouxinha e torça para secar o trigo.

2. Numa tigela grande, junte o azeite, o xarope de romã, o suco de 1 limão, o extrato de tomate, o coentro moído, o cominho em pó, a pimenta da Jamaica e tempere com sal. Com um fouet (batedor de arame) misture bem até que o molho fique liso.

3. Junte o trigo à tigela com o molho e misture bem. Verifique o tempero. Se for necessário, adicione mais sal. Leve à geladeira por cerca de 3 horas.

4. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Numa assadeira, leve as nozes picadas ao forno por 10 minutos. Retire e transfira para um prato para não queimar na assadeira quente.

5. Na hora de servir, misture as nozes e a salsinha picada. Fica uma delícia com coalhada seca.

>> Postado por Rita Lobo 20:20

13 de setembro de 2009

Boa forma num passe de mágica

Boa forma num passe de mágica

Rita, parabéns pelo site Panelinha, ele é maravilhoso, as receitas são ótimas (e muito bem explicadas) e tenho me divertido tanto com os seus vídeos da reforma! As suas tiradas são divertidas e a sua "camerawoman" também é muito engraçada! (Aliás, quem é essa figura?)

Gostaria de perguntar como é que você faz para manter a forma mesmo fazendo receitas tão deliciosas. Leio sempre no seu blog que não falta bolo e outras delícias na sua casa. Então, fico me perguntando como é que você faz… Até a Nina Horta já disse que não é fácil ficar magra cozinhando bastante.

Você toma cuidado com as quantidades ou você não tem tendência nenhuma para engordar? Eu pergunto isso porque sou do tipo que engorda só de começar a olhar a receita, então sempre estou em busca de uma dica "mágica" que me ajude a não engordar! Obrigada por esse site tão delicado e pela sua simpatia e inteligência.

Samantha Maimone

Samantha, muitíssimo obrigada pelo seu e-mail. Curioso você mencionar a Nina Horta e depois perguntar como faço para manter a forma. Se dependesse dela, da Nina, eu não estaria magra, mas morta de fome!

Há meses, quase um ano, ela me enrola para não dar uma receita. Já até falei sobre isso aqui no blog. Virou ideia fixa. Vivo sonhando com a salada de trigo com romã do bufê dela. Mandei e-mail pedindo, liguei implorando, chorei, fiz juras de amor, nada resolveu. Dona Nina não me passa a receita. Ela até me mandou uma tigela da salada; acho que faz qualquer coisa para não precisar ensinar o preparo do prato. Até que, semanas atrás, nos encontramos numa festa. Fofocamos, tricotamos, bebemos um pouco de vinho, e eu tive coragem de explicar que precisava fazer a salada por motivos de força maior. No dia seguinte, ela me mandou um e-mail dizendo que iria revelar a fórmula. Um, dois dias e nada. Daí veio outra mensagem explicando que ela já tinha visto na minha casa o livro que tem a salada... A Nina resolveu brincar de gincana comigo!

Lá fui eu abrir livro por livro atrás da dita cuja. Mais uns dias, ela me mandou outro e-mail com os ingredientes listados e a promessa de, em seguida, enviar o preparo. Isso já faz mais de um mês. Ontem, uma luz divina alumiou a minha mente e abri o livro certo: encontrei a receita. Vou prepará-la assim que comprar todos os ingredientes. E, depois, explico tudinho aqui. E ainda mando um pratinho para a Nina.

Sobre a “mágica”, Samantha, que eu saiba, não existe. Mas minha tia que emagreceu 10 quilos em pouco tempo, e não engordou mais, diz que o segredo está na mastigação. Ela não fez dieta, não deixou de comer nada, mas passou a mastigar de 40 a 50 vezes cada garfada. Há uma série de teorias sobre os motivos pelos quais mastigar bem os alimentos emagrece, mas se eu ficar explicando isso aqui, não vai parecer mágica, vai? E, como não tem contra-indicação, não custa nada começar. Para a minha tia funcionou. Feito mágica.

>> Postado por Rita Lobo 19:47

Sexta-feira, 04 de setembro de 2009

Picadinho oriental

Picadinho oriental

Esta semana não publiquei e-mails. Hoje pela manhã, eles me acordaram aos berros. (Só na minha cabeça, que fique claro.) Mas tive que fazer uma seleção. São vários assuntos e muitas ideias saborosas dos leitores. Mas, antes, quero agradecer a todas as pessoas que me mandaram mensagens sobre a entrevista com a dona Márcia. Não vou publicar os e-mails sobre esse assunto aqui, mas, resumindo, acho que mais da metade deles começa assim: hahahahaha. Dona Márcia também agradece: “Sã-Paulo, te amo!”

Sobre o post de brócoli, a Ana Carolina Burlan conta que adora sabores fortes, apimentados, e resolveu refogar o mais nutritivo dos vegetais com calabresa em cubinhos e pimenta calabresa. “Fica uma delícia! Consegui convencer até meu filho de 4 anos a comer! (Ele não é muito fã de vegetais, por culpa minha, claro. Estou tentando mudar isso com algumas peripécias culinárias, mas daí já é outra história).”

Ana Carolina, você tem toda razão: brócoli combina muito com pimenta. Mas não sei como você conseguiu convencer o seu filho a comer! O meu não come nem agrião porque é muito ardido e “queima a língua”. Tudo indica que, para o seu pequeno, cenoura na manteiga vai ser moleza! Ou será que vai ser muito sem graça? Talvez ele goste de pimenta, vai saber...

A Ana Carolina também conta que experimentou num restaurante japonês um picadinho de carne com brócoli, couve-flor, cebola, cenoura, abobrinha e shoyu. Ana, dá uma olhada nessa receita de frango oriental com acelga e broto de feijão da foto. Acho que a base é a mesma e você pode adaptá-la. Use filé mignon, pois o tempo de cozimento é muito curto, e outra carne vai ficar dura. Inclua brócoli e todos os outros legumes que você quiser. Se tiver à mão óleo de gergelim, no final do cozimento, perfume o prato com umas gotinhas dele. (Veja também a receita que coloquei no fim do post.)

A Clarissa Fondevila diz que gosta mesmo é de brócoli ao alho e óleo. “Simples e perfeito.” Mas ficou com vontade de fazer brócoli com tahine, que falei no post. Ela também diz que sempre faz uma sopa assim: “Começo branqueando brócoli, sempre o comum, que na minha opinião é muito mais saboroso do que o japonês. Corto em pequenos buquês e reservo. Em uma panela, faço o molho béchamel, adiciono o brócoli aferventado e deixo cozinhar em fogo brando até ficar macio. Bato tudo no liquidificador e acerto o tempero com sal e pimenta-do-reino. No final do preparo, acrescento um pouco de creme de leite fresco. O problema é que não tenho as medidas, faço tudo no olhômetro!”

Clarissa, a gente tem aqui uma receita bem levinha de sopa de brócoli. Em vez de molho branco, ela é feita com leite e fica grossinha por levar batata e couve-flor. Aliás, acho essa uma ótima dica, engrossar sopas com batata. Fica bem leve. Veja lá: Sopa creme de brócolis e couve-flor.

A sopa creme não leva creme de leite. É uma sopa truqueira. Mas creme de leite foi o assunto do último post e de vários e-mails. A Vera escreve para dizer que faz coro comigo e até usa jeans délavé se for a condição para o creme de leite voltar à mesa. “Ou então nos rebelemos contra a ditadura das modas e vamos saborear nosso creme de leite bem escondidinho; a gente fica fora de moda, mas se delicia com ele!” Fechado, Vera. Creme de leite fresco já é tendência no verão 2010.

Ainda sobre o último post, Pat Feldman manda recado sugerindo aos paulistanos que experimentem o creme de leite fresco, super fresco, da feira de orgânicos do Parque Água Branca. “Aquele lá deixa qualquer fresco de supermercado no chinelo!” Ela comenta que o creme de chantilly dela é “ligeiramente adulterado para ficar mais nutritivo e mais digestivo”. Em lugar de açúcar, ela usa uma colherinha de mel, e para tornar o creme um alimento vivo, usa uma colher de iogurte para cada 500 ml de creme de leite. “Não altera em nada o sabor, mas acrescenta lactobacilos, tão importantes para a nossa saúde.”

A Caliê responde ao e-mail da minha xará, Rita, publicado no post Carne de porco pode?, dizendo o seguinte: “A criação de porcos é uma das mais tecnificadas e evoluídas. A sua xará pode comer sem nenhuma preocupação... Já as verduras e legumes, quando não orgânicos, são puro fertilizante, adubo e defensivos agrícolas. O peito de frango, que todos acham inofensivo, quando não orgânico também é fonte de antibiótico, fatores de crescimento etc."

Para terminar, uma receita de picadinho oriental adaptada do meu primeiro livro, Cozinha de estar, especialmente para a Ana Carolina. É saudável, facílima e ótima para el feriadón. No dia 7 de setembro, vou comemorar a nossa independência de olho no Oriente. Ou você acha que os pepinos de lá não afetam os abacaxis daqui?

Picadinho oriental com abacaxi e brócoli
Serve 6

Para acompanhar, em vez de arroz comum, experimente o arroz de jasmim ao leite de coco. Uma farofinha também vai bem.

Ingredientes

1 kg de filé mignon
1 xícara (chá) de abacaxi em cubinhos
1 xícara (chá) de brócoli em pequenos buquês
3 dentes de alho picadinhos
1 colher (chá) de gengibre em pó
2 colheres (sopa) de óleo de canola
1/3 de xícara (chá) de saquê
1/3 de xícara (chá) de shoyu
1 colher (sopa) de maisena dissolvida em 1 xícara (chá) de água

Preparo

1. Fatie a peça de filé mignon em bifes de cerca de 1 cm e corte os bifes em tirinhas. Corte o abacaxi em fatias de cerca de 1 cm, as fatias em tiras e as tiras em cubinhos. Corte o brócoli em pequenos floretes.

2. Leve ao fogo alto uma frigideira grande, de preferência antiaderente, ou uma panela wok. Coloque o óleo e, quando estiver bem quente, junte a carne picadinha e deixe dourar por 2 minutos. Junte os dentes de alho, o gengibre em pó e mexa bem por mais 1 minuto. Adicione o saquê, o shoyu e os floretes de brócoli e deixe cozinhar por mais 2 minutos, acrescentando em seguida os cubinhos de abacaxi.

3. Acrescente a maisena dissolvida em água e mexa bem, em fogo alto, até o molho engrossar. Sirva imediatamente. Se não for servir imediatamente, desligue o fogo e deixe para acrescentar a maisena dissolvida em água na hora de esquentar para servir.

>> Postado por Rita Lobo 12:27

Terça-feira, 25 de agosto de 2009

Carne de porco pode?

Carne de porco pode?

Olá, Rita

Sou uma leitora de longa data (desde o site antigo), porém silenciosa....Vou quebrar o silêncio começando com um parabéns, tudo no Panelinha é uma delícia, fotos, receitas e causos...

Adorei o post sobre o lombo de porco. Apesar de ser vegetariana, eu cozinho carne quase todos os dias para o meu marido. Há tempos, porém, estou encafifada com uma pergunta e resolvi pedir sua opinião (e dos seus leitores, talvez?). Quando morava no Brasil, ouvia dizer que carne de porco é gordurosa, ruim pra quem tem colesterol alto etc. Mas, aqui nos Estados Unidos, a carne de porco parece receber um tratamento de "carne branca", uma alternativa ao frango de cada dia. Quem será que está certo?

Eu geralmente faço o lombo aqui em casa na grelha, suja menos e usa menos gordura. Como só quem come carne aqui em casa é o Andrew, eu faço do jeito que ele mais gosta, marinado no molho teryaki. Geralmente sirvo com brócolis e arroz integral. Acho que é uma refeição relativamente saudável, a não ser que a carne suína seja mesmo muito ruim. Será que alguém pode me ajudar a esclarecer esse dilema sobre a carne suína?

Sua xará,

Rita
www.pinkbites.com

Xará,

Em primeiro lugar, adorei as receitas do seu blog. Temos o mesmo nome e um gosto bem parecido para comida. Sua salada de cevada com avocado parece deliciosa. Também faço muito fusili com abobrinha, mas coloco queijo feta e hortelã. (Aqui no site tem a versão com ricota, também muito gostosa, porém menos marcante.) A sua tortinha caprese já entrou para a lista de receitas que vou fazer. Meus filhos vão AMAR! Ótima ideia. Então, parabéns para você também. Mas vamos logo ao assunto do seu e-mail, a carne de porco.

Liguei para o rabino... Desculpe, não resisti a brincadeirinha. Mas estou mesmo considerando a hipótese de que, por ser o símbolo dos alimentos proibidos no cashrut, termo que se refere às leis da dieta judaica, a carne de porco pode despertar alguma reação no subconsciente, algo do tipo: ah, se é proibida até por uma religião, bem não deve fazer... Mas a verdade é que este não é o motivo, a proibição não tem nada a ver com saúde. Não pode porque não pode. Frutos do mar, peixes sem escama, carne bovina que não tenha sido abatida da maneira correta, nada disso é permitido, mas acho que carne de porco é a primeira que vem à cabeça.

Então eu não liguei para o rabino. Mas consultei a nossa nutricionista, Marcia Daskal. Ela me explicou que alguns cortes suínos têm menos colesterol do que uma coxa ou sobrecoxa de frango. Lombinho, por exemplo, do ponto de vista nutricional, é saudável. Pode continuar fazendo o seu marinado em molho teriaki e aproveite para ver também essas outras receitas:

Salada picante de lombo ao molho de caqui

Lombo ao molho de laranjinha kinkan

Lombo de porco com salsa de tomate e melancia

Lombo ao leite com risoto de quinoa e ervas

>> Postado por Rita Lobo 18:25

Quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Duas receitas de lombo e um e-mail

Duas receitas de lombo e um e-mail

A Caliê, fiel leitora aqui do blog, me mandou um longo e saboroso e-mail sobre vários assuntos. Férias, não-férias, trabalho, filhos, família, refeições boas, ruins... Aliás, Caliê, ontem durante o jantar, tive a confirmação de como essas férias prolongadas foram estressantes para as crianças. Meus filhos passaram seis semanas grudados dia e noite, noite e dia. Acho que eles não estavam mais se aguentando. Até que, depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente, tivemos uma refeição inteira sem brigas, sem picuinhas. Foi maravilhoso! Nada como ter de volta a boa e velha rotina. (Você é mãe, você me entende, né?)

Ainda sobre a volta às aulas, estou me sentindo na Suíça. A recomendação da escola é que todos, alunos, pais e mestres, evitem aperto de mão, beijo e abraço. O primeiro dia de aula foi muito engraçado. Depois de seis semanas, o máximo de expressão de saudade que se ouviu foi um caloroso como vai?.

Por coincidência, ou não (estamos todos preocupados com a suína), a receita que a Caliê me mandou é justamente de lombo suíno. Caliê, aqui no Panelinha, temos uma receita muito parecida com a sua. A nossa, em vez de alecrim, leva sálvia, uma erva muito aromática e que combina com carne suína, de frango e vai muito bem assada com batata. Aqui, o lombo ao leite é servido com risoto de quinoa. E você, serve com o que, além das batatas que você cita? Obrigada pela receita e pelo seu carinhoso e-mail, Caliê.

Abaixo, um trecho da correspondência e, claro, a receita “de comer de joelhos” que a Caliê não pára de fazer.

“Deixando as lamentações de lado, adorei sua receita de espaguete à carbonara. Confesso que tenho o maior pé atrás com essa receita, já tentei a da Nigella, que leva creme de leite batido com os ovos, e não sei se não respeitei a quantidade, mas ficou bem sem graça. Desde então não consegui repetir. Como você cita no blog, tem receita que só de ler a gente desiste de fazer... E eu tenho um outro problema comum a quem é metida a ser gourmet, sempre faço minhas modificações, nunca consigo seguir ao pé da letra. Consequentemente, a probabilidade de erro é muito maior. Acho que por isso nunca me arrisquei nas sobremesas. Sempre que recebo, compro pronta e arremato com um bom café. Também odeio café de garrafa. Para contornar esse problema, tenho dois tamanhos de cafeteira italiana, uma pequena para mim (faço umas 4 vezes por dia) e outra grande para quando tenho visita. Voltando a receita que eu nunca sigo a risca, existe uma exceção, e que deu certo, o lombo cozido no leite do livro “Comer é um sentimento”, do François Simon. Ficou de comer de joelhos! Eu já fiz umas cinco vezes e sempre ficou magnífico. Não sei se você conhece. Aí vai a receita:

Lombo cozido no leite

1 lombo de mais ou menos 1,5 a 2 kg bem limpo (sem gordura)
1 litro de leite
Casca de 1 limão
6 dentes de alho esmagados sem tirar a casca
Sal
Pimenta-do-reino
Azeite para selar a carne
Alecrim

Tempere o lombo com sal (eu uso sal grosso) pimenta moída na hora (eu já temperei na noite anterior e já temperei na hora, tanto faz!) e raspas do limão.

Em uma panela, esquente o leite. Em outra grande que caiba o lombo, esquente azeite (umas 2 a 3 colheres de sopa). Frite bem a carne até pegar cor em todos os lados. Junte os dentes de alho e o alecrim (2 ramos de alecrim fresco). Quando estiver bem moreninho cubra com o leite quente, abaixe bem o fogo, tampe e deixe cozinha por 2 horas, sem mexer.

É perfeito, nesse tempo dá para cuidar dos acompanhamentos. O lombo fica muito saboroso o leite reduz e forma um molho que parece doce de leite com uns pedacinhos de leite talhado (que o próprio François Simon fala que é a melhor parte) e divinamente perfumado pelo alecrim e as raspas de limão. Geralmente eu passo o molho na peneira se tiver muito eu deixo reduzir, fatio o lombo e rego com o molho, não tem erro. Já coloquei noz-moscada e ficou bom também. Em uma das vezes, eu carreguei no sal e para corrigir cozinhei algumas batatas junto que ficaram demais. Espero que goste!

>> Postado por Rita Lobo 09:46

Segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quatro e-mails e muitas receitas

Quatro e-mails e muitas receitas

Jaque leu o post com a receita de espaguete à carbonara e notou que, justamente o vinho branco, minha recente “descoberta”, não estava na lista dos ingredientes, somente no preparo. Jaque, Jaque, muitíssimo obrigada. Que falha! Já incluí, veja lá na receita. O Joaquim conta que usa noz-moscada no preparo do mesmo macarrão. Ele diz que fica muito bom. Vou experimentar.

O Fernando coloca um fio de óleo na água. Fernando, para este tipo de molho, que precisa “grudar” na massa, o óleo na água do cozimento acaba atrapalhando. Acho melhor sem. Já o sal, que você também usa, deixa a massa mais saborosa.

O Antônio viu o post sobre café e me escreve para sugerir que eu tome sem açúcar “para não ficar com azia”. Ixi, Antônio, não adoço nem com açúcar nem com adoçante, por isso, continuo achando que quando o grão é ruim, café não faz bem. Mas obrigada pelo e-mail!

O Vitaminado da semana é sobre imunonutrição. O nome é complicado, mas a nossa nutricionista, Marcia Daskal, explica na prática como melhorar a imunidade com ingredientes que temos na cozinha. Inspirada no post dela, fiz uma seleção de receitas com os ingredientes sugeridos. Leia o post lá no Vitaminado e escolha as suas receitas aqui.

Receitas doces e salgadas com castanhas

Vinte receitas com cogumelos

Brócolis no macarrão e na sopa

Cítricos em várias preparações

Espinafre em oito pratos

>> Postado por Rita Lobo 12:11

Segunda-feira, 22 de junho de 2009

E-mail da Raquel

E-mail da Raquel

Rita,

Esse assunto de reciclagem me deixa louca! Tudo é muito ambíguo. Aqui em casa, separamos o lixo orgânico, que vai para uma composteira. O lixo reciclável vai para a coleta específica dele. Procuramos usar água e energia com inteligência. Quando abasteço a casa, procuro comprar o máximo de produtos orgânicos, sempre dando preferência a produtores da região.

Tudo parece muito controlado, porém, quando se separa o lixo para reciclar, é preciso lavar algumas embalagens (e eu sofro perdendo essa água); os legumes orgânicos vêm em bandejas de isopor e filme (que não são recicláveis); os ovos orgânicos (todos) vêm em embalagens plásticas.

Apesar de usar sacolas de lona ou caixas de papelão para carregar as compras, algumas sacolinhas plásticas são necessárias para acondicionar produtos molhados ou que devam ser isolados de outros, como carnes, frangos e peixes, que não devem se juntar ao sabão e outros produtos de limpeza. Sem falar nas frutas que precisam ser pesadas antes de passar no caixa e são embaladas nas tais sacolinhas. Estas são usadas até nas feirinhas de produtos orgânicos e são impossíveis de serem eliminadas. Mas isso não me dói: deixo de comprar sacos de lixo e as uso para esse fim. Sei que devemos usá-las somente quando for muito necessário e não devemos jogar nos rios ou no mar para não sufocar as tartarugas. Mas temos que ficar ouvindo a turma que quer acabar com elas de vez, como se isso fosse resolver todos os problemas do planeta?
Beijos,

Raquel

Raquel, eu ainda não estou louca com estas questões (mas também fico louca com muitas coisas). Acho que, em vez de ajudar, vou te atrapalhar: quero acrescentar alguns itens a sua lista. Concordo com você que há muitas incoerências. É verdade que estamos tentando reciclar, não jogamos saco plástico nos rios para não “sufocar as tartarugas”, nem óleo na pia, pois não queremos acabar os peixes. Beleza. Aí você dá uma voltinha na cidade, pode ser em São Paulo, no Rio, tanto faz, e passa por uma favela. Opa! Nem saneamento básico tem por ali! Eu me esforçando para não matar os peixes e as tartarugas e os órgãos públicos nem aí para onde vai o esgoto daquela população? Por que eu vou me dar ao trabalho de ficar separando vidro de lata, lata de plástico, plástico de resíduo orgânico? Nem coleta seletiva a prefeitura proporciona a todos os bairro!

A questão é mesmo bem complexa. Mas é rica. E coloca na mesa um ponto que não tem nada a ver com órgãos públicos ou com o que “a turma” tem a dizer do fim das sacolinhas plásticas ou do planeta.

Talvez, no momento, uma das grandes virtudes dos assuntos verdes seja propor a cada indivíduo, ou família, uma avaliação interna. Sustentabilidade tem ligação direta com consumir de maneira mais consciente. E isso é uma grande coisa. Em todos os aspectos. Até nos emocionais. Não são só as crianças que aproveitam seus brinquedos novos por apenas cinco minutos. Quanto mais tem mais quer é mais velho que andar para frente. Já notou que quanto mais adiamos o consumo, mais prolongado o prazer?

Produzir menos lixo passa por consumir menos. Gastar menos recursos naturais passa por consumir menos. E assim vai. Na cozinha, acredito, sustentabilidade está até na quantidade de comida que colocamos no prato. Você faz compostagem. Eu já confessei aqui que isso está longe dos meus planos. Mas tenho observado o tanto de comida que coloco no prato dos meus filhos para não ter que jogar metade fora. (Eles nunca comem o tanto que eu gostaria que eles comessem.) É um detalhe. Mas cada um faz o que está ao próprio alcance. E é essa avaliação que, acredito, nos caiba no momento.

Essas questões que andam te deixando louca, na minha opinião, estão mesmo inconclusivas. Para mim, o que mais importa é que estamos todos refletindo. Ao pensar em separar o lixo reciclável, separamos também o joio do trigo e, sem querer, avaliamos melhor o que de fato é necessário nas nossas vidas e acabamos criando mais espaço para valorizar o essencial. Ai, ai, será que eu é que estou ficando louca? Talvez a gente não consiga salvar o planeta. E a turma do saco plástico também não. Mas, pelo menos, a gente não enche a paciência de ninguém. E acho que isso também significa produzir menos lixo. Obrigada pelo seu e-mail, Raquel.

>> Postado por Rita Lobo 22:23

Segunda-feira, 08 de junho de 2009

Dois e-mails

Dois e-mails

Rita,

No bairro de Santa Cecília, em São Paulo, tem umas lojinhas que vendem potes de vidro a preços mais justos. Não chegam a ser de altíssima qualidade, mas são grossos, básicos e não quebram à toa. E o importante é que são baratíssimos!

Eu só não consegui eliminar os potes plásticos dos caldos caseiros que faço e vendo. Não teve técnica de congelamento infalível que impedisse as embalagens de vidro de estourar. Fora o trabalho para limpar o freezer! Quanto aos potes de inox, não guardo nada ácido neles porque, aparentemente, o contato libera níquel, um metal que não deveria entrar em excesso na nossa alimentação.

Um beijo e boa sorte com a tua reforma! Deu vontade de reformar a minha cozinha!

Pat Feldman
www.pat.feldman.com.br

Rita,

Li seus posts sobre cozinha verde. Pois bem, os alemães são os reis da reciclagem, aqui se recicla tudo. Em geral, separamos papel, plástico, orgânico e vidro. Quem tem jardim normalmente tem um lixo para transformar orgânico em adubo. Mas devo confessar que minhocas não são seres com os quais eu gostaria de ter uma relação assim tão próxima, uma questão estética, eu acho...

Os vidros e as pilhas têm que ser levados ao supermercado onde há lugares especiais para a coleta. Adoro jogar o vidro no contêiner só para ouvir ele se espatifando lá dentro: é o momento mais divertido das compras de sábado!

Uma vez por mês é recolhido o Gelbesack, um saco amarelo onde armazenamos plástico. Como fica guardado por um bom tempo, eu lavo tudo antes de jogar fora, para não ficar cheirando nem atrair outros seres alienígenas, da turma da minhoca.

Tudo é hábito e depois que você se acostuma, passa a se sentir mal em não reciclar. Nas minha férias, quando eu estava no Rio, ficava com dor toda vez que eu abria aquela portinha no corredor onde se joga o lixo, que desce por aquela coluna rumo a poluição eterna. E todos os prédios antigos do Rio são assim.

Achei interessante o seu comentário sobre os potes plásticos; eu também tenho uma implicância ferrenha com eles. Tenho evitado nas minhas últimas compras para a cozinha tudo que é de plástico e de silicone também.
Beijos,

Franey

>> Postado por Rita Lobo 09:49

Quarta-feira, 03 de junho de 2009

Compostagem

Compostagem

Olha essa sequência de e-mails. A Caliê escreve para dizer que o post passado “caiu como uma luva”. Ela conta: “Ando ultra encanada com o lixo que produzimos e estou super interessada em reciclar o lixo orgânico para produzir adubo para o jardim, mas me encontro ainda na fase de estudo do melhor processo porque acúmulo de moscas e mau cheiro ninguém merece”. Para finalizar, ela diz: “vou te pedir um favor nessa noite fria de inverno, que demorou mais chegou aqui no velho oeste paulista, passe algumas receitas de sopas e caldos que agradem as crianças!”

Logo em seguida, a Franey manda uma mensagem perguntando sobre a reforma da minha cozinha e contando que, no fim de semana passado, fez um jantarzinho que começou com a “maravilhosa, gloriosa, sangria blanca, que combinou perfeitamente com o verão europeu.” (A sangria é do meu livro A conversa chegou à cozinha.)

É um detalhe, mas achei engraçado o contraste dos hemisférios: a Caliê pensando em sopas quentinhas, e a Franey fazendo receitas frescas para o verão europeu. Coisas da internet. Uma no oeste paulista, a outra no interior da Alemanha. E todas nós pensando em deixar as nossas vidas mais saborosas.

Mas o tema da semana ainda é a cozinha verde. Então volto ao e-mail da Caliê. Ou melhor, da Lucia. “Quando criança, eu fazia a tal compostagem (= jogar lixo orgânico na terra) com minha mãe no quintal de casa. Garanto que não cheira mal nem junta mosca. A terra fica pretinha, riquíssima, e ainda dá pra ensacar e presentear parentes e amigos para que coloquem em seus vasos e jardins. As minhocas (nesse caso) trabalham bem rápido, e terra fica cheirosa!” Ela sugere que a gente dê uma olhada num site chamado Minhocasa. Trata-se de um sistema de minhocultura, que pretende ajudar a reciclar o lixo orgânico, como restos de comida, podas de jardim e papéis.

Meninas, eu confesso que ainda não cheguei nessa etapa, de reciclar o lixo orgânico. Mas vamos pensando em soluções. A Marta, que é chef e dona de restaurante, também escreveu para colocar na mesa a sustentabilidade na cozinha profissional. Vou comentar o e-mail no próximo post. Mas não me esqueci das sopas quentinhas... Você já viu essa seleção, Caliê?

>> Postado por Rita Lobo 18:51

Segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mint sauce, chutney e julep

Mint sauce, chutney e julep

Oi, Rita tudo bem?

Sou fã de seu site! Acesso todo santo dia para ficar informada de cada truque e ver as receitas, que são muito úteis para os meus fins de semana. Decidi escrever para pedir uma ajuda a você: não consigo achar uma receita de molho de hortelã para servir com carneiro! Até vi em supermercados a geleia de hortelã, mas eu quero mesmo é preparar em casa.
Help!

Lylian Araujo

Lylian, fiquei com água na boca só de pensar num pernil de cordeiro assado, servido com molho de hortelã e batatas tão assadas que estão mais para torradas. Comida típica de fim de semana. Pelo menos na Inglaterra... Durante um período da minha vida, esta era a minha refeição favorita. Ainda é, quando eu estou na casa da minha tia, em Londres. O que agora significa quase nunca. Desde o nascimento dos meus filhos (o Gabriel já fez 7 anos) fui visitá-la duas vezes. E só. Assim que as crianças ficarem maiorzitas, espero, vamos todos passar uma semana com a minha tia, tomar chá e comer scones no meio da tarde, assar um pernil de cordeiro no domingo e, quem sabe, aproveito para fazer um cocktail diferente para mim e sirvo uma taça de vinho para a tia Beth enquanto os pequenos jogam futebol no parque.

Voltando ao molho de hortelã, ou mint sauce, eu tenho, sim, uma boa receita. É bem clássica, bem inglesa. E me lembrei de outra, nada clássica, com sabores indianos, mas que também leva hortelã e combina com carne de cordeiro. E já que o assunto é hortelã, em vez de mojito, sugiro outra bebidinha, nada inglesa, mas ótima para animar o almoço em família! Veja aí as três receitinhas.

Mint sauce, clássico molho de hortelã para acompanhar carne de cordeiro, como um pernil, bem típico para o almoço dominical de uma família inglesa

Ingredientes

2 xícaras (chá) de folhas de hortelã
1 colher (sopa) de água morna
2 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco

Modo de preparo

1. Pique muito bem as folhas de hortelã ou amasse num pilão.

2. Numa tigelinha, coloque a água e o açúcar. Misture até dissolver. Acrescente a hortelã e, em seguida, o vinagre. Misture tudo muito bem e deixe na geladeira por no mínimo 2 horas.

Chutney de hortelã e nozes, ou a versão indiana de um mint sauce feito por um inglês para combinar com costeletas grelhadas de cordeiro

Ingredientes

2 xícaras (chá) de folhas de hortelã (aperte bem para medir)
¼ xícaras (chá) de nozes picadas
1 dente de alho (opcional)
sal a gosto
páprica picante a gosto
3 colheres (sopa) de iogurte

No pilão, amasse bem as folhas de hortelã, as nozes e o alho. Tempere com sal e com a páprica e misture o iogurte.

Mint julep, para não deixar sobrar hortelã nem para fazer chá!

3 ramos de hortelã
1 colher (chá) de açúcar
1 dose generosa de bourbon
club soda ou água com gás
gelo

Modo de preparo

O correto é fazer este drinque no copo de prata. Do jeito errado, no copo de vidro, também fica muito bom. E depois do segundo ou terceiro, você nem vai reparar no copo. Pode ser o de caipirinha mesmo. Então, com um pilão, amasse os ramos de hortelã com o açúcar. Junte o bourbon, cubra com gelo e complete com club soda ou água com gás.

>> Postado por Rita Lobo 22:05

Quarta-feira, 20 de maio de 2009

E-mail da Juliane

E-mail da Juliane

Olá, Rita,

Espero que esteja tudo bem com você e que não esteja ficando louca com a sua reforma!

Bom, na verdade preciso de um help seu! Vou fazer um jantar de aniversário para 50 pessoas e decidi aplicar meus (poucos) dotes culinários. Adorei a sua receita de cesta de parmesão com figo, rúcula e presunto cru. Já havia feito no Natal e foi um sucesso, além de ser super fácil de fazer. O problema é que eu queria fazer as cestinhas com antecedência para deixar só a montagem para o dia.

Fiz um teste essa semana e, após algumas horas, a cestinha ficou murcha e sem graça. Há algum truque para isso não acontecer? Em caso de ser impossível, você teria alguma receita de salada que poderia substituir?
Muito, muito obrigada!
Abraços,

Juliane

Juliane, ótima escolha. Acho que esta salada tem mesmo cara de festa. Mas eu nunca fiz a receita com antecedência. Se você colocar as cestinhas num recipiente com tampo hermético, imagino que funcione; elas devem ficar crocantes por um bom tempo. Então, vamos inverter: por que você não testa e me conta?

Tenho algumas dúvidas se, para 50 pessoas, esta é mesmo a melhor opção. Talvez o processo fique um pouco trabalhoso: derrete o queijo, faz um disco, coloca sobre a tigelinha, espera esfriar, transfere para a caixa...

Outra possibilidade é, em vez de porções individuais, servir a salada numa grande travessa, no bufê. Em lugar de cestinhas, você pode fazer discos e quebrá-los sobre as folhas, mas só na hora de servir. (E ainda fica mais fácil de armazenar na caixa!) Mas perde o charme de ser individual, eu sei.

Outra receita servida individualmente que me vem à mente é a bruschetta no copo. Ela é prática de fazer e também de comer. Suponho que o jantar não vá ser à mesa, certo? Então, nada mais prático que copinhos, e ingredientes já cortadinhos, para comer sentado no sofá ou mesmo em pé. Também levei em consideração que a sua primeira opção, a cestinha, tem sabores italianos. Neste caso, a bruschetta também deve funcionar no cardápio. Para que eu pudesse sugerir mais receitas, o ideal seria saber o que você vai fazer de prato principal e de sobremesa. Mas seja quais forem suas escolhas, sendo receitas do Panelinha tenho certeza que a festa vai ser um sucesso. (A obra não está me deixando louca, mas está acabando com a minha modéstia...)

>> Postado por Rita Lobo 17:45

Sexta-feira, 01 de maio de 2009

Mais um bolo de milho

Mais um bolo de milho

Olá, Rita!

Acompanho sempre seu blog e adoro! As receitas de bolo de milho foram destinadas à Cláudia, mas não resisti: corri para fazer e foi um sucesso, não sobrou nadinha! Fiz o bolo de milho cremosinho, cuja receita foi enviada pela Silvia. Amei! Mas da próxima vez, vou reduzir na quantidade de açúcar.
Bjos,

Sarinha

Sarinha, obrigada pelo e-mail e pela foto! Aliás, acabei não comentando que a Cláudia fez a receita da Silvia com as seguintes modificações: “troquei a margarina pela manteiga, a farinha branca pela integral e o açúcar branco por mascavo. Ficou uma delicia!”

Recebi tantos e-mails sobre o post para a Cláudia que estou quase fazendo um blog só sobre bolos! A minha querida amiga Mariana Villas-Bôas viu o troca-troca de receitas e resolveu mandar mais uma versão de bolo de milho.


Rita, querida

Não lembro se já te mandei essa receita de bolo de milho, ela é ótima, da família da minha madrasta querida.
Beijos,

Mari


Bolo de milho

Ingredientes

5 espigas de milho
2 copos de leite
3 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo
100 g de manteiga derretida
100 g de queijo parmesão ralado
3 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de preparo

1. Unte uma fôrma retangular (tipo tabuleiro) ou redonda (sem buraco no meio) com manteiga e farinha de trigo. Reserve.

2. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).

3. Debulhe as espigas de milho: com uma faca separe os grãos do sabugo.

4. No liquidificador, coloque os ingredientes molhados (ovos, leite e manteiga derretida). Junte o milho debulhado e bata bem, até formar um creme homogêneo.

5. Numa tigela, misture os ingredientes secos: farinha de trigo, açúcar, fermento e queijo parmesão. Misture bem.

6. Despeje aos poucos o milho batido nos ingredientes secos, misturando até formar uma massa lisa.

7. Transfira a massa para a assadeira untada e leve ao forno para assar por aproximadamente 40 minutos.

8. O bolo fica bem molhadinho, mas deve ter uma cor dourada por cima. Polvilhe açúcar e canela quando tirar do forno.

>> Postado por Rita Lobo 19:27

Segunda-feira, 27 de abril de 2009

Um e-mail e dois picolés

Um e-mail e dois picolés

Ricardo-RIC-BE escreve porque está “louco para aprender a fazer alguma coisa na cozinha, além de abrir e fechar a geladeira!” Conta que “navegando pela internet, por acaso cliquei em um link que caiu no site Panelinha; queria saber de você por onde alguém, como eu, que mal sabe fritar um ovo, deveria começar na cozinha para aprender a fazer coisas comíveis.”

One is fun, Ricardo. Comece, justamente, pelos ovos. No blog One is fun, um projeto dividido em seis etapas, até quem não sabe fritar ovo consegue entrar e sair da cozinha com um prato na mão e em menos de 30 minutos! As porções são individuais, levam em conta a despensa do solteiro, que costuma não ter muito mais que uma lata de atum e um pacote de macarrão, e são muito fáceis de fazer.

Depois de aprender a fazer ovos fritos, mexidos, omeletes, fritadas, você pode começar a preparar saladas, grelhados, acompanhamentos... Neste link, você vê todos os post de uma vez só, desde a etapa dos ovos, passando por sopas, massas, sanduíches, grelhados, saladas, acompanhamentos e, por último, o mais temido dos ingredientes, o peixe.

Bom, as fotos ao lado nada tem a ver com o blog One is fun. Hoje, porém, saí para tomar um cafezinho no meio da tarde e dei de cara com esses picolés Diletto. Eles não são exatamente uma novidade, mas eu ainda não tinha experimentado. Comi logo dois: um de pistache, outro de gianduia. Não são muito doces, são bem cremosos, com sabor delicado. Como se fosse um sorvete de massa, mas em picolé. Ele é cheio de historinha: o avô fabricava no Vêneto, os netos relançaram no Brasil; a embalagem também conta que a base e o aroma são importados da Itália. Mas o que realmente importa é que é muito bom. Tem de limão siciliano, tiramisu, coco... Os sabores são animadores. Eu comprei na La Vie en Douce, patisserie da Carole Crema, que fica na esquina da al. Tietê com a rua da Consolação. Mas, Ricardo, eles não valem por uma refeição. Já para cozinha! E não é só para abrir e fechar a geladeira. Boa sorte.

>> Postado por Rita Lobo 18:36

Quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bolo de nada, marshmallow com tudo

Bolo de nada, marshmallow com tudo

Oi, Rita,

Desde que li seu post sobre o bolo de cenoura, tenho meditado sobre os “deliciosos mistérios” do bolo. Lembrei-me do filho de uma amiga. Sempre que ele passava a tarde com a avó, ela fazia um bolo de sabor diferente. Uma vez, ela perguntou: “Jorge, hoje você quer bolo de quê?” Talvez por não saber dizer que queria comer bolo simples, respondeu: “Bolo de nada, vó!” Eu adorei a resposta e, desde então, aqui em casa o bolo básico passou a se chamar Bolo de Nada. Voltando ao bolo de milho: adorei a fôrma que você escolheu! Fiquei com água na boca só de imaginá-lo pronto, tão lindo.
Beijo grande,

Mila

Rita,

Acompanho o site Panelinha há algum tempo e adoro as receitas! Antigamente tinha uma de marshmallow, com clara de ovo, água e açúcar, mas não consigo encontrá-la no site novo. Gostaria de saber se ainda tem essa receita para me indicar. Gosto de colocá-la na torta de limão.
Obrigada!

Daniela

Mila, ainda não fiz o bolo, mas a Glaucia já! “Fiquei pensando quanto teria de milho numa espiga e utilizei uma latinha para preparar o bolo (200 g sem o líquido). Também troquei a margarina por manteiga e utilizei forminhas de muffins. Como o bolo rende bastante, usei mais uma forminha daquelas com furo no meio de tamanho mini. Foi pá pum! Misturei tudo no liquidificador e pronto! E também assou rapidinho. Depois de pronto, deixei esfriar e polvilhei açúcar de confeiteiro com canela em pó! O bolo mais parece um creme de milho! É muito bom e eu recomendo! :)”

A Glaucia fez a receita da Silvia, que publiquei no post de 18 de abril. Por isso, logo mais eu vou fazer a da Mila, que está no mesmo post. As duas, na minha opinião, dão água na boca. Outro assunto: hoje tomei um café com o André, e ele me PROMETEU a receita da torta de ricota explicadinha. Tão boa quanto a receita é a história dela. Mas isso vou deixar para outro post. Daniela, a receita de marshmallow está a seguir. Pessoalmente, adoro colocar umas gotinhas de água de rosas ou de flor de laranjeiras. Mas não para usar na torta de limão. Fica uma delícia, porém, com frutas, como abacaxi, e também com “bolo de nada”. E com bolo de laranja, de limão... Com bolo de chocolate, nunca experimentei. Quem sabe a Glaucia... Brincadeira, Glaucia!

Marshmallow

Ingredientes

2 claras
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de água

Modo de preparo

1. Numa panela, coloque o açúcar e a água e leve ao fogo médio. Deixe ferver por aproximadamente 15 minutos, até formar o ponto de fio. Para saber qual o ponto adequado, coloque um garfo dentro da panela e suspenda; a calda deve escorrer em fio constante e não em gotículas separadas. Vá repetindo o procedimento e, quando chegar no ponto, desligue o fogo.

2. Na batedeira, bata as claras até que fiquem bem firmes.

3. Sem desligar a batedeira, vá regando a calda lentamente, até que todo o conteúdo da panela tenha sido despejado.

4. Continue batendo por mais 5 minutos ou até a tigela da batedeira esfriar (a calda estava quente). O marshmallow está pronto para ser utilizado.

>> Postado por Rita Lobo 14:25

Segunda-feira, 20 de abril de 2009

Navegar é preciso

Navegar é preciso

Será Calie o seu nome? O e-mail não estava assinado, mas o endereço eletrônico era esse. Então é à Calie que vou me dirigir. Eu fiquei emocionada e envaidecida com a sua mensagem. E me identifiquei com você. Também tenho filhos pequenos, minha mãe é pesquisadora e professora universitária, como você, e eu também ando cozinhando, e recebendo amigos, bem menos do que eu gostaria. (E, no meu caso, também ando escrevendo menos do eu deveria.) Por isso, “o livro com umas quinhentas páginas para serem degustadas lentamente”, que você sugere, pelo menos em breve não tem muita chance de sair. Mas fiquei toda contente com as suas palavras. Apesar de o Panelinha existir há mais de 9 anos, e diariamente eu receber um montão de e-mails, sempre fico surpresa como pessoas que não se conhecem podem ter intimidade, como se fossem amigas que tomam longos cafés da manhã.

A Franey e eu recentemente nos conhecemos pessoalmente. Numa das nossas trocas de e-mails, ela comentou que estaria no Rio durante a Páscoa. Ela mora numa cidadezinha na Alemanha, e eu em São Paulo. Eu também iria para o Rio. Achamos que seria uma boa oportunidade para nos encontrarmos. Marcamos um café numa chocolateria na Dias Ferreira, no Leblon, e ficamos papeando por duas horas. Ela me trouxe um presentinho fofíssimo, uma caixa de açúcar em forma de barquinho.

Hoje, quando fui fotografar o barquinho boiando no café, meus filhos apareceram e ficaram maravilhados com o novo açúcar. Lembrei que a Franey ainda não tem filhos, a Calie tem dois, mas aparentemente, elas duas, eu e você temos muito em comum. Estamos todas atrás de boas receitas para as nossas cozinhas, é verdade, mas principalmente para as nossas vidas. Vamos testando, nos testando, experimentando, acertamos um temperinho aqui, outro ali, às vezes mudamos radicalmente um ingrediente, deixamos de comer outro, pelo menos durante um tempo, incluímos um pouco de pimenta, tiramos a pimenta, mas vamos navegando, às vezes com mais precisão, de olho na bússola, em outras, apenas aproveitamos os bom ventos. Mas estamos todas no mesmo barco. E quando uma naufraga, como o barquinho de açúcar que vai sendo sugado pelo café, tem sempre outra por perto para dar uma mexida e mostrar que o café só ficou mais doce depois do sufoco.

>> Postado por Rita Lobo 14:57

Sábado, 18 de abril de 2009

Dois bolos de milho para Claudia

Dois bolos de milho para Claudia

Silvia e Mila, obrigada pelo carinho, pelos e-mails e pelos bolos. Vou fazer as duas receitas. Claudia, imagino que você possa substituir a farinha refinada por integral no bolo da Silvia. Aliás, Silvia, eu vou trocar a margarina por manteiga. Depois eu conto se deu certo! Para o bolo da Mila, vou usar essa fôrma amarela de porcelana, não é linda? Ah, Glaucia, se você for mais rápida que eu, manda a foto!

E-mail da Silvia

Querida Rita,

Como você, acho bolo uma coisa gostosa de preparar, ainda mais quando feito à tarde, com a cozinha arrumadinha e aquele perfume saindo do forno e se espalhando pela casa toda. Tenho uma receita de bolo de milho que não leva farinha integral, como a Claudia gostaria, mas é muito boa, o bolo fica bem cremoso por cima. Lá vai:

Bolo de milho cremosinho

Ingredientes

2 espigas de milho grandes
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de leite
4 ovos
4 colheres de margarina
4 colheres de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó

Modo de preparo

Raspe os grãos de milho da espiga e bata no liquidificador com os outros ingredientes. Unte uma assadeira retangular média com margarina, despeje o que foi batido e leve a assar até corar por cima. Fica muito bom, experimente com um cafézinho, combinação perfeita!

E-mail da Mila

Oi, Rita,

Não resisti ao "chamado" e resolvi enviar a minha colaboração. A receita não leva farinha, pois o milho já tem amido. Espero que acerte e goste, assim como eu gosto de você, do seu site e dos seus livros. Sou de Brasília e tenho todos eles autografados.
Beijo e sucesso.

Maria Emilia (Mila)

Bolo de milho verde

Ingredientes

3 ou 4 espigas de milho verde
4 ovos
2 ½ xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de óleo
2 xícaras (chá) de leite
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó
manteiga para untar a fôrma

Como fazer

Com uma faca afiada, retire os grãos de milho das espigas e reserve.

Coloque os ovos no liquidificador e bata em velocidade baixa. Junte o açúcar, a manteiga, o óleo, o leite e o milho reservado. Caso necessário, acrescente um pouco mais de leite.

Deixe batendo em velocidade média enquanto você unta uma fôrma (de buraco no meio), com manteiga.

Junte aos ingredientes do liquidificador o sal e o fermento em pó. Deixe batendo enquanto acende o forno. Só então, desligue o liquidificador e despeje a mistura na fôrma.

Deixe assar por cerca de 40 minutos.

Dicas: A massa fica bem mole. Deixe terminar de assar apenas no calor do forno desligado. É bom fazer à noite, pois no dia seguinte, ele estará bem frio, ficando mais fácil para desenformar. Para o bolo desgrudar, passe uma faca em torno da forma, balance-a para soltar bem e vire-o num prato. Para um bolo menos doce, reduza a quantidade para 1 ½ xícara de açúcar. Para que o bolo fique menos gorduroso, o óleo também pode ser diminuído para ½ xícara.

>> Postado por Rita Lobo 15:29

Quarta-feira, 15 de abril de 2009

Três e-mails e uma foto

Três e-mails e uma foto

Recebi três e-mails que se agruparam nesse post. O primeiro, da Glaucia, veio com a foto do bolo de cenoura integral que postei ontem! Obrigada, Glaucia, rapidíssima. Aliás, você não comentou se tem página aqui na nossa comunidade, tem? Poderia colocar suas receitas e fotos lá. O segundo é da Claudia, que faz coro comigo e pede a receita da torta de ricota para o André. Por último, a Kleisse quer uma receita de bolo de milho fresco. Também fiquei com vontade, mas não tenho nenhuma. Alguém tem? Pode mandar para o meu e-mail: rita@panelinha.com.br.

Olá, querida Rita

Você escreve seus textos de uma maneira tão gostosa, tão próxima, que me sinto dentro da sua casa, sinto o cheiro da comida da Noelia, imagino sua cara de "brava" contando até três para os meninos sentarem nos seus lugares (toda mãe conta até três, né?). Como uma infinidade de pessoas, gosto muito do Panelinha.

Sou viciada em preparar bolos... Às vezes me pergunto quem vai comer tanto bolo! Somos apenas dois em casa. Não tenho somente prazer em prepará-los, o cheiro que se espalha pela casa é incrivelmente confortante, ainda mais agora que acabei de me mudar de Estado... Cheiro de bolo espalhando pela casa inteira tem o dom de transformar a cozinha, ainda desconhecida, num espaço mais acolhedor e tranquilo!

Você falou tanto que o seu bolo de cenoura favorito era incrivelmente bom que lá fui eu matar as bichas de tanta vontade! Fiz duas alterações: não coloquei uvas passas, não tinha em mãos; e usei liquidificador em vez de batedeira, a minha quebrou e me virei com o que tinha! Acredito que se tivesse batido o bolo na batedeira ele teria ficado mais fofinho. O sabor ficou ótimo e gostei também da textura, ficou molhadinho!

Bati a cobertura com o auxílio de um fouet e coloquei num potinho! Eu achei que a cobertura dá um tchans a mais.. O bolo já é bom, com a cobertura fica melhor ainda!
Bjs e obrigada pela receita,

Glau
OBS: Tenho dois blogs e queria te apresentar!
www.quitandoca.com
www.madamesnacozinha.blogspot.com



Rita, adoro seu blog. Já fiz várias receitas e algumas são um sucesso, como o bolo delícia de limão. Faz um tempo que ando procurando uma receita de bolo de milho. Recebo uma cesta orgânica cheia deles e queria fazer um bolo. Tinha uma receita de família mas perdi. Você tem alguma bacana? Com farinha integral?
Bj,

Claudia



Olá, Rita!
Todos os dias acesso o Panelinha para ver uma receitinha nova. E é claro que quero pressionar seu amigo a fornecer a receita da torta de ricota. Na foto está divina. Parabenizo pelo site. É DELICIOSO!
Beijocas para você.

Kleisse

>> Postado por Rita Lobo 16:41

29 de março de 2009

E-mail da Cacau

E-mail da Cacau

Eu adoro pesquisar receitas na comunidade aqui do Panelinha. E, de vez em quando, não resisto e mando um e-mail para o autor da página. Há uns tempos, demos destaque na home do site para uma customização feita pela Ana Carolina Correa. Ou seja, a receita e a foto eram do Panelinha, mas a Ana, depois de fazer em casa as lulas recheadas com cebolas caramelizadas, reescreveu o preparo e o texto de apresentação do prato. Na página, ela conta o seguinte:

“Lia essa receita e ficava com água na boca. Mas sempre achava ‘gourmet’ demais pros meus dotes culinários ainda primitivos. Até que resolvi fazer um almoço especial para meus amados Canga e Gisa, e a doce Ana Laura. Fiquei uma semana avaliando todos os riscos e resolvi tomar coragem. Não consegui fotografar, mas aí vão minhas considerações :
1. Achei o lance de rechear as lulas meio complicado, então, cortei em anéis (comprei fresca, acho que faz uma super diferença), temperei com sal e limão, e refoguei os anéis.
2. O molho no começo dá um medinho, mas o segredo é paciência. O ponto do molho é o seguinte: ele fica bem brilhante e borbulhando quase como uma calda de caramelo.
3. Servi o molho separado dos anéis de lula com medo que as pessoas não gostassem do sabor exótico das cebolas, mel e vinho.... Doce engano! rsrsrs O Canga raspou o que sobrou do molho com o que sobrou do arroz e não restou pedra sobre pedra!
Servi com arroz branco, que temperei com salsinha fresca, amêndoas em lâminas, passas e um toque de azeite de oliva. Segue a minha versão da receita, com mínimas alterações.
P.S: Da próxima vez tiro uma foto.”

Achei as observações da Ana Carolina (que assinava como Cacau) tão bacanas que mandei um e-mail agradecendo a participação dela na comunidade Panelinha. Na sequencia, ela me respondeu com o e-mail mais fofo do ano! Cacau, muito obrigada pelo seu carinho!

Correndo o risco de ser eleita a rainha piegas do ano... Fiquei emocionada de receber um e-mail seu! Eu já testei muitassss receitas do Panelinha, e sempre que eu cozinho faço minhas anotações, porque eu conheço um monte de gente que como eu adora cozinhar, mas diferentemente de mim, tem medo das receitas "mais elaboradas".

Entrei na comunidade porque queria encorajar as pessoas, mostrando que não é só nossa querida-magnânima-super-poderosa Rita que consegue. Nós, pobre mortais, com um pouquinho de dedicação, também podemos conseguir =)

(E na verdade eu me sinto super encorajada pelo jeitinho Panelinha de desmistificar as coisas, mas a gente sempre tem aquela sensação de que é coisa de novela rsrsrsr.)

Enfim, Rita querida, tu és a minha "ídala", foram teus textos tão delicados e intimistas que me encorajaram a botar pra fora essa minha vontade de me aventurar na cozinha.

E um dia, quando eu escrever um livro (sonhando alto!!) eu vou te pedir pra escrever a orelha!! hahahahahhahaha
Um beijo enorme,

Cacau

OBS: Na comunidade, mudei meu nome para Ana Carolina Correa (sugestão da mamãe), mas imagina a pessoa aqui, mega empolgada porque a Rita me chama de Cacau heheheheh

>> Postado por Rita Lobo 15:35

01 de março de 2009

E-mail da Ligia

E-mail da Ligia

Recebi um e-mail muito carinhoso da Ligia Rechenberg, dona das receitas e fotos mais românticas da nossa comunidade. (Românticas com um tempero contemporâneo, uma combinação de características, por sinal, muito interessante.) As fotos ao lado são todas dela! Esse muffin de maçã sobre as florzinhas não é uma fofura?

Pessoalmente, estou com vontade de fazer os biscoitos amanteigados. “A grande estrela dessa receita é o alecrim, que dá um gostinho de limão-azedinho-salgado a uma massa que derrete na boca”, diz a Ligia na página da receita. Além de todos os muffins e biscoitos das fotos, ela também publicou sopinhas, tortas doces e salgadas, receitas e imagens muito saborosas.

Ligia, parabéns pelas 32 primaveras, parabéns pelas receitas, obrigada pelo e-mail e pela dica sobre o editor de texto; vou descobrir o por quê da desconfiguração e verificar o que pode ser feito.

Para ver todas as receitas da Ligia, clique aqui. Abaixo, leia o e-mail dela.


Oi, Rita,

Voltei de viagem e só agora li o seu post sobre a Comunidade do Panelinha. Caramba, como o tempo passa rápido! Descobri o Panelinha em 2005 e como estava de namorado novo e cansada do meu repertório de receitas, comecei a usar muitas idéias do Panelinha. Lembro que o primeiro feriado que nós passamos juntos foi o de Páscoa, e cozinhei vários peixes pra nós, todos a partir de receitas do Panelinha. Isso reacendeu minha paixão pela culinária e ressuscitei alguns livros e receitas e desandei a cozinhar. Fui morar junto com o namorado e em várias comemorações na casa nova continuei seguindo as receitas do Panelinha. A sobremesa de figos com mel é sucesso até hoje!

Daí mudamos para um apartamento com uma cozinha enorme, onde passei a cozinhar mais e mais. E com mais espaço, passei a cuidar dos detalhes de cada prato, das finalizações. Comecei a fotografar os pratos e achar bonito o que eu fazia. Comecei a postar as receitas no meu blog pessoal que não é um blog de cozinha e, coitado, acabou entrando numa crise de identidade. Foi aí que o Panelinha me ajudou de novo: descobri a Comunidade, me inscrevi e comecei a postar minhas receitas ali. Acho que a Comunidade é o lugar ideal pra guardar as minhas receitas e dividi-las com quem gosta de cozinhar (e o meu blog voltou a ser só o um blog pessoal, sem comidas). Ah, e as receitas de outros colaboradores têm me inspirado bastante também - me divirto tanto com os textos da Franey!

Bom, e já que contei pra você essa minha vida entrelaçada com o Panelinha e agora com a Comunidade, queria contar também que postei lá um bolo de aniversário que fiz há algumas semanas pra comemorar as minhas 32 primaveras... Se eu soubesse antes do aniversário da Comunidade, teria cantado parabéns pra vocês (ou todos nós colaboradores) também!

Ah, antes de terminar esse email, eu queria fazer uma pequena queixa sobre a Comunidade: sempre tenho problemas pra incluir minhas receitas. O editor de textos desconfigura tudo e tenho que recolocar cada frase no seu lugar... enfim, nada grave, mas se isso pudesse melhorar, acho que facilitaria a vida de muita gente.

É isso. Muito sucesso ao Panelinha e à Comunidade!

Ligia

>> Postado por Rita Lobo 20:30

Terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Receitas da Franey

Receitas da Franey

Querida Rita,

Foi com prazer que li ontem sobre a comunidade. Fico feliz que ela esteja crescendo e que tanta gente colabore com receitas novas. Eu sou do time que só usa as receitas do Panelinha (exceto "o gordo e o magro", se bem que alguém já deve ter pensado nisso antes), mas me divirto do mesmo jeito experimentando as receitas. Já fiz também algumas receitas do seu novo livro, mas sábado foi diferente.

Na sexta dancei até cansar numa festa de aniversário. Sábado acordei morta de fome. Mas não era uma fome qualquer. Eu acordei com o seguinte pensamento: Quero o macarrão à "golonhesa". Aquele mesmo lá do livro. Nem sou fã de macarrão à bolonhesa, mas por qualquer razão inexplicável, sábado, só podia ser essa a pedida. Com uma faca em uma mão e o livro na outra, lá fui eu preparar a receita.

O resultado foi o melhor molho “golonhesa” que eu já comi. Cheguei a sonhar que tinha te encontrado em Sampa pra tomar um café e eu dizia: "Rita, aquela receita foi uma das melhores que você publicou".

Não tenho tido muito tempo pra fotografar os pratos, eles desaparecem rapidamente, assim que chegam à mesa... As receitas de Cocotte do One is Fun já salvaram muitas refeições do desastre completo, especialmente quando eu volto da capoeira à noite, morta de cansaço.

Gostaria de deixar aqui uma sugestão: seria legal fazer uma seleção das receitas do site mais apropriadas pra congelar, acho que seria bem útil, sempre que dá, eu congelo aqui em casa, mas às vezes não sei o que se deve ou não congelar.
Um grande abraço

Franey

Franey, querida,

Que bom receber seu e-mail! Anotada a sugestão. Mudando de assunto, dei um sorrisinho de canto de boca com o seu desejo por macarrão à “golonhesa”. Eu também já tive um súbito e inexplicável desejo pelo macarrão. Mais especificamente quando estava grávida da Dorinha! Franey, Franey!

Bom, intimidades à parte, quem acompanha o blog certamente conhece a Franey: ela foi uma das primeiras a se cadastrar na comunidade. É verdade que muitas das receitas que ela faz eram do Panelinha. Digo eram porque a Franey sempre troca ingredientes, usa a calda de um bolo no outro e acaba customizando receitas, fotos e textos. As imagens desse post são todas da página dela! Veja abaixo receitas, dicas e truques da Franey.

Barquinha de berinjela recheada
“Tem dias em que você abre a geladeira, olha pro gavetão e lá estão, desolados, legumes que rolaram pra lá e pra cá e não foram escolhidos pra nenhuma receita. Há dias que uma berinjela me encarava, mas eu não estava com vontade de comer berinjela grelhada, que é o que eu normalmente faço. Finalmente vi essa receita e alterei algumas coisinhas, tudo lá na receita. Ficou ótimo e super saudável. E ainda fiz uma limpa no gavetão!”

Bolo de fubá com limão e castanha-de-caju
“Se você come e se sente culpado passe longe desse bolo, mas se você quer mesmo é se deliciar com algo maravilhoso manda bala, é ele o eleito. A minha versão levou, na decoração, frutinhas de marzipa, se bem que ele nem precisava, já é lindo e gostoso assim sé com um açucarzinho por cima mesmo!”

Bolo de cenoura light pero no mucho
“Eu modifiquei essa receita e a calda de chocolate eu uso sempre aquela da receita de bolo de cenoura normal, que é de chorar de boa. Esse bolo, que eu já faço há algum tempo, não dura muito aqui em casa e por isso é difícil conseguir fazer uma foto, mas dessa vez consegui. Nessa minha receita alterada vai aveia também, pra deixar ele bem saudável.”

Calda de chocolate
“Essa calda é multiuso, servi nesses potinhos com morangos ou com cerejas espetadas num palitinho de plástico, foram disputados a tapa.”

Cocotte de cogumelos-de-paris, limão e parmesão
“Acho que não existe receita mais rápida e prática do que essa, ótimo pra quem começou a cozinhar ontem.”

Creme de papaia e banana light
“Delicioso e mais fácil impossível, ótimo pra fazer uma sobremesa na correria.”

Musse de morango
“Meus amigos adoraram.”

Quiche de alho-poró com alecrim
“Já me declarei fã da quiche, mas essa receita eu ainda não tinha experimentado. Ficou linda (como comprova a foto) e com um perfume divino.”

Salada de abobrinha com hortelã
“Muito fácil de fazer e ótimo acompanhamento.”

Salada de cuscuz marroquino com legumes
“Fazer essa salada é uma ótima desculpa para experimentar o cuscuz marroquino, um ingrediente prático, delicioso e leve.”

Torta de nozes que viraram amêndoas
“Ela é chique mesmo e fez um sucesso incrível num jantar que fiz com os meus amigos. Duas alterações: uma no gosto e uma no visual. Substituí as nozes por amêndoas e decorei com uns confetinhos coloridos de açúcar. Quando botei na mesa virou todo mundo criança de novo!”

Bolo de aniversário do Panelinha lactofree!
“Em comemoração aos 8 anos do Panelinha e de um aniversario aqui em casa. Foi só alegria. Detalhe: fiz esse bolo lactofree! Faça como eu: seja intolerante com a lactose e adapte tudo, ninguém percebeu os meus truques...”

O gordo e o magro
“Um recheio bem magrinho para um bacon bem gordinho. Acompanhamento fácil, rápido e saboroso. E não pesa, porque vai no forno.”

Para ver todas as receitas da página da Franey, clique aqui.

>> Postado por Rita Lobo 19:37

Terça-feira, 20 de janeiro de 2009

As peras e o acordo ortográfico

As peras e o acordo ortográfico

Rita, também andei questionando essas superstições de ano-novo. De 2007 para 2008 fiz um escândalo porque uma tia insistia em trazer coxas de frango (justo as coxas... que ciscam!) para o churrasco de ano novo. Não deixei! O feitiço virou contra o feiticeiro: mesmo sem o bicho cisquento, 2008 foi uma lástima pra mim. Daí, de 2008 para 2009 resolvi que não faria nenhuma mandinguinha... mentira! Na última hora resolvi comer as 12 uvas e estou torcendo para que elas me tragam muuuuuuuuuuuita prosperidade (para repor a catástrofe de 2008)! Mas a idéia de não fazer nenhum ritual comestível acabou virando um post pro meu blog... Se não conhece, ainda não leu, não perca mais tempo (hehehe)! Ele é bem divertidinho (...e a dona, super modesta!!). Passe por lá: www.claraemneve.blogspot.com . Preciso dizer que amo o Panelinha?! Ok, eu digo... todos já sabem: amo demais o Panelinha! E todos seus filhotes, crias e amiguinhos! Amo e vicio todos meus amigos.
Beijos!
Fabiane Catarse


Catarse (que ótimo o seu sobrenome!),

Acabei de ler os quatro últimos posts do seu blog. Adorei. Na minha opinião, pode continuar com a “modéstia”: o seu texto é muito divertido! Gostei das “Receitas antiqüíssimas feitas com lingüiça no liqüidificador!” em comemoração, ou não, ao início do novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Também estou com uma certa dificuldade para escrever que a receita de pêra ao vinho agora é de pera. Eu acabo lendo: péra, espera, peraí. Mas, de fato, era meio chato lembrar que a pêra tinha acento, e as peras, não. Esquisitinho. Se bem que tem muita família com um irmão loiro, e outro, moreno; não é porque têm o mesmo pai e a mesma mãe que precisam ser iguais. (E também não precisam ter o mesmo pai e a mesma mãe para ser da mesma família.) Uma é plural e a outra singular. Mas eu já tinha me acostumado com a pêra e as peras. Mas, agora, vai ser a pera e as peras. E continua não valendo as pera.

As variedades, porém, continuam indiferentes ao acordo: não vá usar pêra d'água, ops, pera d'água para fazer um doce com cozimento longo. Peraí. Neste caso, vamos continuar usando a pera portuguesa, independentemente da mudança ortográfica. Não sei se você viu, mas seu blog já está nos indicados aqui pelo Panelinha. Obrigada pelo seu e-mail e parabéns pelos textos. E aproveitando as peras, aqui vai o link para uma das minhas sobremesas favoritas: polenta doce com pêra e calda de vinho tinto. (Ai, que preguiça de alterar esses acentos!)

>> Postado por Rita Lobo 23:35

Segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vinho e comida

Vinho e comida

Olá Rita,

Desde que me deram a dica de consultar o Panelinha para pegar receitas, minha vida mudou. Bom, pelo menos na cozinha. Eu sempre fiz o básico, sem muito glamour ou requinte. Atualmente, estou sempre procurando algo para surpreender as numerosas boquinhas nervosas que tenho em casa.

Semana passada, estive na segunda à noite no Ráscal e experimentei uma terrine de queijo de cabra maravilhosa. Para obter a receita, pedi para conversar com a chef, que, apesar de solícita, apenas explicou "an passant" como fazia. Dentre outros ingredientes, falou do chantilly, leite, queijo de cabra, iogurte, talvez, e amêndoas e também disse que era necessário deixar de um dia para outro na geladeira. Mandei um e-mail para eles pedindo a receita certinha, mas não obtive resposta.

Então pensei em você. Se eles não podem ou não querem me ensinar talvez você saiba como fazer ou descubra como é esta receita. Esta terrine fica bem aerada. E foi servida com morangos para acompanhar as saladas do bufê.

Uma vez por mês, reunimos alguns amigos e promovemos uma degustação de vinhos. O próximo será na minha casa. Quero fugir um pouco do queijo com vinho e servir esta terrine. Acho que vai ser uma agradável combinação. O que você acha?

Um super abraço,

Maria da Penha

Maria da Penha,

Acho que também fugiria do “queijo e vinho”, que, para mim, não formam uma boa combinação. Já notou como pesa? Especialmente quando o vinho é tinto. Ainda mais no verão!

Li seu e-mail e me lembrei de um livro chamado Vinho e Comida - Um Guia Básico e Contemporâneo das Melhores Combinações de Vinho e Comida. Você conhece? Não é novo, deve ter uns dez anos, a autora é inglesa, Joana Simon, e aqui foi publicado pela Companhia das Letras.

Já vou avisando que tem um lado ruim: por ter sido escrito, inicialmente, para o mercado inglês, dá muita ênfase aos vinhos europeus, que chegam caros ao Brasil, bem menos acessíveis que bons produtos dos nossos vizinhos, pouco citados pela autora. Mesmo assim, é um livro excelente porque, além das sugestões de combinações, explica conceitos, regras e, também, como quebrá-las. Ensina o que avaliar na hora de combinar comida com vinho; explica princípios, como peso, intensidade, fala sobre acidez, doçura, tanino. Há um capítulo sobre os efeitos, na harmonização, de cada técnica de cozimento, como fritar, refogar, grelhar etc. Outro sobre as uvas e vinhos. E, finalmente, “combinações clássicas internacionais”. Bouillabaisse com um rosé seco, como do Languedoc; Escabeche com um Rioja branco e seco; cotecchino com lentilhas acompanhado de um Lanbrusco tinto. Há uma série de sugestões, divididas por região. Bordeaux, Borgonha, Languedoc, Provença, Ródano, Loire, Alsácia... E ainda nem saímos da França. Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Suíça. Depois da Europa, Estados Unidos, America do Sul, Austrália e Nova Zelândia. E, também, sugestões de vinhos para combinar com pratos indianos, chineses, tailandeses e japoneses.

Voltando ao seu jantar, no livro, ela fala sobre a dificuldade de harmonizar vinho com queijo: “A idéia de que vinho e queijo são pares perfeitos é um grande mito. Na verdade, o queijo é um dos alimentos mais problemáticos para a combinação com vinho. Nada de surpreendente. Afinal, ele costuma ter sabor intenso e forte; em geral apresenta muita gordura; pode possuir elevada acidez; é quase sempre muito salgado; e pode ter textura viscosa, que reveste o interior da boca”.

E eu concordo. Nem sei exatamente por que “queijo e vinho” virou um clássico. Por isso, a terrine, apesar de parecer bem gostosa, talvez não seja a opção mais fácil. De qualquer maneira, aqui no Panelinha temos uma receita, sem dúvida bem diferente da que você comeu, mas também muito gostosa: terrine de aspargos e queijo de cabra. E, neste caso, escolha um Sauvignon Blanc chileno, que vai bem com aspargos e com queijo de cabra. Obrigada pelo seu e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 00:01

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

E-mail da Carolina

E-mail da Carolina

Olá, Rita,

Adoro o site, sempre uso as receitas, deliciosas e fáceis. A primeira que testei foi o fettuccine Alfredo. Foi em um domingo. Todos amaram! Depois que soube, pelo blog, do lançamento do seu livro novo, A Conversa chegou à cozinha, comecei a procurar nas livrarias. Encontrei na Cultura do Shopping Villa-Lobos, que aliás tinha uma mesa com todos os seus livros expostos... Comprei, fui ao cinema e, depois de jantar, voltei para casa. Por volta das 23h, comecei a ler. Só parei quando acabou. Que delícia! Literalmente devorei!

Resolvi escrever, pois adorei as histórias, as receitas, tudo, e queria te dizer isso, queria que soubesse que foi delicioso ler o seu livro e que ele despertou em mim uma vontade enorme de me dedicar mais à culinária em 2009.

Abraço,

Carolina Fernandes


Carolina, é curiosa essa ligação entre leitor e autor. Muitas vezes, depois de ler um livro, eu também tenho vontade de me comunicar com quem o escreveu, mas, confesso, nunca tive coragem (quer dizer, fora com a Nina Horta, que já até cansou de me ouvir dizer que eu amo o livro dela). Então, fico muito emocionada quando alguém me escreve para dizer que gostou, que não parou de ler, que deu vontade de cozinhar. Foi a própria Nina quem disse, na apresentação do meu livro, que a beira do fogão é onde toda escritora de culinária quer ver seu leitor. É a mais pura verdade.

Havia um tempo que eu tinha medo de cozinhar. Já era formada em gastronomia e tudo. Mas tinha medo de errar. Talvez fosse receio de transformar bons ingredientes numa mistura incomestível e, por estragar algo tão sagrado, ser castigada pelos deuses da alimentação. Brincadeira. Não era algo tão imponente. Era medo de passar por boba, incapaz, sei lá. Mesmo se estivesse simplesmente testando uma receita, como se a essência da experimentação não fosse acerto e erro, muitas vezes, na mesma proporção.

Às vezes, ainda sinto um frio na barriga com o calor do fogão. E se o bolo sair murcho? E se o pernil ressecar? E não estou me referindo a jantares para grandes comemorações. (Claro que, de fato, é mais chato explicar para uma mesa cheia que o jantar vai ser pizza.) Pode ser um jantarzinho qualquer, apenas para a família, muitas vezes, inclusive, sem a menor vontade de cozinhar. Nem sempre cozinhar é prazeroso, aliás, pode até ser um porre, uma chatice. Um esforço físico e mental. Mas quando o prato está pronto, fumegante sobre a mesa, e vira fonte de vida e de prazer para os comensais, ele também alimenta o cozinheiro de uma sensação de vitória. Seja o macarrãozinho para os filhos ou a ceia de Natal. Cozinhar, para mim, é a confirmação de que a vida é maior, mais forte, que ela segue em frente, apesar dos nossos erros, independentemente das nossas perdas, das dores, das tristezas. Cozinhar deixa o corpo vivo, a mente livre e tem gosto de vitória.

Sempre sinto uma pontinha de pena quando alguém me diz com um certo orgulho que não sabe nem fritar um ovo. Deve ser muito frustrante nunca ter comido um prato feito por si próprio. E deve ser ainda pior achar que não consegue nem fritar um ovo, a ponto de nunca tentar. Eu também, Carolina, esse ano quero cozinhar mais. E ler mais. E, se tudo der certo, escrever mais também. Obrigada pelo seu e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 18:38

Quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais batatas e cinco e-mails

Mais batatas e cinco e-mails

“Pois é, Rita, você acaba de achar alguém que não gosta de batatas, nem de macarrão, que é outra quase-unanimidade", diz a Pat Feldman, do blog Crianças na Cozinha, sobre o filhote que não come nem batata frita. Mas o César Miranda, do blog Pró Tensão, diz que “meu pai não gosta de batata frita. Mas acho que de algum outro modo ele deve gostar. Batata é mesmo batata”. A Deia Farias Britez, colaboradora da nossa comunidade Panelinha, diz que não conhece ninguém que não goste de batata! “Eu mesma adoro... Pela minha página dá pra ter uma idéia!” A Clarissa Magalhães diz, “Amo seu blog e leio sempre, apesar de ser a primeira vez que te escrevo. Trabalho em um restaurante no centro do Rio e sempre busco receitas no Panelinha, que são um sucesso de público. Sobre as batatas, se não tiver no buffet, não tem cliente, e isso é fato! Gastamos em média 40 kg delas por dia!”

A Renata Ogusucu não disse nada sobre batatas, mas leu sobre a salada de trigo com romã e me mandou o link abaixo: http://www.101cookbooks.com/archives/bulgur-celery-and-pomegranate-salad-recipe.html

Renata, essa salada também parece saborosa, e esse blog é o máximo, mas a da Nina é diferente, avermelhada, encardida, leva xarope de romã e nozes. Ainda vou conseguir a receita.

Mas, voltando às batatas, a Noélia, que trabalha comigo em casa, está na fase Nigella, vive fazendo receitas dos livros dela. Desse último, Nigella Express, ela tirou uma receita de batatas cozidas no leite, com um pouco de vinho branco, e assadas com cogumelos salteados. Vai tudo para o forno por uma hora. É quase uma batata gratinada, porém mais leve – e com a adição de outros ingredientes, claro. Fica bem queimadinha, do jeito que eu gosto. Ela faz algumas alterações, muda o tipo de cogumelos a cada vez, coloca queijo, põe mais noz-moscada. Esta semana ela fez a receita novamente e aproveitei para fazer uma foto aqui para o blog.

Embaixo da foto das batatas, coloquei essa imagem que o Gabriel fez da gente! Eu estava trabalhando no computador, ele sentou no meu colo, meu telefone tocou, me distraí por alguns minutos e ele achou esse programa no computador que faz fotos com efeitos. Não ficou fofa? Toda mãe acha o filho um gênio, e isso é batata.

>> Postado por Rita Lobo 19:18

Segunda-feira, 30 de junho de 2008

E-mail da Lígia

E-mail da Lígia

Rita,

Começarei esse e-mail como imagino que muitos outros também devam começar (e isso confirma a delícia que é acessar o Panelinha): sou uma leitora assídua, sempre curiosa a respeito das atualizações nos blogs, receitas novas e e-livros divertidíssimos e fofos.

Agora, ao ver o novo blog destinado àquelas pessoas que, como eu, fazem mil e uma estripulias para cozinhar apenas para si, sem ter que requentar a refeição ao longo da semana, só tenho agradecimentos a fazer!

Acabo de completar 21 anos, estudo artes cênicas e moro há 3 anos em Curitiba, a cerca de 700 km de distância da deliciosa comida da minha mãe. Por aqui, tento me distanciar também dos macarrões instantâneos e sopas prontas que minhas colegas insistem em recomendar. Não são para mim, definitivamente! Aguardo ansiosa as receitas que virão! Certamente hão de me ajudar muito!
Beijos,

Lígia

Lígia,

Que delícia receber o seu e-mail! Por aqui, estamos adorando testar receitas para um, é um desafio. Mas agora fiquei com um pouco de medo: também não vá pensando que a gente vai substituir a comida da casa da mamãe! Aliás, um dos pontos que temos que levar em consideração, na hora de elaborar as receitas, é o número de ingredientes. Em casa de mãe tem abobrinha, berinjela, tomate, espinafre, tudo na geladeira. Em casa de solteiro ou tem abobrinha ou tem berinjela. E olhe lá. Por isso, versatilidade também é um dos quesitos para as receitas serem aprovadas para o One is Fun. E, também nisso, as cocottes desta semana dão show! Ficam saborosas com qualquer ingrediente. É impressionante.

Bom, mudando de assunto, quer dizer, mais ou menos, a minha mãe me mandou e-mail com um vídeo super gostoso. É de 2007, portanto, todo mundo já deve conhecer. Mas, como eu não tinha visto, decidi colocar aqui.

>> Postado por Rita Lobo 19:59

Quarta-feira, 16 de abril de 2008

Jantar para 40

Jantar para 40

A Franey, supercolaboradora do Panelinha, escreve um e-mail para contar sobre o primeiro jantar para 40 pessoas que ela fez na vida. Era para comemorar o aniversário do marido dela. O detalhe é que ela mora na Alemanha, então, nada de empregada para picar a cebola!

”Comecei no dia anterior (até as 3 da manhã...) e no outro dia foi non-stop. Algumas fotos eu coloquei na minha página na comunidade, junto com as respectivas receitas. Esta imagem mostra a cozinha pronta para receber o pessoal (e ao fundo uma das minhas pinturas). Como meu marido é designer de carros, o bolo (que é a receita do bolo de aniversário do Panelinha) tinha que levar alguma coisa da paixão dele pelas 4 rodas.

Desastres aconteceram: uma parte do bolo que já estava pronta teve que ser jogada fora porque caiu água; preparei meio quilo a mais de cuscuz que acabou sendo demais; para encher os potinhos de musse pinguei minha cozinha toda. Comprei a páprica doce ao invés da picante e tive que largar tudo e correr no supermercado; minha geladeira era pequena demais para tanta coisa, e era muito cordeiro marroquino paras minhas pequenas panelinhas! Fora o meu jeito estabanado, que rendeu outras pequenas catástrofes, mas, no final, deu tudo certo.

O cordeiro marroquino foi um sucesso enorme, aliás, como todo o resto. Eu fico muito impressionada com o efeito que a comida tem sobre as pessoas. Fica todo mundo rindo à toa, de bom humor, feliz. Já estavam, é claro, mas uma boa comidinha só ajuda ainda mais. Recebi um monte de elogios que faço questão de partilhar aqui com você. Quando as pessoas me dizem "Nossa, que delícia esse prato", eu sempre respondo que o mérito não é todo meu.

Tem só duas coisas que eu também quero dividir: no final eu estava cansadíssima. No dia seguinte me deu preguiça até de botar água na cafeteira, e levei os hóspedes pra tomar café da manhã fora. Ter um restaurante deve ser uma tarefa árdua, imagino, e não é pra mim com certeza.

Dois: eu pinto quadros, e o resultado do meu trabalho é objeto de apreciação. O resultado de quem cozinha é não ver nada, some tudo! Não sobrou um docinho! Quando eu vi que a mesa e os pratos estavam vazios, pensei: ainda bem que eu fotografei. Claro que isso é um sinal de bom trabalho. Mas para alguém como eu, que trabalha com imagens, ver o resultado de horas e horas de labuta sumir assim, deu uma sensação meio esquisita. Quase fiquei indignada, me dava vontade de dizer, "ô, tira a mão desse docinho e deixa o cuscuz em paz que me deu o maior trabalhão, viu?". Onde já se viu comer essa comida LINDAAA, que idéia... Devo ainda me acostumar com o fato de que o sucesso da comida acontece fora do alcance dos olhos. E para uma pintora isso não é assim tão simples.

Um grande abraço,
Franey

>> Postado por Rita Lobo 22:19

Segunda-feira, 07 de abril de 2008

Papillote sem lambança

Papillote sem lambança

Bom dia, Rita

Gostaria de parabenizá-la pelo seu trabalho no Panelinha, que eu acompanho desde o início (eu também era sua leitora assídua na Folha e algumas receitas utilizo até hoje, como o sensacional bolo de tangerina, o purê de maçã e o bolo de maçã e também o bolo de limão).

Adorei o post “Paladar educado”. Também tenho uma certa imunidade às calorias, mas o fato de ser magra não me impede de gostar e de preferir pratos mais leves, perfumados e mais saudáveis. Por exemplo, passei a me sentir muito mais disposta depois que parei de me exceder no açúcar, e a minha pele fica melhor quando consigo incluir mais alimentos integrais em minhas refeições.

Alguns alimentos, talvez por falta de "glamour", freqüentam pouco os cardápios. É uma pena. Um dos casos é o inhame, que fica ótimo batido com frutas e mel (dá um suco cremoso, sem utilizar leite e melhora o humor) e, também, fica uma delícia cozido e temperado com azeite e salsinha. Tenho a impressão que seria possível até mesmo um receita mais light do purê de batatas, porque ele é meio amanteigado...

Aproveito também para pedir mais dicas sobre o preparo de alimentos em "papillote" ou pacotinho. Como dobrar para evitar a lambança dos vazamentos? O papel-alumínio e papel vegetal tem a mesma finalidade ou um é melhor que o outro conforme o tipo de alimento?

Muitas idéias inspiradas a você e a toda a equipe do Panelinha, na colorida cozinha de vocês.
Muito sucesso sempre!
Sílvia

Silvia,

Aqui no site, temos um vídeo de peixe branco com lentilhas que mostra bem como fechar um papillote de papel-alumínio. Talvez seja esse o por quê da “lambança”, o fechamento. Ou, talvez, você não deixe espaço suficiente para o vapor circular dentro do pacotinho. Pode ser?

Quanto as diferenças entre utilizar papel-manteiga ou papel-alumínio, que eu saiba, a única vantagem deste último é que pode ser levado até para a churrasqueira.

Esta técnica é, de fato, muito interessante: permite a cocção dos alimentos com pouquíssima ou nenhuma gordura, concentra o sabor, os aromas e as vitaminas dos alimentos. E, apesar da sua experiência, costuma ser muito prática também. Uma pergunta: você tem colocado os papillotes dentro de uma assadeira ou coloca direto na grade do forno? Eu sempre uso uma assadeira.

Muito obrigada pelo seu e-mail e aproveito para lembrá-la de que agora pode fazer do Panelinha o seu caderno digital de receitas! É só se cadastrar na comunidade e depois adicionar suas receitas favoritas clicando no ícone azul na própria página da receita.

>> Postado por Rita Lobo 19:51

06 de abril de 2008

E-mail da Marta

E-mail da Marta

Oi, Rita, tudo bem?

Você não me conhece pessoalmente, mas já esteve no meu restaurante, a Cantina Mamma Celeste, no Bixiga. Meu nome é Marta, sou filha da Dona Celeste, que também tem uma pequena cantina por aqui, onde seu avô gostava de almoçar nos fins de semana. Lembrou?

Então, sou super sua fã, visito o Panelinha há muito tempo, acho muito legal, ótimas receitas e está melhor a cada dia. Sou formada em Cozinheiro Chef Internacional pelo Senac, adoro cozinhar e atualmente eu tenho cuidado da cozinha do meu restaurante. Esse ano estou com um projeto de ir para Itália estudar na ICIF, por 3 meses, e quando eu voltar pretendo abrir uma escola de culinária italiana aqui, bem no Bixiga.

Queria dizer que me cadastrei na comunidade e pretendo colaborar com vocês colocando receitas sempre que possível.

Venha me visitar novamente quando você puder, vai ser muito legal poder falar pessoalmente, pois o dia que veio ao meu restaurante eu estava na cozinha e não consegui ir até sua mesa "tietar"...
Beijos e nos vemos na comunidade!

Marta Fuzinato

Puxa, Marta, que delícia receber o seu e-mail! Sempre vou fazer garimpagens na feirinha do domingo, e aproveito para passar na sua mamma para comprar nhoque, carne louca, polpeta e todas aquelas maravilhas que ela faz tão bem.

Acho que por coincidência, desde que meu avô morreu não fui mais ao Bixiga. Aliás, quando li seu e-mail, fiquei com um aperto no peito. Estávamos todos mais que preparados para a partida dele, mas a idéia de nunca mais ver uma pessoa é sempre triste, não é?

Estou aqui pensando que queria ter passeado mais por aí com o ele... Minha avó, não sei se você a conhece, é húngara. Mas pensa que é italiana. Quando eu era criança, fim de tarde na casa deles tinha sempre um lanchinho, uma coisinha rápida: um bifinho à milanesa recheando duas fatias de pão aí da Basilicata, uma torta de ricota. Essas coisinhas que a gente sempre tem na geladeira... Outros tempos, aqueles. As crianças agora podem comer iogurte e olhe lá!

No dia em que fui ao seu restaurante, imagino que você deva ter ficado com medo da minha mesa: estávamos com mais um casal de amigos e um monte de crianças. Mesa bagunceira! Por coincidência, esta semana, a minha amiga me mandou por e-mail umas fotos daquele domingo. A deste post é do prato que comi. Uma delícia! Aliás, já vi que você publicou na comunidade um Lombo na cerveja com banana e arroz com laranja que também deve ficar muito gostoso! Obrigada pelo e-mail e também pela sua colaboração aqui no Panelinha.

>> Postado por Rita Lobo 17:42

Segunda-feira, 31 de março de 2008

Festas

Festas

Franey é praticamente fundadora da nossa comunidade. Foi uma das primeiras pessoas a se cadastrar. Ela customiza as receitas, altera as fotos e também insere as próprias criações. Ela mora na Alemanha. Não nos conhecemos pessoalmente, mas isso não impede que a gente fique de papo por e-mail.

Nesta última mensagem, ela conta que está preparando um jantar de aniversário para o marido. Eu que sou muito palpiteira, aproveito para sugerir que, em vez de servir quiches, ela faça pratos marroquinos, como cordeiro e cuscuz, que podem ser feitos no dia anterior e sempre fazem o maior sucesso. (Para achar as receitas, é só digitar marroquino na nossa busca, no canal Receitas.)

Franey, a comemoração dos oito anos do site já foi: teve bolo, champanhe e uma porção de amigos, como a Elisa, que foi de flor dourada e tudo! Boa sorte na festança do seu marido. Tenho certeza que você vai arrasar!

E-MAIL DA FRANEY

Oi, Rita,

Não sei se a festa já aconteceu, de qualquer maneira, parabéns pelos 8 anos do Panelinha! Vi a foto da cozinha nova, parece que ficou mesmo um chuchu, adorei a cor da parede, ficou a cara do Panelinha!

Estou te escrevendo pelo seguinte: sábado que vem, meu marido comemora 30 anos, e estou selecionando as receitas. Para a parte de doces, já sei muito bem o que fazer e como servir. Também vou fazer o bolo de oito anos do Panelinha e assim comemoro dois aniversários com um bolo só! Aguarde as fotos!

Muita gente que vem à festa ainda não sabe da chef que baixou em mim nos últimos meses. Quero deixar todo mundo de boca bem aberta. Mas ainda estou sofrendo aqui para ver o que fazer para o jantar. Ai, meu Deus! Cozinhar para um monte de gente não é meu forte, (o mais engraçado é que não consigo me lembrar do que eu servia antes de começar a me interessar por culinária, tão estranho...). Vamos ver o que vou conseguir inventar, no desespero asso umas 10 quiches e pronto! Tá resolvido!
Depois te conto como foi.
Abraços,

Franey

>> Postado por Rita Lobo 12:22

Quinta-feira, 27 de março de 2008

E-mail da Lílian

E-mail da Lílian

Rita,

Demais a cozinha! Mostra a parede "de mais pertinho"... queremos ver os detalhes da pintura. Antes de reformar meu apartamento, também imaginava uma cozinha ultracolorida, mas a inércia nos levou a optar por móveis monocromáticos. Depois de pronta, o meu marido falou: "O que é que é isto? Encaretamos total. Até a cortina tá bege." Então nos últimos meses temos investido em detalhes bem coloridos para dar um alegrada no espaço. Se tivesse visto seu estúdio antes... Pelo menos a geladeira não seria branca!

Lílian,

Nunca é tarde para pintar a parede ou trocar de geladeira... Já o marido, é bom conservar. Acho que nessa foto dá para ver um pouco mais das ilustrações da Rita Wainer, né? Obrigada pelo e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 17:57

Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

e-mail da Clarissa

e-mail da Clarissa

Olá Rita,

Acompanho assiduamente seu blog, inclusive, toda atualização é exibida nas manchetes do meu feed na telinha do computador. Adoro a forma como escreve e estou sempre me aventurando na cozinha inspirada pelas receitas do Panelinha.

Acabei de dar muita risada com a história do Pinocchio... Estive no Atacama em 2006 e amei o Salar. Dessa viagem para o Chile, trouxe de presente para o Brasil meu filho Enrico, que já vai completar 1 ano no próximo dia três. Não deixe de conhecer e entrar na Laguna Cejar. Os Geisers El Tatio e as Termas de Puritama também são imperdíveis! Gostei muito da gastronomia do Atacama. Eu recomendo o restaurante Tierra Todo Natural, especializado em comida vegetariana.

Essa semana, passei a acompanhar o blog Aprendiz de Cozinheiro. Fiquei feliz com a coincidência, pois vou começar um curso para chef de cozinha em março e também estou escrevendo um blog sobre esta e outras experiências relativas ao prazer de cozinhar e comer bem! Quando tiver um tempinho dá uma olhadinha: http://pimenta-rosa.spaces.live.com

Um beijo e aproveite o Atacama!

Clarissa De Lorenzi Fondevila

Clarissa,

Que delícia de e-mail! Não sei se você já viajou sem o seu filho, mas se ainda não, vai descobrir que, depois que eles invadem a nossa vida, as viagens têm dois melhores momentos, e um deles é a hora de voltar para casa. É engraçado como, depois do nascimento dos meus, nunca mais fiquei triste de ter que voltar de Paris, ou tive vontade de me mudar para aquela cidadezinha italiana, ou essas coisas que, quando a gente não tem filhos, pensa em fazer. Passou.

Por outro lado, nos primeiros anos, a gente fica tão, mas tão grudada neles, que chega uma hora que um pouquinho de espaço, só para você, se faz necessário. As pessoas falam muito da importância de criar tempo para o casal, mas esquecem que individualmente também temos que nos cuidar. E é basicamente isso que vim fazer.

Não estava muito preocupada com a gastronomia local. Mas também fiquei impressionadíssima com a comida. No hotel onde estou, opa, estoy, o café da manhã não poderia ser mais gostoso e saudável. Um bufê com suco de framboesa, suco de laranja, frutas em pedaços, muesli, granola, iogurte, ameixa em calda (deveria ser obrigatório em cafés da manhã de hotéis!). Ovos feitos ali mesmo no bufê, mexidos, omeletes, com queijo, presunto, cubinhos de tomate. E os pães. Ah, os pães. Feitos no hotel, do jeito que eu gosto: integrais, com nozes, passas. Manteiga, claro. Mas uma opção mais saudável à manteiga é oferecida aos “exploradores”: abacate amassado com limão. Acho que vou transformar isso em hábito, abacate para passar no pão no café da manhã.

O suco de framboesa também é delicioso. Já estou imaginando que, no fim de tarde, depois de horas sob o sol do deserto, esse suco com um pouco de vodca vai ficar uma delícia! Mas os vinhos chilenos são tão bons... Vou deixar para decidir na hora. Essa é uma das maravilhas de estar de férias, não é? E antes mesmo de eu ter que decidir, ele apareceu em versão sorbet, que, como você pode ver, eu resolvi fotografar.

>> Postado por Rita Lobo 18:36

Sexta-feira, 07 de dezembro de 2007

Ovos mexidos bem cremosos

Ovos mexidos bem cremosos

E-mail da Débora

Rita,

Sempre passeio pelo teu site, colhendo dicas gostosas e aprendendo a viver bem. Quando você comentou sobre o seu café da manhã, tive vontade de te contar uma história. Não, não tem nada a ver com abstinência à cafeína... é sobre ooooutro café mais especial.

Eu me casei no sábado passado. Já morávamos juntos há 4 anos, temos uma filhinha, mas achamos que deveríamos casar com véu e grinalda, cerimônia na igreja, etc. Não pudemos fazer festa, por questões puramente financeiras, mas a cerimônia foi muito feliz, bem-humorada e aconchegante. Todos amaram.

Ganhamos a noite de núpcias de 4 amigas queridas. E fomos nos hospedar, ao menos uma noite, no Caesar Park. Que delícia! Como uma pitada de glamour em nossas vidas faz tanta diferença!

Aí vem um segredo que só posso revelar a alguém apaixonado por qualidade, conforto e fino trato: a noite com meu marido foi maravilhosa, mas o café da manhã... foi insuperável!

Minipãezinhos italianos, miniciabattas, queijo brie, salmão defumado, ovos mexidos deliciosos (e tão cremosos!), salada de frutas servida em tacinhas delicadas, omelete feito na hora, croissants, manteiguinhas, geleinhas...

Essa experiência me lembrou um de seus posts, quando uma leitora se sentiu "ofendida" por sua preferência a hamburgueres que são servidos com glamour e capricho, em vez dos fast-foods de shoppings.

Eu não posso tomar café todos os dias no Caesar Park (infelizmente), mas posso levar um pouco do Caesar Park aos meus cafés da manhã lá em casa, onde posso fatiar um pãozinho com mais capricho, posso servir a manteiga com mais delicadeza, servir uns queijinhos (nem que seja um pouquinho de cada), colocar geléias e mel em potinhos pequeninhos, em vez do copo em cima da mesa, posso picar bem pequenininhos os pedacinhos de fruta e servir numa tacinha de festa... e quem sabe, com algum esforço, conseguir repetir o sabor divino dos ovos mexidos servidos no hotel. Não é preciso tanto dinheiro para fazer do nosso dia-a-dia um pouco mais glamouroso.

Eu já acreditava nisso, por essa razão, quando recebo amigos em casa, sempre tenho um "chameguinho" diferente para servi-los, e juro que as receitas de maior sucesso não custaram muito. É o tal do amor.

Lá no Caesar, pasme: lembrei da leitora reclamona sobre o hambúrguer. Queria dizer pra ela que dinheiro FAZ diferença. Claro que faz, não podemos ser hipócritas. Mas carinho e capricho não custam nada e com um pouco de esforço, conseguimos reproduzir cenários caros e requintados dentro de casa - afinal, nossos lares existem dentro da gente, não onde nos hospedamos ou moramos. A gente leva pra qualquer lugar.

Eu adorei estar lá, será sempre inesquecível, mas não há melhor lugar no mundo que a nossa casinha, nosso temperinho, nossos carinhos cotidianos, numa vida já tão perigosa e estressante. Não preciso de trufas com chocolate belga para ser feliz (embora elas me façam muito feliz), pode ser um bombom sonho-de-valsa... desde que desfrutado com o mesmo encanto e fantasia.

Beijos mexidos e cremosos!
Débora



Débora, querida

Que delícia o seu e-mail! Acho que você vai gostar dessa receitinha:

Ovos mexidos bem cremosos para dois apaixonados (por café da manhã)

Ingredientes

4 ovos
2 colheres (sopa) de leite ou creme de leite
1 colher (sopa) manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

1. Leve uma panelinha com água ao fogo alto. Quando começar a ferver, abaixe o fogo.

2. Enquanto isso, quebre os ovos numa tigela refratária (pode ser de inox, de vidro ou de porcelana), acrescente o creme de leite e misture com um garfo. Tempere com sal e pimenta-do-reino.

3. Encaixe a tigela na panela com água fervente e junte a manteiga. (Cozinhar os ovos em banho-maria é o truque para deixá-los bem cremosos. É o método francês de fazer ovos mexidos, ou oeufs brouillés, que podem ser servidos de volta na casca do ovo. Fofíssimo!)

4. Com o próprio garfo, mexa bem até o ovo começar a se solidificar, mas não deixe endurecer ou secar demais! (Segure a tigela com um pano de prato para não se queimar.)

5. Desligue o fogo e divida os ovos em dois pratos. Se quiser, sirva sobre torradas quentinhas. Caviar e ovas de salmão também vão muito bem. Coisa fina. Finíssima. Mas vale o investimento.

>> Postado por Rita Lobo 11:31

Quarta-feira, 28 de novembro de 2007

E-mail da Carolina

E-mail da Carolina

Olá Rita, tudo bem?

Faz algum tempo que ensaio escrever para você, mas a vida sempre acaba se atrapalhando e pronto, mais um dia se passou.

Dessa vez, dentro do escritório, no meio de uma tarde ensolarada e de uma grande crise de TPM (deveríamos ter licença médica em tais dias) resolvi finalmente reservar um tempinho para escrever. Sou uma cozinheira prá lá de amadora e seu blog me inspira e acalma. Muitas vezes, no meio do stress do trabalho, entro no Panelinha para passar alguns bons minutos lendo as histórias tão agradáveis e familiares que cercam o ato de cozinhar. Não sei bem porque, mas parece que todos temos histórias semelhantes relacionadas à infância e comidas, bolos, gemadas, bolinhos de chuva...

Bom, em resumo, ontem, tentei pela primeira vez preparar uma receita do seu livro "Culinária para bem estar". Fui me aventurar logo com o nhoque de grão-de-bico (adoro grão-de-bico). Foi uma aventura que começou na segunda-feira, comprando os ingredientes no Sta Luzia - não sabia da existência de tomate pelado em lata...- e colocando o grão-de-bico de molho, e terminou terça, com a cozinha de pernas pro ar, literalmente (bater os grãos no liquidificador revelou-se o meu maior problema, pois não houve ajuda do aparelho).

Achei que valia a pena a tentativa, mesmo porque, apesar de nunca ter cozinhado, sempre tive fascinação por livros de cozinha. Deve ser a mistura de avós italianas e libanesas (ambas boas cozinheiras), vai entender... Tenho vários e resolvi colocá-los em uso, começando pelo seu. Foi uma experiência muito legal. Consegui fazer o nhoque e isso me fez sentir super bem (como as coisas simples tem um grande efeito). Não ficou perfeito, mas ficou muito gostoso (ainda comi o que sobrou no almoço de hoje...).

Enfim, achei que era uma boa oportunidade para escrever! Parabéns pelo blog, pelos livros (ambos são ótimos) e pelo Panelinha. Quem sabe agora o bicho da cozinha não me picou de vez... Pelo menos nos fins de semana.

Obrigada pela inspiração!

Carolina

>> Postado por Rita Lobo 22:30

Segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Vale-livro?

Vale-livro?

Por favor, gostaria de saber se você ministra cursos, onde e se há uma agenda para o próximo ano. Gostaria de presentear minha Mamma, que é sua fanzoca, no Natal, com uma espécie de "vale-aula" para 2008.
Obrigada!

Gigli

Gigli,

Serve um livro? Prometo que quando fizermos umas aulas no Estúdio, aviso. Enquanto isso, Cozinha de Estar, meu primeiro livro, e Culinária para bem estar, o mais recente, estão disponíveis nas melhores casas do ramo...
Se preferir, você pode comprar pela internet nos seguintes sites:

Submarino

Livraria Cultura

Fnac

>> Postado por Rita Lobo 15:13

28 de outubro de 2007

Três e-mails

Três e-mails

Acompanho seu site há muito tempo e gosto de tudo. Ultimamente tenho acompanhado seu blog e me deliciado com essa reunião que irá fazer. Uma sugestão (atrevida, é claro!): não dá para fazer uma reunião com os fãs do seu blog? Iríamos adorar...

Ismenia

Adoro seu blog e adoro cozinhar. E seu último post me chamou a atenção. Primeiro adorei a idéia do brunch para reunir a família. Lindo isso! Depois achei o máximo vetarem o bolo de caixinha. Tem coisa mais sem graça? Em minha casa, tenho que fazer, pelo menos, dois bolos por semana, marido e filha não ficam sem um bolinho no café da manhã, mas são bolos bem simples - de cenoura, de laranja, de limão, mármore ou formigueiro (que foi o que fiz ontem) e, sério, eu não levo mais do que 15 minutos pra prepará-los.

Claudia

Adoro o site, e o carinho que a gente sente em cada receitinha e cada história que encontra nele. Tenho acompanhado à distância a história do brunch, agora chá da tarde, da sua alcatéia, e concordo com vc: bolo de caixinha, cruz credo! Ainda mais quando a gente tem na vida, pelos menos, duas receitas: o bolo delícia de limão e o bolo de cenoura com cobertura de chocolate! Menina, tenho feito um sucesso na família e amigos com essas receitas! (...) Voltando ao bolo de caixa, não vou entrar no mérito do paladar. O caseiro é sempre melhor. Fazer comida é um ato de afeto, de doação e revelação da imensa subjetividade que cada um traz dentro de si. Estou torcendo para que tudo dê certo e que sua avó aproveite bem!

Elaine


Ismenia, Claudia e Elaine,

Muito obrigada pelo carinho de vocês. Ismenia, adorei a sua idéia. Seria mesmo gostoso fazermos um encontro no Estúdio Panelinha... Quem sabe vira um projeto?

>> Postado por Rita Lobo 23:32

Terça-feira, 23 de outubro de 2007

Tailor made

Tailor made

e-mail da Fabiana

Acompanho com entusiasmo o Panelinha e seu blog, mas hoje você me fez chorar! Meus avós também tiveram dez filhos e seus descendentes são um pouco mais numerosos que a alcatéia...

e-mail da Carine

É a primeira vez que escrevo... Achei muito legal essa idéia de re-reunir a sua família! A vovó Rita vai adorar, com certeza. A-do-ro o teu blog!

e-mail da Renata

Parabéns pelo site. Agora que estou tentando cozinhar pelo menos alguns dias por semana (trabalho de dia, aulas em algumas noites), visito o Panelinha constantemente. Adorei o post sobre a reunião da sua família. A última vez que toda a minha família se reuniu foi no aniversário de 88 anos da minha avó, em 1996. Foi tão divertido... Sinto muita falta dos cheiros e dos sabores das nossas reuniões. E olha que ninguém da família é gourmet! Só sabemos preparar pratos simples... Mas é a nossa identidade, né? Sucesso na reunião da sua família!

Fabiana, Carine e Renata,

Muito obrigada pelos e-mails de vocês. Por sorte, as minhas primas Alice, Luciana e Mônica adotaram a idéia logo de cara, e o brunch virou um projeto familiar. Mesmo assim, somente hoje conseguimos acertar uma data boa para todos. Isto é, todos os responsáveis por cada núcleo. Decidimos que, além de nós, as organizadoras, cada núcleo familiar terá uma neta responsável pelo RSVP e pela distribuição de tarefas. O brunch será em novembro. Mas até a próxima sexta-feira, Luciana e eu vamos elaborar o cardápio. Decidimos usar o salão de festas do prédio da minha avó. Ela não se conforma que não precisa fazer nada. Disse que tem uma receita de bolo de fubá infalível. Achei que fosse uma indireta para eu fazer o bolo. Que nada! Ela queria um tarefinha para ela.

Enquanto isso, aqui no site, descobrimos uma personal-chef que trabalha em parceria com uma nutricionista e, juntas, elas desenvolvem uma dieta específica para cada cliente. É alta-costura nutricional. Cozinha tailor made. Coisa fina. Para poucos, pouquíssimos.

Para o Panelinha, pedimos que elas elaborassem um cardápio especial para dar energia: são receitas saudáveis, com ingredientes naturais que ajudam a dar uma levantada no astral e no esqueleto. Os testes de receitas aconteceram na sexta-feira. Os pratos ficaram lindos! Logo mais você confere o resultado aqui.

>> Postado por Rita Lobo 00:13

Terça-feira, 18 de setembro de 2007

Pratos cor-de-Dora

Pratos cor-de-Dora

A Elaine manda um e-mail perguntando onde eu compro a louça usada para fotografar as receitas aqui do site. Quer saber a procedência do prato do bolo de limão e da tigelinha do gratin des fruits. O primeiro é uma cerâmica da Nelise Ometto, e a tigelinha eu trouxe de NY. Tem gente que vai viajar e volta com uma mala de sapatos. Eu trago coisas de cozinha. E de mesa.

Não sei se é influência da primavera, que está chegando, ou da minha filha Dora, que vai fazer 3 anos, mas estou numa fase cor-de-rosa. Tenho comprado pratinhos, xícaras, tudo com algo rosa. E no conjunto, todos se combinam. Mas o segredo para montar um bom acervo é bater perna. Entro em tudo quanto é loja, me jogo nas liquidações. Os pratinhos antigos são, quase todos, da feira do Bexiga. Um ou outro é herança. Alguns vivem passeando de casa para o estúdio. Aqui precisamos de muita louça para fotografar. E em casa, gosto de variar. Mas pelo seu e-mail, acho que você está na fase dos verdes. Dia desses, dei uma olhada na liquidação da Spicy (que tem uma série de lojas espalhadas pelo Brasil) e achei uns copos de cristal verdes, lindos. São caros mesmo com 50% de desconto, mas são lindos. Não tinha cor-de-rosa. Comprei um jogo lilás.

>> Postado por Rita Lobo 16:53

Segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Fique tranqüilis

Fique tranqüilis

O Rodrigo diz: “Sou fã dos seus livros e do seu Panelinha, desde o princípio. Há tempos venho enrolando para te escrever, para manifestar meu incômodo por o site se dirigir somente à leitora (no feminino) e não ao leitor de maneira geral. Acredito que cada vez mais homens se interessam por culinária e não há motivo para desperdiçar esse filão do mercado. Portanto, minha sugestão implica em alterações simples: "se você não encontrou sua receita, fique tranqüilo", e por aí vai. Isso só vai tornar o site mais universal.”

Rodrigo, você está certo, certíssimo. E, antes de mais nada, agradeço o fato de você escrever para sugerir uma alteração absolutamente pertinente no Panelinha. Mas o fato é que acho a nossa língua muito machista. Sem querer ser sexista, mas alguns assuntos são mais femininos mesmo. Todo mundo come, claro. Mas nutrir é assunto de mãe. E não estou dizendo que o pai não possa cuidar da alimentação dos filhos. Aliás, não só pode como deve. A maternagem, um termo relativamente novo, serve para dizer que homens e mulheres podem exercer funções maternais, como alimentar. Calma, não estou sugerindo que um cidadão de 30 anos ligue para a mamãe correr para o escritório, levando a marmita na hora do almoço. Esse mergulho na essência do alimentar é só para dizer que prefiro escrever “na feminina mesma”. Mas já estou pensando sobre a sua sugestão. Você não é o único que fica incomodado. E vem cá, dizer que estamos nos dirigindo ao seu lado feminino não vai colar, vai?

Uma última coisinha que lembrei. A língua inglesa é menos machista. A friend is a friend. E não importa se é homem ou mulher. Mas, meu amigo, quando acham que o termo é machista, as norte-americanas se reúnem e dão um jeito de neutralizar. Os policiais eram policemen. Agora não pode mais, é machista, então, virou policeperson. “E por aí vai.”

>> Postado por Rita Lobo 15:09

Segunda-feira, 20 de agosto de 2007

É sopa!

É sopa!

Dalete escreve para dizer que as “receitas são ótimas, fáceis de fazer e os pratos com ingredientes integrais são deliciosos (o que é uma novidade pra mim!).” Gabriela Mourão de Mello diz: “está muito gostoso navegar pelo site, pois além de funcional está visualmente belíssimo!!!

Mas para não parecer que o blog é um espaço para o auto-elogio (mas que é gostoso receber e-mails assim, ah, isso é), aproveito para, finalmente, responder ao e-mail do Alexandre. Ele diz: “Esta é a segunda vez que escrevo para perguntar por que as receitas não são mais escritas em preto. Minha impressora é monocromática e, portanto, só imprime em preto. Ocorre que, como o texto das receitas é digitado em outra cor, quando imprimo, o texto fica quase ilegível. Seria possível voltar a digitar o texto em preto, como era anteriormente?”

Ih, Alexandre, você me fez lembrar de um causo ocorrido outrora comigo. Estávamos em Portugal, uma amiga e eu. Ela estava a morar por lá, e eu fui visitá-la. Apanhamos o carro e fomos até o Porto, a cidade. Um amigo havia indicado um restaurante e tanto por lá. Era o Portucale. Coisa fina. Ficava na cobertura de um edifício, que parecia residencial. Não sei se o era. Tomamos o elevador e, ao fim da viagem, um gentil maître abriu a porta e nos acompanhou até a mesa, previamente reservada. Ofereceu um aperitivo, apresentou o menu e se pôs à disposição para esclarecer dúvidas, fazer recomendações e tirar o pedido. Eu, cansada da viagem, resfriadíssima, sem fome, perguntei se um tal “creme de espargos” (era espargos mesmo) poderia ser servido como prato principal. Cordialmente, mas deixando transparecer um certo descaso, ele me explicou: “Minha senhora, o creme de espargos é uma sopa, uma sopa rala, e por isso, não poderá ser servida como prato principal: ao chegar à mesa, terá sobrado somente uns restos da sopa que será inteiramente derramada no caminho. Por tanto, senhora, infelizmente o creme de espargos não poderá ser servido no prato principal”.

Alexandre, infelizmente não poderemos trocar a cor do site para atender às suas necessidades, mas é sopa selecionar o texto da receita e colar num documento do Word. Daí, basta selecionar todo o texto e ajustar o tamanho e a cor das letras. É bem simples. Se quiser, você ainda pode salvar o arquivo. Boa sorte e desculpe alguma coisa. Mesmo assim, obrigada pela preferência.

>> Postado por Rita Lobo 17:10

Segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Vários e-mails...

Vários e-mails...

A Paula Rizzo me enviou um texto da Nina Horta, publicado na quinta passada no jornal Folha de S.Paulo, que fala sobre castrure. Ela diz que, depois de ler o meu post e a crônica da Nina, não resta outra opção: vai reservar uma mesa no Fasano. Paula, obrigada pelo texto. A Maria Eugênia quer saber onde comprar livros do Francis Mallmann: Amazon.com é a solução. Maria Tereza diz que “admira muito” o meu trabalho, mas quer saber onde eu corto o cabelo. É com o Nando, no L'Officiel III, Rua Oscar Freire, 667, tel. (11) 3062-4477. A Rosana leu o post do gelato e escreve para dizer que a Offellê Gelateria d´Arte, na Alameda Lorena, também é fantástica, mas está fechada para reforma. A Rosi também gosta de sorvete de creme com café, mas não sabia que a sobremesa chama-se afogatto. Sobre o doce de feijão, Rosi, provavelmente é a mais tradicional sobremesa da culinária japonesa. Você pode encontrá-lo em qualquer mercadinho na Liberdade. Tente na Marukai, que fica na Rua Galvão Bueno, 34, tel. (11) 3341-3350. A Casa Bueno, que fica no número 48 da mesmo rua, também tem. A Vera Regina assistiu com o filho ao filme Ratattouille e quer saber quais as minhas impressões. Vera, há algumas semanas, fiz um post curtinho sobre o filme. A Andrea quer que eu faça um post sobre livros. Farei. A Renata quer receitas de papinha para o filho de 7 meses. A minha xará, dra. Rita, que é neurologista, está usando e recomendando as receitas antiTPM. Julio, Cris, Luciana, Helena e Marisa many tks pelos e-mails de vocês!

A Liana, minha amiga, acaba de mandar um e-mail elucidando uma questão: "Napoleão Bonaparte, durante as batalhas, sempre usava uma camisa de cor vermelha. Assim, se fosse ferido, os soldados não notariam o comandante ferido e continuariam a lutar com o mesmo ímpeto.

Dois séculos depois, inspirado no grande general francês, Lula só usa calça marrom."

>> Postado por Rita Lobo 12:27

Terça-feira, 07 de agosto de 2007

e-mail cremoso

e-mail cremoso

Não tenho escrito muito. Estava ocupadíssima com o último fim de semana de férias dos meus filhos. Fomos assistir a Harry Potter, alimentamos ovelhas e bezerros, andamos de charrete e tomamos banho de banheira, até nos transformarmos em uvas-passas gigantes. Dora e Gabriel especulavam que bichos queriam ter no jardim. Ela pensava em borboletas, pássaros ou qualquer coisa cor-de-rosa. E ele não queria nada demais. Apenas um sapo. “Mas Gabriel, onde é que vamos encontrar um sapo?”, perguntei com uma interrogação cravada na testa. Ele, com o rosto de um garoto de 5 anos e a expressão de um senhor experiente, respondeu: “Pergunte ao senhor sapista, mamãe.” Senhor sapista. Antes mesmo que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele caiu na gargalhada.

Antes do fim de semana, recebi um e-mail todo animado sobre um jantar feito com receitas do Panelinha. Isto é, parcialmente: a entrada e a sobremesa eram daqui, e o prato principal, uma receita da dona da casa. Ela conta que gosta de caprichar na apresentação. Serviu a sopa de cenoura, gengibre e mel em xícaras pequeninas, cheias de charme. O molho branco do penne ao queijo brie ganhou contraste com a cor preta do prato usado para servir a massa. Ela pensa em tudo. E, para a sobremesa, escolheu fazer uvas gratinadas. Está casada há quatro anos e adora receber os amigos. Ela conta que, apesar de ter percebido um excesso de “cremosidade” no cardápio que elaborou, decidiu seguir a intuição. O jantar foi ótimo e até o marido resolveu elogiar. E ali, no meio do texto, ela se dá conta que, talvez, a cremosidade tenha sido influência do menu do filho de 9 meses, “que está supergripado e comendo coisas mais cremosas para descer mais fácil”.

Mães são mesmo criaturas curiosas. Ela diz que o menu do filho influenciou na cremosidade do cardápio do jantar, mas, no fundo, no fundo, acho que queria dizer que o filho já influencia até no sucesso dela. E eles influenciam em tudo. Ou melhor, durante um período, eles são a nossa vida. Será que é assim para sempre? Na minha fase atual, fico orgulhosa pelo meu filho ter tirado onda da minha cara. Como eles dizem, "enganei o ovo na casca do bobo", e eu adoro. Não corrijo.

Lu, quando li que você tem um bebê de 9 meses, ouvi a voz da minha amiga Catherine, dizendo: “São nove meses para a barriga crescer e nove meses para a barriga voltar ao lugar”. Ela dizia no sentido literal, físico, mas eu sempre entendi no sentido figurado, emocional. E achei graça de ver que você escreve sobre você, fala assim meio sem querer que seu filho influencia até nas suas escolhas para elaborar um menu, brinca que logo mais vai investir num cardápio mais sólido e me pergunta se tenho alguma dica de onde comprar “copinhos, minipanelinhas, etc. para servir comidinhas individuais”. Acho que, depois de nove meses, queremos mesmo buscar um pouco de individualidade. Bom, quanto aos endereços, não sei exatamente o que você gosta de usar, mas eu adoro as cerâmicas da Nelise Ometto . Na Liberdade, você encontra aquelas colheres de porcelana que fazem o maior sucesso para servir microssaladinhas, canapés desconstruídos, ou para fazer uma graça e colocar um acompanhamento, como na foto desta sobremesa da Andrea Kaufmann, um philo strudel com creme chantilly, cuja receita logo mais estará aqui no Panelinha. Além disso, vou à ferinha do Bixiga todos os domingos que fico em São Paulo. Já fiz compras incríveis lá. Mas foram muitas as vezes que voltei com as mãos vazias. É preciso ter sorte, olho e persistência. E gostar de garimpar. E o senhor sapista adora.

>> Postado por Rita Lobo 11:51

Quarta-feira, 18 de julho de 2007

Vários e-mails

Vários e-mails

Fazia um tempinho que não publicava e-mails aqui. Mas isso não significa que eu não esteja lendo! Ana Paula Cardia, tks again; Heleonora, as nossas receitas vegetarianas você encontra no canal “receitas” (clique aí na barra de navegação), depois, selecione “vegetarianas” em tipo de cozinha. Tem opções bem saborosas. Regina de Almeida, obrigada pelo e-mail. Paola, dei risada com as suas confissões! Espero que não tenha comido o doce inteirinho... Ivelise, você não é a única que pede que a gente calcule as calorias de todas as receitas do site. Ai, Ivelise, é que eu sou meio avessa a essa história de contar calorias. Nas light, ainda vai. Sorry! Aproveitando, a Ana Moreira, que também me viu na Casa Vogue, quer saber como eu faço para ficar em forma gostando tanto de comida. Um dia eu conto. (É só para fazer suspense, e você pensar que eu tenho algum truque. Não tenho, mas evito alimentos com farinha refinada, frituras e tudo aquilo que a gente sabe que não é bom para a saúde. Não como nada que seja light ou diet e fujo de tudo que tenha químicos. Acho que, dentro do possível, minha alimentação é bem natural.) O Ernesto diz que gosta do site, mas sente falta de um espaço para os comentários dos leitores do blog. Mas você pode mandar e-mail, Ernesto! A Maria Paula Pontes sugere que a gente faça um menu de piquenique. Acho ótimo para o verão! Vamos fazer. A Nina Moori usa o site faz tempo e agora escreve um blog com o namorado (http://gourmandisebrasil.blogspot.com/). A Elaine adorou o post da avó do Amós Oz. A Doraci diz que o site está lindo! A Nurit escreve para contar que é “velha fã do Panelinha” e continua aguardando a receita de cholent que prometi. O blog dela chama-se Canela com pimenta e o endereço é http://www.nunugil.blogspot.com. A Janaina ama abacaxi e quer uma receita de delícia de abacaxi. Alguém aí conhece? A Simone Cristina Dias quer uma indicação de dicionário gastronômico. Veja esse link, Simone: http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/364. A Claudia está animadíssima com a história do vinho anticelulite. A Sueli detestou a receita de paleta de cordeiro com trigo grosso (mas confessa que trocou o trigo grosso por farelo de trigo). Ô, Sueli, compre trigo para quibe. Com farelo de trigo a receita deve ter virado um mingau! A Leda Orsi leu o post "Por uma América do Sul mais doce" e não conseguiu mais parar de lembrar de um arroz doce que ela comeu numa viagem. Mudando de assunto, com esse frio, tenho tomado sopa todas as noites. Ontem, a Ema, que trabalha em casa, preparou um sopinha de lentilha e colocou umas rodelas de lingüiça de frango. Para as crianças, ela tinha feito uns cubinhos de batatas assados até dourar para acompanhar um bifinho. Roubei umas batatinhas e coloquei na sopa como se fossem croutons. Ficou tão bom! Mas o que eu quero mesmo é que você experimente essa sopa de espinafre da foto. É fácil, fácil e fica deliciosa.

>> Postado por Rita Lobo 00:56

Quinta-feira, 24 de maio de 2007

Bem estar sem hífen?

Bem estar sem hífen?

Parabéns pelo livro...Espero que faça muito sucesso, pois você certamente merece por seu talento.
Só vi um defeitinho...Bem-estar sem hífen.
Abraços

Elaine


Elaine

O “bem estar” sem hífen, presente na capa do livro, refere-se a estar bem. A inversão na ordem das palavras é totalmente proposital. Quis fazer uma brincadeira, pois o livro não é para o bem-estar é para VOCÊ ESTAR BEM! De qualquer forma, muito obrigada para o seu e-mail, fiquei feliz por ter uma leitora tão atenta como você.

>> Postado por Rita Lobo 17:39

Quinta-feira, 17 de maio de 2007

E-mail da Karin

E-mail da Karin

Querida Rita,

Meu namorado e eu resolvemos morar juntos há poucos meses.... Depois de arrumações sem fim na nova casa, estou começando a "ousar" na cozinha... Estou começando a formular a teoria de que um casamento pode dar mais certo se o casal come junto (pelo menos uma refeição por dia) e, principalmente, se cozinhamos em casa... É claaaaro que na maioria dos dias isso não acontece, mas pelo menos estou tentando cuidar disso. Bueno, mas neste fim de semana passado, fiz o primeiro almoço de família, com sogros, pais, cunhados, enteada e tudo... O menu foi:

Berinjela a moda da minha mãe (ela ficou feliz), salada de lentilha com feta e cebola frita do Panelinha (maravilhosa... Ficaram de boca aberta!!!!), nhoque de abóbora com molho de amêndoas (essa eu tirei de uma revista, parecia promissor, tive um trabalhão... E deu totalmente errado... Na última hora tive que apelar para 2 pacotes de macarrão da dispensa...) e cheesecake integral, também do Panelinha, sucesso absoluto!!!!!!

Apesar do acidente, foi tudo muito legal, e quero te agradecer, porque parece que você participou de tudo isso... Este menu foi planejado ao longo de muitos dias e várias consultas ao seu site, que é muito inspirador, adoro o jeito como você escreve! Obrigada! Um beijão!

Karin

Karin, querida

Fiquei emocionada com o seu e-mail. Muito obrigada por ter me escrito. Desejo toda a sorte nessa nova fase da sua vida.

>> Postado por Rita Lobo 19:22

Quarta-feira, 16 de maio de 2007

Meu filho não come!

Meu filho não come!

E-mail da Luciana

Olá Rita!

Sei que você tem duas crianças pequenas e como também entende de comida, creio que possa me ajudar.

É uma luta para meu filho de 5 anos comer verduras e frutas. O exemplo, eu sempre dei, mas ele é muito relutante em comer. Às vezes, ele fala que não come porque não gosta (detalhe: sem nunca ter comido). Isso é normal? Você tem alguma sugestão?

Obrigada e parabéns pelo site, está cada vez mais apetitoso.

Luciana



Oi Luciana,

Não é à toa que a frase “meu filho não quer comer” já virou até nome de livro. Acho que todas as mães têm essa preocupação. Por outro lado, como diz o pediatra dos meus filhos, “nunca vi uma criança de classe-média subnutrida.” Pela minha experiência, essa fase passa. Mas para responder à sua pergunta, resolvi pedir ajuda à Marcia Daskal, que além de ser nutricionista é mãe de gêmeos! Veja o que ela nos escreveu abaixo. Muito obrigada pelo seu e-mail.

A sugestão clássica é a de disfarçar os vegetais: use milho e ervilha na torta, cenoura ralada no arroz, ofereça a ele tomate-cereja, cozinhe o molho de tomate com vários legumes e depois bata no liquidificador. Sopa de legumes ele come? Frutas podem ser oferecidas como sucos, vitaminas ou até mesmo salada de frutas. Algumas mães têm sucesso fazendo os filhos participarem da elaboração das refeições. Vale desde descobrir novos alimentos no sacolão ou no supermercado até fazer um "jogo semanal das cores" – a semana do vermelho, a semana do amarelo... Comprar um livro de receitas para as crianças também ajuda. Experimente colocá-lo para ajudar na preparação das refeições com tarefas simples, como misturar o tempero da salada ou fazer um espetinho de frutas (que o papai deve comer e achar a melhor sobremesa do mundo!).

É muito importante oferecer os legumes e as verduras sempre, mesmo que a criança não coma. Acima de tudo, continue a dar o exemplo: o resto da casa também deve comer verduras e legumes. Num primeiro momento, vegetais mais docinhos, como cenoura, batata-doce e beterraba costumam ser melhor aceitos. Os meus filhos comem bastante maçã, palitos de cenoura e ervilha em grãos quando estão vendo filme... Vão comendo, comendo... Ele tem algum ídolo ou personagem de que goste? Também pode ser um canal... Por exemplo, falar que o Homem-Aranha consegue escalar daquele jeito porque come verduras ou que os Power Rangers têm superpoderes conferidos pela cor dos alimentos. Mas não se preocupe. Algumas crianças não comem em casa e comem na escola ou na casa de amigos. Ou passam a comer à medida que aquilo não é mais motivo de "guerra": a comida sempre foi o principal modo de chamar a atenção da mãe.

>> Postado por Rita Lobo 11:21

Terça-feira, 15 de maio de 2007

Sobre a receita de cheesecake

Sobre a receita de cheesecake

Rita,

Obrigada por antecipá-la. Valeu a espera, não decepcionou, não. É muito perto da que a gente faz por aqui. Mas é uma sobremesa muito temperamental, cada vez tem uma cara, uma textura, um sabor, apesar de usar a sempre a mesma receita. Percebemos que a marca da manteiga influencia na massa. Minha receita pede manteiga sem sal, uma vez fiz com sal e fez diferença - para melhor. Vocês testam essas variáveis todas aí no Estúdio?

Aprendi a deixar a cheesecake esfriar dentro do forno, com a porta um pouquinho aberta para não rachar o recheio. Nunca tentei esfriar fora do forno prá testar. Quanto ao cream cheese, só uso mesmo o Philadelphia, pela textura, sabor, tem funcionado bem.
Um grande beijo, sucesso

Luciana



Oi, Luciana

Achei ótima essa dica de deixar a cheesecake esfriar no forno com a porta entreaberta. Não testamos assim, não. Mas vou refazer a receita desta maneira e depois te conto. Nós experimentamos marcas diferentes e também usamos cream cheese na versão light. Um desastre. Foi direto para o lixo. Temos uma boa receita de cheesecake light, mas o resultado, obviamente, é completamente diferente do desta versão. Se quiser dar uma olhada, basta clicar no destaque, "Não achou sua receita?", na home do Panelinha, que direciona para o antigo banco de receitas (nem todas foram migradas para o novo banco de receitas aqui do site). Obrigada pelas dicas e pelo e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 13:08

Segunda-feira, 14 de maio de 2007

Mais mcmails

Mais mcmails

Rita,

Visitei o seu blog hoje pela primeira vez e fiquei encantada... Muitos assuntos interessantes e até esta discussão superpertinente sobre o Mc Donalds. Finalmente está havendo uma luz para a sociedade perceber os danos causados pelo fast food em excesso, onde crianças criadas pela babá Ronald estão se tornando adultos doentes. Independente do desespero desta empresa, que utiliza deste forte appetite appeal, (e emotional appeal) induzindo os menos avisados a correr em direção ao big mac, vale lembrar que infelizmente, não temos uma campanha de educação alimentar forte o suficiente para esclarecer o consumidor. Afinal, pessoas bem instruídas não entopem seus filhos com colesterol...

Ana

RITA

ADOREI VC BEEEEM RICA RESPONDENDO À MAL-HUMORADA DO BLOG! ADOREI MEEEESMO! "GASTO UMA FORTUNA COM COMIDA" FOI TUUUUUUUUUUDO! ARRASA NA CHIQUEZA! EU TE CURTO BEM MAIS DEPOIS DESSE POST! HAHAHAHAHAHAHAHAHAH! =)



Fê,

Só um instantinho que estou terminando de comer a minha latinha de caviar. E com colher de ouro! ANA, obrigada pelo carinho e pelo e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 22:59

Segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dois e-mails e uma cheesecake

Dois e-mails e uma cheesecake

Cara Rita,

Parabéns pelo seu site. Sempre o acompanho e tiro deliciosas inspirações para meu cardápio. Lendo sobre o cheesecake fiquei com água na boca.
Onde está a receita?
Obrigada por sua presença no meu dia-a-dia.
Grata,

Lylia



Oi, Rita,

Amo cheesecake e fico no aguardo, ansiosa, por essa receita imbatível!
O bolo de cacau do seu livro virou campeão de audiência por aqui, mesmo sem ganache. E olha que é uma família completamente não-chocólatra! (Ops, será por isso???)
Gosto muito de seu blog, das dicas, das receitas, o Cozinha de Estar não pára na estante, é um fofo.
Belo trabalho, parabéns!
Beijos

Luciana


Lylia e Luciana,

Agora estou com medo de decepcioná-las. Mas a receita é boa mesmo. Como ainda vai demorar uns dias para ela entrar no nosso banco de receitas, resolvi colocá-la primeiro aqui no blog. Um detalhe: aqui no Panelinha, vocês já devem ter notado, nós não indicamos marcas de produtos alimentícios nas nossas receitas. Aqui no blog, porém, fico à vontade para dizer que testamos esta receita com duas marcas de cream cheese e somente o teste com a marca Philadelphia funcionou. Nós experimentamos servir a cheesecake pura (que eu adoro para tomar com um bom café), com calda de morango e também com calda de chocolate, como é servida a torta em Boston. Todas boas.

Cheesecake

Para a base

Ingredientes

200 g / 1 pacote de biscoito maisena
130 g de manteiga em temperatura ambiente


Modo de preparo

1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média).

2. Coloque os biscoitos no processador, ou liquidificador, e bata até obter uma farinha. Retire a farinha do processador e transfira para uma tigela. Acrescente a manteiga e misture bem com as mãos.

3. Distribua a massa numa fôrma de fundo removível de 24 cm de diâmetro. Com as mãos, pressione bem a massa contra o fundo da fôrma.

4. Leve a forma ao forno preaquecido e deixe assar por 10 minutos ou até que a massa fique dourada. Retire do forno e reserve.


Para o recheio

Ingredientes

750 g de cream cheese (queijo cremoso)
1 xícara (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
5 ovos
1/3 xícara (chá) de creme de leite fresco
1 colher (chá) de raspas de limão
1 colher (chá) de raspas de laranja
1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de preparo

1. Retire o cream cheese da geladeira com 1 hora de antecedência.

2. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média).

3. Coloque o cream cheese e o açúcar numa batedeira e bata o suficiente para obter uma mistura bem cremosa.

4. Adicione os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.

5. Junte o creme de leite, a farinha, as raspas de limão e as de laranja, a essência de baunilha e bata muito bem.

6. Transfira esse creme para a fôrma reservada e leve ao forno preaquecido para assar por 15 minutos. Em seguida, reduza bem a temperatura e deixe assar por mais 40 minutos ou até que o centro não esteja mais brilhante. A cheesecake ainda estará com aspecto mole e só ficará com a textura certa após ficar na geladeira por 1 hora.

7. Retire do forno e deixe esfriar até que as laterais comecem a desgrudar da fôrma. Passe uma faca de ponta redonda ao redor da cheesecake, mas não retire-a da fôrma. Leve a geladeira por 1 hora. Retire o aro da fôrma e sirva a cheesecake pura, com geléia de morango ou calda de chocolate.

>> Postado por Rita Lobo 22:36

Sábado, 12 de maio de 2007

E-mail da Elaine

E-mail da Elaine

ACHEI SEU COMENTÁRIO SOBRE A PROPAGANDA DO MC DONALD'S INFELIZ ACHO QUE VC NÃO ENTENDEU A MENSAGEM NÃO ACHEI NADA DE MAIS, CADA UM VENDE O SEU PEIXE, E AFINAL VC SÓ COME HAMBURGUER EM LUGARES CHIQUES, ESNOBANDO O CONSUMIDOR, SUA OPINIÃO FOI SEM FUNDAMENTO EU DISCORDO.

ELAINE



Elaine,

Você não precisa concordar comigo. E por isso mesmo quis publicar o seu e-mail aqui. Mas continuo achando que entendi sim a mensagem do comercial. E não gostei. Quanto aos “lugares chiques” onde gosto de comer hambúrguer, não é por esnobismo: esse é o preço que se paga quando o paladar vai se refinando. E antes que eu seja mal compreendida, não estou dizendo que não gosto de comida simples, caseira. Apenas não gosto de comida ruim, industrializada. E gasto uma fortuna por conta desse gosto. Mas cada um gasta com o que quer. Eu nunca comprei um carro zero, por exemplo. Mas gosto de comer bem. Em casa e fora de casa. E isso custa caro. É um investimento. E ainda nem falei das viagens. Reservo o restaurante antes de reservar a passagem. E aqui em São Paulo, acabo indo quase sempre nos mesmos restaurantes, onde sei que vou comer bem. Ontem, porém, jantei num restaurante de shopping. E foi um jantar curioso. Curiosamente bom.

Roberto, meu marido, produziu e dirigiu a recém-lançada caixa de DVDs Biograffiti, da Rita Lee. E ontem, ela fez uma noite de autógrafos na Saraiva do Morumbi Shopping. Nós fomos dar um beijo no nosso casal-xará. (Ela insiste que eu só me casei com o Roberto para copiá-la, não bastavam as iniciais, RL, tinha que ter um marido com o mesmo nome que o dela! Pois é, dona Rita, não deve ser fácil ser um ícone. Mas a senhora já deveria estar acostumada.) Quando a fome bateu, Roberto, o meu Roberto, perguntou se eu queria comer ali mesmo no shopping. Fomos andando até a área de restaurantes e escolhemos o Ganesh. Acho que nunca tinha comido num restaurante indiano no Brasil. Talvez por isso mesmo, e também pela mesa de gringos ao nosso lado, fiquei com a sensação de estar viajando. Mas não a “fascinante viagem pela Índia” que sugere o texto do cardápio e a decoração típica do estabelecimento. Aliás, o garçom era a cara do Peter Sellers em Um convidado bem trapalhão, ou seja, um cara com cara de indiano que, obviamente, não é indiano.

Ando sem vontade de comer carne à noite, fui logo para a seção do cardápio dedicada aos vegetarianos. Pedi a almôndega de legumes e frutas secas ao molho de castanha-de-caju temperado com, of course, curry. Para acompanhar, tinha um arroz pilau com especiarias. Tudo bem saboroso. E para terminar a refeição, um delicioso kulfi, uma espécie de sorvete indiano, mais denso que um sorvete comum (não é batido no preparo e, por isso, não tem a adição de ar), geralmente aromatizado com especiarias, como cardamomo, e polvilhado com pistache. O kulfi que comi ontem era de manga com pistache. Lembrei de um kulfi de cenoura incrível que comi no Chutney Mary, em Londres. Tinha me esquecido dos kulfis, eles são divinos. Preciso urgentemente testar umas receitas para incluir aqui no Panelinha.

>> Postado por Rita Lobo 19:15

Sábado, 12 de maio de 2007

Dois Mcmails

Dois Mcmails

Olá Rita

Estou te escrevendo porque concordo em gênero número e grau com seu post do Mc.... dá uma revolta de ver aquele discursinho idiota, depois uma música incrível pra mandar a molecada comer ração de engorda.....

É a primeira vez que entro no seu site e, como adoro cozinhar em casa, vou virar assíduo.
Parabéns e boa sorte!

Fernando


Oi Rita

Sou fã do site Panelinha e, somente agora, pude ler o seu blog e gostei muito. Além de ser uma chef competente, seus artigos são interessantes e são colocados de forma inteligente. Parabéns pelo texto sobre a propaganda do McDonald´s, concordo plenamente com você, mas sei também que a sociedade está mudando aos poucos a visão sobre os alimentos e paulatinamente está mudando seus hábitos alimentares; a começar pelas calorias e poucos nutrientes do bigmac por exemplo!!! Quanto às crianças, deve-se ter bastante imaginação na cozinha para afastá-las do Mcs da vida.
Abraços,

Débora Rocha

>> Postado por Rita Lobo 19:13

Quarta-feira, 02 de maio de 2007

E-mail da Rachel

E-mail da Rachel

Oi Rita,

Entro sempre no Panelinha pra ler seu blog, que adoro. Mas, na minha opinião, um detalhezinho a mais o tornaria muito mais interessante: por que vc não coloca links nas receitas que menciona no blog? Por exemplo, vc mencionou num post o salmão em papillote, a salada de lentilhas com amêndoas e hortelã, a salada de cuscuz marroquino com tomatinho-cereja e alcaparras, entre outras receitas, me deixando com água na boca. Na hora de "copiá-las", cadê elas? Não seria mais bacana se a gente clicasse no nome do prato e já caísse na receita? ;)

Fica minha dica. Sucesso pra você!

Rachel



Rachel,

Você está certa, certíssima. Mas antes de pedir desculpas pela preguiça (sim, não coloco os links por pura preguiça) quero comentar uma coisa que o seu e-mail me lembrou. Meu filho Gabriel, que tem 5 anos, não conhece o verbo apertar. Ele não aperta o botão do elevador, não aperta o botão do controle remoto para trocar de canal. Ele clica. Clica no botão do elevador, clica nos números do celular para ligar para avó, e eu aperto, aperto o Gabriel com toda a força. Aperto de orgulho. É tão bonitinho ver os filhos aprendendo sozinhos. Afinal, não fui eu que o ensinei a falar assim! Eu continuo apertando os meus botões.

Mas voltando a “clicar no nome do prato e cair na receita”, fica mesmo bem mais fácil para o leitor. Em alguns posts, como em “Receitas e plano de bordo” do dia 10 de abril, as receitas estão todas com link. O problema é que não consigo decorar os códigos de html... Não é uma função automática, tenho que subir o link “na mão”. Por isso, fico torcendo para que as pessoas cliquem no canal receitas e usem a ferramenta de busca aqui do Panelinha para encontrar todas as sugestões.

Então, vamos combinar assim: quando eu estiver com preguiça, você vai no canal receitas e digita apenas o nome de um ingrediente da receita citada (garanto que você ainda irá encontrar outras opções bacanas); quando você estiver com preguiça de procurar a receita, coloco o link aqui no blog, tá?

Muito obrigada pelo seu e-mail, pelo seu carinho e pela dica!

>> Postado por Rita Lobo 21:20

Sábado, 07 de abril de 2007

Galinhada do Bahia

Galinhada do Bahia

e-mail da Bel

Margarete!!!

Só agora entrei no teu site repaginado. Eu passei boa parte dessa manhã de sábado dentro do Panelinha, enquanto Diego brincava de homem-aranha com o batman Setton. Só vou parar de navegar agora porque a gente vai ter que sair e ainda está todo mundo de pijama. ADOREI!!!!! Me cadastrei, assisti dois vídeos, imprimi a receita dos ovinhos nos ovos de verdade (vou tentar fazer hoje à noite para esconder amanhã), li o blog (me emocionando a cada instante)... Foi minha primeira viagem dentro do site, mas já sou fã.

Beijo enorme da nova fã cadastrada,

Margareth


Margarette sou eu. E Margareth é a Bel, minha amiga de infância que, por uma dessas coincidências da vida, hoje é minha sobrinha (meu marido é tio dela). Mas não vou ficar falando da nossa amizade e das nossas relações familiares. Quer dizer, mais ou menos. Vou falar do João Wainer, que é primo da Bel e meu enteado. João é fotografo. Ele é a única pessoa que conheço que ficou dois anos no Carandiru por livre e espontânea vontade. Explico: ele fez um livro sobre o presídio. Mas a Bel, antes de me mandar esse e-mail acima, enviou o link para o blog O Tranca Rua, do João, que é tão discreto, que nem contou para a madrasta que estava escrevendo. Por razões óbvias, adorei o post sobre culinária da favela. João, assim não vale: com você fotografando, meu filho, ou melhor, meu enteado, até a comida da favela fica com a cara apetitosa! Mas fiquei curiosa, vamos almoçar no Galinhada do Bahia?

>> Postado por Rita Lobo 16:05

Sábado, 07 de abril de 2007

Nova seção

Nova seção

e-mail da Denise

Antes de mais nada, gostaria de dizer que estou sempre passeando pelo site, que por sinal acho uma delícia (de ler, distrair, experimentar, rir, comer, etc., etc.). Inclusive, a mudança do site ficou ótima, bem mais fácil de usar. Gostaria de uma sugestão para arquivar no meu computador algumas receitas. Há alguma ferramenta do tipo: arquivar, salvar? Isso porque gosto de gravar as que mais gosto, para outro dia folhear ou fazer (como os livros antigos, mesmo). Às vezes, vejo alguma receita que gosto, mas já vou para outra e outra, acaba que não consigo me lembrar do nome da primeira....e aí já se foi. Vocês têm alguma sugestão?
Um abraço,

Denise M Agostini

Denise,

Estamos desenvolvendo uma nova seção no site que possibilitará a criação de páginas pessoais. Isso quer dizer que, logo mais, você poderá arquivar as receitas dentro do Panelinha numa página só sua, e também inserir as suas próprias receitas. A nova ferramenta também possibilitará a edição de receitas. Por exemplo: se num determinado prato, em vez de salmão, você preferiu usar atum, na sua página você poderá editar a receita e trocar o salmão por atum. Mas, enquanto a área de comunidade (é assim que vai chamar) não fica pronta, você pode salvar as receitas manualmente como PDF. No meu computador funciona assim: ctrl+P (para imprimir); abre uma janela para selecionar as opções de impressão; nela, há um botão PDF; clique nele e selecione “salvar como PDF”. Crie uma pasta Panelinha no seu computador e arquive as receitas lá. Acho que, por hora, essa é a melhor solução.

>> Postado por Rita Lobo 15:34

Sábado, 07 de abril de 2007

Bolo de cenoura

Bolo de cenoura

e-mail da Carol

Oi Rita, tudo bem?

O meu primeiro contato com o Panelinha foi bem no seu início e fiquei enlouquecida com as inúmeras receitas disponíveis no site... Devo ter imprimido quase todas elas na época! Dentre elas, tem uma que eu tenho um carinho imenso: o de bolo de cenoura! Primeiro, porque é uma receita de infância, daquelas que a gente acaba se esquecendo e que ficam guardadas ao lado de doces lembranças. E, segundo, porque essa receita tem feito parte da minha vida: para conquistar alguém, oferecer como forma de agradecimento, em festas de família, para levantar o astral de uma amiga... E sempre faz um enorme sucesso! Não há quem não elogie a maciez, o sabor, a cobertura. E assim, com amor e com afeto, este bolo vem acompanhando a minha vida.

Parabéns pelo Panelinha!

Um beijo,

Carol


Carol,

Que delícia de e-mail! Muito obrigada pelo seu carinho. Nós aqui também adoramos esse bolo. Recentemente fizemos essa mesma receita assada em forminhas de muffins. Ficou ótimo!

>> Postado por Rita Lobo 15:27

Sábado, 07 de abril de 2007

Haircut

Haircut

e-mail da Regina

Olá Rita

Tudo bem? Admiro muito seu trabalho, parabéns pelo seu sucesso! A minha pergunta pode parecer estranha, pois afinal todo mundo te escreve para perguntar sobre receitas, mas eu ADORO seu corte de cabelo, acho muito chique e com personalidade. Com quem você corta?

Obrigada e um grande abraço

Regina

Oi Regina,

A minha resposta também pode parecer estranha. Quando eu tinha uns 10 ou 12 anos, meu primo Felipe tinha um LP do Rod Stewart. Claro que hoje ele negaria de pé junto, mas eu lembro. Na época, fiquei alucinada por Maggie May, Hot legs, Handbags & Gladrags... Na primeira chance que tive, peguei o disco emprestado e fui ao cabeleireiro: queria o corte de cabelo do Rod Stewart. Com o passar dos anos, o cabelo dele foi ficando mais loiro e mais arrepiado que o meu, mas no fundo, no fundo, o meu corte ainda é inspirado nele. E a voz dele continua a mesma. E eu continuo gostando (eu sei, eu sei, isso não é coisa que se diga em público, mas fã que é fã, não julga: eu adoro Rod Stewart!). Quando a Nina, que trabalha aqui conosco, começou no Panelinha, não sabia desse meu defeito. E acabou dizendo com descaso que Rod Stewart é o Fabio Jr. inglês. Ficou um certo silêncio na sala. Ela nunca retirou o que disse, mas ajeitou: “todo mundo um dia sonhou em ter uma banda de rock e usar calça de couro”.

Regina, se mesmo assim você ainda gosta do meu cabelo, quem corta é o Nando, do L'Officiel. O telefone de lá é (11) 3062-4477. Só não conte para ele que eu queria ter o corte do Rod Stewart. Boa sorte!

>> Postado por Rita Lobo 15:22

Sábado, 07 de abril de 2007

Mão na massa

Mão na massa

e-mail do Paulo Cesar

Oi Rita, tudo bem com você? Aqui em casa, a história começou com a minha mulher que ganhou seu livro de presente. Levei para minha "Mamma" italiana, que se chama Itália, que adorou. Aquele bolo de limão vai mais para a mesa que o feijão com arroz. Li sua reportagem na revista RSVP, anotei o site, e virei fã. Claro que eu descubro a receita e " terceirizo" o preparo para a esposa ou a mamma. Me conte um segredo: por que nas receitas com farinha integral deve-se usar também farinha de trigo comum?

Um super beijo, parabéns e mais sucesso ainda, pois você merece.

Paulo Cesar

Mamma Itália e esposa do Paulo Cesar,

Está na hora de vocês colocarem o Paulo Cesar na cozinha para valer! Claro que trazer receitas novas já ajuda, mas pode tratar de colocar a mão na massa! Minha sugestão é que comece preparando um pão integral no fim de semana. Antes, porém, aproveito para responder à questão sobre as farinhas de trigo. A versão integral não tem muita elasticidade, por isso, o uso da farinha refinada, especialmente no preparo dos pães, é necessário. Paulo Cesar, muito obrigada pelo seu e-mail.

>> Postado por Rita Lobo 15:13

Quinta-feira, 29 de março de 2007

Mail da Dani

Mail da Dani

Querida Rita,

Há tempos acompanho o Panelinha, a princípio garimpando receitas e agora me delicio também com os textos. Nem sei como especificar a intenção deste email, mas depois de ler que não há espaço para comentários mas que, em compensação, poderia enviar um email diretamente para você, pensei, por que não?

É o seguinte, adoro cozinhar! Desde pequena ficava espiando minha avó cozinhar e hoje consigo reproduzir suas receitas usando minha memória e meu paladar.

Atualmente estou grávida de 6 meses o que me impediu de continuar a produzir as conservas, que eu comecei a divulgar neste blog aqui http://conservasdadani.blogspot.com/, que já foi completamente desvirtuado e, coitado, vive desatualizado.

No momento não há muito o que eu possa fazer, pois esta história de gravidez está me deixando com a maior preguiça mas, no futuro, gostaria de investir neste meu, modéstia a parte, talento culinário. Já pensei em fazer faculdade de gastronomia, mas já me disseram que não é necessário. Me sinto totalmente capaz de enfrentar uma cozinha comercial, e adoro inventar receitas, o que faço freqüentemente em casa, tendo o marido como cobaia. Raramente ele reprova alguma receita.

Enfim, o que estou tentando descobrir é como entrar nesta área, digamos assim, profissionalmente. Já pensei em me oferecer em algum restaurante para trabalhar gratuitamente e, assim, aprender alguns truques para não ser tão "mirim" e criar mais confiança. Meu marido até pode descolar um estágio em um restaurante de um chef renomado, o que não posso fazer agora, em função da gravidez, e porque não sei qual a real eficácia da experiência.

Se tiver tempo e paciência, por favor, responda meu email. Dicas, experiências e conselhos são bem-vindos.

Dani



Sabe, Dani, gostei tanto de receber o seu e-mail. Acho que me vi em você, pensei em quando eu estava grávida do Gabriel, passando por um turbilhão de emoções que só ele, o Gabriel dentro da minha barriga, e eu sabíamos. Era uma montanha-russa de dúvidas e certezas. Era o nascimento de um amor sem precedentes. Era eu mudando por dentro e por fora. O enjôo, o sono e, depois, a vitalidade maluca que a gente fica no último trimestre. Dá vontade de arrumar a casa, de preparar o ninho. A gravidez da Dora foi diferente, e não só porque era a segunda, mas fiquei sete meses de repouso. E foi rápido. Escrevemos um livro, ela e eu. O Cozinha de estar. Ela nasceu escrevendo. E agora vive cantando. Já tem 2 anos, a Dora. O Gabriel vai fazer 5 agora em abril. Acho que ele vai ser piloto de avião. Ou formar uma banda de rock com a Sandy, não a do Jr., a nossa babá.

Sabe, Dani, eu também não sei por que fiquei com vontade te responder assim, de coração aberto. Acho que quero te contar que, por causa deles, eu não sou mais a mesma. Tudo muda. A maneira de sentir as coisas, enxergar as pessoas, o trabalho, a própria vida. E também muda a maneira que a vida trata a gente (e é muito melhor!).

Dia desses, encontrei com a irmã de um amigo passeando com o filhinho de 4 meses. Fazia tempo que não pensava nisso, mas achei os primeiros meses tão, mas tão difíceis, mal conseguia sair de casa. E ela estava lá, no café, toda pimpona com o filho no colo. Às vezes, o dia passava e eu ainda estava de pijama. Mas cada um é de um jeito. E você vai ser mãe do seu jeito. E, nesse começo, nada mais importa.

Ficava imaginado como iria ocupar o meu tempo nos quatro meses de licença-maternidade. Ah, Dani, se eu pudesse te contar... Não dá tempo para nada, só para aprender a ser mãe. E os hormônios? Eles enlouquecem a gente. Uma vez, disse para o Roberto, meu marido, que estava muito triste, com uma angustia, um aperto no peito. Ele, que é um pouco hipocondríaco, quis logo saber se eu queria ir ao médico. Eu só queria conversar. Disse que sentia muita pena do Gabriel, achava ele tão indefeso, incapaz até de se virar sozinho no berço (acho que ele devia ter uns quinze dias de vida). E o Roberto me respondeu que, talvez, se não fosse por esse sentimento, eu não tivesse disposição de passar noites em claro, amamentar a cada três horas e ainda achar aquele ser uma gracinha. Fiquei mais aliviada.

Dani, na minha experiência, esse período que você está passando, ou vai passar agora, é um momento de espera. A vida fica “em espera”. E isso pode ser frustrante. Cresci entre dois irmãos, homens, e aprendi que tinha que fazer a minha vida acontecer. E não ficar esperando nada de graça. E o pós-parto não tem nada a ver com isso. Somos obrigadas a experimentar um outro ritmo. E, as vezes, a impressão que se tem é que nunca mais iremos conseguir fazer mais nada. Mas os meses passam, os bebês crescem. De repente, a nossa vida volta ao normal. Mas não somos mais as mesmas. Ficamos mais fortes, mais eficientes, sem tempo a perder. E aí, você vai saber o que fazer para explorar o seu talento. Sem modéstia. Acho que era isso que eu tinha para te dizer. Aproveite a sua gravidez e o nascimento do seu bebê. Passa tão rápido. Mesmo. Deixe suas dúvidas cozinhando em banho-maria que, de repente, os respostas começam a ferver dentro de você.

>> Postado por Rita Lobo 18:23

Quinta-feira, 15 de março de 2007

E-mails

E-mails

Talvez você ache esse post meio sem pé nem cabeça, mas tem uma explicação lógica. Quando comecei a fazer este blog, decidi que não teria espaço para comentários. No lugar, tem o meu e-mail aí no cabeçalho. Por isso, de tempos em tempos, respondo aos e-mails aqui mesmo. É injusto, eu sei – você não pode colocar o seu comentário, mas eu posso responder ao seu e-mail –, mas a vida é assim mesmo, como diria a minha tia Lurdinha. Sobre o caso Toddynho, Dra. Denise e Andréa, obrigada pelos e-mails. Michelle, tudo o que eu poderia te dizer sobre festas de casamento está neste link: http://panelinha.ig.com.br/noivas/. Espero que seja útil e responda às suas dúvidas. Paloma, você não imagina como fiquei emocionada com o seu e-mail. Quero responder com calma. Wilson, virou freguês, né? A próxima vez que eu for ao Rio, vou pedir um “Smurf” sabor morango. Encontrei na minha bolsa o folhetinho que explica o que é um Smoothie... Achei que você iria gostar de ver. Última coisa: apesar de você gostar de Toddynho Napolitano, vou continuar lendo seus e-mails.

>> Postado por Rita Lobo 18:27

Sexta-feira, 02 de março de 2007

e-mail da Karina

e-mail da Karina

Oi Rita,

Adoro acompanhar o seu blog. Leio praticamente todos os dias. Tô aqui morrendo de vontade de comer tudo!!! Sou da terrinha e morro de saudades das comidinhas de lá. Espero que goste muito de tudo.

Um abraço,

Karina

Oi Karina,

Já peço desculpas por ter sumido ontem... Aliás, mudou o mês e os posts do jantar ficaram para trás (é só clicar em Arquivo: fevereiro de 2007 que você pode ler o menu completo que o chef Paulo Martins fez para a Fafá). Você tem razão em ficar com saudades da comida de Belém, ela é mesmo incrível.

Para você, Karina, não preciso fazer a “tradução simultânea” do cardápio, mas boa parte das pessoas não sabe o que é aviu, mussuã ou tapereba. Essa bolinha aí da foto, aliás, é o fruto da pupunha, que nunca vi ninguém utilizar aqui em São Paulo. No cardápio, ela aparece em duas versões: recheada de roquefort, como um canapé, e como base de um creminho. O sabor é uma mistura de pinhão com abóbora, mas a abóbora talvez seja porque eu tenha me influenciado pela cor!

>> Postado por Rita Lobo 11:26

Quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Dois e-mails

Dois e-mails

Recebi dois e-mails que quero comentar. Ou melhor, o primeiro vou responder e, o segundo, é só para me exibir. Se você também quiser se comunicar conosco, mande um e-mail para editor@panelinha.com.br.

e-mail da Taijara Araújo

“Adorei o livro, já baixei e vou me dar de presente. Mas gostaria de saber com o que vocês escreveram Feliz Natal nas maçãs. Beijos e Feliz Natal”

Taijara,

A receita é simples:

Misture 1 clara com 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro. Pronto! Escreva com um palito de dente ou com saco de confeiteiro (o bico deve ser bem fininho). Deixe secar por, pelo menos, 30 minutos.

e-mail da Margarida Bento

“Olá equipe Panelinha!

Consegui baixar o livro, já salvei e agora vou montá-lo, pois achei um trabalho maravilhoso, de uma qualidade de dar orgulho as pessoas que trabalharam nele.

Parabéns por nos dar um presente tão espetacular.”

Margarida, obrigada por nos presentear com a sua mensagem.

>> Postado por Rita Lobo 14:49

PERFIL
  • Rita Lobo é autora dos livros A conversa chegou à cozinha, crônicas e receitas (editora Ediouro), Culinária para bem estar, receitas antiTPM (editora Panelinha) e Cozinha de estar (editora Conex). Formada em gastronomia nos EUA, a chef começou a escrever sobre comida em 1995, no jornal Folha de S.Paulo. Em 2000, criou o site Panelinha, que dirige até hoje.

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