Resultado de Posts da Categoria Truques culinários
Segunda-feira, 6 de maio de 2013
Há mais de uma década, todos os dias estou em contato com o público do Panelinha. Mas raramente tenho a oportunidade de me encontrar com as pessoas. Por isso, fiquei tão animada com a minha participação no 7º Paladar – Cozinha do Brasil. E parece que o público também: a aula...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:30
Terça-feira, 23 de abril de 2013
Se você quiser estragar a noite de um cozinheiro, se empanturre de aperitivos, até perder a fome — a ponto de dispensar o prato principal. Pronto, azedou a noite. Falo como uma pessoa que adora receber amigos em casa, elaborar cardápios, pensar em cada detalhe do jantar, do...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:49
Se você quiser estragar a noite de um cozinheiro, se empanturre de aperitivos, até perder a fome — a ponto de dispensar o prato principal. Pronto, azedou a noite. Falo como uma pessoa que adora receber amigos em casa, elaborar cardápios, pensar em cada detalhe do jantar, do aperitivo ao café pós-sobremesa.
Diga se não há um quê de decepção quando você está prestes a servir um suculento (e trabalhoso) cordeiro marroquino e seus convidados já arruinaram o apetite, comendo toda pasta de pimentão? Eles estão jogando a toalha antes mesmo da sobremesa!
O outro lado da moeda é ver os amigos lambendo os beiços de satisfação, quem sabe até tchutchando o pão no molho, até raspar o prato. Por isso mesmo, cada vez mais, tenho optado por aperitivos mais leves e saudáveis. Que instigam, mas não empanturram. Daí os convidados comem um pouco, abrem o apetite, bebem um vinho e a refeição vai caminhando por si só, como uma orquestra bem azeitada. Sem excessos.
Naturalmente, estes aperitivos também funcionam sozinhos, para acompanhar um drinque e uma boa conversa, por exemplo. Alguns são tão simples de fazer que servem para aqueles momentos em que você está em casa, não necessariamente com fome, mas com vontade de beliscar alguma coisa assim, sem motivo. Dá até para bebericar um gole de vinho, se animar um pouco e já começar a pensar na continuação: entrada, prato principal, sobremesa e depois um café. Quem nunca?
Confira a seleção de aperitivos saudáveis:
1. Azeitona temperada
2. Crudités
3. Pasta de alho
4. Bruscheta
5. Edamame
6. Carne Louca
7. Pasta de cebola caramelizada
8. Chips de berinjela
9. Grão-de-bico assado com especiarias
10. Pasta de abacate
Quinta-feira, 4 de abril de 2013
A Páscoa passou mas isso não significa que os ovos de chocolate tenham chegado ao fim. Pelo contrário: filhos pequenos costumam receber de avós, tios, primos... Em vez de esconder os ovos em excesso das crianças, talvez a melhor opção seja preparar uma sobremesa elegante...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:05
A Páscoa passou mas isso não significa que os ovos de chocolate tenham chegado ao fim. Pelo contrário: filhos pequenos costumam receber de avós, tios, primos... Em vez de esconder os ovos em excesso das crianças, talvez a melhor opção seja preparar uma sobremesa elegante para o fim de semana.
Como trasnformar ovos de Páscoa em sobremesas
Por Luciana Lobo, chef chocolatière
Para aproveitar chocolates de diferentes qualidades, uma das melhores receitas é o ganache, um creme multiuso que mistura chocolate, creme de leite fresco e um pouco de manteiga. A proporção mais comum é de 1 parte de creme de leite para 2 de chocolate, mas pode variar dependendo do uso desejado e do tipo de chocolate.
Depois de pronto, você servir de várias maneiras. Quente, o ganache fica líquido e serve de calda, como na clássica receita de Poire Belle Hélène a seguir. Frio, vira um creme de comer de colher, como esse da foto.
Ele também serve de cobertura de bolo, de recheio de torta, de calda de sorvete e tudo mais que a sua criatividade permitir. E ainda aproveita para acabar com os ovos de Páscoa de uma vez!
Ganache básico
Ingredientes
300 g de chocolate meio amargo ou ao leite
2/3 de xícara (chá) de creme de leite fresco
¼ de xícara (chá) de manteiga
Modo de preparo
1. Numa tigelinha, leve a manteiga para derreter no micro-ondas.
2. Numa tábua, pique fino o chocolate. Transfira para uma tigela de vidro ou inox.
3. Leve uma panela com o creme de leite fresco ao fogo médio e, quando ferver, desligue. Junte o creme na tigela com o chocolate picado.
4. Com uma espátula de silicone, misture delicadamente o creme, até derreter o chocolate. Junte a manteiga, misture até ficar liso e deixe esfriar.
Poire Belle Hélène
Serve 6 porções
Tempo de preparo: 10 minutos + 30 minutos para cozinhar
Ingredientes
6 peras inteiras
1,5 l de água
3 xícaras (chá) de açúcar
10 gotas de essência de baunilha
caldo de ½ limão
Modo de preparo
1. Corte uma folha de papel manteiga do tamanho do fundo de uma panela grande, onde as peras serão cozidas com a água e o açúcar.
2. Com uma faquinha, descasque e retire o miolo das peras. Transfira para uma tigela com água gelada e o caldo do limão, para que não escureçam.
3. Leve uma panela grande com a água, o açúcar e a essência de baunilha ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo, e junte as peras (sem a água com limão).
4. Com uma faquinha, faça um furinho no centro do papel manteiga (para escapar o vapor) e coloque na panela sobre as peras, com cuidado para não se queimar! Esse procedimento evita que as peras não desmanchem ao cozinhar.
5. Cozinhe em fogo baixo por 30 minutos, sem deixar ferver. Desligue o fogo e transfira as peras para um prato com papel toalha.
6. Sirva cada pera em um pratinho de sobremesa e regue com o ganache quente.
Luciana Lobo é chef chocolatière e assina a coluna Só Chocolates às quintas-feiras no blog da Rita.
Quinta-feira, 28 de março de 2013
Já sabe qual bacalhau vai fazer na Sexta-feira Santa? E no domingo, também vai de peixe? Pois no Panelinha no Rádio, vamos preparar o clássico bacalhau à lagareiro. Deliciosa, a receita original leva apenas batatas e bastante azeite para assar o peixe. Aqui, demos uma...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 14:35
Já sabe qual bacalhau vai fazer na Sexta-feira Santa? E no domingo, também vai de peixe? Pois no Panelinha no Rádio , vamos preparar o clássico bacalhau à lagareiro. Deliciosa, a receita original leva apenas batatas e bastante azeite para assar o peixe. Aqui, demos uma atualizada na preparação incluindo o frescor das ervilhas tortas — e o sabor do alho.
Bacalhau à lagareiro
Serve 6 porções
Tempo de preparo: 30 minutos + 40 minutos no forno
Ingredientes
6 lombos de bacalhau dessalgados congelados
1 l de leite
1 kg de batata bolinha
3 cabeças de alho
¾ de xícara (chá) de azeite de oliva
1 punhado de ervilha torta
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Na véspera, transfira as postas de bacalhau do congelador para a geladeira. É sempre melhor descongelar no dia anterior.
2. Lave as postas de bacalhau em água corrente. Lave também as batatas — não é necessário descascar. Corte uma pontinha de cada cabeça de alho.
3. Preaqueça o forno a 200 ºC (temperatura média). Numa assadeira pequena, coloque as cabeças de alho e deixe no forno enquanto ele aquece.
4. Numa panela grande, junte o leite e as postas de bacalhau. Leve ao fogo médio e quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 minutos. Com uma escumadeira, retire as postas de bacalhau e transfira para uma assadeira grande.
5. Coloque as batatas já lavadas na panela com o leite onde o bacalhau foi aferventado. Leve ao fogo médio e, quando ferver, deixe cozinhar por 10 minutos. Retire as batatas e reserve o leite para outra preparação, como molho bechamel ou para fazer arroz.
6. Com uma faquinha, retire a pele de cada lombo e descarte. Na assadeira grande, junte as batatas e regue tudo com azeite. Retire as cabeças de alho do forno e transfira para a assadeira com o bacalhau. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora.
7. Leve o bacalhau ao forno e deixe assar por 40 minutos. Enquanto isso, lave e seque as ervilhas tortas. Faltando 10 minutos, junte as ervilhas na assadeira. Sirva a seguir.
Foto: Gilberto Oliveira Jr
Terça-feira, 12 de março de 2013
Ah, se a vida mansa de janeiro e fevereiro durasse o ano todo... (A gente iria morrer de tédio, isso sim.) Férias é bom, viajar é ótimo e descansar, então, nem se fala. Mas o corre-corre também tem seu valor. A equipe do Panelinha e eu, logo no começo do ano já engatamos num...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:20
Ah, se a vida mansa de janeiro e fevereiro durasse o ano todo... (A gente iria morrer de tédio, isso sim.) Férias é bom, viajar é ótimo e descansar, então, nem se fala. Mas o corre-corre também tem seu valor. A equipe do Panelinha e eu, logo no começo do ano já engatamos num ritmo legal de trabalho. São muitas novidades e a primeira delas já está rolando: o nosso Panelinha no Rádio . Você tem acompanhado? Para nós, tem sido muito divertido de fazer.
Aqui no site, o blog Pitadas continua bombando. E ele também ganhou espaço na rádio Eldorado. Todos os dias, várias vezes por dia, dou minhas Pitadas por lá.
Na seção Panelinha da Lola, como já estamos em março, o assunto não poderia ser outro: receitas que ficam prontas em dois palitos. Isso porque, com a correria, a primeira coisa que desanda é a nossa alimentação. Atire o primeiro garfo aquele que jamais pulou o café da manhã, substituiu o almoço por um quibe frito ou simplesmente nem percebeu que o dia passou e o tal quibe tinha sido a última refeição do dia. Acontece, minha gente. Acontece. O problema é quando isso vira a rotina. Não há saúde que resista.
A foto que ilustra o post de hoje é de uma das receitas que elaborei para a Lola. Este mês, aliás, sugeri receitas com toque oriental que ficam prontas em dois palitos, como este macarrão de arroz com berinjela e brócolis. Além de toda a sabedoria zen, a Ásia nos proporciona ainda um tanto de técnicas, utensílios e ingredientes que podem facilitar nossa vida na cozinha. Ficou curioso? Corre nas bancas para ver!
Aqui para o blog, fiz uma seleção de pratos saborosos e nutritivos, de preparação rápida, que é para não ter desculpa de apelar para o delivery de pizza do bairro.
Salada de Frango, 7 grãos e Manga no Pote
Cuscuz Marroquino com Amêndoas e Uvas-Passas
Espaguete ao limão, parmesão e manjericão
Frango grelhado ao curry
Fritatta de batata
Polenta com ragu de cogumelos
Risoto de ervilha e hortelã na pressão
Foto: Romulo Fialdini para seção Panelinha para revista Lola Magazine
Segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Todos os dias, recebo montes de e-mails de leitores. E essas mensagens são importantíssimas para mim. Claro que os leitores também comentam, tiram dúvidas e curtem receitas pelo Facebook, pelo Instagram... Mas é por e-mail que as pessoas enviam mensagens mais pessoais,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:02
Todos os dias, recebo montes de e-mails de leitores. E essas mensagens são importantíssimas para mim. Claro que os leitores também comentam, tiram dúvidas e curtem receitas pelo Facebook , pelo Instagram ... Mas é por e-mail que as pessoas enviam mensagens mais pessoais, contando sobre como, de alguma maneira, o nosso trabalho aqui no Panelinha mudou a vida delas. É incrível saber que hoje já são milhares de pessoas que aprenderam a cozinhar conosco!
De vez em quando, faço uma seleção de mensagens que contém dúvidas comuns e respondo aqui no blog. E hoje é dia! Começo com a Bianca . Por algum motivo, muita gente pede a mesma indicação que ela. Olha só: “Gosto muito das suas receitas e sempre que posso eu faço! Adoro inovar, então, nem sempre faço igual, é que sou ousada mesmo! Nunca fiz curso algum, mas depois que casei peguei muito gosto por cozinhar. De você eu gostaria de saber se há algum livro(os) específicos de especiarias e temperos.”
Bianca, nesta minha seleção você encontra dois livro interessantes para você: O livro das especiarias e Ervas culinárias. Dá uma olhada aqui.
E-mail da Luciana Salomé
Fiz aniversário na última sexta-feira, e entre os presentes que ganhei do meu marido, está o seu "livrão", o Panelinha. Faz tempo que eu desejava ganhá-lo! Já folheei mil vezes saboreando cada receita! Ontem mesmo fiz o frango com geleia , maçã e cebola e o mac'n'cheese. Ficou uma delícia. Hoje eu preparei o bolo fofíssimo de chocolate, com a calda rápida (que eu fiz dobrada) para minha filha e uma amiguinha que veio brincar com ela. Acho que vc vai se transformar na "minha Julia Child"! Vou fazer TODAS as receitas do seu livro e vou te passando os nossos resultados e comentários, que tal?
Obrigada pela confiança, Luciana!
Dúvida da Patricia G Bolzani
Sou sua maior fã. Já testei quase todas as receitas do livro Panelinha, e deram todas muito certo. Agora chegou a vez da salada de trigo, a Bazargan. Mas estou com um problema. Não consigo achar molho de Romã (aliás, nunca sequer ouvi falar). Onde posso encontrar aqui em São Paulo?
Pois é, Patricia, sua dúvida é a mesma de muita gente. Para fazer a salada de trigo, esse tempero é fundamental. Você encontra em lojas de produtos árabes e também em supermercados especiais. O mais fácil de achar é da marca Zeeny (dá um Google para ver a carinha dele). Custa uns vinte e poucos reais, mas rende que é uma beleza. Coloque uma colherinha no molho de salada básico, com azeite e limão, e ganhe uma salada especial, com sabor de fatouche, aquela deliciosa preparação libanesa, que leva croutons de pão sírio. Vale a pena ter um vidro desses na cozinha.
Quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Suflê não é exatamente uma comida de verão. Tem que sair do forno e ir direto à mesa, pelando, antes de murchar. Porque suflê de verdade, que cresce em função das claras em neve, e não de adição de fermento, não resiste muito tempo a um sopro de ar da temperatura ambiente....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:17
Suflê não é exatamente uma comida de verão. Tem que sair do forno e ir direto à mesa, pelando, antes de murchar. Porque suflê de verdade, que cresce em função das claras em neve, e não de adição de fermento, não resiste muito tempo a um sopro de ar da temperatura ambiente. Por isso, chega na boca queimando.
Acontece que esse verão também não está parecendo exatamente verão. Já tirei o edredom da cama, coloquei de volta, guardei novamente. E chove, faz frio, faz calor, tudo ao mesmo tempo agora. Talvez por isso, mesmo, eu tenha ficado com vontade de comer uma preparação com ares de comida de frio.
Suflê de queijo é imbatível. Ou outros também são gostosos, mas de queijo simplesmente não dá para não comer. E, no Panelinha, decidimos fazer uma adaptação — a gente adora abrasileirar os pratos. Em vez de gruyère, testamos a receita com meia-cura, queijo curinga em qualquer cozinha.
Já fiz pesto, omelete e uma porção de outras receitas com ele. E, como nas outras, a substituição no suflê também ficou incrível. A receita completa do suflê de queijo meia-cura está aqui.
Veja também uma deliciosa seleção de receitas de suflês doces.
Foto: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Quem está de férias com os filhos vai adorar o Cozinha Prática desta semana. Nele, mostro passo a passo todos os truques para fazer um rocambole de doce de leite, que foi a primeira receita que eu aprendi a fazer na vida! Quando eu era criança, adorava assar esse bolinho...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:31
Quem está de férias com os filhos vai adorar o Cozinha Prática desta semana. Nele, mostro passo a passo todos os truques para fazer um rocambole de doce de leite , que foi a primeira receita que eu aprendi a fazer na vida! Quando eu era criança, adorava assar esse bolinho para os meus pais comerem no fim de semana, tomando um cafezinho.
De lá pra cá, desenvolvi alguns truques para deixar a preparação infalível. Mas, essencialmente, ela continua a mesma. A grande diferença é que, hoje, molho a massa com um pouco de leite, depois de assada, para o pão de ló não ficar ressecado.
Rocambole pode ser recheado com as mais variadas geleias, com brigadeiro branco, mais o bom mesmo, na minha opinião — e na opinião dos meus filhos! — é usar doce de leite.
É claro que você pode comprar um vidro dele já pronto. Mas tem que ser um bem firme, pra não escorrer todo. Não é o pastoso, é o cremoso. Por isso, eu prefiro fazer em casa: dá pra controlar a consistência. Sabe aquele jeito antigo de cozinhar a lata de leite condensado na panela de pressão? O único perigo é não ter paciência de esperar a lata esfriar. Por isso, é melhor fazer o recheio no dia anterior...
Na prática
Outra dica boa que mostrei no programa é o livro “Vamos pra Cozinha?”, da Betty Kövesi e Gabriela Martinoli (editora DBA). Isso porque, na teoria, criança na cozinha é uma delícia. Na prática, dá um trabalhão. É um tal de farinha pelo chão, ovo no teto. E, claro, algumas preparações são proibidas. Faca e fogo, só com adulto por perto. E como a Betty e a Gabriela são professoras de culinária especializadas em aulas para os pequenos, o livro ajuda na introdução ao mundo das receitas, com opções que eles mesmos podem fazer: limonada suíça, panquecas, bolos, saladas e pratos principais.
Agora nas férias, quem puder investir um pouco de tempo na cozinha com os filhos vai colher frutos. Essa intimidade com a alquimia que transforma ovo, farinha e açúcar em um bolo gostoso cria uma relação saudável com comida para a vida toda. Sem falar que fazer um bolinho, ou mesmo preparar um jantar bem saudável, transforma um fim de tarde vazio num momento de convivência em família.
Compre aqui o livro Vamos pra Cozinha?, de Betty Kövesi e Gabriela Martinoli.
Horários do Cozinha Prática, no GNT
Inédito: quinta, às 20h45
Alternativos:
sexta – 10h45 e 15h45
sábado – 13h
domingo – 5h15
quinta – 18h45
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Janeiro é o mês oficial da ressaca. E não me refiro apenas à alcoólica, apesar de algumas pessoas passarem por isso nos primeiros dias do ano. Mas as festas finalmente acabaram e ficamos com aquela sensação de que passou um furacão! Depois de toda a correria do fim de ano, a...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:38
Janeiro é o mês oficial da ressaca. E não me refiro apenas à alcoólica, apesar de algumas pessoas passarem por isso nos primeiros dias do ano. Mas as festas finalmente acabaram e ficamos com aquela sensação de que passou um furacão! Depois de toda a correria do fim de ano, a gente quer é descansar. E desintoxicar dos excessos: de comida, de gordura e açúcar, de stress... Mas nem todo mundo pode tirar um tempo de férias para se cuidar. Então, que tal fazer um spa culinário, em casa mesmo?
A primeira tarefa é se aventurar em uma receita de pão caseiro. Aqui no Panelinha tem várias bacanas, mas adoro as integrais, mais saudáveis. Fazer pão em casa relaxa, desestressa. É necessário esperar crescer, sovar, assar... E ainda espalha um perfume delicioso! Aliás, pão integral é uma das receitas da minha coluna na revista LOLA de janeiro. Tem também esta pasta de abacate da foto, que é incrível para servir com pães recém-saídos do forno. E uma ideia para um chá gelado mais saboroso. Corra nas bancas para ver!
Receitas de pães integrais
Focaccia de alecrim
Pão integral com linhaça e crosta de gergelim
Pão integral com nozes
Pão integral de azeitonas
Pão integral do Alberto
Este spa culinário em casa, além de descansar a mente, nos ajuda a comer melhor. Eu sempre digo que cozinhar ajuda a emagrecer. Duvida? Que tal fazer o teste? Comprar mais frutas e legumes frescos, pensar em um cardápio saudável, deixar pratos meio prontos na geladeira... Assim a gente foge do delivery. Uma boa resolução de Ano Novo, não? E a minha outra resolução é conseguir tirar um tempo de férias todo ano, com meus filhos. Coisa que farei de hoje até dia 10! Feliz ano novo e até breve!
Veja aqui uma seleção de receitas integrais
Veja aqui uma seleção de saladas
Veja aqui receitas light
Veja aqui sobremesas light
Foto: Romulo Fialdini para seção Panelinha na Lola Magazine, da editora Abril.
Quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Talvez uma das minhas mesas favoritas seja justamente a última do ano. A ceia de Réveillon é cheia de alimentos simbólicos, como a lentilha, que expressa o nosso desejo por um ano mais próspero e farto. E essa coisa de transformar comida em símbolo é comigo mesma. Na...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:25
Talvez uma das minhas mesas favoritas seja justamente a última do ano. A ceia de Réveillon é cheia de alimentos simbólicos, como a lentilha, que expressa o nosso desejo por um ano mais próspero e farto. E essa coisa de transformar comida em símbolo é comigo mesma. Na verdade, é uma coisa bem judaica.
Vem do Rosh Hashaná, o ano novo judaico, o costume de usar os alimentos para simbolizar os desejos e esperanças de forma concreta — não é um lindo critério
para escolher o que vamos comer? Trigo e romã são simbólicos nas duas passagem de ano. Aliás, há fortes semelhanças nas duas comemorações. Isto é, fora a carne de porco, proibida no judaísmo e que representa saúde na mesa do 31 de dezembro. Além dele, talvez os principais alimentos sejam lentilha, arroz, uva, romã e peixe. E os significados, assim como os ingredientes, se misturam. Arroz simboliza riqueza mas também fertilidade. Peixe simboliza fertilidade mas também amor.
A lentilha originalmente simboliza a vontade de que os méritos se multipliquem. E a gente torce para que, junto com eles venham os frutos, a fatura e a prosperidade. Por isso, na mesa de ano novo, lentilha não pode faltar.
No Cozinha Prática desta semana a receita não poderia ser outra: uma salada de lentilhas, bem temperada com ervas frescas, hortelã e salsinha, para que o ano além de rico seja cheio de frescor! Ela ainda é servida com cebola caramelizada, que além de sabor revela o nosso desejo de que 2013 seja um ano bem doce!
Aliás, esse programa está muito bacana. Fiquei com vontade de fazer um paralelo com a vida real, em que a gente não pode editar apenas os nossos melhores momentos, e decidimos gravar o primeiro bloco em plano sequência, sem cortes!
Como se fosse ao vivo. Não sei se todos vão gostar do resultado, mas eu adorei. É, de longe, o programa mais diferentão da série (e, para dizer bem a verdade, diferente dos programas de culinária em geral). Gosto da ceia de ano novo, e adorei fazer o último programa do ano!
Vamos às receitas?
Uva: duas receitas, uma salada
imbatível e uma torta para a sobremesa
Arrozes! Mais de 30 receitas
Romã: costelinha de porco e tortinha para a sobremesa
Trigo: são seis
opções, entra elas as minhas favoritas: bazargan e quibe de peixe
Peixe: são 40 opções
Porco: escolha entre nove sugestões
Lentilha! Last, but
not least , 10 receitas com o ingrediente que não pode faltar
Quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Quando eu penso em coquetéis, imediatamente vem à cabeça a melodia de alguma música cantada por Ella Fitzgerald ou Billie Holiday. É tão elegante começar a noite com um drinque. Até um dia comum ganha um certo ar festivo. Já contei aqui que costumo beber vinho durante as...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:04
Quando eu penso em coquetéis, imediatamente vem à cabeça a melodia de alguma música cantada por Ella Fitzgerald ou Billie Holiday. É tão elegante começar a noite com um drinque. Até um dia comum ganha um certo ar festivo. Já contei aqui que costumo beber vinho durante as refeições, especialmente nas festas. Mas, para recepcionar os convidados, além do tradicional espumante, é tão simpático oferecer alguns drinques diferentes. Por isso, fiz uma seleção de receitas fáceis de fazer que alegram a noite. As preparações não são exatamente novas, mas com pequenas mudanças ganham um ar de modernidade, como a caipirosca de mexerica e coentro, o bellini que, em vez de pêssego, é feito com goiaba, e um clericot super refrescante com vinho verde.
Outro truque para o bar em casa é congelar uvas tipo Thompson e usar como gelo para o vinho branco. Uma dica incrível do Blog Pitadas , já que não dilui o vinho, como faz o gelo, e você ainda pode comer as frutinhas quando descongelarem! Vamos às receitas? Tim-tim!
- Bellini de goiaba
- Caipirosca de mexerica com coentro
- Whisky Royal
- Porto e tônica
- Campari com tangerina
- Clericot verde
- Gim tônica cítrica
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
As fotos com fundo escuro foram feitas para seção Panelinha da Lola Magazine, da editora Abril
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Dá para o jantar de 24 de dezembro ser prático? Acho que sim. Precisa? Penso que não. Se uma vez no ano não der para a gente fazer uma ceia elaborada, ai ai ai... Já contei aqui que amo tender. Mas sei que o peru é a estrela da noite. Faço os dois! No fogão comum, de 60 cm,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:41
Dá para o jantar de 24 de dezembro ser prático? Acho que sim. Precisa? Penso que não. Se uma vez no ano não der para a gente fazer uma ceia elaborada, ai ai ai... Já contei aqui que amo tender. Mas sei que o peru é a estrela da noite. Faço os dois! No fogão comum, de 60 cm, fica difícil de assar ao mesmo tempo. Mas descobri que com as assadeiras descartáveis, maleáveis, a gente dá um jeito de encaixar o tender e o peru na mesma prateleira do forno, um em cada assadeira. #ficadica
Veja aqui algumas opções de marinada para o tender .
No Panelinha, já testamos várias receitas de peru: com cerveja , laqueado com shoyu — e temos até o e-livro Receitas de Natal que você pode baixar gratuitamente, cheio de receitas e sugestões de menu. Mas, este ano, decidi elaborar uma preparação nova. Ela ficou um pouquinho mais prática, é verdade, mas esse não foi o critério. Queria fazer um peru delicioso, com tudo que temos direito, molho feito com caldo caseiro, farofa bem brasileira e a ave suculenta e perfumada.
Um detalhe importante: a gente não encontrou no mercado peru sem ser temperado, acredita? O mais simples leva sal, pimenta e vinho. Foi esse que escolhemos para fazer a receita.
Lembre-se de que, para descongelar corretamente, o peru precisa de dois dias na geladeira. Vamos ao preparo? Como são muitas etapas, dividi as receitas em posts. Assim você também pode ver uma espécie de passo a passo fotográfico.
- Peru perfumado com tangerina e sálvia
- Molho para o peru, feito com caldo caseiro
- Farofa de castanha-de-caju e banana-passa
- Para destrinchar o peru
- Rabanada para o café da manhã do dia 25
Veja aqui todos os posts da série especial de receitas natalinas .
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui. A seguir, veja o passo a passo do peru perfumado com tangerina. Esta receita serve de 8 a 12 pessoas.
Peru perfumado com tangerina e sálvia
Tempo total de...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:37
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui . A seguir, veja o passo a passo do peru perfumado com tangerina. Esta receita serve de 8 a 12 pessoas.
Peru perfumado com tangerina e sálvia
Tempo total de preparo: 4h40
Para a salmoura
Este método é ideal para temperar aves. A carne fica saborosa e suculenta.
Tempo de preparo: 1 hora
Ingredientes
1 peru de 5 quilos
7 litros de água
1 xícara (chá) de sal
½ xícara (chá) de açúcar
2 cebolas cortadas em 4 partes
6 dentes de alho
1 ramo de sálvia
5 folhas de louro
3 cravos-da-índia
1 colher (sopa) de pimenta-do-reino em grãos
caldo de 1 tangerina (ou laranja)
Modo de preparo
1. Coloque numa panela 1 litro de água, o sal, o açúcar, a cebola, o alho descascado e amassado, a sálvia, as folhas de louro, os cravos e a pimenta. Leve ao fogo médio e, quando começar a ferver, desligue.
2. Retire e reserve em geladeira os miúdos do peru. Em água corrente, lave bem a ave por dentro e por fora.
3. Numa bacia grande ou balde, coloque o peru com o peito para baixo e junte 6 litros de água gelada, o caldo de tangerina e a salmoura preparada com todos os temperos (cebola, louro etc). Cubra com filme e deixe descansar por 40 minutos, fora da geladeira (não pode passar desse tempo).
4. Preaqueça o forno a 220 ºC (temperatura alta) — leva cerca de 15 minutos para aquecer e atingir essa temperatura.
5. Retire o peru da salmoura e transfira para um escorredor de macarrão.
Para assar o peru
Tempo de preparo: 3h40
O grande truque desta preparação é proteger o peito do peru com um pano umedecido com vinho e manteiga, que é pincelado com essa mistura de meia em meia hora no forno. Assim, conseguimos deixar uma parte que costuma ficar ressecada bem saborosa e suculenta.
Ingredientes
100 g de manteiga
½ xícara (chá) de vinho branco
1 tangerina (ou laranja)
ramos de sálvia para decorar
Modo de preparo
1. Você vai precisar de um pano de prato velho e limpo, que depois será descartado.
2. Numa panela, derreta a manteiga com o vinho e desligue o fogo.
3. Com o pano de prato, seque bem o peru e transfira para a assadeira. (Se o pano for grande, corte-o na metade.) Coloque o pano na panela com vinho e a manteiga derretida; esprema para retirar o excesso e cubra o peito e as asinhas do peru com o pano. Cruze as coxas e amarre com um barbante ou coloque sob a pele do peru. Corte a tangerina ao meio e coloque as metades na cavidade, deixando uma para tampá-la.
4. Leve a assadeira ao forno por 30 minutos. Retire do forno, reduza a temperatura para 180 ºC (temperatura média) e continue assando por mais 3 horas.
5. A cada 30 minutos, retire o peru do forno e pincele com o vinho e a manteiga.
6. Atenção: se você for fazer o molho com o caldo caseiro, depois da primeira meia hora vai precisar colocar os legumes e miúdos para assar por 1 hora junto com o peru. Veja aqui a receita do molho feito com caldo caseiro e peru .
7. Quando o peru terminar de assar, retire a assadeira do forno e, com cuidado, retire o pano da ave. Se quiser, decore com ramos de sálvia, pincele-os com o restinho de manteiga e vinho e leve ao forno por mais 10 minutos, apenas para terminar de dourar o peito.
8. Transfira para uma tábua de corte. Cubra com papel-alumínio para não esfriar e deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de servir.
Veja aqui como destrinchar o peru .
Confira todos os posts da série especial de receitas natalinas .
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui. A seguir, veja o passo a passo do caldo caseiro e do molho para o peru da ceia de Natal.
Para o caldo de peru
Ingredientes
2 cebolas cortadas em 4...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:32
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui . A seguir, veja o passo a passo do caldo caseiro e do molho para o peru da ceia de Natal.
Para o caldo de peru
Ingredientes
2 cebolas cortadas em 4 partes
2 cenouras cortadas em pedaços
2 talos de salsão cortados em pedaços
pescoço, moela e coração do peru (reservados)
2 folhas de louro
3 cravos-da-índia
Modo de preparo
1. Depois da primeira meia hora em que o peru estiver no forno, coloque as cebolas, as cenouras, os talos de salsão e os miúdos na assadeira. Deixe assar por 1 hora.
2. Retire da assadeira os legumes e os miúdos assados e transfira para uma panela com 2,5 litros de água. Junte as folhas de louro e os cravos-da-índia. Leve ao fogo alto e, quando ferver, reduza para baixo. Deixe cozinhar por 1 hora. Coe, descarte os legumes e reserve o caldo.
Para o molho do peru de Natal
Atenção: caso queira fazer o molho com as raspas de tangerina, cuidado para não raspar a parte branca da fruta; ela é super amarga. O ideal é usar um ralador próprio para frutas cítricas. Caso contrário, raspe bem de leve no ralador comum. Esta receita serve para um peru de 5 quilos (8 a 12 pessoas).
Tempo de preparo: 30 minutos
Ingredientes
1,5 litros de caldo (acima)
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de vinho branco
sal e pimenta-do-reino a gosto
raspas de 1 tangerina (ou laranja)
Modo de preparo
1. Numa panela média, derreta a manteiga. Junte a farinha e mexe bem com uma colher de pau por 3 minutos, em fogo médio. Retire do fogo e junte o caldo de uma vez.
2. Volte a panela ao fogo médio e deixe cozinhar por cerca de 15 minutos, até engrossar. Mexa de vez em quando. Desligue o fogo.
3. Quando o peru terminar de assar, retire-o da assadeira e transfira para uma tábua de corte. (Cubra com papel-alumínio para não esfriar e deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de destrinchar.) Leve a assadeira com os líquidos que se formaram à chama média do fogão. Junte o vinho e raspe o fundo com uma colher de pau por 2 minutos. Transfira esse líquido para a panela com o molho, passando por uma peneira.
4. Leve o molho ao fogo médio e, quando ferver, deixe cozinhar por mais 2 minutos. Junte as raspas de tangerina e verifique o sabor. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Sirva bem quente.
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui. A seguir, veja o passo a passo da farofa de castanha-de-caju e banana-passa, inspirada numa receita do chef alagoano Wanderson Medeiros. Crocante, ela fica...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:30
Este post faz parte de uma série especial de Natal. Confira todas as minhas novas receitas natalinas clicando aqui . A seguir, veja o passo a passo da farofa de castanha-de-caju e banana-passa, inspirada numa receita do chef alagoano Wanderson Medeiros. Crocante, ela fica incrível com o peru.
Tempo de preparo: 20 minutos
Serve de 8 a 12 pessoas
Ingredientes
500 g de farinha de mandioca torrada
200 g de manteiga
1 xícara (chá) de castanha-de-caju torrada
1 xícara (chá) de banana-passa picada
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de preparo
1. Numa tábua, pique a castanha-de-caju.
2. Em uma frigideira grande, derreta a manteiga em fogo médio. Junte a banana-passa picada e mexa bem por 2 minutos, até perfumar a cozinha.
3. Em seguida, junte a castanha-de-caju e misture novamente.
4. Adicione a farinha de mandioca aos poucos, misturando bem. Tempere com sal e pimenta-do-reino, desligue o fogo e sirva a seguir.
Veja aqui todos os posts da série especial de receitas natalinas .
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Talvez o melhor jeito de servir o peru de Natal seja com a ave já destrinchada. O ideal é esperar uns 10 minutos antes de começar a cortar. Assim, os líquidos internos se acomodam e a carne fica mais suculenta. Há várias maneira de cortar o peru, especialmente o peito. Se a...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:28
Talvez o melhor jeito de servir o peru de Natal seja com a ave já destrinchada. O ideal é esperar uns 10 minutos antes de começar a cortar. Assim, os líquidos internos se acomodam e a carne fica mais suculenta. Há várias maneira de cortar o peru, especialmente o peito. Se a ceia é para muita gente, dá para fatiar bem fininho. Caso contrário, fica mais saboroso cortar em fatias maiores, como essas da foto. Pessoalmente, gosto de desfiar a sobrecoxa. Mas também dá para servi-la inteira.
A melhor maneira de aprender a destrinchar uma ave é vendo. Por isso, resgatei do Cozinha Prática um vídeo da receita do frango assado, no qual ensino passo a passo como cortar a ave . Ok, não é um peru. Mas só o que muda é o tamanho!
Na hora de servir, para deixar o prato bem lindo e perfumado, dourei em manteiga na frigideira duas tangerinas cortadas em gomos com a casca. Folhas de sálvia também dão um toque final.
Veja aqui todos os posts da série especial de receitas natalinas .
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Quem resiste a um café da manhã natalino? Rabanada não pode faltar. Há quem faça frita, em imersão no óleo quente. Por aqui, preferimos dourar as fatias de pão em manteiga. E para dar um sabor especial, o leite é aromatizado com baunilha. Irresistível.
Rabanadas com...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:22
Quem resiste a um café da manhã natalino? Rabanada não pode faltar. Há quem faça frita, em imersão no óleo quente. Por aqui, preferimos dourar as fatias de pão em manteiga. E para dar um sabor especial, o leite é aromatizado com baunilha. Irresistível.
Rabanadas com baunilha
Serve 6 pessoas
Tempo de preparo: 30 minutos
Ingredientes
3 pães franceses amanhecidos
2 xícaras (chá) de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de essência de baunilha
2 ovos
manteiga para untar a frigideira
açúcar de confeiteiro e canela para polvilhar
raspas de laranja para decorar (opcional)
Modo de preparo
1. Numa tigela, misture o leite, a essência de baunilha e o açúcar.
2. Com uma faca de serra, corte quatro fatias na diagonal de cada pão.
3. Num prato fundo, bata os ovos com um garfo e reserve.
4. Leve uma frigideira ao fogo médio. Quando aquecer, espalhe um pouco de manteiga para cobrir o fundo.
5. Passe uma fatia de pão pelo leite e, em seguida, pelos ovos batidos e leve à frigideira até dourar dos dois lados. Repita o processo com todas as fatias. Sempre que preciso, unte a frigideira com mais manteiga.
6. Numa travessa, arrume as rabanadas e polvilhe com açúcar e canela. Se quiser decore com as raspinhas de laranja. Sirva a seguir.
Veja aqui todos os posts da série especial de receitas natalinas .
Foto: Gilberto Oliveira Jr
Quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
A receita do Cozinha Prática de hoje, que será exibido às 20h45 no GNT, foge um pouco à regra. Não é bem uma preparação multiuso, como costumam ser as minhas receitas. Ela é específica para uma situação. Imagine um sábado, cheio de preguiça. Você acorda com fome de leão e,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:52
A receita do Cozinha Prática de hoje, que será exibido às 20h45 no GNT, foge um pouco à regra. Não é bem uma preparação multiuso, como costumam ser as minhas receitas. Ela é específica para uma situação. Imagine um sábado, cheio de preguiça. Você acorda com fome de leão e, em vez de fazer um café da manhã qualquer, decide preparar uma refeição esticada, que já valha pelo almoço. Assim, depois que você sentar-se à mesa, pode ler o jornal com calma ou botar o papo em dia com o seu marido. Pois é nessas horas que os eggs benedicts entram em cena. Já experimentou? Eles são icônicos quando o assunto é brunch, esse café da manhã tardio, que faz as vezes de almoço.
Para fazer os ovos beneditinos, que podem ser servidos com bacon, presunto ou salmão defumado, é preciso preparar o molho holandês. E ele, sim, é multiuso. Vai bem com peixe, com aspargos frescos, até com batata frita nos dias mais inspirados.
O molho holandês, feito com gema, manteiga e vinagre, é como uma maionese quente. O risco de a preparação ir pro brejo é a gema talhar. Por isso, o cozimento é em banho-maria — e não sobre a chama direta do fogão. O grande segredo para ele dar certo todas as vezes é desligar o fogo, assim que a água ferver; aí, você encaixa a tigela na panela com a água fervente e é o vapor que vai cozinhar lentamente a gema, que dá a textura cremosa do molho.
No programa de hoje também vou mostrar o truque para fazer ovo pochê perfeito. Parece experiência de criança de tão diferente! Mas vai permitir que você prepare um café da manhã digno de chef de hotel cinco estrelas. Pode colocar o vinho espumante para gelar!
Não perca o episódio inédito, às 20h45. E, enquanto não chega a hora, veja aqui uma seleção de receitas práticas !
Horários do Cozinha Prática, no GNT
Inédito: quinta, às 20h45
Alternativos:
sexta – 10h45 e 15h45
sábado – 13h
domingo – 5h15
quinta – 18h45
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Muitos assuntos num post só. Por isso, vou tentar resumir para você não desencanar de ler até o fim. Vai por mim, vale a pena: fiz umas combinações incríveis para inspirar você a fazer um delicioso tender no Natal. Sei que peru é a estrela da noite. Mas tender é o meu prato...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:40
Muitos assuntos num post só. Por isso, vou tentar resumir para você não desencanar de ler até o fim. Vai por mim, vale a pena: fiz umas combinações incríveis para inspirar você a fazer um delicioso tender no Natal. Sei que peru é a estrela da noite. Mas tender é o meu prato favorito. Este da foto, com molho de abacaxi, fiz especialmente para a edição de dezembro da LOLA, que já está nas bancas. Mas o que eu não contei na revista é que o prato usado para servir a carne é de bolo e ganhei de uma querida leitora. Aliás, da mãe dela! A Fernanda foi uma das sorteadas para ir ao coquetel de lançamento da web-série Rita, Help! e chegou lá no Senac com esse prato numa sacolinha: “Minha mãe disse que você vai usar mais do que ela... É um presente para você”. Não ficou linda a produção, Fernanda?
Na revista tem ainda receita de chutney de maçã verde e rabanada com licor de laranja. E, aqui no blog, você vê estas opções de marinadas que viram molho para deixar o tender com sabor especial.
Antes, porém, você precisar saber alguns pontos:
• um minitender de cerca de 1 kg serve seis pessoas;
• para cravejar, risque a superfície com a ponta da faca, formando quadrados ou losangos, e espete cada cravo em uma junção;
• a marinada precisa ter 3 xícaras (chá) de algum líquido;
• o ideal é deixá-lo marinando por 12 horas em geladeira;
• para aquecer e assar, o tender precisa de 30 minutos em forno preaquecido a 200 0C (temperatura média), com a marinada, coberto com papel-alumínio e, depois, mais 20 minutos sem o papel (são 50 minutos no total);
• nos últimos 20 minutos, a cada 5, regue com o líquido da marinada (da própria assadeira);
• depois de retirar o tender da assadeira, transfira para uma tábua e cubra com papel-alumínio para não esfriar enquanto você faz o molho.
Agora, sim, vamos ao molho! Você vai precisar de 2 colheres (sopa) de manteiga, 2 colheres (sopa) de farinha de trigo e todo o líquido da marinada que ficou na assadeira. Sabe fazer um roux? É só colocar a manteiga numa panela média, derreter, juntar a farinha e misturar com uma colher em fogo médio por 2 minutos. Retire a panela do fogo e junte a marinada de uma vez. Misture com um batedor de arame, tempere com sal e pimenta-do-reino e leve ao fogo baixo, sem parar de mexer, por cerca de 10 minutos, até engrossar e apurar o sabor.
Tudo entendido? Agora só falta escolher a combinação de ingredientes vai dar o tom da sua ceia de Natal. Aqui tem quatro opções, com alimentos super aromáticos, que viram molhos deliciosos.
Marinadas que viram molhos
1. geleia de laranja + gengibre fresco + tomilho
Use: ½ xícara (chá) de geleia de laranja, ½ colher (sopa) de gengibre fresco ralado, 1 ramo de tomilho e 2 ½ xícaras (chá) de vinho branco (ou suco de abacaxi).
2. vinho do Porto + raspas de limão + orégano fresco
Use: 1 xícara (chá) vinho do Porto, raspas de 1 limão, 2 ramos de orégano fresco e 2 xícaras (chá) de vinho branco (ou suco de maçã).
3. cranberry + açúcar mascavo + alho
Use: 2 xícaras (chá) de suco de cranberry, 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo, 1 cabeça de alho (corte uma tampa, como na foto) e 1 xícara (chá) de vinho branco (ou suco de laranja).
4. mel + mostarda + sálvia
Use: ¼ de xícara (chá) de mostarda de Dijon, ¼ de xícara (chá) de mel, 2 ½ xícaras (chá) de vinho branco (ou suco de maçã) e 10 folhas de sálvia.
Foto: Rômulo Fialdini para Lola Magazine, Editora Abril
Sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Fim de semana à vista... E no sábado vai ter bate-papo e sessão de autógrafos na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis. Começa às 11h, daí tem uma conversa do público (são 67 lugares por ordem de chegada!) com a florista e diretora de arte Helena Lunardelli e eu. Quem...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:49
Fim de semana à vista... E no sábado vai ter bate-papo e sessão de autógrafos na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis. Começa às 11h, daí tem uma conversa do público (são 67 lugares por ordem de chegada!) com a florista e diretora de arte Helena Lunardelli e eu. Quem vem? E depois, ao meio dia e pouco, tem sessão de autógrafos do meu livro novo, Cozinha de estar, receitas práticas para receber .
E, para quem não puder ir, deixo aqui uma receita simples de bolo de laranja para o fim de semana. Note que inclui uma colher de licor na massa e outra de água de flor de laranjeira no glacê. Ultra perfumado.
Bolo de laranja com cobertura glacê
Serve 8 pessoas
Tempo de preparo: 1 hora e 30 minutos + 1 hora para o glacê secar
Para a massa
Ingredientes
200 g de manteiga em temperatura ambiente
3 xícaras (chá) de açúcar
6 ovos
1 xícara (chá) de suco de laranja
¾ de xícara (chá) de iogurte natural
1 colher (sopa) de licor de laranja
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de raspas de laranja-baía
1 colher (chá) de extrato de baunilha
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 °C (temperatura média). Unte com manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma assadeira para bolo inglês de cerca de 30 cm de comprimento.
2. Passe a farinha de trigo e o açúcar pela peneira, separadamente. Numa terceira tigela, misture o iogurte, o suco de laranja, o licor e o extrato de baunilha.
3. Na batedeira, junte a manteiga e o açúcar peneirado. Em velocidade média, bata até virar um creme fofo e esbranquiçado.
4. Acrescente os ovos, um a um, batendo sempre. Adicione a farinha peneirada e a mistura de iogurte e suco alternadamente, até formar uma massa lisa. Em seguida, junte o fermento e o sal.
5. Desligue a batedeira e acrescente as raspas de laranja. Usando uma espátula, misture bem. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve ao forno preaquecido para assar por cerca de 50 minutos. Para verificar o ponto, espete um palito na massa. Se sair limpo, está pronto.
6. Retire do forno e deixe o bolo esfriar por 15 minutos, antes de desenformar. Deixe esfriar completamente antes de cobrir com o glacê. Espere secar e sirva a seguir.
Para o glacê
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro
2 colheres (sopa) de suco de laranja
1 colher (sopa) de água de flor de laranjeira
raspas de laranja a gosto
Modo de preparo
Somente na hora de espalhar o glacê, misture o açúcar de confeiteiro, o suco de laranja e a água de flor de laranjeira numa tigelinha. Regue sobre o bolo e espere secar por 1 hora antes de servir. Decore com as raspas de laranja.
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Food Styling: Rita Lobo
Quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Quando comecei a pensar nas receitas para a segunda temporada do programa Cozinha Prática, queria um menu ainda mais caseiro. Receitas simples e fáceis, mas caprichadas e com aquele toquinho de glamour na apresentação. Assim, todo mundo pode deixar o dia a dia mais saudável...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:17
Quando comecei a pensar nas receitas para a segunda temporada do programa Cozinha Prática, queria um menu ainda mais caseiro. Receitas simples e fáceis, mas caprichadas e com aquele toquinho de glamour na apresentação. Assim, todo mundo pode deixar o dia a dia mais saudável e saboroso. Fiz risoto na panela de pressão, rocambole , a receita preferida da minha filhota e que foi a primeira que aprendi, macarrão de forno , panqueca de ricota e espinafre pra deixar meio pronta na geladeira... E hoje tem carne louca no pedaço!
Músculo desfiadinho vira recheio para sanduíche em festa de criança, aperitivo com torradas, entrada, salada... Carne louca pode ser servida de tantos jeitos! Por isso, essa preparação entrou para o cardápio do Cozinha Prática. Mesmo sendo bem conhecida, a receita pode ter uns truques que deixam a carne ainda mais saborosa e macia. Não perca hoje, às 20h45, no Canal GNT.
Aqui no Panelinha você encontra três opções de receitas de carne louca . Mas no programa você também vai ver uma seleção de baldes de gelo pra fazer a festa, dica de livro e descobrir um utensílio indispensável: espátula de massa. Não perca!
Horários do Cozinha Prática, no GNT
Inédito: quinta, às 20h45
Alternativos:
sexta – 10h45 e 15h45
sábado – 13h
domingo – 5h15
quinta – 18h45
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Gilberto Oliveira Jr
Terça-feira, 16 de outubro de 2012
Gustavo Godoy é tão engraçado que até o critério de escolha da receita é uma diversão. Sabe por que ele resolveu aprender a flambar morangos? Pois é isso que vamos ver no quarto episódio da nossa web-série... E, desta vez, eu simplesmente não resisti e também coloquei a mão...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 08:40
Gustavo Godoy é tão engraçado que até o critério de escolha da receita é uma diversão. Sabe por que ele resolveu aprender a flambar morangos? Pois é isso que vamos ver no quarto episódio da nossa web-série... E, desta vez, eu simplesmente não resisti e também coloquei a mão na massa. Para mostrar duas técnicas ao nosso aprendiz, acabei preparando um outro flambado. Se você se animar, a receita da banana flambada ao rum está aqui . Mas gostoso mesmo é ver o Gustavo aprendendo mais a cada semana e criando coragem de testar novas coisas. Vamos assistir?
VIDEO
Esse é o quarto de uma série de oito episódios que serão postados semanalmente aqui no blog.
Para ver todos os posts de Rita, Help! clique aqui .
O Panelinha conta com o apoio educacional do Senac São Paulo.
7 de outubro de 2012
Você se lembra da primeira receita que aprendeu a fazer? Pão de ló foi a minha. Ou melhor, rocambole — que nada mais é que um pão de ló enrolado com recheio. Como tantas outras, essa também era uma receita da minha avó Rita. O truque dela era colocar fécula de batata para...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:41
Você se lembra da primeira receita que aprendeu a fazer? Pão de ló foi a minha. Ou melhor, rocambole — que nada mais é que um pão de ló enrolado com recheio. Como tantas outras, essa também era uma receita da minha avó Rita. O truque dela era colocar fécula de batata para deixar a massa mais leve. Mas, naquela época, as batedeiras não eram tão potentes como as de hoje.
Eu era meninota e adorava assar um bolinho no fim de semana para os meus pais. O recheio variava. Meu pai gostava de geleia de laranja, minha mãe, de frutas vermelhas e eu e meus irmãos gostávamos mesmo de brigadeiro branco ou de doce de leite.
Milhões de anos depois — parece que isso aconteceu há tanto tempo — minha filha está encantada com rocambole. E tudo é motivo: aniversário da professora, véspera de feriado, está frio, está calor... As amiguinhas logo pediram a receita. Claro que eu poderia mandar o link aqui do site. Mas achei mais simpático escrever especialmente para elas. E mudei o nome para Rocambole da Dora . A receita era da minha avó, passou para mim, e agora já é da minha filhota. Virou receita que passa de geração para geração.
Em homenagem ao Dia das Crianças, adivinha o que vou fazer no Cozinha Prática? Na próxima quinta, dia 11, às 20h45, você vai ver passo a passo o preparo desse rocambole. E tem reprise no dia 12, às 10h45 e também às 15h45.
Muita, mas muita gente tem dificuldade de fazer pão de ló. Talvez porque a massa não leve fermento. Ela é, mesmo, uma preparação delicada e cheia de regrinhas. Uma vez que você entende os processos, porém, fica fácil. Por isso, o programa está imperdível. Por mais que a receita escrita seja bem explicada, vendo o preparo fica mais fácil de aprender, especialmente para quem não tem muita experiência na cozinha.
Como faço rocambole desde menina, tive bastante tempo para aprimorar a técnica. É por isso que tenho certeza que, com a minha receita, todo mundo consegue fazer: até criança!
Se você quiser aproveitar e transformar o preparo do rocambole em programação para o dia 12, faço apenas uma sugestão: deixe o doce de leite de panela de pressão pronto no dia anterior — isto é, se você não quiser rechear com geleia!
Assim não tem perigo de a lata espirrar. O único cuidado é não abrir ela quente. E também não gosto muito de deixar panela no fogo quando as crianças estão na cozinha.
Especialmente para o blog, além das receitas de rocambole de geleia e de doce de leite na panela de pressão (escolha o recheio!), fiz uma seleção de receitas que considero boas para cozinhar com as crianças. Talvez não todas as etapas do preparo... Mas fazer o bolinho do hambúrguer toda criança pode. Escolha as suas favoritas, faça a lista de compras e mão na massa!
Receitas doces para fazer com a criançada
Rocambole com geleia de framboesa
Doce de leite de panela de pressão
Bolo de copinho (de micro-ondas)
Biscoito 1,2,3
Brownie da Maguy
Bolo integral de banana com aveia
Crocante de banana e chocolate branco
Glacê festivo para bolo
Merengue italiano (marshmallow)
Brigadeiro
Crepe de chocolate e nozes
Pancakes
Fondue de chocolate com frutas
Receitas salgadas
Apetivito de tomate com queijo
Grissini
Pão integral com nozes
Piadina com salada caprese
Bruschetta no copo
Maionese
Espaguete com tomate cereja e manjericão
Mac’n’cheese
Mini pizza
Salada italiana de pão
Sanduíche de atum
Sanduiche de ovo
Frango com geleia e maçãs
Almôndegas
Cheeseburguer
Quibe assado do Arábia
Quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Quem é freguês aqui já conhece o meu risoto na pressão. Acho a preparação tão sensacional que decidi estrear a segunda temporada de Cozinha Prática com ela. E também para provocar um pouco quem acha que não podemos pegar atalhos... A cozinha é um lugar tão generoso que...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:40
Quem é freguês aqui já conhece o meu risoto na pressão. Acho a preparação tão sensacional que decidi estrear a segunda temporada de Cozinha Prática com ela. E também para provocar um pouco quem acha que não podemos pegar atalhos... A cozinha é um lugar tão generoso que acolhe todo tipo de gente. Para usar o risoto como exemplo, sei que muita gente usa caldo de cubinho na preparação; eu não suporto. E não só por uma questão conceitual, o gosto é ruim, mesmo. Acho melhor usar água. Mas gosto é gosto. Outros, acham que risoto além de só poder ser feito com caldo caseiro não pode ser preparado de outra maneira que não a tradicional — que vai juntando concha por concha de caldo e misturando até secar. Tem gente ainda que usa arroz agulhinha com creme de leite e chama de risoto. Enfim, na cozinha tem espaço para todo tipo de paladar.
É possível que um gourmet mais tradicional ache o fim da picada uma pessoa preparar um risoto na panela de pressão. E eu mesma achei estranho quando ouvi falar nesse preparo. Mas não por preconceito ao método. Só achei que não iria dar certo. Mas funciona. Por isso, está aqui no Panelinha!
A graça dessa receita é que ela fica pronta num piscar de olhos. Na pressão, o risoto cozinha em 3 minutos. Ou menos. Há uma pequena variação de panela para panela. Se você for fazer a preparação pela primeira vez, talvez valha a pena desligar depois de 2 minutos e meio — e aí dê o ponto com a panela aberta. Assista ao programa e você vai ver como é feita a finalização do prato.
Aqui no blog eu quero destacar um outro ponto do programa. Aliás, vários pontinhos verdes. Estou apaixonada por ervilhas frescas congeladas (por mais contraditório que isso possa soar: é fresca ou é congelada?). Elas são tão práticas quanto as enlatadas, porém muito mais saborosas e saudáveis. Não tem muito a ver com os grãos já secos, que tem boas características, mas zero de frescor.
Em função do tamanho delas, podem ir do congelador direto para a panela. Seja qual for a receita. E aqui no Panelinha há uma porção delas.
Veja aqui uma seleção de receitas com ervilhas frescas .
São dois tipos de massa, uma para adultos, com bacon, e outra para crianças, mais leve, com peito de peru. Tem também duas opções de sopa, uma fria e refrescante, a outra, quente e mais nutritiva (com caldo de carne). Há um arroz branco, básico, e o nosso risoto, estrela da estreia dessa segunda temporada do Cozinha Prática. Volto a lembrar que o programa mudou de horário. Agora ele começa às 20h45. E depois a gente vê a novela!
Quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Sempre acho curioso como as coisas vão se interligando — uma coisa dá na outra, que puxa pra outro lugar, em tudo na vida. Contei aqui no blog que recentemente fiz uma reforminha na cozinha. Com isso, algumas garrafas esquecidas no armário foram parar numa prateleira. Tinha...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:15
Sempre acho curioso como as coisas vão se interligando — uma coisa dá na outra, que puxa pra outro lugar, em tudo na vida. Contei aqui no blog que recentemente fiz uma reforminha na cozinha. Com isso, algumas garrafas esquecidas no armário foram parar numa prateleira. Tinha uísque, cachaça, uns licores, vinho do Porto, Campari, Averna, gim e outros destilados. E, com as garrafas à vista, acabei ficando com mais vontade de fazer uns drinquitos para tomar antes do jantar. Tem uma aura de glamour, mesmo que um pouco retrô, no preparo de um coquetel, não? Aliás, só de falar cocktail party a gente já se sente mais chique.
Na hora de fazer a pauta para a revista LOLA, que este mês completa dois anos, não deu outra. A edição de outubro é super festiva e lá fui eu fazer algumas experiências etílicas... Lembrei dos clássicos coquetéis da casa dos meus pais, comecei a tomar nota dos que mais gostava, aprendi com um amigo uma preparação nova e escolhi quatro deliciosas opções para as páginas de LOLA.
Aqui no site também tem receitas de drinques fáceis e deliciosos de fazer.
Esse da foto, clicada pelo Gilberto Oliveira Jr para a revista, é do drinque favorito do meu pai, o Porto tônica, que mistura uma parte de vinho do Porto com duas de água tônica. Delicioso. E, para acompanhar, fiz um canapé de pera seca com gorgonzola e nozes. Combinação mais que perfeita para o drinque.
E amanhã, quinta-feira, tem estreia da segunda temporada do Cozinha Prática. Vamos comemorar? Acho que vou de vinho espumante. Para mim, continua sendo a melhor bebida para celebrar.
E assim as coisas vão se ligando. Da reforminha para o programa surgiu a prateleira que inspirou a pauta festiva para a revista que veio parar aqui no blog e, se tudo der certo, vai inspirar você a comemorar comigo a estreia do programa. Bora?
Só lembrando, agora o Cozinha Prática começa às 20h45. Em vez de nove e quinze é quinze pras nove, tá?
Terça-feira, 25 de setembro de 2012
Está no ar o primeiro episódio de Rita, Help!. Quem está acompanhando o blog já assistiu ao vídeo de apresentação da série, sabe a história do Gustavo Godoy e teve até leitor que foi ao coquetel de lançamento, semana passada. Agora é hora de assistir ao episódio da omelete...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:29
Está no ar o primeiro episódio de Rita, Help! . Quem está acompanhando o blog já assistiu ao vídeo de apresentação da série, sabe a história do Gustavo Godoy e teve até leitor que foi ao coquetel de lançamento , semana passada. Agora é hora de assistir ao episódio da omelete suflê!
VIDEO
Esse é o primeiro de uma série de oito episódios que serão postados semanalmente aqui no blog.
Para ver todos os posts de Rita, Help! clique aqui .
O Panelinha conta com o apoio educacional do Senac São Paulo.
Quinta-feira, 13 de setembro de 2012
A minha agenda profissional está carregada. Graças a deus! Não é uma reclamação. Tem a web-série Rita, Help! estreando na semana que vem, as gravações da nova temporada de Cozinha Prática e o livro novo que sai do forno em novembro. Sem contar o dia a dia do site e o ritmo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:01
A minha agenda profissional está carregada. Graças a deus! Não é uma reclamação. Tem a web-série Rita, Help! estreando na semana que vem, as gravações da nova temporada de Cozinha Prática e o livro novo que sai do forno em novembro. Sem contar o dia a dia do site e o ritmo intenso do blog Pitadas , que leva aos leitores dois posts diários! Ah, e ainda tem a coluna da Lola , meu xodó. Com isso tudo, sobra menos tempo para eu me dedicar aos textos mais livres aqui do blog.
E eu gosto tanto de escrever em tom de conversa... Mas leva tempo, é preciso ter espaço mental para explorar os pensamentos. Com ou sem tempo, porém, as datas comemorativas não podem passar em branco — pensa uma pessoa que gosta de festa! O ano novo judaico começa na semana que vem, mas o primeiro jantar é neste domingo.
Rosh Hashaná é uma das minhas festas favoritas do calendário hebraico. Acho fascinante a tradição de transformar a comida em símbolo e, por meio dela, podermos expressar desejos e esperanças de forma concreta. Sabe a lentilha que comemos em 31 de dezembro para pedir por um ano farto? Então, é basicamente isso, só que estendido a 12 alimentos simbólicos, cada um com reza própria.
A ceia começa com uma fatia de maçã, que é mergulhada no mel para que o ano seja doce. Alho-poró, acelga e tâmara vêm em seguida e têm mais ou menos o mesmo objetivo: um pedido encarecido de que os inimigos evaporem feito fumaça. O feijão, ou lentilha, revela a vontade de que os méritos se multipliquem. E assim vai. Só depois desses alimentos é servido o jantar.
Centro de mesa
Para decorar a mesa, acho lindo o costume sefaradi de colocar frutas cheias sementes. Adivinhou o motivo? É para que o novo ano seja frutífero. Tudo tem uma razão. Mas, para mim, o centro da mesa, no sentido figurado, é o bolo de mel. Se a maçã é o alimento que melhor representa a data, o bolo é a receita. Eu já testei algumas e a melhor continua sendo a da minha cunhada. Já dei a receita aqui no blog no ano passado. Mas como ela não passou pelas mãos da equipe do site, nem ganhou fotografia, ainda não está publicada no nosso banco de receitas. Por isso, publico novamente o passo a passo do bolo. Ele realmente é de comer rezando.
Bolo de mel e maçã para Rosh Hashaná
Ingredientes
3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) chocolate em pó
1 colher (sopa) de cacau em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento
2 maçãs verdes
10 damascos
1 xícara (chá) de nozes
6 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de mel
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de chá preto forte
geleia de damasco (opcional)
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com óleo ou manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma fôrma grande, redonda ou retangular. Tanto faz.
2. Passe pela peneira a farinha de trigo, o chocolate em pó, o cacau em pó, a canela em pó e o fermento em pó. Misture delicadamente e reserve.
3. Prepare as frutas: corte as maçãs em quatro partes e, usando a casca para proteger os dedos, rale na parte grossa do ralador (e descarte a casca); pique os damascos. Pique grosso as nozes. Reserve.
4. Na batedeira, bata os ovos até começar a espumar. Junte o açúcar e bata até a mistura ficar bem pálida.
5. Junte o mel e o óleo e bata apenas para misturar.
6. Reduza a velocidade da batedeira e junte os ingredientes secos e peneirados, alternando com o chá preto.
7. Pare de bater e misture as frutas. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve para assar por cerca de 45 minutos ou até que esteja assado. Espete um palito no centro da massa; se sair limpo, está pronto.
8. Deixe o bolo esfriar por 10 minutos, antes de virar. Se quiser, espalhe um pouco de geleia em cima do bolo ainda morno. Sirva a seguir.
Confira aqui outras receitas judaicas.
Foto: Charles Naseh
Quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Para enriquecer o repertório gastronômico, nada melhor do que viajar, conhecer novos costumes e provar sabores inesperados. Mas nem sempre é possível fazer as malas com a frequência que adoraríamos. Às vezes falta tempo, às vezes falta dinheiro... É por isso que a cozinha se...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:39
Para enriquecer o repertório gastronômico, nada melhor do que viajar, conhecer novos costumes e provar sabores inesperados. Mas nem sempre é possível fazer as malas com a frequência que adoraríamos. Às vezes falta tempo, às vezes falta dinheiro... É por isso que a cozinha se torna um lugar mágico. A gente pode passear por todos os países sem precisar de passaporte. Até dediquei um episódio do Cozinha Prática a esse tema, que você assiste logo mais às 21h15, no GNT.
O salmão com cuscuz e salada de laranja, , que ensino no programa, representa uma volta ao mundo num único prato. O peixe é assado em papillote, uma técnica francesa, bastante usada no Japão (olha o mix de influências!), servido com o cuscuz marroquino, que virou até o ingrediente-curinga da edição, e uma salada de laranja com coentro, bem tropical. Com essa receita multicultural e deliciosa, a gente abre o top 10 desta semana, que traz pratos de diferentes cozinhas do mundo. Aproveite para viajar mais um pouquinho!
2. Sanduíche de chilli
A inspiração dessa receita vem do México, lugar de comidas apimentadas e de pessoas felizes, pode reparar. Esse wrap cheio de tempero é feito com carne moída, mas também fica ótimo com frango.
3. Frango com leite de coco, limão, gengibre e capim-santo
Essa mistura exótica e perfumada só poderia vir da culinária thai. Fácil de fazer, esse frango é ótimo para quem não tem muito tempo e a viagem precisa ser rápida! Para acompanhar, nada melhor que o clássico arroz de jasmim, o tipo de grão de arroz usado na Tailândia.
4. Batatas ao murro
Difícil eleger um único prato para representar as maravilhas portuguesas. Mas como essas batatas estão entre as mais acessadas do Panelinha, sinal de que são sucesso garantido.
5. Frango ao curry
Você vai encontrar o caminho das Índias rapidinho com esse curry supertípico. O leite de coco e as maçãs quebram um pouco do sabor picante e deixam um perfume incrível.
6. Ceviche
Ícone da culinária peruana, o ceviche é uma versão latina do sashimi. Refrescante e ultra saboroso, o peixe cru marinado no limão é leve, prático e vai superbem como entrada.
7. Espaguete à carbonara
Clássico é sempre bem-vindo. Esse da cozinha italiana, então, agrada gregos e troianos. Fica pronto num palito e serve dois com fome de leão.
8. Quiche lorraine
Essa quiche de queijo cremoso e quadradinhos de bacon é praticamente a França aos pedaços. Deu água na boca só de pensar.
9. Paella
Quem visita a Espanha é obrigatório experimentar a paella, o prato mais famoso da cultura local. Aqui, você aprende essa delícia em uma versão mais saudável, com arroz integral.
10. Quibe assado
Outra receita bastante popular no Panelinha, o quibe representa as especialidades árabes, que são inúmeras, uma mais maravilhosa que a outra. Prático e saudável, esse prato ainda pode ser servido quente ou frio.
No Cozinha Prática, você também vê:
Truque culinário: vapor mágico
Vitrine: pratos étnicos
Utensílio indispensável: pinça para pegar alimentos
Biblioteca: 'Vocabulário Prático de Culinária Internacional', Dr. Fritz Kerndter, Editora Martins Fontes
Ingrediente-curinga: cuscuz marroquino
Trilha sonora:
Música: White Flag
Intérprete: Gorillaz
Música: Day By Day
Intérprete: Taken By Trees
Música: I Still Haven't Found What I'm Looking For
Intérpretes: U2 & Coco Freeman
Música: One Note Samba
Intérprete: Barbara Mendes & Eumir Deodato
Música: Guilty
Intérprete: Yann Tiersen
quinta – 18h45 /21h15 sexta – 08h45 / 13h15 sábado – 12h
Quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Eles são coadjuvantes nas refeições, mas muitas vezes disputam as atenções com o prato principal. Caso da galete de batata, par do hambúrguer do Cozinha Prática de logo mais, às 21h15, no GNT. No episódio, eu dou o passo a passo desse prato que faz a alegria da família...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:01
Eles são coadjuvantes nas refeições, mas muitas vezes disputam as atenções com o prato principal. Caso da galete de batata, par do hambúrguer do Cozinha Prática de logo mais, às 21h15, no GNT. No episódio, eu dou o passo a passo desse prato que faz a alegria da família inteira e ainda ensino a receita do molho de mostarda de Dijon para substituir o queijo e a maionese. Chiquérrimo!
A ideia foi criar uma versão mais saudável do hambúrguer e todos os seus complementos. Embora seja uma delícia saboreá-lo purinho, sei que tem gente que não abre mão de alguns extras. É por isso que em vez da batata frita, a eleita foi essa galete de batata. Sucesso garantido na mesa, ela é crocante, sequinha, e o melhor: é assada! É por isso que ela ganha o número 1 do top 10 desta semana. Seguem outros acompanhamentos perfeitos:
2. cuscuz marroquino com uva-passa
Leve e saboroso, ele pode até virar prato principal, mas vai superbem com peixes, como o salmão. Também é versátil. Você pode trocar a uva-passa por damasco, acrescentar tomatinhos, salsinha, coentro, amêndoas...
3. salada caprese clássica
Difícil quem não goste da combinação italianíssima de muçarela de búfala, tomate e manjericão. Ainda vai uma pimentinha-do-reino para realçar o sabor. Experimente com massas em geral e até como recheio para sanduíches.
4. salada de folhas verdes
Pode estar na mesa todos os dias! Para ter graça e sabor, o ideal é misturar vários tipos de folhas, como alface, agrião e rúcula, e levá-la à mesa bem sequinha. O molho pode ser o que a sua criatividade permitir. Essa saladinha é parceira da omelete, do sanduíche, do frango e das carnes em geral.
5. salada morna de alho-poró ´
Ideal para quem quer variar o jeito de servir salada. Essa de alho-poró fica uma delícia e é superfácil de fazer. A sugestão é servi-la com uma quiche de queijo de minas, mas com uma carnes também fica incrível.
6. batata rústica
Uma das receitas mais comentadas ultimamente no Panelinha, essas batatas assadas com alecrim e sal grosso podem acompanhar uma infinidade de pratos. E também servem de entrada e aperitivo.
7. repolho assado
Uma opção mais saudável do que o refogado, além de mais saborosa, pois o repolho leva uma pitadinha de queijo parmesão para ir ao forno. Perfeito para todos os tipos de carnes, aves e peixes.
8. repolho grelhado
Um pouco diferente do repolho assado, o grelhado preserva um pouco do aspecto cru, o que o deixa crocante na medida. Fica ótimo com carnes vermelhas, como a costelinha de porco. O visual do prato também é atraente. Faz mudar de ideia quem torce o nariz para o repolho.
9. arroz com salsinha
O arroz talvez seja o acompanhamento mais curinga de todos os tempos. Conhece algum prato que não se dê bem com ele? Ele entra na casa de todo mundo e é bem-vindo no almoço e no jantar. Também aceita vários ingredientes, como a salsinha, que torna o arroz mais saudável e perfumado.
10. salada de abobrinha com manjericão
Que combinação! Se você não dá nada pela abobrinha, experimente essa receita. Você vai ver o poder que ela tem. Essa salada funciona como uma entradinha leve e elegante e também acompanha bem grelhados em geral.
No Cozinha Prática de hoje, você também vê:
Vitrine: jarras cheias de estilo
Ingrediente-curinga: batatas
Truque culinário: água aromatizada
Utensílio indispensável: pincel de cozinha
Biblioteca: "O Homem Que Comeu de Tudo", de Jeffrey Steingarten, Editora Companhia das Letras
Trilha sonora:
Música: I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free
Intérprete: Nina Simone
Música: Things Are Looking Up
Intérpretes: Ella Fitzgerald e Louis Armstrong
Música: Água de Beber
Intérprete: Tom Jobim
Música: Alright, Okay, You Win
Intérprete: Peggy Lee
quinta – 18h45 /21h15
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
12 de agosto de 2012
Parece que o meu vapor mágico andou se espalhando por aí... Depois que mostrei no Cozinha Prática o velho truque de avó para deixar a casa cheirosa, o perfuminho invadiu muitas cozinhas. A Laura Degani, leitora de Brasília, me escreveu para contar que achou a receita na capa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 22:56
Parece que o meu vapor mágico andou se espalhando por aí... Depois que mostrei no Cozinha Prática o velho truque de avó para deixar a casa cheirosa, o perfuminho invadiu muitas cozinhas. A Laura Degani, leitora de Brasília, me escreveu para contar que achou a receita na capa da Casa Claudia de agosto: "Hoje cedo fui ler a revista e olha só o que apareceu! Foi no vídeo da capa, na versão eletrônica. Que máximo, né?".
A receita está nessa foto da matéria com ideias rápidas para mudar a cara da casa num fim de semana. Muito bom ver que as receitas do Panelinha e do programa estão criando asinhas.
Além dessa preparação com laranja, também faço o vaporzinho mágico com outras frutas, especialmente com as cascas que iriam para o lixo. É o caso das maçãs. Com açúcar e canela, elas criam na casa um aroma de torta saindo do forno. Delícia total!
Vapor mágico de maçã
Ingredientes
cascas de 2 a 4 maçãs
½ xícara (chá) de açúcar
3 cravos-da-índia
2 canelas em ramas
2 xícaras (chá) de água
Modo de Preparo
Em uma panela, leve o açúcar ao fogo médio. Quando caramelizar, coloque todos os ingredientes e, com cuidado, junte a água. Deixe ferver para o aroma se espalhar pela casa com o vapor. À medida que a água for evaporando, vá completando. Desligue o fogo e, quando quiser dar mais uma perfumada, aqueça a água novamente.
Atenção:
Não se esqueça de desligar o fogo quando sair de casa!
Sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Durante a semana ninguém tem tempo para se encontrar. E sábado a gente sempre acaba tendo alguma coisinha para fazer. Por isso, domingo é o dia. Mas nem toda casa que recebe bem a bagunça familiar – não é à toa que os restaurantes ficam abarrotados de mesas enormes.
Quem...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:11
Durante a semana ninguém tem tempo para se encontrar. E sábado a gente sempre acaba tendo alguma coisinha para fazer. Por isso, domingo é o dia. Mas nem toda casa que recebe bem a bagunça familiar – não é à toa que os restaurantes ficam abarrotados de mesas enormes.
Quem tem filhos pequenos – não bebezinhos, mas crianças – acaba tendo mais disposição para acolher a família toda. Mas isso não significa que a pessoa tenha tempo para preparar um almoço com superprodução. Aliás, tenho a impressão de que receitas gourmets são para solteiros, casais sem filhos ou para quem já tem netos. Mas é só uma impressão, tá?
Massa é o prato certo. Pode ser espaguete, talharim, penne. Mas lasanha é imbatível. É mais trabalhosa. Verdade. Mas pode ser feita em etapas – o melhor dos truques para quem não tem tempo para nada, mas gosta de receber.
Este domingo é Dia dos Pais. Ótimo motivo para trocar a mesa do restaurante pela da sua casa. Juntar a família, vamos dizer a verdade, dá trabalho. É bem menos prático do que fazer uma reserva na cantina de sempre. Mas é muito mais saboroso. Fiz uma pequena seleção para ver se você se anima. São receitas que dispensam acompanhamento. (Mas não custa fazer uma entrada e uma sobremesa. Ou pede para a cunhada levar!) Dá uma olhada.
1. Orechiette com salmão defumado – para pais que gostam de sofisticação. E a receita ainda leva um toquinho de vodca! Uma delícia.
2. Macarrão com melão e presunto cru – a combinação é clássica e cria o clima de comemoração.
3. Espaguete poético – inspirado no filme O Carteiro e o poeta , ótima opção para quem gosta de sabores bem italianos.
4. Talharim com brócolis assado ao alho e óleo – boa opção para famílias saudáveis, que não descuidam da alimentação nem no fim de semana!
5. Lasanha à bolonhesa – clássica, dispensa apresentações, é uma das minhas massas favoritas.
Segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Muita gente ouve a palavra salada e só consegue imaginar uma coisa: uma tigela de alface, talvez uns tomates crus cortados em rodelas. Mas ela pode ser muito mais que isso. Aliás, tecnicamente, tudo que leva molho de azeite com vinagre (ou limão e óleo), pode ser chamado de...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:23
Muita gente ouve a palavra salada e só consegue imaginar uma coisa: uma tigela de alface, talvez uns tomates crus cortados em rodelas. Mas ela pode ser muito mais que isso. Aliás, tecnicamente, tudo que leva molho de azeite com vinagre (ou limão e óleo), pode ser chamado de salada.
Salada verde é um osso duro de roer no inverno. Por isso, na revista LOLA de agosto, decidi mostrar duas receitas de saladas mornas, que chegam à mesa quentinha. Uma dela é essa versão de caprese da linda foto feita pelo Gilberto Oliveira Jr. Os tomatinhos passaram pela frigideira e fatias bem fininhas de berinjela ficaram crocantes depois de uns minutos no forno. A muçarela e o manjericão dão o toque de frescor. O molho é simples, apenas balsâmico e azeite. E olha como arrumada direitinho no prato fica um charme. Já a outra salada é... Corre lá na banca pra ver!
Aqui no Panelinha, temos uma outras opções de saladas mornas. Além de elegantes e apetitosas, dão vontade de comer no inverno. E mais: deixam a alimentação saudável até em dias frios.
1. Salada de lentilha com queijo feta e cebola frita - quente ou fria, essa salada é uma delícia. Em vez de queijo de cabra, do tipo feta, experimente também com queijo minas ou queijo coalho.
2. Salada morna de tomate-cereja - descubra uma maneira de transformar a mais básica das combinações, tomate com cebola, numa entrada deliciosa. Também vale para acompanhar os mais variados grelhados.
3. Salada de abobrinha com hortelã - mais uma opção que funciona morna, como entrada ou acompanhamento. É só pular o passo de levar à geladeira e servir imediatamente.
4. Salada de cuscuz marroquino - o mais prático dos acompanhamentos, o cuscuz marroquino, com a adição de tomate, alcaparras e rúcula se transforma numa salada irresistível. Sirva morna como entrada.
5. Salada morna de alho-poró - acompanha quiches, peixes aves e carnes. Com uma fatia de queijo brie vira uma salada para deixar o jantar do dia a dia com um toque especial.
Foto: Gilberto Oliveira Jr para seção Panelinha da revista LOLA, edição de agosto
Sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O fim de semana está aí! Ufa. Descanso merecido... E é só o tempo abrir que eu começo a sonhar com um piquenique. As crianças adoram um passeio no parque. E com a cesta cheia de coisinhas gostosas, a gente foge do tradicional almoço no restaurante. Dá para comer ao ar livre...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:14
O fim de semana está aí! Ufa. Descanso merecido... E é só o tempo abrir que eu começo a sonhar com um piquenique. As crianças adoram um passeio no parque. E com a cesta cheia de coisinhas gostosas, a gente foge do tradicional almoço no restaurante. Dá para comer ao ar livre e aproveitar a natureza.
Lanchinhos saborosos e fáceis de comer são a pedida ideal. Separei algumas opções que são práticas de fazer, carregar e provar. O grissini de erva-doce (que fica bom com patês) e o biscoito de polvilho assado são ótimos para beliscar.
Tortas, quiches
e empanadas funcionam. Mas quem resiste a um minipão francês e recheado com carne louca desfiada ? Para a sobremesa não faltam opções: bolo de cenoura , de banana , brownie de chocolate , muffin de amêndoas ...
Para os adultos, um vinho rosé. Para as crianças, em vez de refrigerantes, que tal estas águas aromatizadas ? Dá vontade de fazer um piquenique, não dá? Se eu vou conseguir, não sei, mas já vou deixar separada a toalha xadrez.
Segunda-feira, 30 de julho de 2012
E não é que voltou a esfriar? Quem esteve em São Paulo no último fim de semana comemorou o calorzinho fora de época que esquentou a cidade. Mas a alegria durou pouco. Hoje a temperatura voltou a baixar e o clima está pedindo uma receita bem quentinha e gostosa. E também...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:40
E não é que voltou a esfriar? Quem esteve em São Paulo no último fim de semana comemorou o calorzinho fora de época que esquentou a cidade. Mas a alegria durou pouco. Hoje a temperatura voltou a baixar e o clima está pedindo uma receita bem quentinha e gostosa. E também precisa ser fácil. Afinal, a semana está começando, mas a vontade é de ficar debaixo das cobertas. Por isso, a minha sugestão de hoje é a sopa de ervilha com hortelã, que preparei para a seção Panelinha na revista LOLA da edição de julho.
Essa é das sopas mais práticas que se pode fazer. As ervilhas frescas vão do congelador direto para a panela. E, na boca, a sopa parece que vai do fogo ao frescor – graças à hortelã (que ainda ajuda a dar aquela acalmada na fome). A sensação é uma delícia.
Para finalizar, no lugar dos croutons, um punhadinho de pipoca, que deixa a sopa com muita textura e poucas calorias – lembra que mostrei esse truque no Cozinha Prática?
Sopa de ervilha com hortelã e pipoca
Ingredientes
600 g de ervilhas congeladas
1 l de caldo de músculo, de galinha ou de legumes
1/2 xícara (chá) de hortelã fresca
4 talos de hortelã para decorar
4 talos de endro
4 talos de salsinha
sal e pimenta-do-reino a gosto
azeite a gosto
Modo de preparo
1. Lave e seque bem as folhas e os ramos de hortelã, a salsinha e o endro. Rasgue com as mãos e coloque numa tigela. Prepare a pipoca.
2. Numa panela, coloque o caldo de sua preferência e a ervilha congelada. Leve ao fogo alto até ferver. Desligue e transfira para o liquidificador. Junte as folhas de hortelã e tempere com sal. Com ajuda de um pano de prato, segure bem firme a tampa do liquidificador (caso contrário, a força do vapor vai abrir a tampa e aí já viu...). Bata até ficar bem lisinha.
3. Volte a sopa batida para panela e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, desligue o fogo, experimente e acerte o sal.
4. Enquanto isso, na tigela com as ervas, misture cerca de 1 xícara (chá) de pipoca. Tempere com sal e pimenta-do-reino.
5. Com uma concha, coloque a sopa nos pratos, ou tigelas, regue com um fio de azeite e coloque um punhado de ervas e de pipoca. Sirva imediatamente.
Para a pipoca
Ingredientes
½ colher (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) de milho para pipoca
Modo de preparo
Coloque o óleo numa panelinha e leve ao fogo médio. Quando começar a aquecer, junte o milho para pipoca, misture e tampe a panela. Assim que parar de estourar, desligue.
Foto: Romulo Fialdini para a seção Panelinha na revista LOLA, da Editora Abril
Sexta-feira, 27 de julho de 2012
Dia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Londres, e a nossa homenagem aos atletas brasileiros é com uma seleção de receitas verde-amarelas que valem ouro!
Essa combinação poderosa, além de representar as cores da nossa bandeira, também significa uma mistura de sabores e...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:33
Dia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Londres, e a nossa homenagem aos atletas brasileiros é com uma seleção de receitas verde-amarelas que valem ouro!
Essa combinação poderosa, além de representar as cores da nossa bandeira, também significa uma mistura de sabores e aromas sensacionais. Quando você experimentar a saladinha de laranja com coentro vai entender perfeitamente.
1. Macarrão com limão
Fica pronto num palito e rende uma porção, ideal para quem mora sozinho. O limão levanta o astral do espaguete e ainda dá o toque gourmet à receita, que é supersimples. Para completar, folhinhas de manjericão reforçam o time dos verdes.
2. Água aromatizada com laranja, hortelã e canela
Refrescante e com sabor suave, essa água também é linda: a laranja e a hortelã formam uma dupla visualmente incrível. Sem dúvida, são ingredientes campeões.
3. Manga grelhada com sorvete de banana
Mais cara de Brasil impossível! Leve e geladinha, essa sobremesa vai bem naqueles dias em que o inverno dá uma trégua.
4. Omelete a jato
Essa omelete, servida com uma salada de verdes, tem primeiro lugar no podium quando o quesito é praticidade. Com pouquíssimo ingredientes, você faz uma refeição saudável e saborosa.
5. Caipirosca de mexerica com coentro
Com sabores marcantes, esse drinque é surpreendente. Uma ótima pedida para acompanhar os dias das competições da seleção brasileira.
6. Batata rústica
Um dos motivos que faz dessa receita vencedora é o fato das batatas serem assadas, e não fritas. O verdinho do alecrim aparece em pontinhos, mas que fazem uma diferença gigante no resultado.
7. Polenta mole com pesto de salsinha
Apesar da inspiração italiana da polenta e do pesto, esse prato ganhou uma versão bem brasileira do típico molho genovês. O pesto é feito com salsinha, castanha-de-caju e queijo meia-cura. Sucesso garantido...
8. Salada de laranja com coentro
Com um sabor exótico e cores fortes, essa saladinha faz bonito na mesa. Ela também acompanha muito bem carnes brancas, como peixe e frango. Quem não gosta de coentro pode trocá-lo por salsinha. Mas já adianto: não é a mesma coisa.
9. Talharim com brócolis assado ao alho e óleo
Nada como brócolis bem verdinho e assado para deixar a massa mais saudável e gostosa... O contraste de tonalidades é atração à parte.
10. Abóbora assada com sálvia
A abóbora é japonesa, a inspiração da receita é toscana e as cores são totalmente brasileiras. Com essa mistura de nacionalidades, nascem fatias de abóbora naturalmente carameladas. Basta acrescentar folhas de sálvia, alguns dentes de alho, um fio de azeite e, depois de assar a abóbora lentamente, em forno baixo.
Quinta-feira, 26 de julho de 2012
No Cozinha Prática de hoje é a vez de rever o episódio do frango assado prático com polenta, uma receita que considero ideal para reunir a família no fim de semana. Todo mundo pode se envolver no preparo e colocar o papo em dia enquanto o frango vai ao forno.
Mas na...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:15
No Cozinha Prática de hoje é a vez de rever o episódio do frango assado prático com polenta , uma receita que considero ideal para reunir a família no fim de semana. Todo mundo pode se envolver no preparo e colocar o papo em dia enquanto o frango vai ao forno.
Mas na hora de servir o franguinho não vai adiantar a ajuda de ninguém se você não tiver uma boa faca de chef para destrinchar o bicho. Tanto que a faca é o utensílio indispensável em destaque. E não basta ser boa, tem de estar muito bem afiada. Para isso, é essencial ter uma chaira para deixar a lâmina no ponto. Você encontra fácil esse objeto de aço em casas de cutelaria. Já o modo de usá-lo eu mostro no vídeo como afiar a faca. Você vai ver que é superfácil.
Para escolher a faca, o primeiro passo é checar se ela tem a lâmina inteiriça. Isso significa que o objeto é mais resistente e seguro. Já o cabo não precisa ser de inox, mas deve ser anatômico. E quanto mais pesada a faca, melhor! Ajuda no trabalho, pois você não precisa fazer muita força. No programa, você vê essas e outras dicas.
Também aprende a fazer o molho pesto brasileiro , uma versão surpreendente do pesto genovês.
Os destaques do episódio:
Truque culinário: molho pesto em versão brasileira
Biblioteca: 'A arte da comida simples', de Alice Waters, Editora Nova Fronteira
Vitrine: travessas para levar o frango à mesa com estilo
Ingrediente-curinga: polenta instantânea
Trilha sonora:
Música: After It All
Intérprete: Cat Power
Música: He Loves and She Loves
Intérprete: Ella Fitzgerald and Louis Armstrong
Música: Where Did Our Love Go
Intérprete: The Supremes
Música: Follow Me
Intérprete: The Baseballs
Horários do Cozinha Prática
quinta – 18h45 /21h15
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
Fotos: Charles Naseh
Quarta-feira, 25 de julho de 2012
Na culinária, alguns ingredientes parecem ter nascido uns para os outros, como a canela e a maçã, a muçarela e o tomate, a pera e o gorgonzola... Mas tem um casamento que considero mais do que perfeito: figo com presunto cru. O frescor do figo com a sofisticação do presunto...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 14:06
Na culinária, alguns ingredientes parecem ter nascido uns para os outros, como a canela e a maçã, a muçarela e o tomate, a pera e o gorgonzola... Mas tem um casamento que considero mais do que perfeito: figo com presunto cru. O frescor do figo com a sofisticação do presunto cru não precisam de mais nada. Podem até virar uma entradinha phyna.
Lembrei dessa combinação, pois ela é curinga e pode quebrar um galho quando falta inspiração. Além disso, está na época de figo, uma das frutas de que mais gosto e que proporciona pratos deliciosos, que fogem do óbvio, como os da seleção que vem logo abaixo.
Use a criatividade, invente pratos e combinações, como fazem os colaboradores da Comunidade do Panelinha. Cadastre-se e poste suas receitas. A equipe do Panelinha adora ver criações culinárias.
Mas se faltar ideia do que fazer com os figos, seguem algumas sugestões irresistíveis do Panelinha:
Bruschetta de presunto cru com figo
Cesta de parmesão com figo, rúcula e tomate cru
Figo caramelizado com presunto cru
Figo grelhado com ricota e mel
Doce de figo seco
Bolo gelado de figo com creme inglês
Na Comunidade, o figo também está em alta. Os nossos colaboradores têm receitas bem variadas:
Salada com figo, queijo de cabra e chips de parma , da Adinoela
Bolo diferente de frutas light , receita da Andreza
Tortinhas de figo com creme de amêndoas , que você vê na foto, assinadas pela Ligia
Torta de figos secos , da Ligia
Sanduíche de mortadela light com figos , criação inusitada do Djalma
Figos rami , elaborada pela minha xará
Quinta-feira, 19 de julho de 2012
Esta semana tem repeteco da piadina no Cozinha Prática, que vai ao ar logo mais às 21h15 no GNT. Quem ainda não conhece a piadina, esse pão italianíssimo, típico da região da Emília-Romana, no norte da Itália, vai virar fã não só pelo sabor, mas também pela praticidade.
...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:51
Esta semana tem repeteco da piadina no Cozinha Prática, que vai ao ar logo mais às 21h15 no GNT. Quem ainda não conhece a piadina, esse pão italianíssimo, típico da região da Emília-Romana, no norte da Itália, vai virar fã não só pelo sabor, mas também pela praticidade.
Assada na frigideira, a piadina tem uma massa fina, que pode ser congelada depois de pronta (rende 6 porções). Se preferir, também é possível fazer uma versão de piadina integral. Imagina chegar em casa depois do escritório e ter uma massa prontinha na geladeira esperando por você? O único trabalho vai ser escolher o recheio. As opções são inúmeras. Você pode usar a criatividade e pensar em diferentes combinações para variar no dia a dia.
A piadina é tão versátil que vai bem até com a dupla básica de presunto e queijo. Mas dá para ir mais além. No programa, eu fiz com a salada caprese clássica , mais um ícone da culinária italiana. Seguem outras inspirações deliciosas de recheios para a sua piadina não cair na rotina:
- presunto cru, figos frescos, hortelã e mel
- salame, rúcula e limão
- brie, damasco e rúcula
- tomate, cebola-roxa e manjericão
- berinjela, abobrinha ou pimentão grelhados
- cogumelos grelhados e queijo de cabra
Neste episódio também tem:
Utensílio indispensável: como escolher a frigideira antiaderente ideal, seja para fazer a piadina ou qualquer outra preparação.
Truque culinário: congelar a massa do pão porcionada e já embalada em filme é uma mão na roda, mas o melhor é que quanto mais cheio o congelador, menos ele trabalha, sabia?
Ingrediente-curinga: azeite é multiuso e fácil de personalizar, aromatizando com os temperos que você gosta
Seleção: saca-rolhas que todo mundo consegue usar
Biblioteca: Vinho e Comida, de Joanna Simon (Cia das Letras), ideal para quem quer aprender sobre harmonização. Tem coisa mais chique que fazer o pão e tomar o vinho certo?
Trilha sonora:
Música: 5 Years Time
Intérprete: Noah And The Whale
Música: Let's Call The Whole Thing Off
Intérprete: Ella Fitzgerald & Louis Armstrong
Música: Big Spender
Intérprete: Peggy Lee
Música: In The Sun
Intérprete: She And Him
Horários do Cozinha Prática
quinta – 18h45 /21h15
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
Fotos: Charles Naseh
Quarta-feira, 18 de julho de 2012
Já faz um tempo que estava para dedicar um post especial aos e-mails que recebo diariamente. Nem sempre é possível responder um por um, mas uma coisa é certa: leio todas as mensagens que aparecem na caixa de entrada. E muitas delas, quando não viram sugestão de pauta no...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:36
Já faz um tempo que estava para dedicar um post especial aos e-mails que recebo diariamente. Nem sempre é possível responder um por um, mas uma coisa é certa: leio todas as mensagens que aparecem na caixa de entrada. E muitas delas, quando não viram sugestão de pauta no Panelinha, servem de inspiração na hora que eu tenho de pensar em receitas novas. Também ajudam a saber onde algum passo a passo gera mais dúvidas e quais são os pratos que mais fizeram sucesso ou não.
Sem contar que é uma satisfação enorme começar o dia abrindo mensagens carinhosas como a da Rosemeire dos Santos Brito, que já dizia no assunto: Cozinha Prática, alegria total na minha casa. . O conteúdo já dá para imaginar...
Sei que mesmo com esse megapost vai ser difícil retribuir a tantas gentilezas e também tirar todas as dúvidas que recebo, mas separei alguns dos assuntos que mais surgiram nos últimos dois meses:
Utensílios de cozinha, truques culinários e dúvidas
Recebi a seguinte pergunta da Telma Gonzales: "Onde posso comprar pesinhos para assar a massa? Sei que dá para usar os feijões, mas as bolinhas são um charme não? " Sim, aqueles grãos supercharmosos são feitos de cerâmica e foram presente de uma grande amiga. Para quem ficou sem entender, eles apareceram no episódio da quiche , no Cozinha Prática, como parte do truque culinário para assar a massa sem rachar. Mas, como a Telma mesmo disse, vale substituí-los por feijões.
A Juliana Heinrich também ficou na dúvida sobre qual seria a melhor tábua de corte, depois de ter visto a minha diversas vezes no programa. "Gosto de suas dicas sobre os equipamentos para cozinha. Vi no Cozinha Prática que você indicou o uso da colher de bambu em substituição à colher de pau. E o que você acha da tábua? Percebo que você usa a de madeira. Qual seria a sua dica?" Na verdade, Juliana, a minha tábua também é de bambu, assim como as colheres. Dei algumas dicas de como comprar e também sobre a conservação no post tábuas de bambu há um tempo.
Já a pergunta da Lilian Engracia dos Santos vem do episódio do frango com polenta , em que ensinei a fazer soro mágico, que nada mais é do que uma preparação semelhante ao soro caseiro para marinar o frango. Várias pessoas me perguntaram se essa mistura também serviria para outras aves. A resposta é sim! Até fiz um post especial sobre esse soro prático, que também era dúvida da Fernanda. Relembre aqui.
Tem também esta outra, sobre quantidade de ingrediente. A Eliane Carellis foi fazer o delicioso bolo Concord , uma das receitas que ilustram o livro do Panelinha, e como ela mesma disse, "empacou" ao ler entre os ingredientes: 120 g de claras. "Oh my God, como faço agora?" Não tem motivo para desespero, mas é preciso investir em uma balancinha. Nessas receitas de preparo mais sofisticados, as medidas caseiras não funcionam... Você vai precisar da balança, mesmo! As claras precisam ser pesadas para o bolo concord e outras receitas de confeitaria darem certo.
Cozinha Prática
Foram muitos os parabéns pelo programa, diversos envios de fotos dos pratos e vários elogios, como o da Thais Cannavan, que adorou o episódio do bolo de limão e aproveitou para dizer que o figurino e a produção do cenário estavam perfeitos. A Daiana, de 25 anos, diz que o programa ajudou a mãe a ser "mais ousada na cozinha e a fugir um pouco do trivial". Adorei!
Assim como a mensagem da Mariluce Vicentini, que conheceu o Panelinha depois de assistir ao Cozinha Prática e acabou entrando em uma nova fase: "Estou supermotivada e curtindo mais a cozinha. Faço as receitas e anoto todas as dicas. Virei uma seguidora".
A Cris Yassuda também escreveu para comentar que aboliu os congelados em casa depois de acompanhar as receitas práticas do programa e que adorou a musse que vira suflê.
Tanto a Cris, a Mariluce e muitas outras pessoas também reclamaram que o programa é muito curto. E daí? Bricandeira, é curtinho, sim! Para todo mundo ficar com gostinho de quero mais.
Panelinha, receitas que funcionam
Fico feliz em saber que o livro, que foi lançado há mais de um ano pela Editora Senac, está na sua quarta edição e até hoje seja motivo de inúmeros e-mails e elogios. Ele também atravessa fronteiras. A Flávia Diab, que mora em Lisboa há 7 anos, enviou uma mensagem linda contando que comprou o livro quando ela veio ao Brasil. "Depois de passar o dia todo com o meu filho, vou à noite para a cozinha e me meto a fazer bolos, pães e sopas. Eu achava que não poderia ter mais energia. Mas daí acesso a beleza de criar e produzir. Os almoços aqui em casa viraram um momento de deleite! Mal posso esperar por um possível Panelinha 2."
A Krisha também conta que adora presentear as amigas recém-casadas com o livro, mas que até pouco tempo ela mesma não tinha um exemplar. Até que ganhou um de presente de aniversário. "Gosto muito do seu jeito de escrever e explicar cada detalhe. Sou super a favor de prepararmos a nossa própria refeição! Obrigada por compartilhar conosco todas as receitas e segredinhos. Já a Daniela Oliveira Batista agradece por estar se surpreendendo com ela mesma na cozinha.
Biblioteca
Seja por email ou por recados na página do Panelinha no Facebook, também recebo muitos pedidos de dicas de leitura, como o da Priscila Veríssimo, fã de gastronomia. Ela quer se aprofundar no assunto e pede alguns nomes de livros. A Mirinha Bicalho também gostaria de mais sugestões. Ela conta que leu o ‘Regras da Comida’, do Michael Pollan, dica que dei no episódio do talharim e aproveitou bastante.
Quem acompanha o blog já sabe. Sempre que leio algum livro bom, faço questão de dividir aqui. Ou então, falo um pouco sobre ele no quadro Biblioteca, do Cozinha Prática. Acho que quase todos os livros bacanas de culinária e gastronomia que li recentemente apareceram por lá. Se você quiser relembrar alguns deles, leia o post dos livros saborosos.
Terça-feira, 17 de julho de 2012
Já comentei no blog que a abóbora anda em alta. Esse ingrediente-curinga ganhou até um post especial há algumas semanas. Hoje a abóbora está de volta na receita de risoto de abóbora assada que fiz para a sessão Panelinha na revista LOLA do mês passado.
Seja para um...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:58
Já comentei no blog que a abóbora anda em alta. Esse ingrediente-curinga ganhou até um post especial há algumas semanas. Hoje a abóbora está de volta na receita de risoto de abóbora assada que fiz para a sessão Panelinha na revista LOLA do mês passado.
Seja para um jantar a dois, ou cheio de amigos, ou mesmo para animar o dia a dia, risoto é uma ótima opção. Além de quase todo mundo gostar, ele é ideal para jogar conversa fora, entre um gole de vinho e outro, enquanto está sendo preparado. O de abóbora, como você vê na foto, ainda fica com um visual superatraente.
Para a revista, também ensinei a receita de dois caldos tradicionais e que melhor combinam com o risoto: o caldo de galinha e o caldo de legumes caseiros. Eles são essenciais para dar sabor e aroma às receitas (o perfume que o risoto de abóbora deixa pela casa é irresistível!). Também servem de base para outras preparações, como sopas e molhos.
Risoto de abóbora assada
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: 30 minutos + 50 minutos para assar
Para a abóbora
Ingredientes
1 kg de abóbora japonesa
10 folhas de sálvia
6 dentes de alho
¼ de xícara (chá) de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 °C (temperatura média).
2. Como a abóbora é difícil de descascar, o melhor é já comprar cortada – feiras e supermercados oferecem bandejas com cubinhos. Caso contrário, depois de lavar, numa tábua, corte ao meio e descasque com cuidado; retire as sementes e as fibras com uma colher e descarte; corte em cubos de cerca de 2 cm.
3. Lave e seque bem as folhas de sálvia. Descasque os dentes de alho.
4. Numa assadeira, de preferência antiaderente, disponha os cubos de abóbora, as folhas de sálvia e os dentes de alho inteiros.
5. Regue com o azeite, tempere com sal, pimenta-do-reino e misture bem para envolver todos os ingredientes. Leve ao forno para assar por cerca de 50 minutos, até dourar. Depois de meia hora, vire os cubos com uma espátula para que dourem por igual. Retire do forno e reserve.
Para o risoto
Ingredientes
2 xícaras (chá) de arroz para risoto
1 cebola picada
2 colheres (sopa) de azeite
½ xícara (chá) de vinho branco seco
1,5 l de caldo de legumes (ou de frango)
1 colher (sopa) de manteiga
5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Modo de preparo
1. Numa panela, coloque o caldo e leve ao fogo alto. Quando ferver, diminua o fogo.
2. Em outra panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola picada, até ficar transparente, mexendo sempre. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora.
3. Junte o arroz e misture bem. Adicione o vinho branco e mexa até evaporar.
4. Aumente o fogo e coloque uma concha de caldo. (A partir desse ponto, o risoto leva cerca de 15 minutos para ficar pronto.) Mexa o arroz até secar o caldo secar e repita o procedimento, de concha em concha. Quando o caldo estiver terminando, ou os 15 minutos tenham passado, verifique o ponto do arroz: ele deve estar cozido, mas ainda resistente no meio do grão, al dente. Caso não esteja no ponto, acrescente mais caldo e continue o procedimento.
5. Quando estiver no ponto, desligue o fogo. Acrescente mais um pouquinho de caldo (para o risoto não ressecar) e junte a abóbora assada e todo o conteúdo da assadeira. Por último, misture a manteiga, o queijo ralado e tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora.
6. Prove antes de servir e corrija o tempero (lembre-se de que o caldo não leva sal). Com uma concha, divida em 4 pratos. Se quiser, regue com mais um fio de azeite e sirva imediatamente.
Foto: Romulo Fialdini para a revista LOLA
Sexta-feira, 13 de julho de 2012
Tarefa difícil selecionar os truques mais bacanas do Cozinha Prática. Quem acompanha o programa já sabe que a cada episódio elaboro uma dica especial para facilitar a vida na cozinha ou para descomplicar algum passo a passo trabalhoso. Entre os vários que já rolaram, resolvi...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:54
Tarefa difícil selecionar os truques mais bacanas do Cozinha Prática. Quem acompanha o programa já sabe que a cada episódio elaboro uma dica especial para facilitar a vida na cozinha ou para descomplicar algum passo a passo trabalhoso. Entre os vários que já rolaram, resolvi listar apenas dez para você não esquecer mesmo!
1. Fórmula mágica – Para não ter erro na hora de fazer o molhinho da salada, o segredo está na proporção. A conta é simples: cada 1 parte de ácido (vinagre, suco de limão ou aceto balsâmico) precisa de 3 partes de gordura, seja óleo ou azeite. Sempre dá certo. Quer algumas ideias de combinações? Veja aqui três receitas de molho de salada .
2. À moda antiga – Essa é para quem vive errando receitas ou não tem muita prática na cozinha. Depois de ler e reler o preparo da receita, separe todos os ingredientes em tigelinhas na medida sugerida. Desse jeito, você não corre o risco descobrir que não tem açúcar quando os ovos do bolo já estão na batedeira. E também facilita na hora de seguir o passo a passo. Pense que você é uma apresentador de programa de culinária nos anos 80 e deixe tudo separadinho na bancada. Aí, minha amiga, é só juntar os ingredientes! Esse truque também pede um utensílio indispensável: o medidor-padrão .
3. Cheia de charme – Coloque numa jarra bonita pedacinhos de fruta e regue com água gelada. Depois de alguns minutinhos, está pronta uma água aromatizada que substitue o refrigerante com categoria e, além disso, são mais saudáveis. Esse é o tipo de bebida que a gente faz para uma visita, mas acaba se esquecendo de fazer no dia a dia. Uma pena. Quem não abre mão de borbulhas, pode usar água com gás. Se você ainda não fez, experimente. Seguem três sugestões: água aromatizada com carambola
água aromatizada com laranja, hortelã e canela
água aromatizada com limão e alecrim
4. Na medida – Já experimentou pular o refogado? Como técnica de redução calórica, esse truque é nota dez. E vale para arroz, feijão, sopas... O sabor das receitas pode mudar um pouco, mas nem é tanto assim e, além disso, o benefício vale a pena. No Cozinha Prática , eu preparei uma sopa sem refogar a abóbora e o resultado foi incrível. Experimente a receita da sopa de abóbora com gengibre , levíssima, pois pula o refogado.
5. Calda esperta – A calda de açúcar que vira caramelo apareceu no episódio do crocante de banana e fez o maior sucesso. O segredo dela é simples. Basta incorporar creme de leite de caixinha à calda de açúcar tradicional. O resultado é um caramelo cremoso e versátil. Dá para comer com sorvetes, bolos, tortas... Não deixe de experimentar esta calda de caramelo .
6. Tempero-curinga – Surgiu uma jantar de última hora e não deu tempo de deixar a carne marinar e pegar gosto? Isso não é problema. O franguinho não vai deixar de ficar saboroso por causa disso. O truque é temperá-lo com geleia e um pouquinho de alho e sal. Pronto, pode levá-lo ao forno sem medo. O sabor é incrível! E a regra é fácil: carnes brancas, geleias amarelas (de laranja, pêssego, damasco...); carnes vermelhas, geleias vermelhas (amora, morango, jabuticaba). Veja aqui duas receitas que se utilizam desse truque infalível:
Costelinha de porco com geleia em crosta de castanha-de-caju
Coxa de frango com geleia de laranja e cebola
7. Sem choro nem vela – Cebola picada de um jeito uniforme doura por igual na panela, sem o risco de uns pedacinhos queimarem antes que os outros. Além disso, quando são usados crus, deixam a receita mais atraente. Para cortar a cebola mais rápido e com perfeição, é preciso um pouquinho de técnica e habilidade, como mostrei no episódio do risoto de cogumelos. Confira neste vídeo passo a passo como picar cebola
8. Tropical e versátil – Parceiro de tantas receitas, o molho pesto é uma carta na manga. Ele pode ser armazenado na geladeira para você usar sempre e em diversas preparações. Acompanha massas, carnes, sopas e até a polenta. O tradicional é o molho pesto genovês, feito com manjericão, azeite e pinoli. Mas no episódio do frango com polenta ensinei uma versão brasileira (e mais em conta!) feita com salsinha, queijo meia-cura e castanha-de-caju, que não deixa nada a desejar ao original. Veja aqui a minha versão de pesto brasileiro
9. Torta direita - Essa é para não deixar a torta entortar! Mostrei no episódio da quiche que, na hora de pré-assar a massa, a dica é forrar a base com papel-manteiga e preencher o fundo com feijões. Esse peso serve para evitar que a torta rache enquanto ela está no forno. No programa, usei uns grãos de cerâmica, feitos por uma grande amiga, que me presenteou com eles. Antes, porém, eu usava feijões comuns. Esses “feijões maravilha”, porém, ficam reservados exclusivamente para assar tortas. Depois de irem ao forno, eles ficam muito ressecados para cozinhar.
10. Saindo do forno - Assar os legumes é uma estratégia ótima para dar uma cara nova aos pratos e fugir do óbvio. Vale levar de tudo para o forno: brócolis, abobrinha, batata, cenoura etc. Sempre com um pouco de azeite, sal e ervas a gosto. Se quiser incrementar, também pode acrescentar parmesão ralado. Além de ficarem uma delícia com macarrão, como mostrei no episódio do talharim, os legumes assados também servem de acompanhamento para carnes, aves, peixes e também podem se transformar em entradas criativas e saborosas. Veja algumas receitas:
Brócolis assado com parmesão
abóbora assada em cubos
repolho assado
10 ótimas opções de legumes assados
Fotos: Charles Naseh
Quinta-feira, 12 de julho de 2012
Se você perdeu o episódio da musse de chocolate que vira suflê do Cozinha Prática, hoje é a sua chance de assistir. A temporada das reprises começou. Para quem já assistiu, também é a oportunidade de ver novamente e guardar todos os detalhes do passo a passo das receitas e...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:44
Se você perdeu o episódio da musse de chocolate que vira suflê do Cozinha Prática, hoje é a sua chance de assistir. A temporada das reprises começou. Para quem já assistiu, também é a oportunidade de ver novamente e guardar todos os detalhes do passo a passo das receitas e dos truques culinários. Aqui no Panelinha, você também encontra todos os pratos que passaram por lá no Especial Cozinha Prática .
No programa de hoje, dedicado aos amantes do chocolate e de uma boa sobremesa, mostro essa musse chique e versátil, que vale por duas receitas. Quando vai para geladeira, vira uma musse leve e aerada, e, para o forno, sai na versão deliciosa de suflê. Embora leve um tempinho na geladeira, o preparo é muito rápido, no máximo 15 minutos. E você tem uma receita para sair da rotina, afinal ela pode ter sempre a cara que você quiser.
Também aproveitei para dar uma dica que pode fazer toda a diferença no resultado da sua musse: o ponto das claras em neve. Outro truque que aparece no episódio, que eu acho supercuringa, é o da cachaça. Eu já falei sobre ele no post da calda de chocolate com cachaça , mas no programa você vê melhor como uma colherzinha dessa bebida é poderosa. Não perca!
Os destaques do episódio:
Utensílio indispensável: espátula de silicone
Biblioteca: 'Petit Larousse de Chocolate', Larousse do Brasil
Ingrediente-curinga: cachaça
Truque culinário: o ponto certo das claras em neve
Vitrine: ramaquins para servir com sofisticação
Trilha sonora:
Música: Dancing with myself
Intérprete: Nouvelle Vague
Música: I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)
Intérprete: The Four Tops
Música: Instead
Intérprete: Madeleine Peyroux
Música: Let's Do It
Intérprete: Billie Holiday
Horários do Cozinha Prática
quinta – 18h45 /21h15
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
Fotos: Charles Naseh
Terça-feira, 10 de julho de 2012
"Sempre fui leitora assídua do Panelinha e agora fico encantada com suas receitas no Cozinha Prática. Tudo parece tão fácil! E eu, como amante de culinária, já comecei a preparar alguns pratos. Ontem foi a vez do frango assado com polenta. Minha dúvida é a seguinte: a...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:24
"Sempre fui leitora assídua do Panelinha e agora fico encantada com suas receitas no Cozinha Prática. Tudo parece tão fácil! E eu, como amante de culinária, já comecei a preparar alguns pratos. Ontem foi a vez do frango assado com polenta. Minha dúvida é a seguinte: a preparação com o soro caseiro, que você ensina no programa, é válida para todos os tipos e tamanhos de aves?"
Fernanda
Vou aproveitar a mensagem da Fernanda para responder a essa dúvida que surgiu em vários e-mails que recebi desde que o episódio do frango com polenta foi ao ar. A propósito, também queria agradecer mais uma vez aos inúmeros emails e mensagens que chegam todos os dias com elogios carinhosos.
Voltando ao franguinho, no programa, ensinei que a aquela velha fórmula do soro caseiro, usado para as crianças não desidratarem, também é uma ótima parceira na hora de fazer o frango assado. Ela deixa o bicho bem macio e suculento, bem hidratado. Depois de limpar o frango e retirar o excesso de gordura, basta espalhar uma mistura de 1 xícara (chá) de sal e ¼ xícara (chá) de açúcar, por dentro e por fora do frango, colocá-lo em uma tigela que o comporte bem e cobrir com água. Ele precisa descansar nessa solução por 40 minutos, fora da geladeira. Antes de ir ao forno, é preciso enxaguá-lo bem para tirar o excesso de tempero. Isso porque eu precisei exagerar na dose para compensar a falta de tempo.
Para o programa, tento deixar as minhas receitas práticas ainda mais práticas. Fui ajustando o soro até chegar numa proporção que funcionasse para um curto tempo marinando. Se o frango fosse ficar na geladeira por 12 horas, por exemplo, as proporções seriam outras. Eu cortaria o sal e o açúcar pela metade.
Mas, Fernanda, essa fórmula serve também para outras aves, sim. Para as maiores, como peru, você pode usar a mesma receita, mas deixar mais tempo marinando. Considere 20 minutos por quilo, mas, nesse caso, na geladeira.
Este soro é de fato tão mágico que serve até para deixar filé de peito de frango grelhado saboroso e suculento. Nesse caso, coloque 1 colher (sopa) de sal e 1 colher (chá) de açúcar, esfregue bem e cubra com água. É como se fosse um soro caseiro invertido. Aí, deixe descansar por 20 minutos, fora da geladeira. Lave e seque bem, antes de grelhar. Aqueça a grelha, ou a frigideira, antes de dourar o filé de peito por 4 ou 5 minutos de cada lado. Para coxa e sobrecoxa, aumente um pouco as quantidades.
Esse soro serve, principalmente, para deixar a carne hidratada. E, em função do sal, já fica temperada. Mas é claro que, depois de deixar de molho, você pode aromatizar o frango com ervas, como alecrim ou salvia, com vegetais, como alho, cebola ou gengibre, com gorduras, como azeite ou leite de coco, e também com ácidos, como suco de laranja ou de limão.
Veja algumas formulinhas criativas, no blog One is Fun tem um post inteiro sobre marinadas para frango . Você pode se inspirar com as combinações e também criar as suas.
Quinta-feira, 5 de julho de 2012
No Cozinha Prática desta semana você vai rever o primeiro episódio da temporada! Foi incrível para mim ver tanta gente fazendo o mesmo prato, como a @crisparigio, que tuitou a foto que ilustra este post. Ficou igual ao do programa, #orgulho!
O talharim com brócolis...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:32
No Cozinha Prática desta semana você vai rever o primeiro episódio da temporada! Foi incrível para mim ver tanta gente fazendo o mesmo prato, como a @crisparigio , que tuitou a foto que ilustra este post. Ficou igual ao do programa, #orgulho!
O talharim com brócolis assado ao alho e óleo , uma receita saudável e saborosa, que fica pronta num palito, foi o prato principal. Mas quem disputou as glórias pau a pau com a receita foi tábua de bambu.
Muita gente escreveu para saber a marca da minha para comprar uma igual. Mas eu prefiro não indicar, por dois motivos: não conheço todas as disponíveis no mercado e seria injusto só falar das que tenho. E, além do mais, cada um tem as suas necessidades e possibilidades. Mas dá para dizer que as mais fininhas, leves, são ótimas para quem não tem muito espaço; e as pranchas, mais robustas, que podem morar sobre a bancada da cozinha, são pau pra toda obra. Elas enfeitam e dão alma para cozinha. Há uma boa variedade de opções, nacionais e importadas. Uma tábua de cerca de 40 x 30 cm, com espessuras variadas, pode custar de R$ 36,90 a R$ 379,00. Não dá para dizer que sejam exatamente o mesmo produto, mas isso mostra que há opções para todos os bolsos.
Voltando à receita, você vai ver que o brócolis combina superbem com macarrão e deixa a massa leve e saborosa. A única questão é que não gosto do cheiro dele cozinhando na água. Por isso, testei uma versão assada com azeite e sálvia. O resultado é surpreendente: além de perfumado, fica crocante. Delícia total. E também dá para utilizar essa técnica com outros legumes, como abobrinha, repolho, berinjela, cenoura, tomate e abóbora. Todos combinam com macarrão.
Para dar um toque de glamour na finalização, mostro um jeitinho bem charmoso de servir o talharim. Com a ajuda de um garfão e de uma colher de arroz, enrolo o macarrão como se fosse um babyliss e coloco sobre o prato. Fica lindo!
Neste episódio você também vê:
Truque culinário: legumes assados
Utensílio indispensável: tábua de bambu
Vitrine: refratários cheios de estilo
Ingrediente curinga: um bom queijo parmesão faz toda a diferença
Biblioteca: 'Regras da Comida', de Michel Pollan, Editora Intrínseca
Trilha sonora:
Música: I was made for you
Intérprete: She & Him
Música: Pra Alegrar O Meu Dia
Intérprete: Tiê
Música: Past In Present
Intérprete: Feist
Música: Don't Be Cruel
Intérprete: Elvis Presley and The Jordanaires
quinta – 18h45 /21h15
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
Quarta-feira, 4 de julho de 2012
Já falei sobre o Alexandre Melo algumas vezes aqui no blog. Aliás, sem querer, ele deu pitaco até no livro Panelinha – receitas que funcionam: foi ele quem colocou gengibre ralado e pimenta picada na receita do frango com geleia. Ele viu a receita no site e me mandou um...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:18
Já falei sobre o Alexandre Melo algumas vezes aqui no blog. Aliás, sem querer, ele deu pitaco até no livro Panelinha – receitas que funcionam: foi ele quem colocou gengibre ralado e pimenta picada na receita do frango com geleia. Ele viu a receita no site e me mandou um e-mail, cotando que tinha feito umas alterações para preparação. A partir disso, não paramos mais de nos e-corresponder. (Será que e-corresponder existe?)
Pois bem, sempre que me refiro a ele digo que é o Alexandre, leitor... Agora, com muita honra, apresento Alexandre de Oliveira Melo, nosso colaborador. Oba! Ele finalmente se cadastrou na Comunidade Panelinha e está publicando receitas. A primeira é um sucesso. Uma adaptação de uma sobremesa que ele viu na televisão – prefiro nem saber onde, pois o ciúme acaba comigo...
Veja aqui a receita de estreia do Alexandre Melo na Comunidade Panelinha: bananas ao chardonnay com laranja e baunilha.
Para fazer parte da Comunidade Panelinha, basta de cadastrar. Você pode armazenar as nossas receitas, como num caderno digital. Também dá para editá-las. Ou seja, gostou do salmão em papillote mas usou robalo? Na sua página, você editar o texto e até trocar a foto. Depois de se cadastrar, basta se logar e clicar no botão ‘adicionar esta receita à minha página’. Com a receita na sua página, você faz o que bem entender. Ela é sua! E não deixe de publicar as suas criações.
Terça-feira, 26 de junho de 2012
Neste mês a abóbora esteve mesmo em alta aqui no Panelinha. Fazendo uma retrospectiva rápida do que preparamos em junho, esse alimento delicioso e versátil apareceu em receitas bastante especiais.
Primeiro, foi destaque no Cozinha Prática, com a sopa de abóbora com...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:02
Neste mês a abóbora esteve mesmo em alta aqui no Panelinha. Fazendo uma retrospectiva rápida do que preparamos em junho, esse alimento delicioso e versátil apareceu em receitas bastante especiais.
Primeiro, foi destaque no Cozinha Prática, com a sopa de abóbora com gengibre . Quem assistiu ao episódio sabe da minha predileção pela abóbora japonesa. E também aprendeu um truque para descascar abóbora mais facilmente. Descolei até uma sopeira em formato de moranga, que ganhou destaque na seleção do programa.
A cabotiá, ou abóbora japonesa, também foi parar na seção Panelinha da revista LOLA . Se você ainda não leu, corre na banca. Nessa edição, ensino a fazer um risoto de abóbora, ultra-aromático. Antes de ir para a panela, a abóbora é assada em cubinhos, como aparece na foto.
Para completar o cardápio, já que abóbora virou tendência, fiz uma seleção de receitas bem variadas aqui do Panelinha.
Na foto você vê as seguintes preparações: focaccia integral com abóbora com cebola e alcaparras e a abóbora assada em cubos .
Veja mais opções:
abóbora assada com sálvia
camarão na moranga
dip de abóbora
doce de abóbora
risoto de abóbora e sálvia
rocambole de carne com purê de abóbora
sopa creme de abóbora
sopa de abóbora com bolinha de queijo para crianças
Sábado, 23 de junho de 2012
Quando estamos em fase de testes de receitas, surgem muitas opções da mesma preparação. O crumble, por exemplo, clássica sobremesa inglesa feita de maçã, apareceu de duas maneiras. Na seção Panelinha na revista LOLA, ele virou um chiquérrimo crumble de peras ao vinho (veja a...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:05
Quando estamos em fase de testes de receitas, surgem muitas opções da mesma preparação. O crumble, por exemplo, clássica sobremesa inglesa feita de maçã, apareceu de duas maneiras. Na seção Panelinha na revista LOLA , ele virou um chiquérrimo crumble de peras ao vinho (veja a receita) .
O preparo é fácil e o resultado é uma sobremesa elegante, não muito açucarada. Não é daquele tipo de doce que faz você pedir água, mas sim, um bom vinho de sobremesa para acompanhar. Aqui no blog, inclusive, fizemos uma seleção de vinhos doces para você.
‘Back to the cold cow’ – adoro essas expressões intraduzíveis que ganham versões patéticas, como 'de volta à vaca fria' –, o crumble também ganhou destaque no Cozinha Prática. Por sorte, receitas podem e devem ser traduzidas aos nossos hábitos e, principalmente, aos ingredientes disponíveis. Numa versão mais brasileira, a sobremesa virou o crocante de banana (veja a receita) . Assim que foi ao ar no GNT, virou febre na página do Panelinha no Facebook .
Muita gente fez, comentou, fotografou e até postou. Aliás, ver as imagens das minhas receitas em outras casas é um dos grandes prazeres do meu trabalho. Também por isso tenho tanto carinho pela comunidade Panelinha. É lá que os nossos leitores viram colaboradores e podem publicar não só as próprias criações como também customizar as receitas do Panelinha. Entre lá e cadastre-se !
Para se inspirar, veja as nossas três receitas de crumble clicando aqui .
Quarta-feira, 20 de junho de 2012
No último Cozinha Prática, a receita em destaque foi sopa de abóbora, mas o gengibre, o ingrediente-curinga do episódio, também teve um papel importante. Quem já testou a receita viu que ele faz toda a diferença. Apenas umas raspas levantam o sabor da abóbora e mudam...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:49
No último Cozinha Prática, a receita em destaque foi sopa de abóbora , mas o gengibre, o ingrediente-curinga do episódio, também teve um papel importante. Quem já testou a receita viu que ele faz toda a diferença. Apenas umas raspas levantam o sabor da abóbora e mudam totalmente o astral da refeição. Recebi até mensagem de gente que ficou se sentindo melhor do resfriado por causa dele!
Mas o gostinho picante dessa raiz japonesa não vai bem apenas nas sopas ou nas receitas salgadas. O gengibre dá personalidade a bebidas, como o suco de melancia . Gosto também dele puro, como no chá de gengibre . Nesse tempo frio, não tem mesmo melhor remédio para prevenir o resfriado. Sem contar as outras propriedades dele, como antioxidante e desentoxicante do organismo.
Para ralar, utilizo um utensílio próprio para gengibre, comprado no bairro da Liberdade, em São Paulo (em qualquer loja de artigos japoneses é fácil de encontrar). Mas vale picar fino, cortar em tiras e, se for bem novinho, não precisa nem descascar. A pele é fininha.
No dia a dia, para dar um sabor especial a qualquer prato que vá cebola e alho, acrescente um pouquinho de gengibre. Mas se você acha mais fácil usar um alimento novo seguindo a receita passo a passo, não de desespere! Fiz uma seleção especial do Panelinha com esse ingrediente:
Biscoito de gengibre
Banana e laranja carameladas com gengibre diet
Crème brûlée de gengibre ao perfume de laranja e bauninha
Espuma de coco com calda de manga e gengibre
Frango com geleia e gengibre
Frango com leite de coco, limão, gengibre e capim-santo
Pipoca ardida com gengibre
Sopa de cenoura, mel e gengibre
Tofu com gengibre ralado
Trouxinha de frango e gengibre com molho de laranja
Sopa de manga ao gengibre servida com frutas e sorvete de coco
Sexta-feira, 15 de junho de 2012
Este mês, um dos meus grandes amigos foi editor-convidado da BAMBOO, revista superbacana de arquitetura, lifestyle e design. Ele me pediu para fazer uma receita para receber amigos e, também, montar uma mesa para a seção de gastronomia da publicação. Para minha alegria, além...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:37
Este mês, um dos meus grandes amigos foi editor-convidado da BAMBOO , revista superbacana de arquitetura, lifestyle e design. Ele me pediu para fazer uma receita para receber amigos e, também, montar uma mesa para a seção de gastronomia da publicação. Para minha alegria, além de poder participar da edição do Arthur Casas, o fotógrafo convocado foi o querido Rômulo Fialdini (que já fez várias fotos comigo para a Lola).
Resolvi fazer uma provocação para quem acha que comida para convidados tem que ser filé mignon ou camarão. Com um pouco de capricho, até macarrão com ovo fica bacana. Para dar um gostinho da revista, resolvi publicar aqui algumas fotos feitas para a matéria e a receita do talharim de cogumelos frescos com ovo frito e salada verdes, explicadinha passo a passo. Assim, até quem não sabe fritar ovo vai conseguir fazer um prato incrível para uma mesa cheia!
Aliás, quem quiser acompanhar o que sai na imprensa sobre o Panelinha e o Cozinha Prática é só clicar no álbum Press na página do Panelinha no Facebook.
Talharim de cogumelos frescos com ovo frito e salada verdes
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: 30 minutos
Para a salada verde com emulsão de limão
Ingredientes
1 bandeja ou maço de agrião precoce
1 bandeja ou maço de rúcula precoce
folhas de salsinha a gosto
2 colheres (sopa) de suco de limão
6 colheres (sopa) de azeite extra virgem
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de preparo
1. Lave e seque bem as folhas de salada e de salsinha.
2. Num vidrinho com tampa, junte o azeite, o suco de limão e uma pitada de sal. Tampe e chacoalhe vigorosamente, até emulsificar.
Para os cogumelos
Ingredientes
200 g de cogumelos-de-paris
200 g de cogumelos eryngui
200 g de cogumelos shiitake
200 g cogumelos shimeji
4 dentes de alho
azeite de oliva, o quanto baste
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de preparo
1. Antes de começar a preparar os cogumelos, leve uma panela grande com água e 2 colheres (sopa) de sal ao fogo alto – que será usada para cozinhar o macarrão.
2. Enquanto isso, se os cogumelos estiverem sujos, retire o excesso de terra usando um pano de prato limpo e úmido.
3. Leve uma frigideira antiaderente grande ao fogo alto. Ela precisa ficar bem quente ou os cogumelos vão acabar cozinhando no próprio líquido, em vez de dourar. Cada tipo de cogumelo vai ser preparado separadamente: enquanto um tipo está na frigideira, você prepara o seguinte.
4. Numa tábua, corte os cogumelos-de-paris em três ou quatro fatias. Regue a frigideira com 2 colheres (sopa) de azeite e doure os cogumelos, mexendo de vez em quando, por cerca de 3 a 4 minutos. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Quando dourar, transfira para um prato.
5. Enquanto os cogumelos-de-paris estão na frigideira, corte os cogumelos eryngui ao meio – se forem muito grandes, corte em fatias, sempre no sentido do comprimento. Depois de dourar a primeira leva de cogumelos, acrescente mais azeite na frigideira e doure o eryngui da mesma maneira.
6. Com uma faquinha, remova o caule dos shiitakes e doure na frigideira, acrescentando um pouco de azeite e temperando com sal e pimenta-do-reino. Vire para dourar dos dois lados. Transfira para o prato, junto com os outros cogumelos.
7. Prepare o shimeji: com as mãos, separe em floretes. Repita o procedimento dos outros cogumelos: doure, tempere e reserve.
8. Por último, fatie grosso os dentes de alho e refogue na frigideira. Retire para não queimar.
Para a massa
Ingredientes
300 g de talharim
azeite, o quanto baste
4 ovos
Modo de preparo
1. Quando a água começar a ferver com bolhas grandes, coloque o macarrão para cozinhar, conforme as instruções da embalagem.
2. Enquanto o macarrão cozinha, prepare os ovos fritos. Separe as gemas das claras. Numa frigideira, aqueça um pouco de azeite e coloque somente as claras. Quando elas ficarem branquinhas, com cuidado, acomode as gemas, uma a uma, deixando um bom espaço entre elas. Para deixar as gemas bem molinhas, desligue o fogo e tampe a frigideira.
3. Reserve um pouco da água do cozimento e escorra o macarrão. Volte à panela e junte os cogumelos e o alho. Regue com um pouquinho da água do cozimento e misture delicadamente.
Montagem
Num prato, coloque um pouco das folhas verdes e regue com a emulsão de limão. Com um garfão de cozinha, enrole uma porção de macarrão e transfira para o prato, ao lado das folhas de salada. Se quiser o ovo bem redondinho, use um cortador; caso contrário, corte com uma espátula e coloque sobre o macarrão. Tempere com pimenta-do-reino moída na hora, um fio de azeite, junte algumas folhas de salsinha e sirva a seguir.
Quarta-feira, 13 de junho de 2012
Há tempos eu não ia a uma festa junina tão caprichada. No último fim de semana, abri a minha temporada caipira em um arraial no sítio de um casal de amigos. Não resisti e tive de clicar alguns detalhes da decoração e dos quitutes, que estavam lindos, como você vê nas fotos...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 14:38
Há tempos eu não ia a uma festa junina tão caprichada. No último fim de semana, abri a minha temporada caipira em um arraial no sítio de um casal de amigos. Não resisti e tive de clicar alguns detalhes da decoração e dos quitutes, que estavam lindos, como você vê nas fotos acima.
Como hoje é dia de Santo Antônio, resolvi dividir as imagens, cheias de ideias inspiradas da minha amiga. Logo na entrada, muitas flores e balões indicavam o caminho. (Uma alternativa bem original para substituir as tradicionais bandeirinhas.) A imagem de Santo Antônio também não poderia faltar. As toalhas de mesa foram feitas com alguns metros de chitão (uma chita com flores grandes) – que eu adoraria usar no dia a dia. Uma alegria só. Outra ótima ideia foi a recreação oferecida para as crianças, feita por moradores locais – assim como os músicos, todos da cidade, que tocavam moda de viola, antes da quadrilha começar.
Já a parte das comidinhas e das bebidas, nem vai caber aqui, com tantas gostosuras servidas. Os doces mineiros, para mim, foram a grande atração. Olha o doce de abóbora em formato de flor!
Mas para não parecer que eu vim aqui só para contar vantagem, fiz uma seleção de receitas juninas para você dar um gostinho de festa caipira no dia a dia.
Doce de leite
Doce de abóbora
Pipoca doce
Curau
Pamonha
Cocada
Canjica light
Vinho quente
Quentão
Amendoim picante
Caldo verde
Quarta-feira, 6 de junho de 2012
Quando pensei no Especial Dia dos Namorados aqui do blog, priorizei receitas com ar de romance, que pudessem ser feitas a quatro mãos – e cheias de tons de vermelho, para seduzir à primeira vista.
Mas não pude deixar de pensar nas pessoas que não estão nem um pouco...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:04
Quando pensei no Especial Dia dos Namorados aqui do blog, priorizei receitas com ar de romance, que pudessem ser feitas a quatro mãos – e cheias de tons de vermelho, para seduzir à primeira vista.
Mas não pude deixar de pensar nas pessoas que não estão nem um pouco nesse clima. Dia dos Namorados também é ótimo para solteiros se unirem! Entre um clique e outro do especial, elaboramos uma bebidinha cheia de sabor e de estilo, ideal para uma turma de amigos.
Recentemente, no Cozinha Prática, fiz uma salada de laranja com coentro – que é uma delícia. E várias outras vezes já comentei sobre a incrível combinação de sabores da mexerica com o coentro. É surpreendente. Em casa, vira e mexe fazemos suco de mexerica com coentro... Espera aí: e se a gente colocar um pouco de vodca?
O resultado é essa incrível a caipirosca, tão atraente e deliciosa quanto o Bellini de Goiaba , dos namorados. Então, a dois ou entre amigos (ou até sozinho), tem aí mais uma opção de drinque.
Caipirosca de mexerica com coentro
Faz uma taça
Ingredientes
2 mexericas
7 folhas de coentro
¼ de xícara de vodca
gelo a gosto
Modo de preparo
1. Lave e seque bem as mexericas e as folhas de coentro.
2. Descasque uma mexerica, parta ao meio e coloque num copo resistente. Adicione as 5 folhas de coentro e, com um soquete, amasse bem.
3. Transfira o suco para uma taça, passando por uma peneira. Junte a vodca.
4. Com uma faca bem afiada, corte 3 fatias bem finas da mexerica com casca – elas serão usadas para decoração.
5. Coloque na taça um pouco de gelo (de preferência britado), apoie as fatias de mexerica e complete com mais gelo. Junte as folhas de coentro restantes e: arriba, abajo, al centro y adentro!
Foto: Gilberto Oliveira Jr
Terça-feira, 5 de junho de 2012
Vinho espumante – seja ele prosecco, champanhe, cava – dá o tom de celebração. Do nosso baú de receitas saem três drinques clássicos com a bebida. O Kir Royal, que mistura ao vinho um pouco de licor de cassis e, muitas vezes, leva uma cereja – e haja amor para aguentar tanto...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:14
Vinho espumante – seja ele prosecco, champanhe, cava – dá o tom de celebração. Do nosso baú de receitas saem três drinques clássicos com a bebida. O Kir Royal , que mistura ao vinho um pouco de licor de cassis e, muitas vezes, leva uma cereja – e haja amor para aguentar tanto clichê numa taça só! Tem também o Mimosa , que mistura meio a meio suco de laranja e o vinho espumante (e, para mim, tem cara de brunch de hotel americano). O Bellini , clássico italiano, é feito com prosecco e purê de pêssegos, uma delícia. Ótima opção. Mas para dar o tom de novidade, fomos atrás de outras combinações.
Pensei em trocar o suco de pêssego pelo de goiaba. Uau, deu certo! Criei o meu primeiro drinque. Agora só falta o nome. Goiaba em inglês é guava. Yes! Guavalini , um primo mais tropical do Bellini . Ataques de riso – sim, já tínhamos ‘experimentado’ várias combinações – e mudamos o nome para Kir Goiaba. Que deboche, trata-se de um drinque romântico. Mimosa de goiaba? Goiaba Mimosa? Goiabini?
Lá fui eu perguntar ao Google se ele tinha opinião formada quanto ao nome. E não é que o drinque já existe! Parece ser bastante popular na Austrália. Lá, é chamado de Pink Guava Sparkling . Mas nos EUA é conhecido como... Guava Bellini . Não chegamos a uma conclusão quanto ao nome. Mas como bom humor é essencial para alimentar a relação, qualquer um desses serve. (Pessoalmente, fico entre Kir Goiaba e Guavallini.)
Para fazer o drinque, basta misturar 1 parte de suco de goiaba (do tipo néctar) com 3 de vinho espumante. Tudo tem de estar bem geladinho, inclusive a flute. Se quiser, dê uma misturadela com a bailarina, a colher longa de drinques.
Continue lendo o Especial de Dia dos Namorados...
Veja a receita, imprima ou envie.
Para ver todos os posts do especial, clique aqui.
Foto: Gilberto Oliveira Jr
Segunda-feira, 4 de junho de 2012
Quem assistiu ao último Cozinha Prática viu que preparei uma levíssima quiche de queijo de minas. Mas, acima de tudo, mostrei que uma receita com preparo em etapas só agiliza a vida na cozinha – e descomplica até aqueles pratos que parecem difíceis. Sei que muita gente...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:19
Quem assistiu ao último Cozinha Prática viu que preparei uma levíssima quiche de queijo de minas . Mas, acima de tudo, mostrei que uma receita com preparo em etapas só agiliza a vida na cozinha – e descomplica até aqueles pratos que parecem difíceis. Sei que muita gente deixa de fazer quiche só por achar o modo de fazer trabalhoso.
Uma quiche caseira, fresquinha e saindo do forno vale qualquer esforço! No entanto, o passo a passo fica suave e ridículo de fácil se a gente fizer a massa em um dia (levar à geladeira); no outro, assar a base e, no terceiro, misturar o recheio e colocar no forno.
Até proponho um desafio para esta semana de feriado prolongado. Que tal começar a colocar a mão na massa hoje para garantir uma torta maravilhosa para você e sua família na próxima quinta? Quem vai viajar também pode entrar nessa. Todo mundo vai adorar ter uma quiche-surpresa, que você tira da cartola em um passe de mágica.
Para ajudar na inspiração, além da quiche do programa, selecionei mais estas para você ter várias opções. Não vai ter desculpa!
- Quiche de alho-poró com alecrim
- Quiche de cebola caramelizada com queijo
- Quiche de queijo
- Quiche de roquefort e nozes
- Quiche Lorraine
- Quiche de queijo de minas com salada morna de alho-poró
Segunda-feira, 28 de maio de 2012
Tem coisa mais brasileira que panela de pressão? Para mim, é a imagem e o som das nossas cozinhas. Mas onde já se viu fazer a mais italiana das preparações na nossa panela?! Óbvio que não vai funcionar, Luiz Américo Camargo. Ah, sim, o Luiz é crítico de restaurantes do...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:36
Tem coisa mais brasileira que panela de pressão? Para mim, é a imagem e o som das nossas cozinhas. Mas onde já se viu fazer a mais italiana das preparações na nossa panela?! Óbvio que não vai funcionar, Luiz Américo Camargo. Ah, sim, o Luiz é crítico de restaurantes do Estadão , entre muitas outras funções. É também cozinheiro de mão cheia. E, de vez em quando, é meu conselheiro culinário. Outro dia, ele me perguntou se eu já tinha feito risoto na pressão.
“A proporção é diferente: em vez de três xícaras de caldo para cada xícara de arroz, use somente duas”, explicou Américo. O outro ponto importante é que, depois de 3 minutos apitando, o risoto está pronto.
Risoto feito na pressão é simplesmente incrível. O jantar fica pronto em menos de 10 minutos! A partir da dica do Luiz Américo, fiquei imaginando que, se é para fazer um risoto a jato, não faz sentido preparar o caldo antes. Tentei incluir na receita os vegetais aromáticos que fazem um caldo simples. Assista ao vídeo, perca o medo da panela de pressão e já pra cozinha!
VIDEO
Risoto na pressão – receita caprese
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: ridículo de tão rápido!
Para o risoto
2 xícaras (chá) de arroz para risoto, como o arbóreo
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada fino
1 cenoura ralada fino
1 talo de salsão fatiado fino
½ xícara (chá) de vinho branco
2 folhas de louro
3 cravos-da-Índia
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Na panela de pressão com capacidade para 6 litros, aqueça o azeite em fogo baixo. Junte a cebola picadinha e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.
2. Enquanto a cebola murcha, rale a cenoura na parte fina no ralador. Mexa a cebola na panela de vez em quando, para não queimar. Quanto ela estiver transparente, junte a cenoura ralada e misture bem.
3. Enquanto a cenoura cozinha um pouquinho, fatie fino o talo de salsão e junte à panela.
4. Junte o arroz, misture bem e tempere com mais um pouco de sal.
5. Regue com o vinho branco e misture até secar.
6. Junte 4 xícaras (chá) de água, o louro e o cravo-da-Índia. Tampe a panela e aumente o fogo para médio.
7. Quando começar a apitar, conte 3 minutos e desligue. Enquanto isso, prepare a caprese.
Para a caprese e finalização
Ingredientes
1 ½ xícara (chá) de mini-muçarela de búfala
1 ½ xícara (chá) de tomate do tipo grape
15 folhas de manjericão
½ xícara (chá) queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de manteiga
azeite a gosto
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Leve uma panelinha com 2 xícaras (chá) de água ao fogo médio.
2. Numa tábua, corte em metades os tomates e, em seguida, as muçarelas. Reserve
3. Quando o tempo de cozimento do risoto terminar, desligue o fogo e aguarde o vapor sair completamente para abrir a tampa. (Eu uso o truque do garfo. Assista ao vídeo.)
4. Abra a tampa e misture bem o risoto com uma colher de bambu. Verifique o ponto e o sabor. Se ainda estiver um pouco cru, ou ressecado, vá acrescentando a água quente e misturando bem
5. Quando estiver no ponto, acrescente o tomate, a muçarela, as folhas de manjericão e tempere com sal. Mexa bem, junte o parmesão e, se quiser, regue com mais um fio de azeite. Misture novamente e sirva a seguir.
Terça-feira, 15 de maio de 2012
O que seria da goiabada sem o queijo? E sorvete de creme sem calda de chocolate? Alguns acompanhamentos são tão importantes quanto a sobremesa principal. O próprio sorvete de creme, às vezes é estrela, mas vira acompanhamento principal com um torta de maçã. Muito...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:39
O que seria da goiabada sem o queijo? E sorvete de creme sem calda de chocolate? Alguns acompanhamentos são tão importantes quanto a sobremesa principal. O próprio sorvete de creme, às vezes é estrela, mas vira acompanhamento principal com um torta de maçã. Muito complexo?
Pois bem, o bolo de limão que apresentei no último Cozinha Prática, a receita mais acessada do Panelinha, ganha ares festivos com o glacê de açúcar e, principalmente, servido com o creme de chantilly . Ele é perfeito para quebrar aquele azedinho gostoso das receitas cítricas. Também fica ótimo com receitas a base de chocolate. E de frutas! Ele é imbatível. Curingão para dar um upgrade nas mais variadas sobremesas. E até no cafezinho.
Mas aquelas misturas que ‘batem chantilly, não tem nada a ver com o verdadeiro creme de chantilly, que é feito com creme de leite fresco e açúcar. Aliás, creme de leite é sempre uma questão. Vira e mexe eu recebo e-mails cheios de dúvidas. Basicamente, o que você precisa saber é que o creme de lata e o de caixinha passam por um processo de pasteurização muito potente que acaba com os microrganismos e, de certa forma, com sabor delicado do creme. É por isso que eles têm a validade maior.
Já o creme de leite fresco – que geralmente é encontrado no setor de laticínios resfriados do supermercado - também é pasteurizado, mas o processo é outra história, bem menos intenso. É como se o creme ainda fosse vivo, e por isso tem o frescor que os outros não apresentam. A validade é bem inferior: cerca de 10 dias.
Depois de aberto, dura até três dias na geladeira de casa – e aí começa a azedar. Além disso, o creme de leite fresco tem quase o dobro de gordura que os outros, e por isso ele é o único que bate o verdadeiro chantilly. Os outros que dizer bater ‘chantilly’ são plenos de gordura hidrogenada.
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Charles Naseh
Segunda-feira, 14 de maio de 2012
Maio está na metade e o Panelinha não poderia deixar de falar sobre as noivas que, ao lado das mães, são as estrelas do mês. No canal especiais, você confere receitas que as recém-casadas adoram: fáceis, rápidas e com um toque de glamour. Quem não quer impressionar o marido,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:37
Maio está na metade e o Panelinha não poderia deixar de falar sobre as noivas que, ao lado das mães, são as estrelas do mês. No canal especiais , você confere receitas que as recém-casadas adoram: fáceis, rápidas e com um toque de glamour. Quem não quer impressionar o marido, mas sem gastar muito tempo na cozinha?
Sei que o mês é dedicado a elas, as noivas, mas os pratos também valem para os noivos, tá? Se as mães não trataram de colocá-los na cozinha, as mulheres vão precisar doutriná-los! Cozinhar só no fim de semana já ajuda – mas não é o ideal.
Então, vamos todos para a cozinha: mulheres e maridos, noivos e noivas, mães e pais – e o quando antes os filhos entrarem na dança, melhor! Mas, por ora, para celebrar o momento a dois, selecionei uma receitinha cheia de sabores especiais, mas de preparação pra lá de simples: uma massa com salmão defumado e vodca. Ótima para começar bem a semana.
Orecchiette com salmão defumado
Ingredientes
150 g de macarrão do tipo orecchiette
½ colher (sopa) de manteiga
½ colher (sopa) de farinha de trigo
200 ml de creme de leite fresco
100 g de salmão defumado
2 colheres (sopa) de vodca
1 colher (chá) de endro picado
1 colher (chá) de ciboulette picada
pimenta-rosa, o quanto baste para decorar
Modo de preparo
1. Leve uma panela com água e 1 colher (sopa) de sal ao fogo alto. Quando ferver, acrescente o macarrão e deixe cozinhar conforme as instruções da embalagem.
2. Enquanto o macarrão cozinha, comece a preparar o molho. Leve uma panela pequena ao fogo baixo e coloque a manteiga para derreter. Junte a farinha de trigo e deixe cozinhar por 1 minuto, mexendo sem parar com as costas de uma colher de pau.
3. Retire do fogo e acrescente o creme de leite, de uma só vez, e mexa com um batedor de arame para não formar grumos. Volte ao fogo médio e deixe cozinhe por 5 minutos, mexendo sempre.
4. Junte a vodca, o endro, a ciboulette e deixe cozinhar por mais 1 minuto.
5. Desligue o fogo e acrescente o salmão defumado, cortando em tiras – com as mãos. Misture bem.
6. Escorra o macarrão, reservando um pouco da água do cozimento. Volte a massa à panela e junte o molho preparado. Misture bem. Se achar que está seco, regue com um pouco da água do cozimento. Polvilhe com grãos de pimenta-rosa e sirva a seguir.
Com a colaboração de Amanda Maia
13 de maio de 2012
As minhas leitoras aqui do Panelinha são danadas! Gostam de uma novidade. Foi só eu usar no programa as minhas xícaras medidoras de porcelana que os e-mails começaram a pipocar: “são lindas!”, “onde você comprou?”. Pois bem, como você sabe, o programa é gravado na minha...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:51
As minhas leitoras aqui do Panelinha são danadas! Gostam de uma novidade. Foi só eu usar no programa as minhas xícaras medidoras de porcelana que os e-mails começaram a pipocar: “são lindas!”, “onde você comprou?”. Pois bem, como você sabe, o programa é gravado na minha casa. E os meus utensílios são garimpados em viagens, em ferinhas de antiguidade. E é o caso desses medidores-padrão da foto. Foram trazidos de Nova York, de uma daquelas minhas idas para pesquisar tendências, comprar produção para o Panelinha.
Seja qual for o material ou o formato dos medidores-padrão, xícaras e colheres, eles são indispensáveis na cozinha. Os de plástico são mais em conta, mas não são os melhores para líquidos quentes, por exemplo. Nesse caso, o ideal é usar uma daquelas xícaras medidoras de vidro, que mais parecem uma jarrinha. Como elas costumam ter uma bordinha extra, também não derramam o leite ao ser transportado na bancada para a batedeira.
As minhas colheres medidoras são todas de aço inox. O jogo mais completo é formado por seis medidores: 1/8 de colher (chá), ¼ de colher (chá), ½ de colher (chá), 1 colher (chá), ½ colher (sopa) e 1 colher (sopa), que comporta 16 ml. Já a xícara-padrão comporta 240 ml e a colher (chá), 5 ml. A partir dessas medidas, as outras são fracionadas.
No Panelinha, somente receitas de confeitaria muito específicas têm as medidas em gramas, pois elas têm o preparo mais elaborado e costumam não funcionar se forem adaptadas às medidas caseiras. De todo modo, provavelmente, só pessoas com um mínimo de conhecimentos culinários vão tentar fazer o bolo Concord , por exemplo. Nesse caso, imaginamos que essas pessoas tenham em casa os equipamentos necessários, como uma balancinha digital de cozinha e mais as fôrmas adequadas.
Já a grande maioria do público, que começou a cozinhar conosco, ou que está começando, pode confiar num jogo de medidores para não errar as quantidades dos ingredientes das receitas. E, por isso mesmo, não é bom usar uma xícara qualquer para medir a farinha – ela pode comportar bem mais, ou bem menos, do que os 240 ml da xícara-padrão.
Além de usar colheres e xícaras medidoras, eu descobri que a maneira mais prática para nunca errar o preparo das receitas, especialmente quando você está começando a cozinhar, é fingir que vai apresentar um daqueles programas de culinária antigos, separando todos os ingredientes já em potinhos. Até porque é muito chato descobrir que acabou o açúcar quando a manteiga já está na batedeira!
Separe todos os ingredientes na medida sugerida e depois leia e releia o preparo da receita. Você vai ver que dá para aprender a cozinhar lendo receitas e seguindo o passo-a-passo. Depois, com o tempo, você solta a franga e começa a inventar os seus pratos. Mas as técnicas culinárias, mesmo que intuitivamente, você já vai ter absorvido.
Quinta-feira, 3 de maio de 2012
Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Na cozinha, com certeza, a resposta é o ovo. Não tem jeito melhor de aprender a cozinhar do que fazendo omelete, ovo mexido, cocotes.
Ovos são generosos: mesmo errando a gente acerta. O cozinheiro de primeira viagem cria confiança...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:14
Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Na cozinha, com certeza, a resposta é o ovo. Não tem jeito melhor de aprender a cozinhar do que fazendo omelete , ovo mexido , cocotes .
Ovos são generosos: mesmo errando a gente acerta. O cozinheiro de primeira viagem cria confiança e, num piscar de olhos, está fazendo maionese caseira , carbonara , e tantas outras maravilhas em que ovos se transformam.
Com alguns ovos à mão, e boas receitas na cabeça, ninguém passa fome. É por isso mesmo que eles nunca faltam na geladeira do solteiro. Mas para deixar a omelete mais atraente e saudável o ideal é servi-la com uma salada de verdes . E, acredite, se na sua geladeira só tem ovo, requeijão e cerveja, um pezinho de alface vai trazer novos energias!
O molho, que geralmente é coadjuvante de uma boa salada, ganha papel especial no episódio. Ensino três tipos: limão com alho; vinagrete de mostarda; balsâmico e mel . Todos fáceis e rápidos, do jeito que todo solteiro gosta. Eles ainda podem ser armazenados em garrafinhas de vidros, dessas que a gente às vezes esquece de mandar para a reciclagem e ficam em algum canto da casa.
No episódio da omelete a jato você também vê:
Utensílio indispensável – um conjunto de tigelas de inox
Truque culinário – uma fórmula para não errar o preparo do molho
Ingrediente-curinga – salsinha: uma bomba de vitamina C disfarçada de verde
Seleção – eu não vivo sem um bom moedor de pimenta!
Biblioteca - Ovos, Michel Roux, (Larousse), uma das melhores publicações sobre esse ingrediente
Como o assunto também é cozinhar só para si, reveja o One is Fun , um blog repleto de receitas para um.
Cozinha Prática, no GNT
Programa inédito: quinta, às 21h15
Horários alternativos:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
quinta – 18h45
Fotos: Charles Naseh
Sexta-feira, 27 de abril de 2012
É só terminar o Cozinha Prática que o meu telefone toca: “Oi, filha! Estava ótimo!”. Mas na última quinta, minha mãe me ligou antes mesmo de o programa começar. “Vai ser frango assado? Mas alguém não sabe fazer frango assado? Até eu sei...”, ela se gabou.
A freguesia...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:42
É só terminar o Cozinha Prática que o meu telefone toca: “Oi, filha! Estava ótimo!”. Mas na última quinta, minha mãe me ligou antes mesmo de o programa começar. “Vai ser frango assado? Mas alguém não sabe fazer frango assado? Até eu sei...”, ela se gabou.
A freguesia aqui do blog conhece histórias dos meus filhos, dos meus pais. Vivo falando da minha família. Então, não é novidade que minha mãe não é muito chegada nas panelas. Não sei se ela não sabe ou não gosta de cozinhar. O que eu poderia dizer em relação ao frango assado? Pois é, mãe, tem gente que não sabe; ou ainda, se sabe, por que não faz? Optei pela primeira frase.
Pois bem, o programa terminou e o telefone tocou novamente: “Nossa, filha, esse frango é bem diferente!”. Ufa, salva pelo soro mágico, o meu truque para deixar o frango assado macio, suculento e com a pele crocante.
Veja aqui a receita passo a passo do frango assado com polenta mole e pesto brasileiro, que mostrei no programa Cozinha Prática
A fórmula básica é como se fosse um soro, daqueles que se faz para criança não desidratar, mas numa proporção poderosa – e inversa, coloco mais sal e menos açúcar. É só misturar 1 xícara (chá) de sal com ¼ xícara (chá) de açúcar, espalhar bem, por fora e por dentro, e depois cobrir o bicho com água. Também dá para juntar uma cebola fatiada para dar sabor.
Deixo o frango por 40 minutos, fora da geladeira, e depois enxáguo bem para tirar o excesso de tempero. Antes de levar ao forno, seco a ave com um pano de prato limpo. Quanto mais seco ele estiver, mais crocante fica a pele.
Ah! Um detalhe importante: ele fica fora da geladeira porque deve estar em temperatura ambiente quando entrar no forno. Sabe por quê? Se ele estiver gelado, resfria o forno quente e a carne não vai ser selada. O resultado é um frango ressecado.
No programa, brinco que vou fazer um frango sabor frango. E fica mesmo uma delícia um frango assado sem distrações de outros ingredientes. Mas, como frango assado deveria ser uma comida cotidiana, a gente também pode variar. Veja a seguir algumas combinações de sabores que dão roupa nova ao frango de sempre.
Bons casamentos de sabores:
Laranja e alecrim
Orégano e alho
Gengibre e coentro
Curry e salsinha
Mel e vinho tinto
Geleia de damasco e cebola
Abacaxi e pimentão
Veja aqui algumas opções de receitas de frango assado .
Essas são só algumas ideias. Experimente também criar os seus temperos – aliás, um ótimo exercício para deixar o paladar cada vez mais apurado.
Quinta-feira, 26 de abril de 2012
O programa desta semana tem um sabor especial. E não estou me referindo apenas ao prato, um frango assado com polenta mole, inspirado numa receita da minha bisavó. O episódio tem como pano de fundo um tema que eu adoro: alimentar as relações. Cozinhar em família tem essa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:15
O programa desta semana tem um sabor especial. E não estou me referindo apenas ao prato, um frango assado com polenta mole , inspirado numa receita da minha bisavó. O episódio tem como pano de fundo um tema que eu adoro: alimentar as relações. Cozinhar em família tem essa vantagem. Não é fácil doutrinar marido e filhos. Mas vale o esforço.
É verdade que um frango assado leva tempo para ficar pronto. Ele precisa de 40 minutos para hidratar e, depois, mais de uma hora no forno. Mas, enquanto isso, o marido pode ir lavando a salsinha do pesto (sim, tem um pesto diferente no cardápio!), os filhos separam os pratos e copos e arrumam a mesa, todo mundo conversa, coloca as novidades da semana em dia e aproveita o tempo para ficar junto – o que às vezes é praticamente impossível na correria do dia a dia.
Para mim, nenhuma receita representa melhor o almoço em família do que o frango assado. Por isso a ave também virou ícone na arte do programa. O abajour, o puxador da tampa da panela, o bordado do guardanapo, todos de galo. (Talvez você não tenha notado, mas cada um dos episódios do Cozinha Prática tem um tema predominante na decoração.) Essa harmonia com a receita ajuda a contar a história do prato.
No episódio do frango assado você também vê:
• Utensílio indispensável - como escolher uma boa faca. Você sabe?
• Truque culinário - uma receita de pesto em versão abrasileirada, com salsinha e castanha de caju.
• Ingrediente-curinga - polenta instantânea, um ingrediente que n˜åo pode faltar na despensa.
• Seleção - modelos de vários tipos de travessa para servir o frango. Também vale pegar aquela que foi da sua avó, que foi o que eu fiz.
• Biblioteca - A arte da comida simples, de Alice Waters (Editora Agir).
Veja aqui opções de receitas de frango assado .
Assista aqui ao vídeo com o passo a passo do molho pesto abrasileirado
Programa inédito: quinta, às 21h15
Horários alternativos:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
quinta – 18h45
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Charles Naseh
Terça-feira, 24 de abril de 2012
Algumas combinações de sabores são imbatíveis. Tudo dá certo quando a gente junta tomate com muçarela de búfala e manjericão. Caprese é um clássico da culinária italiana. E também é unanimidade no quesito beleza à mesa. O visual tricolor, com os tons da bandeira da Itália,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:14
Algumas combinações de sabores são imbatíveis. Tudo dá certo quando a gente junta tomate com muçarela de búfala e manjericão. Caprese é um clássico da culinária italiana. E também é unanimidade no quesito beleza à mesa. O visual tricolor, com os tons da bandeira da Itália, faz da caprese um prato irresistível até para quem não é muito fã de saladas.
A versão tradicional vira um ótimo recheio para a piadina: tem sabor adocicado do tomate, a cremosidade da muçarela, o perfume azedinho do manjericão, tudo isso dentro de um pão crocante e quentinho.
A caprese pode ir muito além. Ela vira lanchinho nutritivo para as crianças, sanduíche prático para comer no trabalho e dá aquela animada na massa de domingo. Veja algumas opções de receitas que separei para inspirar o seu cardápio.
- Salada caprese clássica
- Salada caprese com ovinhos para as crianças
- Salada caprese com pesto
- Salada de macarrão caprese
- Sanduíche caprese
- Piadina caprese
- Piadina integral com caprese
- Risoto caprese
Com a colaboração de Amanda Maia
Sexta-feira, 20 de abril de 2012
O programa desta semana é dedicado àqueles dias em que a gente chega em casa e o cansaço é tão grande, tão grande, que o restinho de energia parece que só vai dar para abrir uma lata de atum. Pois é justamente nessas horas que a gente deveria transformar a cozinha num lugar...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:48
O programa desta semana é dedicado àqueles dias em que a gente chega em casa e o cansaço é tão grande, tão grande, que o restinho de energia parece que só vai dar para abrir uma lata de atum. Pois é justamente nessas horas que a gente deveria transformar a cozinha num lugar terapêutico!
Nada melhor que brincar de massinha para acabar com o estresse. Por isso, decidi preparar a piadina, um pão feito na frigideira, que faz sucesso aqui no Panelinha desde a primeira vez em que foi publicado.
Veja aqui nossas receitas de piadina.
E mais! O programa também mostra:
• utensílio indispensável – como escolher a frigideira antiaderente ideal, seja para fazer a piadina ou qualquer outra preparação;
• truque culinário – congelar a massa do pão porcionada e já embalada em filme é uma mão na roda, mas o melhor é que quanto mais cheio o congelador, menos ele trabalha, sabia?
• ingrediente-curinga – azeite é multiuso e fácil de personalizar, aromatizando com os temperos que você gosta;
• seleção – saca-rolhas que todo mundo consegue usar;
• biblioteca – Vinho e Comida , de Joanna Simon (Cia das Letras), ideal para quem quer aprender sobre harmonização. Tem coisa mais chique que fazer o pão e tomar o vinho certo?
Veja mais dicas e informações desse episódio na página do Cozinha Prática no site do GNT.
Panela véia?
Não! Frigideira antiaderente não pode ser daquelas antigas e baratinhas que descascam à medida que a gente vai lavando. Aí, minha amiga, sinto em dizer mas as boas são mesmo caras. O ideal é que a frigideira tenha fundo triplo, que distribui o calor por igual; o melhor cabo é o de inox, que não derrete e pode ir ao forno (isso porque, se o frango grelhado está pronto, mas as crianças ainda não estão à mesa, a melhor maneira de mantê-lo aquecido é no forno, na própria frigideira).
Outro ponto: se der, compre uma frigideira com todas essas características e que ainda tenha tampa. É bem útil. Indispensável se você gosta de fazer hambúrguer , por exemplo.
Assista ao vídeo com o passo a passo da piadina na página do Cozinha Prática no site do GNT.
Programa inédito: quinta, às 21h15
Horários alternativos:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
quinta – 18h45
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Charles Naseh
Quarta-feira, 18 de abril de 2012
A semana passou num sopro – como a última receita do Cozinha Prática, uma levíssima musse que vira suflê de chocolate , que cresce graças ao ar das claras em neve! (Ah, sim, não estou me referindo a semana de segunda a domingo, mas da última quinta, quando passa o programa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:35
A semana passou num sopro – como a última receita do Cozinha Prática, uma levíssima musse que vira suflê de chocolate , que cresce graças ao ar das claras em neve! (Ah, sim, não estou me referindo a semana de segunda a domingo, mas da última quinta, quando passa o programa inédito, até hoje!)
Aliás, quem perdeu a receita da semana passada ainda tem duas chances para assistir. Uma é na reprise das 18h45 (toda quinta tem repeteco essa hora!); a outra é no vídeo com o passo a passo da receita, disponível no site do GNT . Mas não é o programa na íntegra, já aviso!
Muita gente escreveu perguntando onde comprar um joguinho de ramequins, essas tigelinhas caneladas, que usei para fazer o suflê. Deixei para responder aqui: o jeito mais fácil que eu conheço de encontrar as coisas perto de casa (ou para comprar pela internet) é dando um Google! Procure por ramequim e também por tigela canelada e escolha entre centenas de opções. Elas são multiuso na cozinha. Essenciais para fazer um suflê perfeito, mas ótimas para fazer tortinhas individuais, servir saladas e até sopinhas.
Hoje é dia de programa inédito e ainda nem falei aqui da calda de chocolate que comentei lá, na semana passada. O segredo é colocar uma colherinha de cachaça. Não é para crianças! Mas transforma uma sobremesa infantil, como sorvete de creme com calda de chocolate, numa sobremesa mais elaborada. E melhor ainda se o sorvete for especial, como de pera, por exemplo, que a gente encontra nessas sorveterias italianas. Adoro!
A receita da calda está a seguir. Mas, antes, como o programa está saindo do forno, e nem eu decorei todos os horários, aproveito para informar aqui:
Programa inédito: quinta, às 21h15
Horários alternativos:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
quinta – 18h45
Calda de chocolate com cachaça
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: 15 minutos
Esta calda vai muito bem com bolos e sorvetes. Melhor ainda se for com bolo e sorvete!
Ingredientes
½ xícara (chá) de chocolate em pó
½ xícara (chá) de leite
½ xícara (chá) de açúcar
50 g de manteiga
½ colher (sopa) de cachaça
Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 5 minutos, misturando de vez em quando. Desligue e, se der, aguarde 15 minutos antes de servir. Fica melhor com esse tempinho de descanso. Se quiser, aqueça novamente.
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Foto: Charles Naseh
Quarta-feira, 11 de abril de 2012
Se tem um ingrediente que vale o investimento é um bom queijo para ralar. Aqueles de saquinho ficam parecendo isopor salgado, se comparados ao parmiggiano reggiano, o verdadeiro parmesão italiano. Mas o preço dele é um susto!
Hoje no Brasil, porém, são produzidas boas...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:47
Se tem um ingrediente que vale o investimento é um bom queijo para ralar. Aqueles de saquinho ficam parecendo isopor salgado, se comparados ao parmiggiano reggiano , o verdadeiro parmesão italiano. Mas o preço dele é um susto!
Hoje no Brasil, porém, são produzidas boas opções desse tipo de queijo. É só pesquisar que você encontra. Procure por queijos tipo parmesão e também grana padano.
Com um bom queijo ralado na hora até macarrão na manteiga que vira prato gourmet. Além de dar sabor a massas, saladas, simples folhas verdes, ficam super elegantes com lascas de parmesão.
A melhor maneira de fazer essas lasquinhas, porém, não é no ralador. Use um descascador de legumes – segredinho de chef, bom de a gente usar na cozinha de casa!
Veja aqui como fazer a receita de cesta de parmesão com figo, rúcula e presunto cru
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Foto: Charles Naseh
Terça-feira, 10 de abril de 2012
Quem assistiu ao episódio de estreia do Cozinha Prática, no GNT, deve ter percebido que o brócolis assado ao alho e óleo do talharim também pode ser servido sozinho, sem a massa, como acompanhamento de carnes, aves ou peixes. Mas, como nem todo mundo conseguiu ver, não custa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:31
Quem assistiu ao episódio de estreia do Cozinha Prática , no GNT, deve ter percebido que o brócolis assado ao alho e óleo do talharim também pode ser servido sozinho, sem a massa, como acompanhamento de carnes, aves ou peixes. Mas, como nem todo mundo conseguiu ver, não custa dar a dica.
Na minha casa, brócolis é sempre feito dessa maneira, assado ao alho e óleo, com um pouco de queijo parmesão, e mais umas ervinhas para perfumar. Sálvia é o par perfeito. Mas com alecrim também fica uma delícia. Vai usar salsinha? Deixe para polvilhar depois que o brócolis sai do forno – essa é uma erva que fresca fica mais gostosa; já as duas anterior, assadas ficam mais saborosas.
E se você não tem nenhuma erva fresca em casa? Ué, faça sem. Tendo alho e azeite, sal e pimenta, está ótimo. Quer dizer, do parmesão eu não abro mão. E sempre tem na minha geladeira!
Brócolis assado ao alho e óleo
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: 30 minutos
Ingredientes
1 maço de brócolis japonês
2 colheres (sopa) de vinagre
2 colheres (sopa) de sal
4 dentes de alho
2 folhas de louro
8 folhas de sálvia
1 limão
3 colheres (sopa) de parmesão ralado
1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva
pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média).
2. Enquanto isso, separe o brócolis em floretes pequenos, que caibam na boca em uma garfada. Com uma faca, corte a parte mais grossa do talo de cada buquê. (Você pode reservar esses talos para preparar uma sopa ou cortar em rodelinhas para assar com os floretes). Lave os floretes em água corrente e transfira para uma tigela com água, sal e vinagre.
3. Separe, lave e seque os dentes de alho, sem descascar, caso queira um sabor delicado; caso contrário, descasque e corte em fatias grossas. Lave e seque as folhas das ervas. Lave o limão e corte um fatia fina da casca (sem a parte branca, que deixa um sabor amargo não desejado caso alguém queira comê-la).
4. Escorra bem o brócolis. Unte um refratário com azeite e distribua os floretes, os dentes de alho, as ervas e a fatia de limão. Regue com mais azeite e tempere com pimenta-do-reino moída na hora. Polvilhe o queijo parmesão ralado e leve ao forno para assar por 20 minutos. Como o queijo é salgado, e o brócolis já ficou de molho em água salgada, não precisa de mais sal.
Segunda-feira, 9 de abril de 2012
Sabe quem está disputando as glórias culinárias pau a pau com a receita de talharim do primeiro episódio de Cozinha Prática? Sabe? A tábua de bambu! Brincadeiras à parte, mas a versão modernizada da antiga tábua de madeira fez o maior sucesso. Não é à toa: é bonita,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:36
Sabe quem está disputando as glórias culinárias pau a pau com a receita de talharim do primeiro episódio de Cozinha Prática? Sabe? A tábua de bambu! Brincadeiras à parte, mas a versão modernizada da antiga tábua de madeira fez o maior sucesso. Não é à toa: é bonita, higiênica e de fácil manutenção.
Essas tábuas podem ser encontradas em lojas de utensílios domésticos e até mesmo na área de bazar de supermercados mais completos – basta dar um google que você encontra várias opções disponíveis em lojas físicas e virtuais.
Basicamente, dá para dizer que elas são divididas em dois tipo: as mais fininhas, leves, que são ótimas para quem não tem muito espaço; e as pranchas, mais robustas, que podem morar sobre a bancada da cozinha. Além de serem pau pra toda obra, elas enfeitam e dão alma para cozinha.
Há uma boa variedade de marcas, nacionais e importadas. Uma tábua de cerca de 40 x 30 cm, com espessuras variadas, pode custar de R$ 36,90 a R$ 379,00. Não dá para dizer que sejam exatamente o mesmo produto, mas isso mostra que há opções para todos os bolsos.
Talvez as duas marcas mais conhecidas sejam a Welf , nacional, que produz uma infinidade de utensílios domésticos em bambu, inclusive tábuas e pranchas de variados tamanhos e formatos, e a alemã Zwilling J.A. Henckels , que tem produtos à venda nas melhores casas do ramo.
Há muitas outras opções no mercado. Veja no link abaixo duas sugestões que selecionamos numa busca rápida na internet:
- Tábua de bambu Dynasty (30 x 40 cm) por R$ 36,90 na Camicado
- Prancha de bambu gourmet Tyft (36 x 46 cm) por R$ 155 na Roberto Simões
Conservação
Na página Facebook/Panelinha , a Sabrina Silva pergunta sobre a conservação das tábuas. Segundo um dos principais produtores de utensílios de bambu, as principais dicas são:
- lavar com água e pouco detergente neutro;
- não deixar de molho;
- secar imediatamente após lavagem;
- não lavar na lava-louça;
- guardar em local arejado.
Sempre que o bambu começar a ressecar, aplique na tábua seca e limpa um fina camada de óleo mineral e deixar secar.
Em casa, deixo as tábuas em uso na bancada. Assim elas estão sempre tomando um arzinho, sabe? Quanto ao óleo mineral, que compro em farmácias, passo nas tábuas uma vez por mês.
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Charles Naseh
8 de abril de 2012
Quem está chegando agora por aqui talvez fique com a impressão de que eu sou uma pessoa meio sem assunto. Bem, de fato, um pouco monotemática eu sou. Não vou negar. Comida está sempre em destaque, seja aqui no site, nos meus livros, na seção da revista Lola e, agora, no...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:46
Quem está chegando agora por aqui talvez fique com a impressão de que eu sou uma pessoa meio sem assunto. Bem, de fato, um pouco monotemática eu sou. Não vou negar. Comida está sempre em destaque, seja aqui no site, nos meus livros, na seção da revista Lola e, agora, no Cozinha Prática , no GNT – você assistiu à estreia?
Mas isso também poderia ser considerado foco ou obsessão. E não é exatamente a isso que me refiro. A freguesia aqui do blog já sabe sobre o meu gosto por hambúrguer. Já falei amplamente sobre a preparação no post hambúrguer perfeito .
Se você fizer uma busca rápida aqui no Panelinha, vai descobrir que temos sete receitas de hambúrguer . Tem de peixe, de frango, de soja, de carne com aveia, de carne com trigo – que mais parece um hambúrguer de quibe.
Este mês foi a vez de Lola. Na seção Panelinha, mostramos num passo a passo fotográfico todos os truques para fazer um cheeseburger de gente grande. É esse aí da foto, feito com queijo gorgonzola. Ficou simplesmente irresistível.
Como eu não sou boa nem nada, marquei a foto em casa, bem na hora do almoço. O fotógrafo Charles Naseh registrou todas as etapas da preparação – e, depois, também do meu almoço! Olha só a minha cara de felicidade, prestes a devorar o cheeseburger. Este é o verdadeiro lanche feliz!
E o motivo de tanto destaque é simples: hambúrguer é mesmo uma opção maravilhosa para uma refeição informal e saudável. Especialmente se for servido com salada, em vez de pão. E, exceto os vegetarianos, todo mundo gosta. Crianças e adultos. A gente só não pode espalhar para os adolescentes rebeldes que hambúrguer caseiro não é comida junk. Deixa eles pensarem que estão fazendo a maior das contravenções à mesa. E se quiser deixar ainda mais punk, ofereça também esta maionese feita em casa . Mamãe moderninha, hein? Radical, mano.
Fotos: Charles Naseh
Sexta-feira, 6 de abril de 2012
Você assistiu o episódio de estreia de Cozinha Prática? A receita passo a passo está aqui: uma massa prática, saudável e saborosa, que fica pronta num palito. Quem perdeu o programa pode assistir às reprises nos seguintes horários:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado –...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:49
Você assistiu o episódio de estreia de Cozinha Prática? A receita passo a passo está aqui: uma massa prática, saudável e saborosa, que fica pronta num palito. Quem perdeu o programa pode assistir às reprises nos seguintes horários:
sexta – 08h45 / 13h15
sábado – 12h
quinta – 18h45
E o programa inédito é sempre as quintas, 21h15!
Na página do programa no GNT, você também pode ver a receita em vídeo .
Talharim com brócolis assado ao alho e óleo
Serve: 4 pessoas
Tempo de preparo: 30 minutos
Para o brócolis
Ingredientes
1 maço pequeno de brócolis japonês
2 colheres (sopa) de vinagre
2 colheres (sopa) de sal
4 dentes de alho
2 folhas de louro
8 folhas de sálvia
1 limão
3 colheres (sopa) de parmesão ralado
1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva
pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média).
2. Enquanto isso, separe o brócolis em floretes pequenos, que caibam na boca em uma garfada. Com uma faca, corte a parte mais grossa do talo de cada buquê. (Você pode reservar esses talos para preparar uma sopa ou cortar em rodelinhas para assar com os floretes). Lave os floretes em água corrente e transfira para uma tigela com água, sal e vinagre.
3. Separe, lave e seque os dentes de alho, sem descascar, caso queira um sabor delicado; caso contrário, descasque e corte em fatias grossas. Lave e seque as folhas das ervas. Lave o limão e corte um fatia fina da casca (sem a parte branca, que deixa um sabor amargo não desejado caso alguém queira comê-la).
4. Escorra bem o brócolis. Unte um refratário com azeite e distribua os floretes, os dentes de alho, as ervas e a fatia de limão. Regue com mais azeite e tempere com pimenta-do-reino moída na hora. Polvilhe o queijo parmesão ralado e leve ao forno para assar por 20 minutos. Como o queijo é salgado, e o brócolis já ficou de molho em água salgada, não precisa de mais sal.
Para o macarrão
Ingredientes
280 g de talharim (70 g por pessoa)
2 colheres (sopa) de sal
parmesão em lascas
pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de preparo
1. Quando colocar o brócolis no forno, leve ao fogo alto uma panela grande, com 4 litros de água e 2 colheres (sopa) de sal. Quando a água ferver, com bolhas bem grandes, coloque o macarrão e deixe cozinhar conforme as instruções da embalagem. Cuidado para não deixar o macarrão cozinhar demais, ele deve ficar al dente.
2. Antes de escorrer o macarrão, reserve uma xícara de água da panela. Escorra a seguir.
3. Retire o refratário com o brócolis do forno e junte o macarrão escorrido. Misture bem. Caso esteja com a aparência seca, junte um pouco da água do cozimento. Misture novamente.
4. Com um garfão de cozinha – quanto mais longos os dentes, melhor -, enrole o macarrão e transfira para o prato. Decore com os floretes de brócolis e coloque as lascas de parmesão sobre a massa. Sirva a seguir.
Cozinha Prática / GNT / Globosat
Fotos: Charles Naseh
Segunda-feira, 26 de março de 2012
Segunda-feira é dia de comidinhas leves, para compensar o fim de semana. Por isso, escolhi para hoje uma receitinha quase mágica: é integral, é de micro-ondas, serve de lanchinho na hora da fome, seja em casa ou no escritório, e até criança consegue fazer.
Vamos à receita?...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:50
Segunda-feira é dia de comidinhas leves, para compensar o fim de semana. Por isso, escolhi para hoje uma receitinha quase mágica: é integral, é de micro-ondas, serve de lanchinho na hora da fome, seja em casa ou no escritório, e até criança consegue fazer.
Vamos à receita?
Biscoito integral de micro-ondas
Ingredientes
1 ½ xícara (chá) farinha de trigo, integral
1 pitada de sal
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de óleo
4 colheres (sopa) de água
fubá apenas para polvilhar
Modo de preparo
1. Numa tigela, junte a farinha integral, a manteiga, o óleo e o sal e misture, com as mãos, até obter uma farofa.
2. Acrescente a água e misture bem.
3. Numa superfície limpa, trabalhe a massa até ficar lisa e uniforme.
4. Polvilhe o fubá sobre a superfície limpa e abra a massa, bem fina, com a ajuda de um rolo. Corte em quadrados de cerca de 3 cm.
5. Polvilhe com mais fubá sobre um refratário que vá ao micro ondas e distribua os biscoitinhos, deixando um espaço entre eles.
6. Leve ao micro-ondas por 2 minutos, em potência alta. Retire e deixe esfriar. Repita a operação com a massa restante.
7. Transfira para um recipiente com tampa e conserve em local seco e arejado.
Quinta-feira, 1 de março de 2012
Por motivos de força maior (ou amor materno), nos últimos anos fiquei obcecada por hambúrguer. Menos por comer, mais por fazer. Adivinha se é a comida favorita do meu filho? Um parêntese: por sorte, ele não considera o do McDonald’s hambúrguer. Ufa, fui salva pelo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:59
Por motivos de força maior (ou amor materno), nos últimos anos fiquei obcecada por hambúrguer. Menos por comer, mais por fazer. Adivinha se é a comida favorita do meu filho? Um parêntese: por sorte, ele não considera o do McDonald’s hambúrguer. Ufa, fui salva pelo gongo!
Hambúrguer feito em casa, caras mães, é uma opção muito saudável para o dia a dia. Especialmente se for sem pão, servido com salada e, óbvio, sem batata frita. (Digo óbvio mas talvez não seja tão óbvio assim. É que na minha casa não rola fazer fritura, e não só por motivos de saúde – a gente come batata frita fora de casa. Mas com a cozinha na sala, não há a menor chance de eu fritar alguma coisa.)
A questão aqui, porém, não é o acompanhamento, mas a carne. A medida que eu fui aprendendo sobre o preparo do hambúrguer, testando jeitos, lendo sobre o assunto, fui me apaixonando pela preparação.
Então, vamos direto ao ponto, pois eu quero muito que você experimente fazer hambúrguer desta maneira. A receita de cheeseburger está publicada no Panelinha – só o que muda é se você vai querer ou não acrescentar queijo e servir com pão. Mas aqui no blog, quis listar o conceito que está por trás de cada passo da preparação. Quando a gente entende o motivo, fica mais fácil de aprender a regra.
Foto: Charles Naseh
Carne e ponto
Colocar ovo e farinha de rosca é desnecessário com a carne certa. Essa ‘liga’ só faz sentido se a carne for muito magra. Mas se ela for magérrima, não serve para fazer um hambúrguer perfeito.
Gordinha e gostosa
A proporção ideal é de cerca de 20% de gordura. Tem gente que defende 30%. Não é o meu caso. Então, no dia de fazer hambúrguer, compro fraldinha, peço ao açougueiro que corte a gordura para calcularmos os pesos separadamente. Aí, sim, ele moi a carne com 20% de gordura.
Moída no dia
Você sabe que eu não sou uma pessoa cheia de frescura. Tenho dois filhos, duas enteadas, trabalho fora (mesmo que muitas vezes sem precisar sair da cozinha!). Como você, também não tenho tempo a perder. Isso tudo para dizer o seguinte: faz diferença usar carne fresca, sem ter passado pelo congelador, e moída no dia – tem gente que sequer admite que a carne não seja moída em casa. Mas eu detesto usar o processador de alimento. Então comprar a peça e pedir ao açougueiro para moer, no dia de fazer o hambúrguer, já está mais do que bom.
O sal
A carne não pode ser temperada, antes de fazer o bolinho. NÃO PODE. O sal é usado somente na hora em que o hambúrguer vai para a frigideira. Antes disso, o sal provoca uma reação que faz a carne fica massuda, um blocão. E a graça do hambúrguer é, justamente, a de ser tenro e suculento. Claro que a comparação é falha, mas nem filé mignon é tão macio quanto um hambúrguer. Por isso, na hora de grelhar o hambúrguer, seja generosa no sal: lembre-se de que ele ainda não foi temperado! O ideal é usar um sal mais grossinho, como flor de sal.
Gota d’água
Não me pergunte por quê. Li num artigo do Jeffrey Steingarten que misturar uma colherinha de água na carne deixa o hambúrguer mais crocante por fora, e leve por dentro. Testei e faz diferença.
Sem pressão
Na hora de fazer os bolinhos, evite comprimir a carne; quanto mais ‘arejada’, melhor. Na hora de grelhar, nem pense em apertar o hambúrguer contra a frigideira!
Forma e conteúdo
Não basta a qualidade de carne, o formato tem que ser perfeito. Faz diferença ter as laterais retinhas, como se fosse uma parede; o hambúrguer cozinha por igual, não fica queimado nas beiradas e frio no centro. (Na receita de cheeseburger tem o passo a passo explicadinho.)
O ponto
Tem que ser malpassado, no máximo ao ponto. Eu sei que gosto não se discute, mas hambúrguer bem passado é muito ruim, perde toda a graça de poder ser uma carne macia e suculenta. Melhor fazer quibe.
Pelando
Seja mal passado ou ao ponto, a frigideira, de preferência antiaderente, tem que estar soltando fumaça de quente. Só assim dá para selar a carne (para que os líquidos fiquem dentro dela). O hambúrguer fica tostadinho por fora, rosado por dentro. Perfeito.
A receita
Há outros truques e segredinhos. E eles estão todos descritos na receita de cheeseburger do Panelinha. Não deixe de ver – e de fazer!
Um último detalhe, porém, antes de eu voltar para a cozinha: o tamanho perfeito é de 180 gramas. Por isso, se você não tem uma balancinha, peça ao açougueiro embalar a medida exata num saquinho. Por exemplo, se vai fazer quatro hambúrgueres (gostou, professor Pasquale?), compre 720 gramas de fraldinha moída e, em casa, separe em quatro partes iguais. Assim, mesmo quem não tem uma balancinha pode fazer um hambúrguer perfeito, de 180 gramas!
Terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Depois que a nutricionista Marcia Daskal publicou este post, fiquei de olho na salsinha. Gosto do sabor, mas não era das ervas mais usadas na minha casa. Da minha cozinha sai muito alecrim, sálvia e manjericão. Esse último é sempre fresco; aquecido, manjericão perde o sabor....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:13
Depois que a nutricionista Marcia Daskal publicou este post , fiquei de olho na salsinha. Gosto do sabor, mas não era das ervas mais usadas na minha casa. Da minha cozinha sai muito alecrim, sálvia e manjericão. Esse último é sempre fresco; aquecido, manjericão perde o sabor. Já o alecrim e a sálvia só ficam bons depois de algum processo de cozimento: vale assar com frango, com batata, com abóbora...
Depois do post da Marcia, porém, salsinha em casa deixou de ser erva: virou folha de salada. Simples assim. Junto com alface e rúcula, coloco um punhado de folhas de salsinha. A salada fica mais saborosa – e poderosa. Salsinha é uma bomba de vitamina C, um potente antioxidante.
Mesmo assim, eu não fico salpicando salsinha a torto e a direito. E, por influência do escritor Luis Fernando Veríssimo, não suporto salsinha decorativa. Se está no prato, tem que ser funcional, para comer.
Com o passar dos anos, em casa, por algum desses mistérios do cotidiano, o trigo foi ganhando espaço e a salsinha virou coadjuvante no preparo do tabule. Aí não pode! Esses dias resolvi voltar a fazer tabule de verdade. Um tequinho de trigo, muita salsinha, hortelã e até cebolinha.
O resultado todo mundo conhece: a mais refrescante das saladas. E com poderes antioxidantes. O que mais a gente pode querer de uma salada?
Tabule ultra refrescante
Serve: 2 porções
Tempo de preparo: 15 minutos
Ingredientes
3 colheres (sopa) de trigo para quibe
2 tomates
5 talos de cebolinha
2 xícaras (chá) salsinha
1 xícara (chá) de hortelã
1 ½ colher (sopa) de suco de limão
¼ de xícara (chá) de azeite
1/8 de colher (chá) de canela em pó
¼ de colher (chá) de pimenta-da-jamaica
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Com a ajuda de uma peneira fina, lave o trigo sob água corrente. Aperte para secar e transfira para uma tigela. Caso não tenha uma peneira fininha, forre com um pano de prato limpo. Reserve.
2. Lave e seque o tomate. Corte na metade, retire as sementes e pique em cubinhos. Transfira os cubos para uma peneira e deixe escorrendo.
3. Lave e seque muito bem todas as ervas. Numa tábua, pique a salsinha, a hortelã e corte a cebolinha em rodelas finas. Junte com o trigo.
4. Junte o tomate escorrido ao trigo com as ervas. Tempere com o suco do limão, o azeite, a canela em pó, a pimenta-da-jamaica, sal, pimenta-do-reino a gosto e misture bem. Sirva a seguir ou leve à geladeira.
Fotos: Charles Naseh
Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Quem é leitor atento do Panelinha sabe que um dos segredos do purê de batata é a pitada de noz-moscada. Algumas raladas generosas e o purezinho vira o purê. Mas não vale noz-moscada em pó, tem que ralar na hora. Faz toda a diferença, na comprada já moída, o óleos essenciais...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:59
Quem é leitor atento do Panelinha sabe que um dos segredos do purê de batata é a pitada de noz-moscada. Algumas raladas generosas e o purezinho vira o purê. Mas não vale noz-moscada em pó, tem que ralar na hora. Faz toda a diferença, na comprada já moída, o óleos essenciais evaporam – e a especiaria perde o aroma. É o mesmo caso da pimenta-do-reino. Moída na hora é outra coisa.
As batatas precisam ser cozidas, depois amassadas e acrescidas de manteiga e leite. Outro truque: se as batatas ainda estiverem quentes, o leite também precisa ser quente; se estiverem amassadas e frias, o leite acompanha a temperatura, precisa estar frio. Caso contrário, o purê empelota.
Tem outros truques. Quem quiser um purê pra lá de cremoso pode colocar a batata amassada ainda quente na batedeira e ir acrescentando cubinhos de manteiga gelada. Quanto? Quanto você tiver coragem. Um espetáculo. Mas é para de vez em quando, num domingo de inverno, para acompanhar a picanha ou o rosbife.
Também dá para fazer purê rústico, amassado grosso com um garfão, sem manteiga, mas com azeite e salsinha. Outra coisa, mas é delicioso. Com um peixinho assado, com frango assado, perfeito.
Esses dias fiz uma combinação nova. Isto é, nova para mim, porque não existe receita nova. Quando você pensa que inventou alguma coisa, outra pessoa já fez. Ou então você é gênio – Adrià, Blumenthal. É bem provável que a sua mãe fizesse esta combinação durante toda a sua infância. Mas, para mim, teve gosto de novidade: purê de batatas com alho assado.
Simples assim. Mas que espetáculo. A questão é que eu não diria para você fazer a receita isoladamente. Não faz sentido aquecer o forno e deixar ele ligado por 1 hora só para assar uma cabeça de alho. Mas, se você for assar um frango, são outros quinhentos.
O frango assado fica para outro post. Mas preciso contar dele aqui porque o alho foi pro forno na assadeira com ele. Coloquei duas cabeças: uma você pode ver na foto, sem a “tampa”, e a outra, embrulhada no papel-alumínio. Depois de 1 hora e pouco, basta descascar os dentes de alho, amassar com um garfo e misturar bem com o purê. Depois, pensando, fiquei com a impressão de que, se eu tivesse passado os dentes pelo espremedor de batatas, nem precisaria descascar. Será que a sua mãe já fez isso? Ou você? Se alguém souber, pode me contar lá no Facebook/Panelinha .
Sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Já contei no último post que vou trabalhar no carnaval. Eu e uma equipe de 15 pessoas! Vamos gravar mais alguns episódios de 'Cozinha Prática', meu programa no GNT. (Pelo menos vou trabalhar em casa.)
Mas não pense que estou sofrendo com isso. Apesar do pé na cozinha, sou...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:06
Já contei no último post que vou trabalhar no carnaval. Eu e uma equipe de 15 pessoas! Vamos gravar mais alguns episódios de 'Cozinha Prática', meu programa no GNT. (Pelo menos vou trabalhar em casa.)
Mas não pense que estou sofrendo com isso. Apesar do pé na cozinha, sou um zero à esquerda no samba. E acho que vou continuar assim. Mas se você pretende sambar na cozinha, vou sugerir uma receita: o sorvete de baunilha da foto.
Para a revista Lola de fevereiro, adaptei à cozinha doméstica algumas receitas do Alberto Landgraf, chef do restaurante Epice. O meu objetivo é sempre o mesmo, que você encoste a barriga no fogão. Por isso o cuidado em fazer a adaptação de medidas e, às vezes, ingredientes. Mas nem sempre é possível dar aquela facilitada.
Para conseguir as lindas pintinhas pretas que dão sabor e charme a esse sorvete é fundamental usar a baunilha em fava. Nada de essência ou extrato.
O outro ponto é a sorveteira. Claro que o processo fica todo mais simples com ela. Mas, sem o aparelho, também dá para fazer o sorvete. Você vai sambar, mas dá certo!
Sorvete de baunilha
Tempo de preparo: 30 minutos + 30 minutos na sorveteira + 1 hora no congelador
Ingredientes
1 xícara (chá) de creme de leite
1 xícara (chá) de leite
4 gemas
1/3 de xícara (chá) de açúcar
½ fava de baunilha
Modo de preparo
1. Corte a fava na metade, no sentido do comprimento. Com a ponta da faca, raspe as sementinhas e transfira para uma panela com o leite. Junte também a fava raspada e leve a panela ao fogo médio, sem deixar ferver. (A outra metade você pode colocar no açucareiro para aromatizar o açúcar.) Desligue e deixe o leite tomando o gosto da baunilha por 20 minutos. Retire a fava.
2. Numa tigela, coloque o creme de leite e leve à geladeira.
3. Em outra tigela, junte as gemas com o açúcar e bata muito bem.
4. Após os 20 minutos, misture o leite com as gemas batidas, até formar uma mistura uniforme. Leve a mistura ao fogo baixo e mexa sem parar até que a primeira bolha de fervura apareça. Desligue o fogo.
5. Retire o creme da geladeira e, imediatamente, junte o conteúdo da panela, passando por uma peneira. Usar o creme de leite gelado é o truque do chef Alberto Landgraf para intensificar o sabor de creme do sorvete.
6. Deixe esfriar completamente antes de levar à sorveteira. Bata até engrossar e leve ao congelador. Deixe firmar por 1 hora, antes de servir.
Sorvete sem sorveteira
Coloque a mistura em uma tigela funda, de plástico ou de inox, e leve ao congelador. Após 45 minutos, verifique se a mistura já está começando a congelar nas beiradas. Caso sim, bata vigorosamente com um batedor de arame. Leve ao freezer novamente. Repita o procedimento a cada 30 minutos, batendo com força à medida que a massa for congelando. Fica no ponto após umas 3 horas.
Foto de Charles Naseh
Sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Sabe qual o primeiro passo para entrar numa cozinha profissional? Bem, se a cozinha em questão for a do premiado chef Alberto Landgraf, do restaurante Epice, é fazendo pães. Não é o padrão. Preparar saladas talvez seja a porta de entrada mais comum. Ou descascar batatas....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:35
Sabe qual o primeiro passo para entrar numa cozinha profissional? Bem, se a cozinha em questão for a do premiado chef Alberto Landgraf, do restaurante Epice, é fazendo pães. Não é o padrão. Preparar saladas talvez seja a porta de entrada mais comum. Ou descascar batatas. Achei curioso.
Há tempos eu estava querendo dar uma olhada de perto no trabalho dele. Para a edição de fevereiro da Lola, fui até o Epice aprender a receita de brioche que faz brilhar o couvert do restaurante. E não é que dá para fazer em casa? É praticamente um programa para o fim de semana.
Para a revista, além da receita de brioche, o chef também me ensinou o preparo de um elegante pudim de pão – quer dizer, pudim de brioche. Chiquérrimo! E, para completar a sobremesa, fizemos um levíssimo sorvete de baunilha. Corre lá na banca pra ver.
Um último detalhe: adaptei as medidas para cozinha doméstica, transformando gramas em xícaras, mas mantive o preparo igualzinho, usando o batedor gancho para fazer a massa na batedeira. Mas também vale colocar os ingredientes numa tigela bem grande e misturar com as mãos, até formar uma massa homogênea. Isso significa que os passos 2 e 3 da receita a seguir serão feitos manualmente. Leva mais tempo, é trabalhoso, mas dá certo.
Brioche de fôrma
Faz: dois brioches
Tempo de preparo: 20 minutos + 8 horas na geladeira + 2 horas em temperatura ambiente + 30 minutos para assar
Para esta receita, o ideal é usar uma batedeira que tenha batedor gancho, específico para fazer pães. Atenção: você vai precisar de duas fôrmas de bolo inglês de cerca de 22 cm x 10 cm cada.
Ingredientes
3 1/3 de xícara (chá) de farinha de trigo
1/3 de xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
30 g de fermento biológico fresco (dois tabletes)
5 ovos
250 g de manteiga
Opcional
1 ovo batido com 1 colher (sopa) de água para pincelar o pão antes de ir ao forno. Serve para dar brilho à massa.
Modo de preparo
1. Corte a manteiga gelada em cubos de cerca de 2 cm.
2. Na batedeira, com a ferramenta gancho, coloque a farinha, o açúcar, o sal e o fermento biológico, esfarelando os tabletes com os dedos. Comece a bater em velocidade baixa e vá juntando os ovos, um por vez, batendo bem entre cada adição.
3. Sem parar de bater, junte os cubos de manteiga, aos poucos. Deixe batendo por mais 10 minutos ou até formar uma massa homogênea.
4. Numa superfície bem enfarinha, trabalhe a massa delicadamente, sovando apenas algumas vezes, até desgrudar das mãos. Transfira para um recipiente com tampa e leve à geladeira por no mínimo 6 horas.
5. Corte a massa em duas partes iguais. Espalhe um pouco de farinha numa superfície e também no rolo. Abra cada massa até formar um retângulo de cerca de 20 cm x 30 cm.
6. Enrole cada retângulo como se fosse um rocambole e transfira para as fôrmas de bolo inglês.
7. Deixe a massa crescer em temperatura ambiente, numa área fresca, por 2 horas.
8. Preaqueça o forno a 220 ºC (temperatura alta). Se quiser, pincele a misturinha de ovo na massa. Quando o forno estiver bem quente, leve os pães para assar por 15 minutos. Abaixe para 100 ºC (temperatura baixa) e deixe assar por mais 15 minutos.
9. Retire do forno e deixe esfriar na própria fôrma. Sirva a seguir.
A foto do pão pronto é do Charles Naseh para revista Lola.
Terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sempre que dá, posto no Instagram o meu jantar – ou almoço. E, assim como você, nem sempre vou para a cozinha com uma receita. Vou fazendo. Sempre tenho uma ideia na cabeça, mas nem sempre uma receita na manga. Aliás, é daí que surgem muitas receitas, do meu dia a dia....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:52
Sempre que dá, posto no Instagram o meu jantar – ou almoço. E, assim como você, nem sempre vou para a cozinha com uma receita. Vou fazendo. Sempre tenho uma ideia na cabeça, mas nem sempre uma receita na manga. Aliás, é daí que surgem muitas receitas, do meu dia a dia.
Aí, coloco a foto na web, apenas por colocar, e vem a pergunta: ‘mas cadê a receita?’
Como o leitor tem sempre razão, ou quase sempre, coloco link para preparações similares do Panelinha. Mas, às vezes, a graça é justamente algo que não está na receita.
Abóbora assada é o que mais sai do forno da minha casa. Toda semana tem. A preparação clássica é a receita que tem aqui no site, com sálvia, azeite, sal marinho e pimenta-do-reino. Acontece que, outro dia, tinha na geladeira umas lascas de coco fresco. Humm, será que fica bom? Pois doce de abóbora com coco fica uma delícia.
Ficou um espetáculo. Postei a foto, feita no celular, descrevi os ingredientes básicos, mas não tinha receita. Não é o tipo de preparação que a gente costuma publicar no Panelinha. Tem muitos ingredientes. Aqui, somos mais básicos. Mas tanta gente pediu o passo a passo que achei melhor publicar aqui no blog.
Um detalhe: na Casa Sta Luzia tem à venda a abóbora japonesa já descascada e em cubos. Pode parecer uma frescura, mas vai tentar cortar abóbora para ver! Mas não precisa ir até lá, na maioria das feiras dá para pedir para descascar e cortar.
A bandejinha que eu comprei tinha cerca de 500 g. Mas não precisa ser uma medida tão exata, é só para ter uma ideia, um ponto de partida. E, se você quiser, também pode colocar a foto do seu prato no nosso mural do Facebook .
Abóbora assada com coco e curry
Serve 2 pessoas
Tempo de preparo: 10 minutos + 1 hora no forno
Esta é uma dessas receitas da categoria com-o-que-tinha-na-geladeira. Não precisa comprar as amêndoas só para ela. Mas o toque do coco e do curry é fundamental. Ficou uma delícia.
Ingredientes
500 g de abóbora japonesa, sem casca, em cubos
¼ xícara (chá) de azeite
½ colher (café) de curry em pó
1 cebola pequena
4 dentes de alho
8 lascas de coco fresco
2 colheres (sopa) de amêndoas laminadas
sal marinho a gosto
pimenta-do-reino, moída na hora, a gosto
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 0C (temperatura média). Numa tigelinha, bata com um garfo o azeite com o curry.
2. Lave os dentes de alho, sem descascar. Ficam deliciosos e adocicados depois de assados. Só descasque na hora de comer. Descasque a cebola e corte em quatro partes.
3. Num refratário ou assadeira que comporte os cubos de abóbora numa camada só, espalhe todo os ingredientes na seguinte ordem: abóbora, cebola, alho, lascas de coco. Regue com o azeite aromatizado com curry, polvilhe as amêndoas e tempere com sal e pimenta-do-reino.
4. Leve ao forno preaquecido, sem papel-alumínio, para assar por 1 hora.
5. Serve de acompanhamento, mas, para mim, com um pouco de arroz integral e uma colherada de iogurte ou coalhada vira prato principal.
Segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Assim que a revista Lola chega às bancas, venho correndo aqui para o blog para postar sobre a seção Panelinha. Tem sempre uma curiosidade para contar, uma receita para complementar. Na edição de dezembro não teria sido diferente, mas acredita que não deu tempo de escrever?...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 22:21
Assim que a revista Lola chega às bancas, venho correndo aqui para o blog para postar sobre a seção Panelinha. Tem sempre uma curiosidade para contar, uma receita para complementar. Na edição de dezembro não teria sido diferente, mas acredita que não deu tempo de escrever?
Além de todas as atividades de fim de ano, ainda resolvi fazer uma viagem para pesquisar tendências, refrescar as ideias e ampliar o acervo de produção do Panelinha – leia-se, comprar louças, talheres e utensílios de cozinha em Nova York! Mas isso é assunto para outro post – e até outra coluna da Lola...
Pois bem, voltei, mas não aterrissei. Em uma semana, tanta coisa aconteceu... Coisas de família. Outra hora, também. Este é quase um post de promessas. Mas aos pouquinhos vou comentando.
Hoje é dia de falar dos alimentos da sorte, os ingredientes que a gente ama comer no dia 31, sonhando com um ano bem phyno e bem rhyco! Mas será que dá para variar a lentilha, sem abrir mão da prosperidade ?
Dá. Tudo tem uma explicação bíblica. E longa. (Quer dizer, a minha explicação vai ser longa.) As fotos que você vê aqui (e na coluna da Lola) foram feitas no ano passado. Ou melhor, dependendo do calendário. Pelo gregoriano, elas são de 28 de setembro de 2011. Pelo hebraico, são da véspera de rosh hashaná , o ano novo judaico, que este ano caiu junto com o meu aniversário. Nossa, quanta informação! Mas o que isso tem que ver com o réveillon?
Não que eu seja uma pessoa supersticiosa, mas achei que comemorar as duas datas na mesma noite poderia ser um sinal. Na dúvida, melhor não mancar com a religião. Passei o dia preparando comidas típicas e pedi ao fotógrafo Charles Naseh que registrasse algumas delas. E não pense que o intuito tenha sido sair bem na foto com o rabino!
Eu já estava com dezembro na cabeça. E, seja no ano novo judaico ou no réveillon, sempre preparo uma salada que os frequentadores aqui do blog conhecem de cor e salteado: bazargan . Mas não pense que a escolha do prato seja uma coincidência. Trigo e romã são simbólicos nas duas passagem de ano.
Nas duas comemorações, há fortes semelhanças – vai dizer que você não come lentilha no dia 31? Pois saiba que vem da mesa judaica a origem de transformar comida em símbolo.
Confira aqui algumas das minhas receitas favoritas para o réveillon.
Ano novo cheio de frutos
Talvez os principais alimentos de réveillon sejam lentilha, arroz, uva, romã, peixe e porco. E os significados, assim como os ingredientes, se misturam. Arroz simboliza riqueza mas também fertilidade. Peixe simboliza fertilidade mas também amor. Já em rosh hashaná , os alimentos são bem definidos e cada um tem uma reza própria, que é dita antes de comermos cada um deles.
A ceia começa com uma fatia de maçã sendo mergulhada no mel para que o ano seja doce. Alho-poró, acelga e tâmara vêm em seguida e têm mais ou menos o mesmo objetivo: um pedido encarecido de que os inimigos sumam da frente! O feijão, tão brasileiro, revela a vontade de que os méritos se multipliquem. Em lugar dele, muita gente serve lentilha. Sim, lentilha! No total, são 12 os alimentos simbólicos. E só depois deles é servido o jantar, com pratos que costumam ser mais para adocicados.
Para decorar a mesa, este ano peguei emprestada uma tradição sefaradi: coloquei no centro dela estas frutas, cheias sementes. Adivinhou o motivo? É para que o novo ano venha cheio de frutos. Tudo tem uma razão.
Tanto faz a religião, os alimentos simbólicos servem para expressar desejos e esperanças de forma concreta. Não é um lindo critério para escolher o que vamos comer?
Sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Não vou mentir: quero mais é que você dê, ou se dê, de presente de Natal o livro ‘Panelinha’. (Aliás, acho que já sei quem são os cinco vencedores do concurso #MinhaReceitaNoPanelinha! Eles irão receber em casa os livros autografados... Mas o resultado só será publicado no...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:19
Não vou mentir: quero mais é que você dê, ou se dê, de presente de Natal o livro ‘Panelinha’. (Aliás, acho que já sei quem são os cinco vencedores do concurso #MinhaReceitaNoPanelinha! Eles irão receber em casa os livros autografados... Mas o resultado só será publicado no dia 7, quarta-feira.) Por outro lado, eu recebi da editora Melhoramentos um livro fofíssimo – e livros são sempre as melhores indicações de presente.
A ideia não é nova. Aqui no Panelinha a gente já sugeriu nas mais variadas datas comemorativas que você fizesse presentes na sua cozinha. Para o Dia das Mães, fizemos um especial de biscoitos; receitas natalinas, ou não, também costumam ser a nossa sugestão para presentear amigos em dezembro. Mas, em versão livro, a ideia de fazer presentes na cozinha ficou muito charmosa.
Gifts da Cozinha , de Annie Rigg (Melhoramentos), é uma belezura. Ótimas opções de receitas, quase todas elas fotografadas. No primeiro capítulo, ‘Doces Delícias’, há preparações bem delicadas, como pastilhas de chocolate com rosas, goma turca, merengues e casquinhas de cítricos cristalizadas. Depois é a vez das conservas e geleias, clássicos para fazer quando o intuito é dar um presente. O capítulo seguinte é o mais bagunçado, parece faltar um fio condutor. Mesmo assim, há boas ideias, como pé de moleque, creme de chocolate e avelã, grissini, muffins ingleses e picles de beterraba. Os biscoitos estão todos agrupados num único capítulo. Por último, vem as receitas para celebrações, que servem de lembrança de festas.
Ainda não fiz nenhuma das preparações, mas quis falar do livro mesmo assim, pois ele tem uma grande qualidade: inspira – só de olhar dá vontade de correr para a cozinha e preparar uns presentes de Natal.
Aqui no Panelinha, há inúmeras receitas que se transformam em presentes. Resolvi listar algumas delas para facilitar. Mas não se prenda! Por que não fazer a sua especialidade e dar para uma pessoa querida? Então, prepare o avental e os laços de cetim, papel de seda e caixas de papelão, um ou outro vidro de geleia e mãos à obra!
Boas receitas para presentear
Biscoitos deliciosos
- Biscoito bicolor
- Biscoito 1,2,3
- Biscoito de gengibre
- Biscoito de marzipã
- Biscoito amanteigado
- Cookies de laranja com chocolate
- Palmier
- Tuiles de baunilha
Bolos e tortas doces
- Bolo delícia de limão
- Bolo de Natal
- Bolo encharcado de laranja, amêndoa e canela
- Bolo fudge de chocolate
- Bolo inglês integral
- Brownie
- Torta de castanha-de-caju e damasco
- Torta de chocolate com damasco
No vidro
- Ambrosia
- Baba de moça
- Bananada
- Calda de caramelo
- Calda de chocolate
- Compota de frutas
- Doce de leite
- Geleia de morango
- Molho pesto
- Molho de tomate
- Patê de fígado
- Conserva de pepino
- Chutney de abacaxi (maravilhoso para servir com o tender!)
Chocolates
- Barrinhas de chocolate
- Bombom de goiaba
- Bombom de mel
- Trufas de chocolate
Pães
- Grissini - Palitos salgados de erva-doce
- Muffin de queijo, tomate e manjericão
- Muffins integrais com queijo e espinafre
- Pão integral com alecrim
- Pão integral com linhaça e crosta de gergelim
- Pão integral com nozes
- Pão integral de azeitona
Terça-feira, 1 de novembro de 2011
Tem coisa mais gostosa que comer bolo saindo forno? Para mim, falar da Lola quando ela está quentinha, chegando às bancas, tem o mesmo sabor. Uma delícia! E, não por acaso, o tema do mês é justamente... Bolo!
Nós, mulheres, estamos ultra atarefadas, pressão por todo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:35
Tem coisa mais gostosa que comer bolo saindo forno? Para mim, falar da Lola quando ela está quentinha, chegando às bancas, tem o mesmo sabor. Uma delícia! E, não por acaso, o tema do mês é justamente... Bolo!
Nós, mulheres, estamos ultra atarefadas, pressão por todo lado, filhos, casa, trabalho, marido – nem sempre nessa ordem! E, mesmo assim, acho graça quando vejo que a receita mais acessada aqui do site é, justamente, a do bolo de limão, e não hambúrguer, por exemplo. Acho graça, e fico feliz. Nem tudo está perdido.
Ainda não nos distanciamos completamente de uma vida mais natural. Casa com bolo ainda é um lar. Cozinhar é, sim, um jeito de nos ligarmos à vida de uma forma mais afetuosa.
Por isso, decidi propor à leitora de Lola que fizesse um bolo. Mesmo que ache que não tem mão para cozinha. Ensinei tudo que sei, todos truques, mas fiquei em dúvida de qual receita publicar.
Nesses casos, nada como o Facebook para nos auxiliar. Afinal, são mais de 6 mil fãs que adoram falar de comida! Lá fui eu perguntar: que bolo você gostaria de aprender a fazer?
Cerca de 22% do entrevistados (brincadeira, dos fãs!) responderam que queriam aprender uma boa receita de bolo de fubá. Mais ou menos a mesma quantidade de gente queria saber fazer bolo de laranja. Em terceiro lugar, com 18%, veio bolo de limão e com 10%, apareceu o bolo simples.
Apenas 8% queria saber fazer de chocolate. Teve gente pedindo bolo de nozes, de banana, de cenoura, de rolo, pão-de-ló, de ameixa, de iogurte, de abóbora e até de refrigerante. Ah, não! De refrigerante, não, vai?
Aliás, tem gente que deve achar que eu sou mágica. Uma pessoa disse que queria a receita de um bolo verde que comeu numa viagem. Oi? Fica difícil de saber que bolo era se nem ela sabe o que comeu, né?
Enfim, voltando às estatísticas, notei que, somando as frutas cítricas, limão e laranja, esse seria o bolo que as pessoas mais gostariam de aprender a fazer. Fui para cozinha apenas para confirmar o óbvio: bolo de limão com laranja fica ainda mais delicioso! Na Lola, decidi publicar o mesmo bolo delícia de limão, só que com vários cítricos: tangerina, limão siciliano, laranja. Perfumadíssimo! A foto que ilustra o post é do nosso fotógrafo Charles Naseh – que apesar de clicar os pratos do Panelinha há mais de uma década, estreia em Lola este mês!
Aqui para o blog, deixei para publicar o tão pedido bolo de fubá. A receita não é nova, aliás, é tão antiga que nem está aqui no site. Das boas! Veja também várias outras receitas de bolo, para comer quente ou frio, clicando aqui.
Bolo perfumado de fubá
Tempo de preparo: 15 minutos + 1 hora no forno
Ingredientes
1 ½ xícara (chá) de fubá
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) de azeite
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de semente de erva-doce
1 colher (café) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 ovos
1 pitada de sal
1 pitada de noz-moscada
1 colher (café) de cravo em pó
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 oC (temperatura ambiente). Unte uma fôrma, com furo no meio, com manteiga e polvilhe com farinha e canela.
2. Separe todos os ingredientes pedidos na receita. Separe as claras das gemas.
3. Coloque o leite, o açúcar, a erva-doce, a canela, a noz-moscada e o cravo numa panela pequena e leve ao fogo médio. Quando ferver, retire do fogo.
4. Coloque o fubá numa tigela e junte o leite quente, mexendo sempre com uma colher.
5. Quando esfriar, misture as gemas, o azeite, a baunilha, a farinha, o sal e o fermento.
6. Bata as claras em ponto neve e acrescente delicadamente à massa.
7. Leve ao forno para assar por 1 hora ou até dourar. Para verificar se o bolo está assado, espete um palito; se sair limpo, está no ponto.
8. Retire do forno e passe uma faca de ponta redonda nas laterais. Deixe esfriar por 10 minutos, antes de virar no prato.
Quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Eu escrevo sobre comida há tanto tempo que, às vezes, esqueço se já contei sobre uma coisa ou outra. Mas tudo bem ser repetitiva quando o assunto é bolo de chocolate. Por outro lado, a cozinha não é exatamente um lugar estático; até as preparações feitas e refeitas por anos...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:51
Eu escrevo sobre comida há tanto tempo que, às vezes, esqueço se já contei sobre uma coisa ou outra. Mas tudo bem ser repetitiva quando o assunto é bolo de chocolate. Por outro lado, a cozinha não é exatamente um lugar estático; até as preparações feitas e refeitas por anos a fio, um dia, ganham um tempero novo, um jeito diferente de fazer e naturalmente ficam atualizadas.
Com o horário de verão nas primeiras horas da estação, decidi aproveitar o clarão do início da noite para ficar meio de bobeira com as crianças, antes da hora de dormir. Eu queria terminar de ler um livro, Gabriel ficou dedilhando a nova velha guitarra, que um dia foi do meu avô, e Dora, na miúda, cortou os cabelos das bonecas.
Eu estava no finzinho de A Lebre Com Olhos de Âmbar . E, antes mesmo de chegar à última página, já foi dando aquele vazio, típico de pós-leitura de livros bons. No dia anterior, à noite, meu amado chegou em casa e me flagrou de olhos inchados. Ler tomando vinho dá nisso. Mas tem passagens que deixam o coração sem espaço e as lágrimas pulam pelos olhos. Livrão.
Mas isso foi na noite anterior. Foi no dia do bolo que acabei o livro. Dora já estava deixando as bonecas carecas. Gabriel está criando bolhas nos dedos – não sabe se quer usar palheta o tempo todo.
Foi a Dora quem sugeriu fazermos um bolo. Teve votação: bolo de chocolate e com calda foi o vencedor. Mas não pense que esse é um resultado óbvio. Houve um tempo em que, de tanto bolo de chocolate que assei, meus filhos começaram a reclamar: “Não dá para fazer um bolinho de limão, não?”. Foi só eu ficar um longo período sem fazer bolo que o de chocolate voltou à moda. O ser humano é um bicho previsível.
Há muito tempo não fazia uma receita clássica de bolo de chocolate. Ela começa com a manteiga em temperatura ambiente, depois leva açúcar, ovos, farinha, chocolate em pó, leite, fermento e uma pitada de sal. Temos todos os ingredientes? Sim!
Mas não tínhamos tempo de deixar a manteiga atingir a temperatura ambiente, cerca de 1 hora fora da geladeira. Então, micro-ondas! Será que dá certo?
Cortei a manteiga em cubos toscos, taquei na tigela de vidro e deixei uns minutos no micro, até ficar molenga. E não é que funciona! Mesmo tendo uma pequena fração ficado líquida. Na batedeira, a manteiga virou uma pasta fofa, fofíssima. Aliás, acho até que é uma boa para passar no pão. Mas isso é outro assunto. A seguir, a receita do bolo clássico de chocolate, com todos os truques de preparo que fui explicando para a Dora. Dessa vez, eu fiquei apenas de assistente. Uma orgulhosa assistente.
Bolo clássico de chocolate com calda
Tempo de preparo: 15 minutos + 40 minutos no forno + 15 minutos para esfriar
Serve: 12 porções
Para a massa
Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de chocolate em pó (não vale achocolatado)
2 colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
200 g de manteiga em temperatura ambiente
2 xícaras (chá) de açúcar
4 ovos
1 xícara (chá) de leite
manteiga e chocolate em pó para untar e polvilhar
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte uma fôrma redonda ou de pudim com manteiga, formando uma camada fina e uniforme, e polvilhe com chocolate em pó (assim o bolo não fica com aquela casquinha branca de farinha). Reserve.
2. Passe pela peneira a farinha, o chocolate, o fermento e o sal. Se quiser que o bolo fique bem escuro, troque o sal por bicarbonato de sódio em pó. Reserve.
3. Se a manteiga não estiver em temperatura ambiente – e geralmente não está – corte em cubos e leve ao micro-ondas, rodando de 30 em 30 segundos, até amolecer. Na batedeira, bata a manteiga até que fique fofa. Adicione o açúcar e bata apenas para misturar. Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
4. Diminua a velocidade e adicione os ingredientes peneirados aos poucos, alternando com o leite. A cada adição, bata apenas para misturar.
5. Desligue a batedeira, misture a massa com uma espátula raspando as laterais da tigela e transfira para a fôrma preparada. Nivele a massa girando a fôrma rapidamente sobre a mesa.
6. Leve ao forno preaquecido e deixe assar por aproximadamente 40 minutos. Espete um palito no bolo para verificar o ponto. Se o palitinho sair sujo de massa, deixe assar mais um pouco. Depois de assado, retire o bolo do forno e deixe esfriar por uns 10 ou 15 minutos. Bolo muito quente quebra na hora de virar.
7. Coloque um prato sobre a fôrma e vire de uma vez. Regue com a calda quente.
Para a calda ganache de chocolate
Ingredientes
200 g de chocolate meio amargo
100 ml de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de mel ou açúcar
Modo de preparo
Numa tábua, pique o chocolate. Transfira para uma panelinha, junte o creme de leite, o mel (ou açúcar) e leve ao fogo baixo. Misture até derreter o chocolate. Se quiser deixar a calda mais brilhante, acrescente uma colherada de manteiga. Regue sobre o bolo.
Quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ainda que o dia 12 tenha ficado para trás, outubro é o mês das crianças. E um copo de leite, para mim, é o símbolo da alimentação infantil. Mas ele pode ser muitas outras coisas boas, como a linda flor que me inspirou a fazer o arranjo da foto. Sozinho, é o café da manhã num...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:47
Ainda que o dia 12 tenha ficado para trás, outubro é o mês das crianças. E um copo de leite, para mim, é o símbolo da alimentação infantil. Mas ele pode ser muitas outras coisas boas, como a linda flor que me inspirou a fazer o arranjo da foto. Sozinho, é o café da manhã num dia apressado; quente e com uma pitada de canela, um acalento antes de dormir. Ele também aparece com discrição em fatias de bolo, molhos de macarrão e até numa singela omelete. São infinitas as receitas que levam leite. No mundo da gastronomia, reina entre tantos derivados, de iogurtes cotidianos a queijos sofisticadíssimos. Por essas e outras, é a inspiração do primeiro post desta série que vou fazer aqui. Todo mês, um tema diferente para deixar o dia a dia mais saboroso – inclusive no sentido literal! A foto, linda, é do Charles Naseh, especialmente para o blog.
1. Copo de leite, a flor – na feira, um maço com seis unidades sai por R$ 15; já no Ceagesp, o preço médio com 12 hastes é R$ 10. Mas tem que acordar bem cedo para chegar lá! A florista Helena Lunardelli explica que por ser uma flor clean, é fácil de combinar. “O único cuidado é não cortar muito e deixar o arranjo baixo, a graça está no movimento” – explica Helena.
2. Copo de leite, o alimento – há várias marcas de leite no mercado, mas se além do leitinho das crianças você usa leite para fazer um cremoso cappuccino, a única que faz uma espuma densa é a Xandô.
3. Espuma de leite – o melhor equipamento para transformar o leite em uma espuma cremosa é o Aeroccino, da Nespresso. Mas não é todo leite que funciona. Ele precisa ter alto teor de proteína, como é o caso do Xandô. O da Fazenda, por exemplo, apesar de ser um excelente leite tipo A, não funciona; aquece mas não faz espuma.
4. Sorvete de leite – quem mora em São Paulo, e gosta de um bom sorvete, deveria experimentar o de leite da Baccio di Latte. Fica na rua Oscar Freire, 136, Jardins. O telefone lá é (11) 3662-2573. O único probleminha é que vira vício.
5. Duas leiteiras – este bowl de madeira da foto é, na verdade, uma leiteira africana (que ganhei de presente de uma amiga). Dentro dela tem a minha leiteirinha do dia a dia – um contraste de culturas.
6. Pingado – o copo americano, canelado, é um clássico para tomar pingado. E também cerveja, cachaça... Criado na década de 1940, o copo é considerado um símbolo do design brasileiro e já foi exposto no MOMA, em Nova York.
7. Caneca em gomos – a freguesia aqui do blog sabe que eu tomo café com leite de baldinho. Diminuir o consumo já entrou até na minha lista de problemas-chave no projeto #comermelhor da nutricionista Marcia Daskal. Mas, pelo menos um canecão pela manhã, não abro mão. E o que eu mais uso é a caneca cor de leite, que lembra um boneco Michelin. Comprei um jogo na L’oeil, mas como não vem com pires, juntei com os pratinhos de madeira, que protegem a mesa e servem de apoio para a colher. Adoro formar pares!
8. Doce de leite – com quatro copos de leite, o nosso colaborador Daniel Figueiredo prepara o doce feito pelo avô quando ele era criança: “Outro dia me deu saudades e fui em busca de uma receita como a dele (...) Já adianto que é preciso ter uma paciência de Jó para mexer a panela, são horas de cozimento”. Para fazer uma receita com sabor de infância a gente não tem preguiça, né, Daniel?
9. Cottage feito em casa – no início do ano, fiz uma receita indiana que transformava 1 litro de leite em uma fatia bem grossa de uma espécie de queijo caseiro. No livro Pure & Simple, é chamado de cottage. Mas não é exatamente como aquele de supermercado que a gente conhece. E não é que fica gostoso? A receita está no post Panelas e sabores indianos .
10. Casa de queijos – ainda não fui, mas acaba de abrir em São Paulo um empório especializado em queijos. A Caseus, queijo em latim, fica na rua Alagoas, 475, Higienópolis. O telefone lá é (11) 2693-0112.
Segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Recebi vários e-mails de leitoras do Panelinha – que agora também são da Lola! A Glaucia adorou a ideia do macarrão cacheado, como se tivesse passado pelo babyliss, mas acha que não vai conseguir fazer. “Eu sou péssima na cozinha!”, revela a nossa leitora.
Por...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:35
Recebi vários e-mails de leitoras do Panelinha – que agora também são da Lola! A Glaucia adorou a ideia do macarrão cacheado, como se tivesse passado pelo babyliss, mas acha que não vai conseguir fazer. “Eu sou péssima na cozinha!”, revela a nossa leitora.
Por coincidência, uma amiga me contou que viu a revista e logo pensou no filho dela. Ele está na classe do meu filho - estamos falando de uma criança de 9 anos, Glaucia! Eu sei que o garoto gosta de macarrão, mas o ponto não era esse. Desde que ele viu num restaurante o macarrão sendo servido dessa maneira, só prepara o prato dele assim, com macarrão enrolado.
Glaucia, até criança faz! Garanto que você consegue. O truque principal é você usar um garfão de carne, com dentes bem compridos. Assim, fica fácil de fazer um ‘cacho’ longo.
Na coluna, sugeri um molho simples de limão, pois era para servir com peixe. Mas essa apresentação, um macarrão passado pelo babyliss, serve para qualquer tipo de molho. Depois de cozinhar a massa, passe para uma tigela com o molho, enrole no garfão, com ajuda de uma colher de arroz e transfira para o prato.
Não sei se você tem filhos, Glaucia, mas está aí uma boa oportunidade para todos entrarem na cozinha. Você pode fazer o molho favorito deles, seja bolonhesa, sugo, branco ou pesto, e eles enrolam o macarrão para você!
Cozinhar com as crianças pode ser um programão na próxima quarta-feira. Dá até para brincar de restaurante, fazendo um bufê de molhos. Assim, cada um pode montar o prato do jeito que quiser. A seguir, veja ótimas ideias de molhos para servir com massas de fio longo, seja tagliatelle, fettuccine , cabelo de anjo, espaguete...
Molhos práticos de macarrão
- Carbonara
- Alho, óleo e cogumelos
- Limão, parmesão e manjericão
- Ao pesto
- Com pesto de rúcula
2 de outubro de 2011
Há muitos anos, um conhecido meu – dessas bibas finas, elegantes, porém um pouco malditas –, me puxou de lado numa festa e olhou fundo nos meus olhos, antes de dizer algo em tom solene. Ele inspirou e disse: “A língua portuguesa que me perdoe, mas você é uma pêssega” – e,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:34
Há muitos anos, um conhecido meu – dessas bibas finas, elegantes, porém um pouco malditas –, me puxou de lado numa festa e olhou fundo nos meus olhos, antes de dizer algo em tom solene. Ele inspirou e disse: “A língua portuguesa que me perdoe, mas você é uma pêssega” – e, depois, caiu na gargalhada.
Quando comecei a escrever a coluna da Lola deste mês, a frase pipocou na minha cabeça. Eu estava tentando evidenciar a ideia de make up culinário, fazendo uma analogia entre um rosto e um prato. Mesmo quem tem pele de pêssego, pensei, fica melhor com um pouco de maquiagem. E com comida não é diferente – já notou o efeito gloss da manteiga?
Se uma boa pele é a base da maquiagem, um prato bonito também é indispensável. Para fazer montagens bacanas, o ideal é investir em pratos lisos, especialmente os claros, sejam eles brancos, crus, areia, off white. A comida ganha mais destaque só por não precisar dividir espaço com estampas. Por isso, é básico ter um jogo liso. Mas ele não precisa ser simplesinho. Pode ser de porcelana, de cerâmica, ter texturas e formatos diferentes.
Na foto do post, clicada pelo Jefferson Copolla para a Lola, você vê uma seleção de pratos que fiz para ilustrar essa ideia – e, não por acaso, agora você sabe, pipoquei umas pêssegas, quer dizer, uns pêssegos na imagem.
Montagem
Servir a comida já no prato é um ótimo truque para comer na medida. Se a travessa de lasanha está a uma colherada de distância, fica difícil não repetir. Então, se vamos comer apenas um prato, é melhor que ele esteja lindo!
Há várias maneiras de empratar a comida. Na mais tradicional, imagina-se um relógio: a carne é o ponteiro das 2h, o arroz ou as batatas, das 10h e os legumes, das 6h.
Em outra técnica, mais contemporânea, a comida é empilhada: em vez de colocar o purê de um lado e a carne do outro, o purê vira um montinho para o bife se apoiar. Simples assim.
Seja qual for a montagem, o ideal é fazer um rascunho na cabeça com o desenho que se quer fazer, antes de colocar a comida no prato. Aí, vale rabiscar com azeite, pincelar o molho, dar um colorido com ervas frescas. Além de fazer experiências mentais e práticas na sua cozinha, fique de olho nos pratos dos bons restaurantes. Eles são inspiração garantida!
De todo modo, o alimento principal, geralmente a carne, costuma ser o ponto focal. Um jeito fácil de destacar é dando um pouco de elevação – como o bife apoiado no purê. Outra boa regra, que vale pela estética e para a nutrição, é colorir o prato. E a melhor maneira é usar legumes e verduras cruas ou cozidas al dente. Além de o prato ficar lindo, a nossa pele agradece. E, aí, vamos todas pedir desculpas à língua portuguesa: a gente adora uma pele de pêssega!
Segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Este ano, ganhei de presente comemorar o meu aniversário junto com o ano novo judaico. O meu nascimento não muda de data – isto é, nunca se sabe, talvez uma hora eu queira dar uma mexidinha no ano. Por ora, só Rosh Hashaná é que muda de dia a cada ano. Como a celebração...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:51
Este ano, ganhei de presente comemorar o meu aniversário junto com o ano novo judaico. O meu nascimento não muda de data – isto é, nunca se sabe, talvez uma hora eu queira dar uma mexidinha no ano. Por ora, só Rosh Hashaná é que muda de dia a cada ano. Como a celebração acontece de acordo com o calendário judaico, varia no gregoriano.
No judaísmo, o ano novo é comemorado a partir da criação. Assim, o homem vai completar 5772, e eu, 30 e muitos. E, nas comemorações judaicas, em todas elas, a mesa é fundamental. (Menos em Yom Kippur, o Dia do Perdão, que ocorre uma vez por ano, dez dias após o ano novo. Se bem que, nas 25 horas sem comer, fica difícil não pensar em comida. Voltamos à mesa.)
No ano novo, os pratos têm sempre uma razão para estar ali. Mais ou menos como no réveillon, quando come-se lentilha para atrair fortuna. Em Rosh Hashaná, a lógica é a mesma: os alimentos simbólicos servem para expressar desejos e esperanças de maneira concreta. Em outras datas, como em Pessach, ou a Páscoa judaica, os alimentos servem para relembrar o passado.
Com 3761 anos a mais de experiência em comemorações de ano novo (pelo gregoriano são só 2011), dá para imaginar que os judeus tiveram bastante tempo para desenvolver tradições. Tudo faz parte, tudo é ritual. Lavar as mãos, mesmo que elas já estejam limpas, simboliza a purificação. Por isso, tem benção. Depois é feita a benção do vinho, toma-se um gole, e vem a benção do pão. Mas o pão de ano novo não é o pão nosso de cada dia. Ele tem um formato redondo, que representa a continuidade, como num círculo sem começo nem fim. Mas para que o ano seja bem doce, antes de comer o pão, ele é mergulhado no mel. Na sequência, come-se maçã, romã, vagem, abóbora, alho-poró, acelga, tâmara e língua. E, aí, sim, é servido o jantar.
As comidas de Rosh Hashaná são mais adocicadas. É uma tradição judaica desejar um ano mais doce. Maçã e mel, tenho a impressão, são os dois alimentos que melhor representam a data. E os dois são a base do clássico dos clássicos da comemoração: o bolo de mel (que leva maçã ralada).
Eu já testei algumas versões. Nenhuma tão boa quanto a receita da minha cunhada. Como este ano o bolo de ano novo também vai ser de aniversário, ela me deu a receita! O resultado é um bolo grande, bem fofinho, escuro, com várias camadas de sabor. E doce como mel. Exatamente como queremos que seja o ano novo.
Bolo de mel e maçã para Rosh Hashaná
Ingredientes
3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) chocolate em pó
1 colher (sopa) de cacau em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento
2 maçãs verdes
10 damascos
1 xícara (chá) de nozes
6 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de mel
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de chá preto forte
geleia de damasco (opcional)
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com óleo ou manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma fôrma grande, redonda ou retangular. Tanto faz.
2. Passe pela peneira a farinha de trigo, o chocolate em pó, o cacau em pó, a canela em pó e o fermento em pó. Misture delicadamente e reserve.
3. Prepare as frutas: corte as maçãs em quatro partes e, usando a casca para proteger os dedos, rale na parte grossa do ralador (e descarte a casca); pique os damascos. Pique grosso as nozes. Reserve.
4. Na batedeira, bata os ovos até começar a espumar. Junte o açúcar e bata até a mistura ficar bem pálida.
5. Junte o mel e o óleo e bata apenas para misturar.
6. Reduza a velocidade da batedeira e junte os ingredientes secos e peneirados, alternando com o chá preto.
7. Pare de bater e misture as frutas. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve para assar por cerca de 45 minutos ou até que esteja assado. Espete um palito no centro da massa; se sair limpo, está pronto.
8. Deixe o bolo esfriar por 10 minutos, antes de virar. Se quiser, espalhe um pouco de geleia em cima do bolo ainda morno. Sirva a seguir.
Confira aqui outras receitas judaicas.
Quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Quem me acompanha pelo @ritadopanelinha no Twitter, ou é fã da página do Panelinha no Facebook, já sabe o assunto da minha coluna de setembro na revista Lola. Passei uma tarde com o chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, aprendendo receitas com tapioca. Que delícia!...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:18
Quem me acompanha pelo @ritadopanelinha no Twitter , ou é fã da página do Panelinha no Facebook , já sabe o assunto da minha coluna de setembro na revista Lola. Passei uma tarde com o chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, aprendendo receitas com tapioca. Que delícia! Outros ritmos, outros sabores, outras técnicas culinárias.
Aqui no Panelinha, fico tão focada em apresentar receitas que facilitem o nosso dia a dia que acabo deixando de lado preparações mais elaboradas ou demoradas. Mas a cozinha do Rodrigo não tem preocupação com praticidade, é sem pressa – apesar de toda a pressão de um restaurante abarrotado.
Quando é que eu iria fazer um pudim de tapioca que precisa hidratar, mexer, fazer a calda da fôrma, outra para servir com o pudim, assar em banho-maria, ralar o coco, dourar o coco... Eu quase nunca tenho tempo para esse tipo de cozinha e acabo me esquecendo de como é terapêutico fazer receitas-projeto, que levam horas para chegar à mesa. Acho que tem a ver com estilo, mas também com o momento de vida.
Naquela tarde, aprendi várias receitas e técnicas. O preparo mais fascinante, porém, foi o mais simples. Quer dizer, mais simples nas mãos do Rodrigo! Como ele mesmo diz, o simples nem sempre é fácil. Eu levei um baile da bendita tapioca, aquela panquequinha típica do café da manhã nordestino. Cheguei a cogitar um certo preconceito – por parte dela, que fique claro! Não é possível: em teoria, é só hidratar e espalhar na frigideira de ferro quente. Por que comigo não funciona? Mas eu sou brasileira e não desisto.
Em casa, levei um chega pra lá da Sandi, nossa eterna babá, nascida no Ceará. Ela já estava ficando irritada com a minha inabilidade. Com uma quadrilzada, me tirou da frente do fogão e preparou logo meia dúzia de panquequinhas na sequência. Eu fiquei quietinha, na miúda, só observando. Depois, sem ninguém por perto, continuei o meu treino, até pegar o jeito. E peguei.
‘Moon sand’
Há dois métodos de preparo da massa da tapioca. Na versão a jato, mistura-se 500 gramas de polvilho doce ou azedo com cerca de 350 mililitros de água. Uma pitada de sal e hidrate-se a massa, aos poucos, mexendo com as mãos e sentindo a textura, antes de colocar toda a água. Quem tem filhos pequenos vai entender o ponto certo: a massa fica idêntica a ‘moon sand’ , aquela areia de modelar, o terror das mães que moram em apartamento. Quando ela estiver hidratada, é só colocar na frigideira.
No preparo tradicional, e mais seguro para iniciantes, os 500 gramas de polvilho são cobertos com o dobro de água e ficam de molho da noite para o dia. Na hora de fazer a panqueca, escorre-se a água (pode virar a tigela sem medo, a goma que se formou fica grudada no fundo) e, com uma colher, quebra-se a massa, até que seja possível soltá-la com as mãos. O ponto é exatamente o mesmo da preparação a jato: uma farinha úmida, sedosa, que modela ao ser apertada.
Seja qual for o método que você escolha, ele é somente o primeiro passo. Na sequência, a farinha é peneirada sobre uma frigideira de ferro quente. Se tudo der certo, é aí que a mágica acontece: a goma gruda e vira uma panqueca fininha, mas puxa-puxa por dentro e crocante por fora.
Tapioca nada básica
Um dia, o Rodrigo pensou, mas por que hidratar somente com água ? Foi assim que surgiram tapiocas de café, de vinho, de chá de erva-cidreira. E eu amei a ideia. Na foto do post você vê uma tapioca de café, recheada com doce de leite e polvilhada com chocolate amargo. Na hora pensei que essa mesma tapioca de café, com marcarpone e chocolate, daria um belo tiramisu. A de vinho podia ser regada com creme inglês, como se fosse um sagu. Mas peralá! Antes de começar a inventar, é preciso aprender o básico: transformar polvilho e água em tapioca.
Eu tive dois professores incríveis: o Rodrigo, ultra teórico, e a Sandi, que me mostrou na prática como fazer meia dúzia de tapiocas numa tacada só. Aliás, os meus filhos também me ensinaram como comer meia dúzia de tapiocas numa tacada só!
Para aprender, de fato, só tem um jeito: errando na frente do fogão. Eu quero muito que você acerte de primeira, então, na receita do Rodrigo, também contei a maneira que melhor funcionou para mim. De todo modo, vá sem medo: no começo ela é difícil, é manhosa, mas rapidinho você pega o jeito – e ela se derrete toda.
Tapioca de café com doce de leite e chocolate
Receita do chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó
Serve: 8 porções
Para a massa
500 g de polvilho doce
350 ml de café de coador, resfriado
1 pitada de sal
Para o recheio
doce de leite a gosto
chocolate amargo a gosto
Opcionais
sorvete de creme ou de canela
calda de chocolate
Modo de preparo
1. Hidrate a massa com o café e tempere com uma pitada de sal.
2. Leve um frigideira de ferro ao fogo médio. Para saber se ela está quente o suficiente, salpique um pouco da massa: ela deve pular depois de alguns segundos. Com o auxílio de uma peneira, ou de uma escumadeira, polvilhe a massa, até cobrir todo o fundo. Espere firmar e vire de lado.
(Outro método: coloque uma colherada bem cheia da ‘farinha’ no centro da frigideira, de uma vez só; muito rapidamente, com a própria colher aperte o montinho e espalhe o excesso para as beiradas. E, como as panquecas francesas, as primeiras tapiocas também ficam mais feiosas.)
3. Espalhe o doce de leite na tapioca e espere alguns instante para o recheio esquentar. Rale um pouco de chocolate e feche a tapioca. Transfira para um prato e sirva com sorvete de creme ou de canela. Se quiser, regue com calda de chocolate.
Dica
Se a massa ficar borrachuda significa que está muito úmida, então, acrescente um pouco de polvilho. Se estiver quebradiça, precisa de um pouco mais de líquido, então adicione um pouco mais de café ou de água.
Fotos de Jefferson Coppola
Segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A Gabriela me mandou o seguinte e-mail: “Comprei seu livro e estou me deliciando com as receitas. Meu marido agradece. Depois de muitos pratos salgados, fiquei com vontade de tentar alguma receita doce. Mas, quando cheguei nessa parte, quantas dúvidas! Estou tentada a fazer...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:07
A Gabriela me mandou o seguinte e-mail: “Comprei seu livro e estou me deliciando com as receitas. Meu marido agradece. Depois de muitos pratos salgados, fiquei com vontade de tentar alguma receita doce. Mas, quando cheguei nessa parte, quantas dúvidas! Estou tentada a fazer o bolo fofíssimo de chocolate , mas não gosto de usar óleo para nada. Existe alguma coisa que o possa substituir? Outra coisinha: moro em um 'apertamento' onde praticamente a cozinha não existe, por isso, não tenho batedeira. Dá para fazer musses e bolos à mão ou eles não ficam tão legais?”.
Gabriela, acho que temos um problema. Basicamente, um bolo simples é feito com farinha, açúcar, fermento, ovos, leite e alguma gordura. Em linhas gerais, ela pode ser óleo ou manteiga. Geralmente, essa última precisa ser batida com o açúcar, até que fique bem fofa. Na batedeira, isso já leva um tempinho. À mão, acho desanimador.
E mais: se eu indicar um bolo amanteigado para você fazer à mão, vamos perder uma cozinheira! Você vai concluir, e com razão, que cozinhar não vale a pena. É preciso peneirar os ingredientes secos, deixar os molhados à temperatura ambiente, untar a fôrma e ainda bater tudo no muque? Até eu desistiria.
A solução seria fazer bolos à base de óleo, como o clássico de cenoura ou o de laranja , que costumam ser batidos no liquidificador. Já o de chocolate , que chamou sua atenção, nem de liquidificador precisa. Pode ser misturado à mão, sem esforço. Simples assim. Mas você não gosta de óleo.
As musses também levam claras em neve. Dá para bater à mão? Sim, mas você vai precisar de um batedor de arame e alguma prática. Então, sugiro que você faça o seguinte: experimente o bolo fofíssimo de chocolate, que não leva manteiga nem claras em neve, portanto, dá para misturar tudo à mão, com uma colher; se você não gostar, compre uma batedeira. Assim – como sugere o assunto do seu e-mail -, vai conseguir fazer bolos e mais bolos. E garanto: vale a pena.
Quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A Carol, minha fiel escudeira, acabou de voltar da Escandinávia. Pedi a ela que escrevesse um post aqui para o blog, contando sobre a viagem. Para não parecer maldade conosco - ela lá no bem bom, e a gente aqui no sufoco! -, a Carol ainda fez uma lista de boas combinações de...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:44
A Carol, minha fiel escudeira, acabou de voltar da Escandinávia. Pedi a ela que escrevesse um post aqui para o blog, contando sobre a viagem. Para não parecer maldade conosco - ela lá no bem bom, e a gente aqui no sufoco! -, a Carol ainda fez uma lista de boas combinações de sabores nórdicos para a gente se inspirar e usar na cozinha de casa. Uma delícia!
Rumo ao Norte
Por Carol Sverner
Só descobri que a Escandinávia estava na moda depois que o roteiro da minha viagem já estava decidido. E está? Bom, aparentemente sim. Para começo de conversa, eles têm o melhor restaurante do mundo (segundo o ranking da San Pellegrino )! E não é de hoje que o design é dos mais arrojados do planeta. Arne Jacobsen, Alvar Aalto fizeram escola. E os novos designers não fazem por menos. Eu, que amo comida e design, fui, cheia de expectativas, em busca de peixes curados e vasos arrojados. Voltei com duas malas mais pesadas do que eu – quer dizer, considerando meu peso pré-viagem, né?
Estocolmo, Suécia
A cidade é linda, daquelas belezas que são antigas e elegantes ao mesmo tempo. Caminhando por suas várias ilhas num pseudo verão europeu, descobri, para a minha surpresa, que não era apenas de peixes que viviam aquelas pessoas. Sabe qual era uma das maiores especialidades locais? Sanduíche de almôndegas com purê de batata, vendidos na rua, em carrinhos feito aqueles de cachorro quente. E falando em cachorro quente, eles são outra grande especialidade sueca. Vendidos nos mesmos carrinhos, por lá, eles mais parecem um enroladinho de salsicha gigante. E não pensem que desanimei ao me deparar com esses pratos que mais pareciam pertencer a uma vila remota no interior da Alemanha.
Ainda em Estocolmo, descobri o mais delicioso restaurante de peixe: o B.A.R.. O menu era o de menos: legal mesmo era levantar da mesa, ir até o balcão, tipo de peixaria, e escolher lá o peixe ou fruto do mar. Ostras fresquíssimas, vieiras cruas de sabor sutil num caldo cítrico, um delicioso peixe de nome impronunciável, que não vinha acompanhado de absolutamente nada... ainda bem!
Oslo, Noruega
Para nós, brasileiros, é bastante peculiar que restaurantes fechem para as férias. Isso, porém, é bem comum na Europa. Mas não imaginei que um restaurante dentro de um hotel, como é o caso do Madu, também tirasse férias. Dizem que a comida é interessante. Mas só dá para saber de setembro a junho. Outro lugar que estava na minha lista era o sushi Alex, o mais famoso do continente. E não estava fechado! Mas, lotado. Deu para comer uma boa lagosta no Loften, que fica no porto. Mas no fim das contas, o ponto alto de Oslo é a qualidade do salmão defumado, que recheia os sanduíches, sejam eles comprados na rua ou pedidos num tradicional café.
Bergen, Noruega
A pequena cidade, conhecida por ser a porta para os Fiordes noruegueses, tem uma forte ligação com o mar. Uma das maiores atrações turísticas é o mercado de peixe ao ar livre. Ele acontece diariamente. Basta você dar uma olhada mais longa para um peixe que os vendedores já te fazem experimentar de tudo e mais um pouco! Além de peixes e ovas, diversos tipos de frutos do mar - crus ou preparados - são vendidos nas barracas. O legal é comprar e sentar nas mesas do mercado para comer olhando para o porto. Foi em Bergen que comi o melhor arenque da viagem, num restaurantezinho desconhecido, perdido entre as casas medievais do centro. Surpresas boas que o mar traz!
Copenhague, Dinamarca
É a terra do Noma, restaurante número 1 do mundo. Infelizmente não consegui nem tentar reservar – as tais férias... De qualquer jeito, a cidade desenvolveu um espírito gastronômico e está cheia de restaurantes deliciosos. Fomos a um que lembrava o B.A.R. (de Estocolmo) chamado Fiskebaren. As iguarias do mar eram igualmente frescas, mas o ambiente não era tão animado quanto ao do “primo” sueco. O Geist foi dica de locais. Comi um prato de mini-camarões crus com rabanete agridoce que me encantou (veja na foto). Mas o restaurante não é para todos, as porções são pequenas e as combinações, irreverentes. Eu adorei.
Das cidades que visitei, Copenhague é a mais descolada. Jovens na rua, mil lojas de design, enfim, muito movimento. É um lugar que dá vontade de morar – sabe aqueles delírios de viagem que a gente fica imaginando como seria a vida por lá? Infelizmente, a hora de voltar para São Paulo chegou.
Ainda no freeshop do aeroporto, fiquei passando vontade de contrabandear peixes, mas ainda tinha uma longa viagem pela frente – passei por Londres antes de voltar. Pelo menos fiz meu estoque de Daim, um chocolate típico da Escandinávia. Ele tem recheio crocante de caramelo de amêndoas, uma crosta fina de chocolate ao leite e o tamanho perfeito para comer sem parar. Um vício! O saco de 1 quilo que comprei nem chegou ao Brasil...
Ao contrário do que imaginei, não voltei da viagem cansada das comidas nórdicas. Há dias estou com desejo daquele salmão defumado gordo e saboroso - não existe igual em lugar nenhum! Também tenho sonhado com os pães integrais de mil grãos e miolo macio. Sinto que com esses dois alimentos eu poderia passar o resto da vida. E teria uma alimentação saudável! Isto é, se não tivesse o Daim de sobremesa.
Boas combinações nórdicas para fazer na cozinha de casa
- pão + peixe + creme azedo = pode parecer óbvio, mas muitas vezes nos esquecemos de usar peixes na elaboração de sanduíches. Tente usar peixes defumados ou curados de sabor forte, para dar personalidade à sua criação. Em geral, peixes gordos ficam uma delícia! Não se esqueça de um pouco de creme azedo para balancear o sabor e também de escolher um bom pão.
- camarão + rabanete = por mais que eu não seja grande fã de rabanete, me surpreendi quando comi essa combinação. A raiz era fatiada fininho e coberta com um molho agridoce, que combinou muito com o camarão.
- almondegas + purê de batatas = os suecos são fãs dessa mistura. Para mim é um prato bem acolhedor, para almoços em tardes frias e cinzas de inverno.
- frutos do mar + maionese = na Escandinávia, essa mistura resulta numa deliciosa salada! Também serve como recheio de sanduíches (se bem que muitos sanduíches por lá são abertos como se fossem bruschetas).
- batatas + endro = lá no norte eles amam essa erva, também conhecida como dill. O tempero vai bem com peixes, mas nas batatas foi onde o endro realmente surpreendeu, dando um toque charme a um ingrediente tão comum.
Segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Você já deve ter notado que eu não sou muita dada a fazer regimes. Eu trabalho com comida, gosto de comer e sou mãe – casa de mãe sempre tem comida. Mas a questão é que os últimos meses foram excessivos: quanta comida! E férias não ajudam nada.
Pois bem, decidi fazer um...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:09
Você já deve ter notado que eu não sou muita dada a fazer regimes. Eu trabalho com comida, gosto de comer e sou mãe – casa de mãe sempre tem comida. Mas a questão é que os últimos meses foram excessivos: quanta comida! E férias não ajudam nada.
Pois bem, decidi fazer um planinho de detox. Sabe o que isso significa? Mais frutas, mais legumes, mais sucos, menos carnes vermelhas e muito menos açúcar. E isso não vai ser difícil. Duro mesmo é diminuir o café. Não o café da manhã, esse vai ganhar reforço. Mas preciso tomar menos cafezinhos no decorrer do dia.
Não estou bem lembrada se já comentei sobre a minha atual obsessão por repolho, contei? E olha que não é uma fase nova. No ano passado, em Paris, brotou em mim um amor pelo vegetal. E todo restaurante bacanudo que eu ia tinha repolho no cardápio. Gamei. ‘Garrei amor’, como dizem meus amigos no interior.
Além de gostar do sabor e da textura do repolho, acho porque acho que ele é ultra desintoxicante. Mas é achismo, tá? De todo modo, ele e um maço de salsão serão os meus companheiros da semana.
Há alguns posts, contei sobre duas preparações que ando fazendo, mas elas acabaram passando batido no meio de outras informações. Então, vou fazer um repeteco aqui.
Duas preparações para desintoxicar
1. Salsão na manteiga: escolha a panela com o fundo mais largo que você tem; cubra o fundo, em uma camada, com pedaços de salsão de cerca de 10 cm; cubra com o triplo de água e junte ½ cenoura cortada em palitos, 1 cebola pequena cortada em 4 partes, 1 ou 2 dentes de alho, 5 grãos de pimenta-do-reino; 2 cravos-da-índia, 1 folha de louro e tempere com sal a gosto. Leve ao fogo alto e, quando ferver, diminua. Quando a água estiver secando, apenas no fundinho, junte manteiga. Quanto? Quando você quiser. Eu acho que 2 colheres vão bem. Se você acha muito, coloque menos; se acha pouco... Deixe cozinhar até dar uma leve caramelada. Sirva a seguir. Atenção: caso o salsão não esteja cozido, antes de acrescentar a manteiga, junte mais um pouco de água. Vai bem com peixe, com frango, mas com uma fatia de queijo branco grelhado fica dos deuses. E faz uma refeição levinha.
2. Repolho no vinho: pique bem fininho uma cenoura, uma cebola e refogue em 2 colheres (sopa) de azeite, até murchar; pique grosso 1 repolho pequeno e junte ao refogado; junte também 2 folhas de louro, 1 dente de alho bem picado e tempere com sal e pimenta-do-reino. Refogue por mais uns minutinhos e regue com ½ xícara de vinho branco. Quando secar, regue com ½ xícara de água, tampe a panela e deixe cozinhar até secar. Vá mexendo de vez em quando. Sirva com uma colherada generosa que queijo cottage. Sobre cuscuz marroquino também fica ótimo.
Segunda-feira, 1 de agosto de 2011
De trás para frente, começo pela conclusão: vou cozinhar mais com ingredientes brasileiros. Mal terminou a 4a edição do já tradicional evento Paladar – Cozinha do Brasil, organizado pelo Estadão, e eu estava na gôndola do supermercado 24 horas comprando mandioca. Antes...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:13
De trás para frente, começo pela conclusão: vou cozinhar mais com ingredientes brasileiros. Mal terminou a 4a edição do já tradicional evento Paladar – Cozinha do Brasil, organizado pelo Estadão, e eu estava na gôndola do supermercado 24 horas comprando mandioca. Antes disso, porém, ouvi, aprendi, comi, repeti, conversei – e deu muita vontade de colocar em prática novas ideias.
Não consegui assistir a tudo o que eu queria. Mas em vez de falar do que perdi, conto logo que ganhei uma profunda admiração pelo Edinho Engel. Na aula dele, Mil e um feijões , tive vontade de comer feijão por mil e uma noites. Ele fala tão bem, explica, conta história, é tudo tão natural. E quanto assunto 12 tipos de feijão podem render! Foi a aula inicial do evento. O chef cozinhou separadamente cada variedade e colocou em 12 tigelinhas, na mesma ordem, ‘de leitura ocidental, da esquerda para a direita, de cima para baixo”. Todo mundo degustou, pensou, associou e assim ele ilustrou o processo de criação de pratos que fez para a festa, opa, a aula, como a moqueca de feijão mulatinho com ovo e o bacalhau com feijão mangalô.
A Dora, minha filha, que ainda não tem 7 anos, comeu feito gente grande. (E fez a foto que ilustra o post – mãe coruja não perde a oportunidade!). Ela adorou a salada de feijão com frutos do mar, e eu ainda estou sonhando com o caldinho de feijão branco com lula e camarão – não é uma ideia linda, um caldinho de feijão branco? Acho até que ele chamava de creme, ou de sopa creme. Será? Não lembro direito.
Eu quero contar sobre outras conversas, outros encontros, on and off. Isto é, além das aulas, das palestras e das degustações, muita coisa acontece nos corredores. O Paladar – Cozinha do Brasil é um congresso, mas tem, mesmo, jeito de festa. Imagine, brasileiro falando de comida brasileira, só podia dar nisso. E quem vem de fora, quando não está comendo, fica de queixo caído.
Agora, porém, eu não tenho outro assunto, só consigo pensar nos feijões. Então, vou dividir as minhas anotações com você. Quem sabe, assim, abro espaço mental para outro ingrediente e, no próximo post, consigo falar da minha quase xará, Ana Rita Suassana, sem dúvida a mais divertida das cozinheiras e ‘guru espiritual’ do chef Rodrigo Oliveira. Muito milho e cachaça resultou do encontro. Ou talvez consiga contar sobre o futuro dos hábitos alimentares do brasileiro, segundo o chef José Barattino e o jornalista Roberto Smeraldi. Mas, agora, sim, vamos começar pelo começo, pelos feijões da primeira aula, que não tinham nada de dia a dia, de comida cotidiana. Foi a festa do feijão com gosto de festa.
Acho até que eram feijões mágicos, talvez como os cinco grãos do João. Você se lembra do enredo? A pedido da mãe, o menino ia ao mercado vender uma vaca mas trocava o animal por feijões. Parece que é isso mesmo que vamos ter que fazer. Menos carne, mais leguminosas. Mas isso também é assunto pra daqui a pouco. Outro post.
Os 12 feijões, e as minhas anotações
Branco – é macio, cremoso, é o primeiro da degustação – e é o meu favorito. Para o Edinho, o problema é a casca. “Dá vontade de tirar e fazer um purê”, diz o chef. Eu não me incomodo com ela. Penso no grão-de-bico, que é muito pior, e a casca nem fica tão cascuda. Mas ele mostra o caminho do pensamento para eliminar a sensação provocada por ela: faz um caldinho, cremoso por natureza, porém leve, beirando uma versão rala de uma sopa de feijão. Eu gosto de feijão-branco de mil jeitos: com atum, vira salada rápida; batido com mixer, se transforma em purê; e, amassadinho com garfo, com cebola picada e salsinha, vira pasta para passar no pão.
Verde – o sabor dele foge da boca, vai embora rapidinho. Mas, mastigando, vem um gosto vegetal. O chef explica que é um primo do fradinho, é feijão que não dá caldo. Por isso, ótimo para fazer saladas.
Mangalô – Para mim, na primeira mordida, veio um sabor de camarão. Muito chique esse feijão, já vem com gosto de camarão! Não por acaso, mas por associação, na aula, ele foi parar numa espécie de bacalhoada. Linda, verdejante e saudável.
Andu – é um tipo de feijão que costuma ser vendido já de molho, dentro d’água. Como a mandioca, que precisa ferver e trocar a água, Edinho conta que precisou ferver três vezes para tirar a acidez dos grãos. No ‘Paladar’, ele foi cozido com aves. Finíssimo.
Fradinho – e não é que eu não anotei nada? Mas acho que é porque ele a gente conhece de cor e salteado, né?
De corda – é intenso, potente, é o feijão que se usa para fazer baião de dois. E faz um bom tropeiro.
Carioquinha – em São Paulo, acho, é o mais usado para o feijãozinho do dia a dia. Ele se desmancha, tem a casca fininha e faz um caldo cremoso.
Preto – é o feijão da feijoada, mas é também o do cotidiano carioca – no Rio, quase não se usa carioquinha! Mas, na degustação, sem nada, só o grão cozido com um pouco de sal, para mim, o sabor é doce. Feijão preto é doce! Aí me lembrei de uma sobremesa da dona Margarida, do Izakaya Issa. Ok, é doce de feijão japonês, mas não é o que você está pensando... Eu posso explicar. Os grãos, inteiros, ficam numa calda de açúcar e lembram muito marron glacê. Delícia.
Mulatinho - é o feijão da mesa baiana, do dia a dia, cheio de caldo, com louro e cheiro verde. Pelo menos é assim que eu me lembro do feijão na Bahia!
Badajó – a variedade foi surpresa até para o chef. Ele conta que achou e comprou esse feijão no mercado de Salvador, onde passa maior parte do ano. O sabor predominante é de castanha e, segundo Edinho, “dá um caldo bom”. Fiquei pensando como seria esse feijão cozido e depois assado, sem o líquido.
Enxofre – outro tipo trazido da Bahia, esse feijão é bem generoso: ele cresce, fica bem maior do que os outros. Com jeito de explorador relatando a descoberta, o chef diz que pouco se sabe sobre a variedade: “Nem no Wikipedia tem página sobre ele”, orgulha-se Edinho.
Manteiguinha – direto do Pará, o mais fofinho dos feijões é também doce. Miudinho, branquinho e primo do fradinho. Estou pensando seriamente em cozinhar com uma beterraba para fazer um feijão cor-de-rosa para a minha filha. Se der certo, eu conto – e ela fotografa!
Sexta-feira, 29 de julho de 2011
Férias chegando ao fim, e eu estou animada com as novidades para o segundo semestre. Apesar da delícia caótica que costumam ser as férias escolares, até que julho foi um mês bem equilibrado. Consegui viajar com as crianças e trabalhar um pouquinho também. Nos dois momentos,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 15:43
Férias chegando ao fim, e eu estou animada com as novidades para o segundo semestre. Apesar da delícia caótica que costumam ser as férias escolares, até que julho foi um mês bem equilibrado. Consegui viajar com as crianças e trabalhar um pouquinho também. Nos dois momentos, cozinhei bastante, experimentei coisas novas e me apaixonei pelo livro A Arte da Comida Simples, da chef-revolucionária Alice Waters. Fiz várias receitas.
Já as fotos que ilustram este post são do meu encontro com o chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. E as receitas que aprendi com ele vão para a minha coluna na revista Lola, de setembro. Mas, antes, elas serão feitas novamente pelo Panelinha, para transformar gramas em colheres e litros em xícaras. Assim, todo mundo consegue fazer as criações do chef em casa!
Quem me acompanha pelo @ritadopanelinha ou pelo FB do Panelinha pode ter visto mais fotos das comidinhas do Mocotó, que postei ao longo daquele dia. E, à noite, depois de comer muita carne seca e tapioca, precisava de um jantar bem leve, uma espécie de detox.
Fiquei pensando que todos nós, depois das férias de inverno, vamos precisar de receitas boas para desintoxicar. Então, a seguir, explico duas das preparações mais leves que tenho feito nos últimos tempos, ambas inspiradas no livro da Alice Waters. Lembro que leve não é light e, para mim, comida saudável é comida de verdade. Não estranhe o vinho e a manteiga das preparações!
Aliás, por falar em não estranhe, além das receitas maravilhosas que aprendi com o Rodrigo, descobri que temos outro gosto em comum. E foi uma surpresa. Não é raro ver mulheres que trabalham em casa para ficar perto dos filhos. Mas o Rodrigo comanda o restaurante com as filhas no colo! Com a mulher, a Ligia, ele faz do Mocotó um ambiente caloroso, familiar, cheio de vida. Note ali no cantinho da foto uma florinha de rosa-choque mexendo na prateleira: é a Maria Flor, filha mais nova do casal.
Eu não levo os meus pequenos ao escritório, mas faço de tudo para trabalhar em casa. E eu gosto dessa coisa misturada, de poder contar deles aqui e de eles saberem e até palpitarem nas minhas coisas. Para a minha surpresa, isso não é coisa de mãe, é coisa de cozinheiro!
Duas preparações para desintoxicar
1. Salsão na manteiga : escolha a panela com o fundo mais largo que você tem; cubra o fundo, em uma camada, com pedaços de salsão de cerca de 10 cm; cubra com o triplo de água e junte ½ cenoura cortada em palitos, 1 cebola pequena cortada em 4 partes, 1 ou 2 dentes de alho, 5 grãos de pimenta-do-reino; 2 cravos-da-índia, 1 folha de louro e tempere com sal a gosto. Leve ao fogo alto e, quando ferver, diminua. Quando a água estiver secando, apenas no fundinho, junte manteiga. Quanto? Quando você quiser. Eu acho que 2 colheres vão bem. Se você acha muito, coloque menos; se acha pouco... Deixe cozinhar até dar uma leve caramelada. Sirva a seguir. Atenção: caso o salsão não esteja cozido, antes de acrescentar a manteiga, junte mais um pouco de água. Vai bem com peixe, com frango, mas com uma fatia de queijo branco grelhado fica dos deuses. E faz uma refeição levinha.
2. Repolho no vinho : pique bem fininho uma cenoura, uma cebola e refogue em 2 colheres (sopa) de azeite, até murchar; pique grosso 1 repolho pequeno e junte ao refogado; junte também 2 folhas de louro, 1 dente de alho bem picado e tempere com sal e pimenta-do-reino. Refogue por mais uns minutinhos e regue com ½ xícara de vinho branco. Quando secar, regue com ½ xícara de água, tampe a panela e deixe cozinhar até secar. Vá mexendo de vez em quando. Sirva com uma colherada generosa que queijo cottage. Sobre cuscuz marroquino também fica ótimo.
Terça-feira, 12 de julho de 2011
De uns tempos pra cá, comecei a notar um probleminha. Fiquei um pouco em dúvida se era só comigo. A questão é que quebrar ovos está cada vez mais difícil: a casca se esfarela, em vez de rachar numa linha reta, batida contra a quina da bancada. Toc toc, e lá vai um caquinho...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:44
De uns tempos pra cá, comecei a notar um probleminha. Fiquei um pouco em dúvida se era só comigo. A questão é que quebrar ovos está cada vez mais difícil: a casca se esfarela, em vez de rachar numa linha reta, batida contra a quina da bancada. Toc toc, e lá vai um caquinho para dentro da tigela com as claras. Para o ovo, e somente para ele, ser casca grossa era uma virtude.
Quando eu era criança, fazia pão-de-ló sozinha e me orgulhava de conseguir separar as gemas das claras usando a casca dividida em metades perfeitas, com apenas uma batidinha. Será que até as galinhas estão ficando com osteoporose? E olha que eu faço tudo certinho: compro ovos caipiras, conservo na geladeira e, não fosse a casca fina, até quebraria com uma mão só!
Não tenho queixa contra o amarelo da gema ou gosto de ração impregnado nos ovos – uma amiga me convenceu de que os de uma determinada marca de orgânicos têm gosto de peixe em função da ração que as pobres galinhas comem. Acho que eu sou influenciável, passei a sentir cheiro de mar nos ovos e preferi mudar de marca. Assunto encerrado. O meu problema não é o ovo, mas a casca. Enfim, dramas singelos de uma cozinheira que bota reparo em tudo que se passa na cozinha.
Piu piu
Fiquei querendo saber se eu estava procurando pêlo em ovo ou se outros cozinheiros tinham notado a mudança. Pelo Twitter , a @ellenkanashiro opina que “também tenho percebido, até nos ovos caipiras” e @ceciliabiondi diz que as cascas estão “mega finas”. Já a @receitasdodia acha que só a casca do ovo branco está mais fina, “a do ovo vermelho é bem grossinha”, @Vaitersobremesa também diz que “principalmente a casca do ovo branco”. A @RenataCozinha21 comenta que “a gente mal bate e elas já estão quebrando”, a @renatazinata reclama que fica “catando os pedacinhos”, como eu.
Muita gente foi além da casca. A @digamaria observa: “pela cor da gema a gente já vê diferença entre os caipiras da feira e os orgânicos do supermercado” A @NegaSu, @PatFeldman e @penacozinha começaram um tuíte-papo: “Muitos animais vivem confinados e à base de ração de soja, que, mesmo orgânica, não é boa...”, “mas aí estamos numa enrascada, pq caipira só significa ave criada sem confinamento, a ração é a base de milho transgênico e hormônios, antibióticos igual à de granja”. A @PatFeldman conclui: “Comprar o mais direto possível do produtor. Feira de orgânicos da Água Branca é uma boa!”.
Pela página do Panelinha no FB , a Ana Fellows protesta: “As galinhas cariocas botam ovos de ouro, custam cerca de R$ 4 a dúzia... Mas o que mais me incomoda é a dúzia de 10 ovos do Supermercado ZonaSul, pelos mesmos R$ 4”. O Bruno César Oliveira confessa que achava que não sabia mais quebrar um ovo: “Toda vez cai um pedaço da casca, que sempre se esfarela”. A Claudia Mathias comenta que “está difícil um ovo cozido ficar inteirinho”.
Técnica
Nesse caso, Claudia, eu sei a solução para você, mesmo cozinhando com ovo de casca fina. Com uma agulha, faça um furinho no topo do ovo; isso faz com que o ar tenha por onde escapar, sem precisar rachar a casca. O segundo truque tem a ver com a temperatura: se você tirar o ovo da geladeira e colocar na água fervente, a casca vai rachar, então, são duas possibilidades: se tiver tempo, deixe o ovo fora da geladeira por pelo menos meia hora; caso contrário, coloque ele na água fria e leve para ferver.
Para as outras preparações, por enquanto, acho que vamos ter que ficar catando os pedacinhos de casca. Ou teríamos que ser consumidores mais casca grossa e exigir alimentos melhores.
Segunda-feira, 4 de julho de 2011
Recebi de uma leitora a seguinte mensagem: “Moro na França e sempre troco receitas com minha mãe (que está no Brasil). Um dia ela me disse que tinha ganhado um super presente, um livro de receitas que dão certo! E foi assim que eu descobri seu site. Detalhe: minha mãe nunca...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 23:12
Recebi de uma leitora a seguinte mensagem: “Moro na França e sempre troco receitas com minha mãe (que está no Brasil). Um dia ela me disse que tinha ganhado um super presente, um livro de receitas que dão certo! E foi assim que eu descobri seu site. Detalhe: minha mãe nunca seguiu receita; com você, ela aprendeu a respeitar as medidas e confessa que tudo é bem melhor assim. Escrevo para contar o resultado do bolo encharcado de laranja: UAU! Peguei a receita no blog. Muito fácil de fazer. Foi um sucesso sem limites! Coloquei na geladeira, pois aqui está muito quente, mas o bolo não teve vida longa, desapareceu!”
A Fernanda também me contou que, logo mais, vem visitar a mãe e pretende passar as férias cozinhando com ela. Que inveja (boa) dessa mãe! Nem sei como é cozinhar a quatro mãos com uma filha grande. Já pensou? Que sonho. Fiquei rascunhando as receitas que eu faria com a Dora. E não consigo imaginar em começo melhor que um bom caldo de galinha . Ele é a base de quase tudo que conforta – eu vivo insistindo para você fazer, né? Já estamos em julho. Não há mês melhor. E não só porque está frio.
Mesmo que você não tire férias, deveria aproveitar um fim de semana para viajar na cozinha. Não por acaso, esse é o tema da minha coluna na Lola desse mês. Selecionei livros, utensílios, preparei um cordeiro marroquino e, adivinhe, o nosso bolo de laranja! Ele é um verdadeiro passeio por Sevilha – digo ‘o nosso’ porque estou imaginando que você, como a Fernanda, também já tenha assado esse bolo. (Ainda não? A receita está neste post .)
Aqui para o blog, resolvi fazer uma seleção de receitas que eu gostaria que todo mundo experimentasse. Não são exatamente preparações cotidianas, arroz com feijão. Mas tem arroz, só que com toque de cúrcuma e maçã-verde. Ele até pode virar comida do dia a dia, não é de preparo complexo – acontece que, com o corre-corre, a gente se esquece de combinar sabores diferentes.
Escolhi quinze receitas. Mas vou bater na mesma tecla: nem que seja uma única vez, faça um caldo de galinha (depois de fazer, você não vai mais parar). Risotos, molhos, qualquer sopa fica mais gostosa com caldo de galinha. Experimente tomar uma sopa de cebola feita com caldo caseiro. É de chorar de bom, e não só na hora de cortar as cebolas.
Receitas para viajar na cozinha
Arroz integral com maçã-verde e cúrcuma para variar o arrozinho do dia a dia.
Purê de batatas a moda libanesa para provar que até os ingredientes mais simples se transformam em combinações luxuosas.
Chutney de abacaxi dar um ar indiano ao trivial franguinho grelhado ou caprichar no lombinho de porco.
Curry verde de filé mignon para deixar o jantar a dois ultra perfumado.
Espetinho de frango com purê de banana e molho teriaki para acabar com preconceitos na cozinha.
Nhoque de batata : é trabalhoso, mas você precisa fazer.
Pão de nozes : demora um pouquinho, mas é fácil e, se você não comer tudo de uma vez, dura dias sob um pano de prato.
Patê de fígado é tão nutritivo quanto saboroso. Dos aperitivos mais elegantes e econômicos que pode haver.
Polenta ao gorgonzola fica pronta em menos de 10 minutos, feita com a versão instantânea!
Tarte tatin : é chegada a hora da sobremesa!
Torta de castanha-de-caju e damasco : como pode um doce ser gostoso e saudável ao mesmo tempo?
O doce de polenta do Fasano : dá trabalho, demora, não é simples. Mas é divino.
Suflê prático de chocolate é para você não dizer que eu não fui boazinha na seleção!
As foto que ilustram este post são de Rogério Voltan para revista Lola de julho.
26 de junho de 2011
A receita de hoje não é de comer. Nem de beber. Mas ela tem sua utilidade. Antes, porém, quero explicar uma coisa sobre a minha personalidade. Quando eu compro uma bolsa nova, saio da loja com ela e uso até gastar. Um ano. As vezes mais. Aí, compro outra, aposento aquela e...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:22
A receita de hoje não é de comer. Nem de beber. Mas ela tem sua utilidade. Antes, porém, quero explicar uma coisa sobre a minha personalidade. Quando eu compro uma bolsa nova, saio da loja com ela e uso até gastar. Um ano. As vezes mais. Aí, compro outra, aposento aquela e só volto a usar quando nem me lembro mais da existência dela. Imagino que, para uns, isso quer dizer que eu sou mão de vaca. Para outros, os fashionistas, que sou desencanada. Para mim, revela um traço obsessivo: quando encano com uma coisa, não consigo pensar em outra. Inclusive quando o assunto é comida. Tenho as minhas fases.
Outro dia, lembrei de um desses hábitos de avó, não das minhas, mas um costume antigo de deixar uma panelinha com especiarias, frutas e açúcar no fogo, apenas para perfumar a cozinha. Lá fui eu para a boca do fogão. Adoro casa perfumada. Uma panela pequena, um tanto de açúcar. Quanto? Umas quatro colheres. Em fogo médio, rapidinho virou caramelo. Longe da chama, coloquei uns paus de canela, uns cravos-da-índia, uma maçã cortada em quatro e completei com água. A cozinha já estava cheirosa, antes mesmo da poção mágica voltar ao fogão.
Quem acompanha o Panelinha há tempos sabe que na minha casa a cozinha é na sala. Não há paredes nem divisões. Até o piso é o mesmo, de madeira, para unificar o espaço. Tão logo a água perfumada começou a ferver, a sala se transformou. É marcante como o aroma natural de frutas e especiarias pode trazer imediatamente uma sensação de bem-estar, de aconchego, até de alegria. Pronto, fiquei viciada.
Usei a mesma panelinha por uns dias, até gastar. À medida que a água ia secando, eu regava com mais um pouco (que fique claro, a panela não fica no fogo o tempo todo!). Uma hora, o perfume acabou. Mas a minha obsessão por casa perfumada, não. Fiz novas combinações. Em lugar da maçã, usei laranja. Fiz com a casca que iria para o lixo, depois de fazer suco. Também já usei um limão. Ontem, caramelei o açúcar, polvilhei com um pouco de canela em pó, cortei uma laranja em fatias e juntei um resto de um chá a granel que tinha acabado de tomar.
Assim que a água ferve, dou uns minutinhos para a sala ficar perfumada e, depois, saio passeando pela casa para levar o aroma até os quartos. Os vizinhos estão achando que eu virei macumbeira. Olhando através da janela deve ser meio estranho, mesmo, ver uma mulher de penhoar preto andado pela casa com uma panela fumegante. E eu também me sinto meio bruxa. Meio bruxa, meio cozinheira, alimentando a minha casa com esse vaporzinho mágico.
Sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sempre que experimento um prato diferente, fico logo querendo descobrir a receita para contar para você. Mas, ultimamente, também tenho tido vontade de comentar sobre outras coisas. E foi exatamente isso o que aconteceu quando entrei pela primeira vez na casa nova da minha...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:41
Sempre que experimento um prato diferente, fico logo querendo descobrir a receita para contar para você. Mas, ultimamente, também tenho tido vontade de comentar sobre outras coisas. E foi exatamente isso o que aconteceu quando entrei pela primeira vez na casa nova da minha amiga Maguy. Fiquei enlouquecida!
Maguy Etlin é a pessoa mais chique que eu conheço. Mas o chique dela não é previsível, tudo é autêntico, cheio de humor – o jeito que ela arruma as coisas é ultra original. Eu queria porque queria que você pudesse dar uma espiada na cozinha dela.
Pedi à Maguy para fazer uma coluna da LOLA na casa dela. Ou melhor, com ela! Na edição de junho, que acaba de chegar às bancas, você pode ver quatro páginas com um pouco do lifestyle da minha amiga. Quero muito que você dê uma olhada! Ela também passou a receita de duas sobremesas irresistíveis.
Aqui no blog, além da nossa foto, você vê também um clássico dos almoços da Maguy: o gratin de batatas. Lógico que ela conta pra gente o truque para deixar esse acompanhamento ainda mais saboroso: ela mistura um pouco de requeijão no creme de leite! Essa francesa chegou ao Brasil e logo descobriu ótimas utilizações para os produtos nacionais...
Maguy explica que o gratinado é super simples de fazer – mas o resultado é impressionante. Ela conta que basta cortar as batatas em fatias bem finas e, numa refratário, formar camadas com elas; entre cada camada, coloque creme de leite com requeijão, polvilhe um pouco de queijo parmesão e tempere com pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto. Cubra com papel-alumínio e leve para assar em forno preaquecido a 180 0C (temperatura média) por 30 minutos; retire o papel e deixe no forno até formar uma crosta bem douradinha. Viu como é fácil?
O perfil da Maguy você lê na revista LOLA. E para ver mais imagens da coluna feitas pelo super fotógrafo Romulo Fialdini, acesse este álbum na página do Panelinha no FB.
Sexta-feira, 27 de maio de 2011
A Glaucia me mandou um e-mail, pedindo uma receita específica. Ela quer saber se eu já publiquei aquele tal “suflê de chocolate que pode ser feito com antecedência”. Ela conta: “Sou apaixonada por gastronomia, e seu site, blog e Facebook são algumas das minhas fontes de...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:00
A Glaucia me mandou um e-mail, pedindo uma receita específica. Ela quer saber se eu já publiquei aquele tal “suflê de chocolate que pode ser feito com antecedência”. Ela conta: “Sou apaixonada por gastronomia, e seu site, blog e Facebook são algumas das minhas fontes de pesquisa e inspiração. Parabéns! Trabalho no ramos de eventos, não exatamente com gastronomia, mas com locação de materiais. Por isso, fico doida inventando e descobrindo receitas para utilizar meus apetrechos”.
Aí, a leitora explica que navegando aqui no blog, viu uma menção minha ao suflê de chocolate : “Amei! Sempre quero servir um suflê de sobremesa, mas esbarro no impasse de ter que fazer e servir imediatamente. Você já publicou essa receita? Pode me indicar? Outra questão: como faço para poder compartilhar minhas receitas e fotos em seu site? É possível?”.
Sim, Glaucia, é possível. Basta você criar a sua página aqui no Panelinha, se cadastrando na comunidade . Quanto à receita, ela foi publicada na minha coluna da Lola, publicação linda e maravilhosa da editora Abril. Aliás, a foto que ilustra o post foi feita para a revista pelo Rogério Voltan. E, pra gente não perder a nossa amizade, aqui vai a receita!
Suflê prático de chocolate
Tempo de preparo: 20 minutos + 15 minutos no forno
Serve: 6 porções
Ingredientes
200 g de chocolate escuro (para mim, quanto mais amargo, melhor)
1 colher (sopa) de rum
4 ovos
¼ de xícara (chá) de açúcar
manteiga e açúcar cristal para untar e polvilhar
Modo de preparo
1. Pique o chocolate e, numa tigela refratária grande, leve ao micro-ondas para derreter, fazendo pausas de 1 em 1 minuto para não queimar. Antes mesmo de estar totalmente derretido, misture bem. O calor do próprio chocolate faz com que ele amoleça os pedaços que ainda estão inteiros. Deixe esfriar.
2. Unte 4 ramequins pequenos com manteiga e polvilhe com açúcar cristal. Tem que ser cristal: ele forma uma paredinha que serve de apoio para o suflê crescer. Leve ao congelador para firmar.
3. Separe as claras das gemas. Somente quando o chocolate estiver em temperatura ambiente, junte as gemas, o rum e misture bem.
4. Na batedeira, bata as claras. Assim que começarem a espumar, junte a metade do açúcar; quando ficarem em neve, junte o restante. Elas precisam estar firmes, mas não podem endurecer excessivamente.
5. Junte 1/3 das claras ao chocolate e misture bem. O restante, incorpore delicadamente com uma espátula, fazendo movimentos circulares de baixo para cima. Atenção o truque aqui é não perder o ar incorporado às claras. Tem dúvidas? Assista a este vídeo (a receita é outra, mas a técnica é a mesma).
6. Coloque a massa nos ramequins e leve à geladeira por até 24 horas. Na hora de servir, preaqueça o forno a 200 oC ; coloque os ramequins numa assadeira e leve para assar por cerca de 15 minutos, até crescer. Sirva com creme batido ou com sorvete.
Terça-feira, 24 de maio de 2011
Há mais de 15 anos testo receitas profissionalmente. Ficou tão automático que preciso fazer um esforço para não anotar tudo quando estou cozinhando por cozinhar. Preparo um macarrão para os meus filhos e acabo fazendo um registro mental das quantidades, do preparo, dos...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:01
Há mais de 15 anos testo receitas profissionalmente. Ficou tão automático que preciso fazer um esforço para não anotar tudo quando estou cozinhando por cozinhar. Preparo um macarrão para os meus filhos e acabo fazendo um registro mental das quantidades, do preparo, dos tempos de cada etapa. Mas isso não chega a ser um problema. O lado chato é que dificilmente uma receita me surpreende.
Bato o olho e já sei no que vai dar. E, pior, se é que vai dar em alguma coisa. Aliás, continuo testando receitas porque o método, para mim, não serve para checar o resultado, mas, sim, para poder descrever com precisão o preparo, indicar as quantidades certinhas, explicar o chamado passo a passo. Assim, todo mundo consegue fazer o prato. É por isso que, no Panelinha, as receitas funcionam.
Quem me acompanha pelo @ritadopanelinha no Twitter , ou já curtiu a página do Panelinha no Facebook , pode ter visto um bolo que fiz no fim de semana. (Aproveitei até para fazer mistério. Mostrei o passo a passo, os ingredientes na tigela, o bolo no forno. Mas não contei do que era, e ninguém acertou. Teve gente que passou raspando, mas foi maldade de minha parte, não daria mesmo para adivinhar. Não era um bolo comum.)
Quando vi a receita pela primeira vez, sabia que a combinação de sabores era boa. Mas não imaginava um bolo tão incrível, talvez, dos melhores que eu já tenha comido. Não é um bolinho de dia a dia. É um bolo para sobremesa, para uma comemoração, para um encontro, para um fim de semana especial, mesmo que o evento seja justamente o preparo dele.
Os ingredientes são: ovos, farinha de amêndoas, açúcar, laranja e canela. Só. Não vai manteiga nem óleo, não vai farinha de trigo nem fermento. E dá certo. Como dá!
Ele é um bolo esponjoso e molhado – não, não é um bolo molhadinho, úmido. É um bolo encharcado. Ele bóia na calda. Nem é calda, pois o ideal é preparar na véspera para dar tempo de a massa absorver todo o líquido. A textura é delicada, macia, e ao mesmo tempo cheia de personalidade. Talvez remeta ao baba au rhum, apenas por ser molhado. Mesmo assim, é tão diferente, não só pelo sabor, mas a textura da massa é outra, mais para pão-de-ló. Nesse caso, porém, de amêndoas. Ele é ele.
Então, vamos logo à receita. Talvez você não encontre a farinha de amêndoa, nesse caso, compre amêndoas cruas e sem pele e bata no processador, até virar uma farinha. No mais, os ingredientes são simplérrimos. Um detalhe: qualquer receita que vá raspas de laranja exige cuidado máximo, a parte branca é muito amarga; por isso, raspe somente a parte laranja da casca. Eu tenho um ralador específico para isso, para raspar casca de frutas cítricas. Mas ele não é essencial para o preparo da receita.
No mais, prepare-se para uma volta do sul da Espanha, numa tarde ensolarada, e me diga: tem bolo melhor que esse?
Bolo encharcado de laranja, amêndoa e canela
Serve: 15 porções
Tempo de preparo: 10 minutos + 40 minutos no forno
Ideal para fazer na véspera
Ingredientes
8 ovos
1 xícara (chá) de açúcar
1 ¾ de xícara (chá) de farinha de amêndoas (200g)
raspas de 2 laranjas grandes
2 colheres (chá) de canela em pó
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilha a fôrma
Modo de preparo
1. Com manteiga, unte uma fôrma redonda média, de preferência com aro removível (sem furo no meio). Polvilhe com farinha de trigo e retire o excesso. Preaqueça o forno a 180 oC (temperatura média).
2. Separe as gemas das claras. Coloque as claras na tigela grande da batedeira, e as gemas em outra tigela grande, onde caibam todos os ingredientes.
3. Junte o açúcar, a canela e as raspas de laranja às gemas e misture muito bem com uma colher ou com um batedor de arame. Por último, misture a farinha de amêndoas.
4. Na batedeira, bata as claras em neve, até que fiquem firmes. Retire e misture apenas 1/3 delas às gemas. Com uma colher, mexa bem. Junte o restante das claras e incorpore com uma espátula. Faça movimentos circulares, de baixo para cima, delicadamente, mas sem demora. O bolo não leva fermento, então, será justamente o ar das claras em neve que dará leveza à massa, sacou? Não queremos tirar todo o ar delas, mexendo loucamente a mistura!
5. Transfira a massa do bolo para a fôrma preparada e leve ao forno para assar por 30 a 40 minutos (cada forno é um forno). Use o truque do palito para saber se a massa já está assada. Sabe qual é , né? É só espetar, se sair limpo, está pronto.
6. Retire do forno e espere esfriar, antes de desenformar. Depois de uns 10 minutos, passe uma faca redonda na lateral, entre a fôrma de o bolo, e abra o aro. Mas ainda não retire o bolo do fundo da fôrma. (Caso você tenha feito numa fôrma comum, espere ele esfriar bem antes de virar, a massa é delicada e pode quebrar.)
Para a calda e montagem
2 xícaras (chá) de suco de laranja fresco
1 xícara (chá) de açúcar
1 laranja cortada em gomos
Modo de preparo
1. Enquanto o bolo assa, faça um suco e meça 2 xícaras. Numa panela, leve ao fogo médio. Quando começar a ferver, desligue. Junte o açúcar e misture bem, até que tenha dissolvido.
2. Quando o bolo tiver esfriado, com cuidado, retire da fôrma e transfira para um prato de bolo fundo. Com muita paciência, vá regando toda a calda sobre a massa e nas laterais. Dê intervalos para que o bolo possa absorver a calda. Ele vai ficar encharcado, é assim mesmo. Depois de algumas horas, a massa terá sugado toda a calda. Se quiser, decore com gominhos de laranja. Totalmente opcional. Prepare-se para experimentar o bolo. Depois me conta o que você achou?
Quinta-feira, 19 de maio de 2011
Quem frequenta o Panelinha já cansou de me ouvir falar de caldo (eu sei, eu sei: já cansou de ler sobre o assunto. É modo de dizer, tá?). Acontece que eu não me canso de insistir: é tão fácil, tão saudável e tão saboroso, que nada justifica o uso de caldo industrializado....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:36
Quem frequenta o Panelinha já cansou de me ouvir falar de caldo (eu sei, eu sei: já cansou de ler sobre o assunto. É modo de dizer, tá?). Acontece que eu não me canso de insistir: é tão fácil, tão saudável e tão saboroso, que nada justifica o uso de caldo industrializado. Aliás, na minha casa, tempero pronto não entra. Não precisa! Uma cebola, um dente de alho, uma pitada de sal. Não precisa muito mais. Por exemplo, se não tiver caldo caseiro para fazer risoto, uso água. Juro que fica melhor do que com cubinho, que estraga qualquer prato.
Com dias frios, e noites geladas, meus pequenos já começaram a espirrar. E como boa mãe judia, vou fazer um panelão de caldo de galinha. É um santo remédio. É bom para tanta coisa que a Marcia Daskal, nossa nutricionista, escreveu no blog Vitaminado um post inteiro sobre os benefícios dele. “Na cultura judaica, caldo de galinha é chamado de caldo de ouro. Mas não é só entre os judeus que ‘prudência e dinheiro no bolso, canja de galinha não faz mal a ninguém’. É um antiinflamatório natural. Aquela gelatina que se forma no caldo é rica em colágeno e faz bem para a pele e para as articulações. Ela é de fácil digestão e, por isso mesmo, importante para não sobrecarregar o sistema digestivo de quem está enfraquecido por alguma doença.”
Incluí várias receitas de caldo no meu livro Panelinha, receitas que funcionam . De galinha, de galinha assada, de carne, de legumes, todos muito práticos. Mas, aqui, volto a insistir no clássico de galinha. Como vou preparar, já fico querendo que todo mundo faça também! Vamos?
Além do frango, de alguns legumes e outros perfuminhos, você vai precisar de umas 3 horas fazendo outra coisa, enquanto o caldo cozinha. Mas com esse frio nem vai ser um problema ficar perto do fogão. O caldo já pronto serve para inúmeras preparações: sopas, risotos, molhos, ensopados, mas como caldo para bolinhas de matzá , ele se transforma numa das minhas sopas favoritas. No fim de semana, porém, acho que vou tomar de caneca.
Se você também for fazer caldo, comente ou coloque a foto no Facebook do Panelinha !
Últimas observações: eu costumo fazer o caldo com um frango inteiro (note abaixo que há outras opções), porém, corto ele em pedaços, preservando o peito inteiro. Depois de 1 hora no fogo, retiro o peito para usar em outras preparações. Já o restante, descarto no fim do cozimento. Outro ponto importante é que, em vez de usar uma peneira, passo o caldo no chinnois, aquela peneira metálica furadinha que parece um chapéu de chinês. Isso possibilita dar aquela espremidinha e extrair ao máximo todo o sabor dos alimentos. Mas cuidado para não fazer um purê! Não é esse o objetivo. Como nem todo mundo tem o utensílio, na receita indico o uso de uma peneira. E se quiser deixar o caldo bem limpinho, clarinho, forre com um pano de prato. Mas, eu acho isso frescura.
Caldo de galinha
Tempo de preparo: 20 minutos + 3 horas de cozimento
Rende: 1,5 litro
Esta é uma receita bem básica e clássica. Fique à vontade para acrescentar outros legumes, como cogumelos, milho, tomate. Mas lembre-se de que, após o cozimento, eles serão descartados.
Ingredientes
3 carcaças de frango ou 1 frango inteiro ou ainda 2 k de asinha de frango
1 cebola grande
2 cenouras
2 dentes de alho
2 talos de salsão
1 tomate
1 folha de alho-poró (somente a parte verde)
2 folhas de louro
1 colher (chá) de pimenta-do-reino em grãos
5 cravos-da-índia
2 ramos de tomilho
3 talos de salsinha
3 l de água
Modo de preparo
1. Descasque os dentes de alho e a cebola. Corte a cebola em 4 partes. Lave e corte as cenouras em rodelas. Lave os talos de salsão e corte em pedaços. Lave o tomate e corte em 4 partes. Lave a folha de alho-poró, o tomilho e a salsinha.
2. Lave o frango, carcaça ou asinhas em água corrente e coloque numa panela bem grande. Junte todos os ingredientes e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, baixe bem o fogo e tampe a panela. O fogo deve estar o mais baixo o possível.
3. Deixe cozinhar por 3 horas. Sim, é bastante tempo. Mas não dá trabalho. Passado o tempo de cozimento, desligue o fogo.
4. Quando esfriar um pouco, transfira para uma tigela passando por uma peneira fina ou forrada com pano de prato. Deixe escorrer bem. Descarte os legumes e o frango. Reserve o caldo.
5. À medida que o caldo for esfriando, a gordura vai se separando e subindo para a superfície; quando estiver frio, com uma colher, retire a gordura. Conserve o caldo na geladeira por até 3 dias ou congele. Vale até usar forminhas de gelo para facilitar o descongelamento.
Terça-feira, 12 de abril de 2011
O Dia do Índio pode não ser uma comemoração muito importante para você. E, talvez, também não seja para mim, não fosse o batuque que ressoa na minha cabeça. É só a data ir se aproximando que ouço na minha mente uma voz: “Todo dia, era dia de índio, mas agora eles só tem o...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:38
O Dia do Índio pode não ser uma comemoração muito importante para você. E, talvez, também não seja para mim, não fosse o batuque que ressoa na minha cabeça. É só a data ir se aproximando que ouço na minha mente uma voz: “Todo dia, era dia de índio, mas agora eles só tem o dia 19 de abril...”. Que tormento. Baby já nem é mais Consuelo, mas o refrão ainda não se desfez na minha mente. Acontece que o barulho do índio, ou melhor, dos nomes de origem indígena, não está só na minha cabeça. Basta dar uma olhada nos cardápios da cidade que você vai se deparar com tucupi, jambu, cupuaçu e pequi. E não estou me referindo a restaurantes de comida típica. O uso dos produtos nacionais por parte de chefs renomados não é exatamente uma novidade, mas é a tendência mais importante na gastronomia brasileira.
Um dos grandes embaixadores desse movimento foi o chef Paulo Martins, que morreu no fim de 2010. Ele deixou um legado imenso e vários seguidores. Em 2007, quando o chef Martins esteve em São Paulo, acompanhei todo o preparo de um jantar com pratos como carpaccio de pirarucu, mugica de aviú, picadinho de tambaqui, camarão no bacuri, pato no tucupi, maniçoba, arroz de jambu, pastéis de Santa Clara de cupuaçu e musse de açaí (veja o cardápio completo aqui ). Confesso que, até então, não conhecia metade dos ingredientes. Foi com ele que comecei a prestar atenção nas comidas com nomes indígenas.
Talvez você ainda não tenha se deparado com um termo advindo do tupi em nenhum cardápio, mas é só uma questão de tempo. Aproveitando a proximidade com o dia 19 de abril, o Panelinha preparou para você um pequeno dicionário gastronômico indígena. Assim você fica por dentro da alta gastronomia brasileira e também fica a salvo de um programa de índio: não pega bem ler um cardápio bacana e fazer cara de paisagem amazônica. Acho que a Baby do Brasil vai ficar feliz em saber que agora, todo dia é dia de índio.
Pequeno dicionário gastronômico indígena
Aipim – é o alimento mais comum da nossa listinha. Talvez ele nem precisasse estar aqui, pois se você não conhece aipim, deve saber o que é mandioca ou macaxeira, certo? Então, é a mesma raiz, com nomes diferentes, de acordo com a região do país.
Bacuri – uma das frutas mais populares da região amazônica, ela é um pouco maior que uma laranja, tem casca grossa e dura e polpa agridoce. O bacuri pode ser comido puro ou utilizado na produção de doces, sorvetes, sucos, geléias e licores. Aqui em São Paulo a gente encontra o sorvete da fruta na sorveteria Taperebá.
Beiju – trata-se de uma panqueca feita com massa de farinha de mandioca fina e que pode ser recheada com vários ingredientes diferentes, doces ou salgados. Aos domingos, o Ritz, além dos famosos hambúrgueres, serve porção de beiju assado com manteiga e queijo.
Cambuci – fruta de uma árvore nativa da mata amazônica. Antigamente ela era muito abundante na cidade de São Paulo, aliás, foi assim que o bairro do Cambuci ganhou seu nome. A casca é verde e a polpa bem carnuda e doce com um toquezinho ácido. O nome cambuci é de origem indígena e deve-se à forma de seus frutos, parecidos com os potes de cerâmica que recebiam o mesmo nome. O chef Alex Atala, em seu menu do reino vegetal, fez diversas águas para acompanhar os pratos, entre elas, a de cambuci.
Cupuaçu – fruta amazônica de casca dura e amarronzada com polpa branca bem aromática. Por causa do sabor forte e ácido, que contrasta bem com ingredientes mais doces, a fruta é muito usada em sobremesas. No restaurante Tordesilhas, por exemplo, o cupuaçu vira sorvete e fica uma delícia.
Jambu – planta cujas folhas são usadas como tempero, menos pelo sabor, e mais pelas propriedades sensoriais. Na boca, elas provocam uma sensação de amortecimento. Antes, porém, dão choquinhos. Ou seja, a folha dá barato na língua. Em São Paulo, os chefs Felipe Ribenboim e Gabriel Broide fazem uma releitura de um típico prato judaico, o gefiltefish, que no Dois Cozinha Contemporânea é feito com pirarucu e servido com chrein de folhas e pistilos de jambu.
Mandioca-brava – se tiver no cardápio, não coma! Variedade tóxica de mandioca, rica em ácido clorídrico.
Maniçoba – prato clássico de Belém, é feito com maniva, a folha da mandioca. Diz a lenda que, crua, ela mata; depois de 3 dias na panela, apenas aleija (essa fui eu que inventei, mas é algo assim, bem estranho). Por isso, precisa cozinhar durante 7 dias. Depois, ganha todas as carnes de uma feijoada (e mais bucho). É praticamente uma feijoada sem feijão. Aqui em São Paulo, o chef Caio Henri, do Las Favas Contadas, prepara uma frigideira de maniçoba com frutos do mar.
Pequi – fruta da região centro-oeste, que pode ser comida crua ou usada no preparo de pratos como o arroz de pequi. Apesar da polpa macia e saborosa, o pequi não é tão inofensivo quanto parece. Ele deve ser comido com bastante cuidado, já que em volta do caroço há uma camada de espinhos. Para não machucar a boca, a técnica de degustação é simples: coma com as mãos, jamais com talheres; vá roendo com os dentes, cuidadosamente, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada; pare antes que os espinhos possam ser vistos. Agora que você já sabe, coma tranquilamente quando encontrar um pequi por aí! O chef Carlos Ribeiro, do restaurante Na Cozinha, facilita e usa o pequi para aromatizar o azeite do frango empanado servido com purê de cará.
Pirarucu – em comprimento é o maior peixe de água doce do mundo. É preparado frito e também seco e desfiado, com farofa molhada. Por aqui, a chef Mara Salles faz no restaurante Tordesilhas um pirarucu fresco grelhado regado com tucupi.
Pupunha – no Norte, não é o palmito, como conhecemos aqui, mas o fruto da palmeira. Ele é redondinho e alaranjado. O sabor é uma mistura de pinhão com abóbora (mas a parte da abóbora talvez seja porque eu tenha me influenciado pela cor!).
Tacacá – é preparado com um caldo bem quente de tucupi (veja abaixo), sobre o qual se coloca uma goma de mandioca, camarão seco e jambu. Tipicamente, é servido numa cuia, no fim de tarde; praticamente um lanchinho amazonense! Mas no restaurante Tordesilhas, da chef Mara Salles, é uma entrada.
Tambaqui –peixe de rio, bem gordo, também chamado de pacu vermelho. Aqui em São Paulo, o Dois Cozinha Contemporânea serve uma costelinha de tambaqui com arroz preto e telha de aïoli.
Tapioca – pode ser a goma, o polvilho e também os granulados extraídos da fécula de mandioca. É usada para fazer beijus, sagus e pudins. O chef Alex Atala prepara no D.O.M. ostras empanadas com sagu de tapioca e ovas de salmão.
Tucunaré – é um peixe amazônicos de porte médio. Em São Paulo, vez ou outra aparece num menu especial da chef Ana Luiza Trajano, no restaurante Brasil a Gosto.
Tucupi – é o líquido que resulta do cozimento, por longo tempo, do suco da raiz da mandioca-brava, assim, a parte tóxica é extraída e a gente pode comer tranquilamente. O prato mais famoso feito com essa preparação é o pato no tucupi. Mas a chef Helena Rizzo, do restaurante Maní, criou um peixe no tucupi com banana da terra e migalhas de maní. Delicioso.
Truque
Se você quer aderir a tendência em casa, mas não tem o menor jeito com cozinha, pode começar comprando apetrechos indígenas, como cestas , ótimas para colocar frutas no centro da mesa. São lindas e, por deixarem as frutas arejadas, conservam melhor o alimento. As cestas da foto são da loja Iandé, que fica na rua Augusta, 2212, loja 14, Jardins, (11) 3062-5683.
Onde comer
Brasil a Gosto - R. Prof. Azevedo do Amaral, 70, Jd. Paulista, (11) 3086-3565. 3ª/5ª 12h/15h, 19h/0h, 6ª/sáb. 12h/17h, 19h/1h, dom. 12h/17h
Dois Cozinha Contemporânea - Rua Antônio Bicudo, 116, Pinheiros / Vila Madalena, (11) 2533-5028. 3ª/6ª 20h/0h, sáb. e dom. 12h/17h, 20h/0h.
D.O.M. - R. Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, (11) 3088-0761. 2ª/6ª 12h/15h, 19h/00h (01h as 6ª feira), sáb. 19h/00h, fecha dom.
Las Favas Contadas - R. Patizal, 72, Vila Madalena, (11) 3815-7639. 3ª/6ª 19h/24h, sáb. 13h/17h, 19h/24h, dom. 13h/17h.
Maní - Rua Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, (11) 3085-4148. 3ª/4ª 12h/15h, 20h/23h30, 5ª 12h/15h, 20h/00h, 6ª 12h/15h, 20h30/00h30, sáb.13h/16h,20h30/00h30, dom. 13h/17h
Na Cozinha - Rua Haddock Lobo, 955, Jardim Paulista, (11) 3063-5377. 2ª/6ª 12h/15h, 19h/23h, sáb. 12h/17, 19h, 23h. Fecha dom.
Ritz - R. Jerônimo da Veiga, 141, Jardim Europa, (11) 3079-2725. 2ª/4ª 12h/15h, 20h/24h, 5ª/6ª 12h/15h, 20h/01h, sáb. 12h30/01h, dom. 12h30/24h
Al. Franca, 1.088, Jardim Paulista, (11) 3088-6808. 2ª/4ª 12h/15h, 20h/01h, 5ª/6ª 12h/15h, 20h/01h30, sáb. 12h30/01h30, dom. 12h30/01h
Taperebá - Av. Macuco, 703, Indianópolis, (11) 5052-0330. 3ª/6ª 12h/20h, sáb. e dom. 12h/21h
R. Girassol, 401, Vila Madalena, (11) 2501-7771. 2ª/dom. 10h/22h
Tordesilhas - Rua Bela Cintra, 465, Consolação, (11) 3107-7444. 3ª/6ª 12h/15, 19h/23h30, sáb. 12h/17h, 19h/23h30, dom. 12h/17h
Com a colaboração de Carol Sverner
Segunda-feira, 4 de abril de 2011
Aqui no blog, na página do Panelinha no Youtube e na minha coluna na revista Lola, o assunto é chocolate. E não por acaso. Musse e suflê são uma solução digna para ovo de chocolate ruim. A não ser que ele seja recheado. Aí, minha amiga, não tem jeito – só de ver aqueles...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 14:12
Aqui no blog, na página do Panelinha no Youtube e na minha coluna na revista Lola, o assunto é chocolate. E não por acaso. Musse e suflê são uma solução digna para ovo de chocolate ruim. A não ser que ele seja recheado. Aí, minha amiga, não tem jeito – só de ver aqueles cachos de ovos de Páscoa pendurados no supermercado já fico com enjoo.
Na Lola, a receita é de um suflê de chocolate que pode ser feito no dia anterior. Por isso, é ideal para comemorações. Ele fica na geladeira e, na hora de servir, vai para o forno. Mas a história e a receita estão na revista, então, não vou contar de novo. E se você já leu vai gostar de saber que a fotinho do suflê aí de cima é, justamente, a do dia do aniversário do meu amado. Ela foi feita no celular, com Instagram, depois de um pouco de vinho. Mas viu como o suflê fica lindo?
A outra curiosidade é que tanto a receita publicada na Lola, como a do vídeo a seguir, são multiuso: podem ser servidas como musse ou suflê. Mas atenção: para esta musse de chocolate virar suflê, ela tem que ser feita na hora e ir imediatamente ao forno (não dá para fazer a massa na véspera, como na receita que publiquei na Lola). Nesse caso, leve os ramequins ao forno preaquecido a 200 °C e asse em banho-maria, dentro de uma assadeira com água fervente, por 12 a 15 minutos.
No vídeo abaixo, você aprende o ponto certo das claras em neve. Elas são o segredo para a musse ficar aerada e o suflê crescer. E para ele não despencar, outro truque é untar os ramequins com manteiga e polvilhar com açúcar cristal. Mas tem que ser cristal: ele é mais grossinho e acaba formando uma espécie de parede; ao assar, o suflê se apoia nela e, por isso, não murcha assim que sai do forno (veja atentamente dentro do ramequim da foto).
Nesse episódio da série Dicas que Funcionam, mostro passo a passo o preparo da musse de chocolate . Por ser mais prática, é muito mais útil para o dia a dia. E, agora na Páscoa, vai ser a sobremesa do mês!
VIDEO
Sexta-feira, 1 de abril de 2011
Vem aí: Dia do Índio, Pessach, Páscoa, aniversário da minha mãe, da minha sogra e o feriadón del descobrimiento del Brasil. Tudo isso no mês que começa com o Dia da Mentira. Mas, o assunto de hoje é o aniversário do Nuno. Quem é Nuno? Explico.
A Ana mandou um email com...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:16
Vem aí: Dia do Índio, Pessach, Páscoa, aniversário da minha mãe, da minha sogra e o feriadón del descobrimiento del Brasil. Tudo isso no mês que começa com o Dia da Mentira. Mas, o assunto de hoje é o aniversário do Nuno. Quem é Nuno? Explico.
A Ana mandou um email com uma questão que, acho, é uma dúvida de muitas mães de primeira viagem. “Quero fazer uma festinha linda de 1 ano do meu filho, para umas 20 pessoas, mas não tenho idéia do que servir! Sei que não quero coxinhas, rissoles e outras frituras, pois, além de não gostar muito dessas coisas, vou fazer o aniversário do Nuno na minha casa, que tem a cozinha praticamente na sala”, conta a leitora.
Para ter certeza de que eu iria responder, ela diz que tem todos os meus livros, que ama o Panelinha e manda duas fotos irresistíveis do Nuno, filhote dela, sendo que em uma ele está abraçado com um cachorrão gigante: “A única coisa que sei é que o tema será a amizade dele com o nosso cachorro, porque também não gosto de festas com personagens de tevê, acho sem personalidade!”.
Fiz um filminho na minha cabeça com a primeira festinha do Gabriel, meu filho, que no próximo dia 16 completa 9 anos! Ana, no começo tudo é um bicho-de-sete-cabeças, mas passa. A gente descobre como simplificar a vida. Mas fiquei aflita por você, a gente quer muito acertar, né? Depois a gente vê que errar é inevitável e faz o melhor que pode e pronto. Mas, de todo modo, fiquei com medo de que não fosse dar tempo de publicar a resposta aqui no blog e mandei um email.
Na primeira festa de aniversário do Gabriel, fizemos o bolo em casa. Na época, a Marina, que era chef do Panelinha, responsável pelos testes de receitas, estava empenhada em aprender todas as técnicas possíveis com pasta americana. Então, eu fiz o bolo, e ela, a decoração. Tinha patinho de banheira e vários outros brinquedinhos feitos com a pasta, inspirados nos objetos favoritos do Gabriel naquela época.
Os salgados
A comida salgada, porém, foi quase toda comprada – não dava tempo de fazer tudo e, também, não acho que a gente tenha que se esforçar muito em dia de festa de filho, assim, sobra energia para curtir o aniversário. Encomendei tudo de uma amiga que tem um restaurante árabe. Coalhada, babaganouch, homus, os pães, quibes e todos os tipos de esfiras, um bowl gigante de tabule e deixei tudo arrumado em cerâmicas lindas sobre a mesa de jantar.
Outra coisa que nunca falta nas festinhas em casa são os crudités: palitos de cenoura, de pepino, de salsão, erva-doce e tomatinhos-cereja. Pipoca também é uma boa, mas só quando eles são pequeninos; com crianças maiorzinhas, o chão vira um mar de pipoca – e eu não sou muito chegada à bagunça, confesso. Uns bowls com frutas secas espalhados pela sala também são bem simpáticos. E uma travessa grande cheia de uva-thompson na mesa de centro também costuma fazer sucesso.
Para beber
Na minha casa, refrigerante não entra (a não ser água tônica para tomar com vodca!), então, sirvo água, suco de uva e suco de maracujá para as crianças, e vinho, seja tinto ou espumante, para os adultos. Ah, o brigadeiro é sempre feito em casa. Nenhum é melhor que o caseiro.
Depois de escrever o email, me dei conta de que a Ana pode detestar comida árabe. E, como ela está em um lugar frio, também sugeri um panelão de sopa e várias cumbuquinhas ao lado do fogão. Afinal, a cozinha dela é praticamente na sala; as pessoas podem se servir direto da panela!
A Ana respondeu: “Aqui em casa todo mundo adora comida árabe”, ufa! “E comemos sempre, pois o meu marido é de origem árabe. Eu gosto de fazer tudo em casa... Mas não sei se vou conseguir cozinhar e não ficar parecendo a bruxa dos contos de fada na hora da festa. Desde que o Nuno nasceu, fazer a unha ou uma escova no cabelo passou a ser raridade. Só garanto o filtro solar e muitas vezes passo no carro. E, mesmo assim, nunca fui tão feliz! Voltando à comida, a ideia dos crudites é muito boa, o Nuno ama ficar roendo um palito de cenoura... Aliás, já fiz a sua sopa de cenoura, gengibre e mel e fez tanto sucesso que rendeu até um namoro... Do meu enteado com a minha ex-estagiária! Muito obrigada pelo seu e-mail, abriu a minha cabeça e me libertou da ideia fixa da dupla sinistra: salgadinhos fritos e refrigerante! Acho que a comida árabe vai funcionar. Fiquei cheia de idéias. Logo que resolver, escrevo para contar como vai ser a primeira festinha do Nuno!”.
Quinta-feira, 24 de março de 2011
Há tempos venho pensando sobre comida de escritório, receitas boas de levar para o trabalho, que sejam saudáveis, elegantes e perfumadas – não tem nada mais desagradável que cheiro de comida dos outros no ambiente laboral. O assunto virou o tema da minha coluna na revista...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:46
Há tempos venho pensando sobre comida de escritório, receitas boas de levar para o trabalho, que sejam saudáveis, elegantes e perfumadas – não tem nada mais desagradável que cheiro de comida dos outros no ambiente laboral. O assunto virou o tema da minha coluna na revista Lola – você viu? Lá, mostrei o preparo de uma salada de cuscuz marroquino com frango desfiado, abobrinhas e cebolas-roxas assadas e folhas de manjericão, para dar um toque de frescor. Mas essa é apenas uma possibilidade. E, aqui no blog, quero explorar um pouco mais o assunto.
Na hora de elaborar marmitinhas gostosas e saudáveis, uma das questões é a composição dos ingredientes. Fazer uma salada de lentilhas só com lentilhas funciona quando ela é o acompanhamento do peixe. Numa marmita, vários ingredientes precisam formar o prato. E tudo, absolutamente tudo, pode virar salada (claro que poderia ser algo quente, mas eu implico um pouco com comida requentada).
Para mim, o segredo, além de misturar diferentes alimentos, é também variar os métodos de cozimentos. Por exemplo: na salada da foto, o cuscuz é cozido, o frango é marinado e assado, os legumes são quase queimados (é assim que eu gosto) e o manjericão é fresco. (E já fiz a mesma preparação sem o cuscuz e com queijo do tipo cottage. Ficou uma delícia.)
Aqui no site, há um monte de receitas que se transformam em ótimos pratos para comer ao lado do teclado. Mas o meu objetivo aqui é estimular você a criar as suas versões.
Fórmula básica
Se você só usar carboidratos, é capaz que fique com fome depois de uma hora; se comer apenas carnes, provavelmente vai se sentir sem energia. Uma boa fórmula é somar um grão e/ou um vegetal a uma proteína; para perfumar, use ervas frescas; e, para temperar, azeite e limão ou vinagre. Mas outros grupos de alimentos podem ser usados: frutas, queijos e até macarrão.
Só para exemplificar:
- cubos de abóbora japonesa assados com azeite e alecrim + músculo cozido e desfiado + vinagre de vinho tinto (o azeite usado na abóbora já é suficiente para o molho)
- maçã cortada em quartos e assada com azeite + cevadinha cozida + frango desfiado + salsão fresco picado + raspas e suco de limão
- macarrão cozido + fatias de cebola douradas no azeite + atum em conserva + folhas de manjericão fresco + vinagre de vinho branco
As possibilidades são infinitas. Legumes, leguminosas, cereais, carnes, frutas, queijos, tudo pode. E a graça é fazer composições, pesquisar casamentos de sabores e anotar tudo à medida que dá certo!
Uma mesma base pode ter variações tão diferentes que o prato não fica com sabor de comida de ontem. Por exemplo: quando você preparar o frango para salada (veja a receita abaixo), não vai consumir de uma só vez, é muito; então, num dia ele vai com cuscuz, como o da foto, no outro, com maçã ralada, soja cozida e iogurte temperado com uma pitada de curry. Sabores completamente diferentes.
Frango para salada
Sempre que pergunto pelo Twitter o que as pessoas comeram no almoço, mais de metade das respostas inclui frango. Então, acho que explicar o preparo de um peito para salada pode ser bem útil. Na minha experiência, a maneira mais saudável e saborosa de prepará-lo é assim: em um recipiente, coloque 1 peito inteiro de frango, com pele e osso, e regue com suco de 1 laranja e ¼ de xícara de vinho branco ou ainda de vinagre de vinho branco; amasse um dente de alho com 1 colher (chá) de sal e espalhe no frango; cubra o recipiente com papel-alumínio. Leve ao forno preaquecido a 180 oC para assar por 40 minutos; retire o frango e deixe esfriar. Reserve um pouco do líquido que ficou na assadeira para temperar a salada. Desfie e use em preparações frias. Absolutamente multiuso.
Algumas receitas
Claro que você pode usar como base algumas receitas aqui do site, mas não se prenda a elas. Isso porque as saladas não são pensadas para marmitas, e sim para compor uma refeição. O ideal é você ir criando as suas receitas. E mais: variando bem, a sua alimentação fica mais saudável e saborosa.
As saladas podem ser de grãos, como a de cereais , a de cevada , a de cuscuz marroquino , a de lentilha , a de soja , a de grão-de-bico ou a de quinoa . Use todas elas como base para as suas criações!
Lembre-se de que incluir carnes também é uma ótima ideia, como na salada de cevada com músculo , que é divina. Ou use peixes, como na salada de feijão-branco com salmão . Vale lembrar que
macarrão também vai muito bem, e a versão caprese fria fica uma delícia.
Equipamento
Um último detalhe para que a sua marmita fique realmente phyna: dentro de uma bolsa térmica fofa, coloque uma barrinha de gelo reutilizável (é de plástico com gel dentro); leve uma garrafinha de vidro com suco natural, um bowl lindo de morrer com a salada do dia (coberto com filme, claro) e mais alguma fruta para sobremesa. Pronto. Ah!, não podemos nos esquecer dos talheres e do guardanapo de pano, que além de fino é mais correto ecologicamente que o de papel. O seu corpo vai agradecer não precisar comer fora todo santo dia, e o seu bolso também.
Quarta-feira, 16 de março de 2011
Não estou bem certa se panela velha é que faz comida boa, mas uma assadeira obsoleta, e de alumínio, faz milagres pela prataria! Parece complexo? O vídeo de hoje, para a freguesia do Panelinha, não é bem uma novidade. Já postei sobre a solução quase mágica, e ecologicamente...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:54
Não estou bem certa se panela velha é que faz comida boa, mas uma assadeira obsoleta, e de alumínio, faz milagres pela prataria! Parece complexo? O vídeo de hoje, para a freguesia do Panelinha, não é bem uma novidade. Já postei sobre a solução quase mágica, e ecologicamente correta, que limpa prata. Vale talher, brinco, anel, tudo pode. Pois bem, mas só funciona se a prata ficar de molho num recipiente de alumínio – como uma assadeira velha.
É verdade que esse truque não é exatamente mais fácil de aprender vendo do que lendo, como os outros vídeos desta série. Mas, até hoje, recebo montes de e-mails de gente pedindo a receita do limpa-prata. Então, achei que era uma boa oportunidade de dar à dica o devido destaque!
Assista ao vídeo e aprenda de uma vez como deixar os seus talheres tinindo. Sem esforço, eles ficam brilhando, feito novos.
VIDEO
Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Quem me segue no @ritadopanelinha acompanhou o preparo do jantar de aniversário que fiz ontem para o meu amor. À medida que fui fazendo os pratos, postei as fotos no Twitter. Prometi que colocaria as receitas aqui no blog – e, você sabe, promessa é dívida (pelo menos para...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:30
Quem me segue no @ritadopanelinha acompanhou o preparo do jantar de aniversário que fiz ontem para o meu amor. À medida que fui fazendo os pratos, postei as fotos no Twitter. Prometi que colocaria as receitas aqui no blog – e, você sabe, promessa é dívida (pelo menos para quem não trabalha com política). Eu não vou mentir para você: tenho bastante prática na cozinha; mas nem por isso complico a minha vida com receitas elaboradíssimas, mesmo quando a ocasião é especial. No jantar de ontem, éramos oito adultos e quatro crianças. Só família. Mas eu queria fazer um menu com sabor de comemoração. Um detalhe: eu podia sair mais cedo do escritório, mas não tinha o dia todo para cozinhar.
O cardápio
Ceviche de vieiras com tangerina
Risoto de cogumelos variados assados
Suflê de chocolate
Para as crianças, deixei tomatinhos-cereja, muçarelinhas de búfala e ovos de codorna em recipientes na bancada. Fiz um macarrão na manteiga, e eles escolhiam as ‘bolinhas’ que queriam para compor o prato.
O serviço
Marquei o jantar para 19h30. Meia hora depois, com todos em casa, servi o macarrão das crianças. Enquanto eles comiam, sentadinho à mesa, servi o ceviche para os adultos, espalhados pela sala. Quando as crianças terminaram de comer, o risoto ficou pronto e foi a vez dos adultos sentarem à mesa. (Isso que dá não ter uma mesa de 12 lugares!) Adultos jantaram, crianças foram para dentro ensaiar um show. Não é engraçado como, geração após geração, crianças adoram fazer algum tipo de apresentação em jantares familiares?
Antes do show das crianças, teve o show da sobremesa: ainda não consigo acreditar que um suflê sem ser feito na hora dá certo! Mas ele é um capítulo à parte. Ou melhor, um post à parte. Assim, o relato não fica muito longo.
As receitas
Por vieira não ser um ingrediente do cotidiano, pelo menos não na minha casa, a entradinha, mesmo sendo de preparo simples, tem ares festivos. Numa tigela, coloque cerca de 3 xícaras (chá) de vieiras e cubra com suco de 2 tangerinas espremidas na hora. Junte o suco de um limão, que é mais ácido e ajuda a ‘cozinhar’ a carne. Corte uma cebola-roxa na metade e as metades, em fatias bem finas. Junte à tigela com os outros ingredientes e tempere tudo com um pouco de sal. Corte uma pimenta dedo-de-moça na metade, retire as semente e pique fino apenas uma das metades, misture bem e leve à geladeira. Em 15 minutos, está pronto para servir. Mas se você não gosta de nada cru, deixe na geladeira por 1 hora. Por último, regue com um fio de azeite e salpique folhas de coentro. Divida em 8 taças e sirva a seguir.
Risoto é risoto. Não tem muito o que inventar. Acontece que eu fiquei com vontade de testar um preparo um pouco mais elaborado: em vez de colocar tudo na panela, parte dos cogumelos, decidi assar – já contei aqui que gosto de coisas meio queimadas, né? E não é que o risoto ficou um espetáculo?!
Para 8 pessoas, usei os seguintes ingredientes para o risoto de cogumelos assados:
4 xícaras (chá) de arroz arbório
1 bandeja de cada um dos seguintes cogumelos: paris, shimeji e shiitake
2 dentes de alho picados grosso
2 cebolas picadas bem fino
1 talo de alho-poró fatiado fino
1 colher (sopa) de gengibre ralado fresco
2 ramos de alecrim
1,5 l de caldo de galinha (fiz no dia anterior)
1 xícara (chá) de vinho branco
1,5 l de água
1 xícara (chá) de parmesão ralado (de excelente qualidade)
azeite, o quanto baste
sal e pimenta-do-reino moída na hora
O preparo ficou assim:
1. No dia anterior, fiz um caldo de galinha bem rico.
2. Duas horas antes do jantar, comecei a fazer o risoto: separei todos os ingredientes, preparei os legumes conforme descritos acima na lista e fatiei grosso todos os cogumelos. Preaqueci o forno a 180ºC.
3. Coloquei a metade – atenção, apenas a metade ¬– dos cogumelos-de-paris fatiados numa assadeira grande, reguei com azeite e temperei com sal; deixei assar por 20 minutos; retirei, juntei o shimeji e o shiitake, reguei com mais um pouco de azeite, temperei com mais sal e pimenta-do-reino, salpiquei os 2 dentes de alho picados, as folhas de alecrim, misturei bem e voltei a assadeira ao forno por mais 20 minutos.
4. Enquanto isso, coloquei a água e o caldo para aquecer. Num panelão, em fogo médio, fritei em azeite aquelas fatias de cogumelos-de-paris reservadas. Quando elas começaram a dourar, juntei as cebolas e mexi até elas murcharem. Aí, juntei o alho-poró, o gengibre, temperei bem com sal e pimenta-do-reino e misturei por alguns minutos.
5. Daí pra frente, tudo bem normal: coloquei o arroz, mexi por alguns minutos, reguei com o vinho, mexi até evaporar; reguei todo o caldo (aquecido) e fui mexendo até secar; temperei bem com sal e pimenta-do-reino e comecei a acrescentar a água de concha em concha, mexendo bem entre cada adição, até dar o ponto de um risoto al dente. Ele deve ficar bem úmido, cremoso, mas com os grãos durinhos. Lembre-se de que no prato, ele ainda vai cozinhar um pouquinho e ressecar, por isso, na panela ele tem que ficar bem molhadinho.
6. Transferi da assadeira para a panela com o risoto metade dos cogumelos assados (com as folhas de alecrim, os pedacinhos de alho e escorrendo um pouco do azeite). Juntei o queijo ralado e misturei bem. Coloquei a assadeira com os cogumelos ao lado do fogão, os pratos ao lado da panela e montei cada um com uma concha de risoto e um pouquinho de cogumelos assados por cima.
A receita acaba aqui, mas o relato culinário, não. Logo mais eu volto com a sensacional receita de suflê de chocolate da minha prima e chef chocolatière, Luciana Lobo. Inacreditável, um suflê prático!
Sábado, 19 de fevereiro de 2011
Banana congelada vira sorvete? Frango com geleia vira jantar? Qual o segredo para deixar a gema do ovo frito molinha? Na sexta passada, participei do programa de rádio do Dan Stulbach, com Luiz Gustavo Medina e José Godoy, o Fim de Experiente, transmitido pela rádio CBN. Lá...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:21
Banana congelada vira sorvete? Frango com geleia vira jantar? Qual o segredo para deixar a gema do ovo frito molinha? Na sexta passada, participei do programa de rádio do Dan Stulbach, com Luiz Gustavo Medina e José Godoy, o Fim de Experiente, transmitido pela rádio CBN. Lá fui eu falar sobre o livro novo . E pensa que eles deixaram? Ficaram me desafiando a passar receitas em menos de 15 segundos! A primeira que me veio à cabeça foi a do sorvete de banana, aqui do Panelinha – você conhece? Luiz Gustavo, o Teco, ficou obcecado. Como banana congelada, batida no processador de alimentos, pode virar sorvete? Parece mesmo mágica. Mas não é. Na hora de fazer, parece que não vai dar certo. Mas dá. E o resultado é o mais natural de todos os sorvetes. Não falei no programa, mas conto aqui, que o mesmo sorvete de banana, com algumas colheradas de chocolate em pó, e mais um pitada de açúcar ou mel, vira o mais saudável de todos os sorvetes de chocolate.
Então, aqui no blog, coloco o link para as receitas de que falei no programa e mais uma ou outra sugestões de pratos rápidos que ficam prontos em 15 segundos, opa!, minutos.
- Papillote de peixe branco com legumes
- MASSAS para fazer num piscar de olhos
- Receitas rápidas de OVOS (blog One is Fun)
- Receitas rápidas de PEIXE (blog One is Fun)
- Frango com geleia
- O melhor hambúrguer caseiro
- Cuscuz marroquino, o mais prático dos ingredientes
- Desafio dos 10 minutos (blog Cozinha Verde)
- Mais receitas em menos de 10 minutos (blog Cozinha Verde)
- Sorvete de banana
- Sorvete natural de chocolate
- Receitas em vídeo na nossa página no Youtube
Sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Quanta dúvida, minha gente! Avisei no @ritadopanelinha, no Facebook/Panelinha e aqui no blog que queria saber seus carmas culinários, você viu? Pois é, muita gente respondeu, e eu quero aproveitar “a pesquisa” para os próximos vídeos da série Dicas que Funcionam. Isso porque...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:04
Quanta dúvida, minha gente! Avisei no @ritadopanelinha, no Facebook/Panelinha e aqui no blog que queria saber seus carmas culinários , você viu? Pois é, muita gente respondeu, e eu quero aproveitar “a pesquisa” para os próximos vídeos da série Dicas que Funcionam. Isso porque algumas coisas são mais fáceis de aprender vendo do que lendo. Mas nem todas. A maioria das questões podem ser resolvidas com uma simples frase. E outras precisam de uma explicação mais longa, mas, assim mesmo, por escrito ficam ainda mais claras que em vídeo.
A Raquel diz: “Rita, tô amando a série! No dia anterior ao post de ‘como cortar tomates em cubinhos’, eu tinha quase chorado de arrependimento ao tentar ‘descaroçar’ e cortar um tomate para gazpacho (eu não levo jeito pra cozinha, mas preciso me virar e gosto de comer bem e saudável). A dica da omelete perfeita mudou minha vida, incrível a diferença! Minha dúvida é: não consigo fazer cuscuz marroquino sem ficar empapado, como um arroz ‘unidos venceremos!”.
São basicamente dois os motivos que deixam o “cuscuz empapado”:
1. não acrescentar manteiga ou azeite junto com a água quente;
2. deixar tampado mais do que 5 minutos.
À medida que ele vai esfriando, vai grudando. Então, o preparo deve ser assim: coloque na tigela a mesma medida de cuscuz marroquino e de água fervente; para cada xícara (que serve bem duas pessoas) coloque 1 colher (sopa) de azeite ou de manteiga; tempere com sal, misture bem e tampe com um prato. Depois de 5 minutos, está pronto. Se passou mais tempo, use um garfo para soltar os grãos. Quanto mais frio, mais difícil de soltar.
Nos próximos posts, vou contando mais soluções para “pobremas” culinários. E se o seu pobrema não for na cozinha, nem adianta mandar e-mail!
Veja aqui algumas receitas com cuscuz no Panelinha
Salada de cuscuz marroquino com legumes
Cuscuz marroquino com amêndoas e uvas-passas
Salada de cuscuz marroquino com tomate, alcaparras e rúcula
Frango assado com cuscuz marroquino e frutas secas
30 de janeiro de 2011
“Há dez mil anos atrás”, parece até que foi em outra encarnação, o Chico Buarque nos levou para jantar num restaurante indiano em Paris. O “nos” refere-se ao meu ex-marido, que é amigo dele, a mim e às crianças (esclareço que “crianças” trata-se de uma piadinha, pois eram os...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:00
“Há dez mil anos atrás”, parece até que foi em outra encarnação, o Chico Buarque nos levou para jantar num restaurante indiano em Paris. O “nos” refere-se ao meu ex-marido, que é amigo dele, a mim e às crianças (esclareço que “crianças” trata-se de uma piadinha, pois eram os meus enteados, homens feitos, que estavam ali a trabalho – aliás, mudando de assunto, mas dentro do parêntesis, ouvi dizer que não existe ex-sogra, logo, também não existe ex-enteado, certo?). Eles estavam gravando uma série de DVDs, e eu, de bonita. Aliás, linda na foto. Explico: o Chico, por amizade ao meu ex, fez um tour gastronômico comigo; naquela semana, me levou à meia dúzia de seus restaurantes favoritos; e o meu enteado fotografou tudo. Era para eu escrever sobre o assunto. Nada mau, né? Mas eu acabei não fazendo a matéria. Sei lá.
Passados dez mil anos, em setembro, meu namorado e eu fomos para Paris. Além das atividades executivas do trabalho dele, toda Páscoa ele avalia, degustando, cerca de uma centena de ovos de chocolate; os melhores são publicados num especial no caderno Paladar, do Estadão. Ele sabe tudo sobre chocolate e, na viagem, acabou me guiando num lindo e saboroso tour pelas melhores chocolaterias da cidade.
Eu precisava retribuir dividindo os meus conhecimentos gastronômicos locais. Estávamos caminhando numa ruazinha, como são as ruazinhas das histórias que se passam em Paris, e, de repente, me deu um estalo: “Ah, logo ali tem um restaurante ótimo que o Chico me levou para jantar – quer ir?”. Ele nunca recusa uma refeição. Lá fomos nós.
Note: eu amo comida indiana e, por não haver muitos restaurantes típicos por aqui, sempre que estou em Paris ou Londres – cidades cheias de ótimas opções –, tento, pelo menos uma vez, comer um bom curry. Mas não é o caso do meu namorado, como pude constatar, já durante o jantar. Achei que a gente nunca comia em indianos porque São Paulo não nos dá a oportunidade, não é? Mas não era esse o motivo, pelo menos, não o dele. Depois, como se aquela tromba de elefante indiano não quisesse dizer nada, ele explicou que topou por mim, por saber do meu entusiasmo com sabores da Índia, mas que não suporta nem o cheiro de curry – e achou o restaurante um horror. É verdade que, sem o Chico, o atendimento foi outro. Com um habituée da casa à mesa, o serviço chegava a ser educado. Sem, porém, era no estilo estamos-fazendo-um-favor-para-esses-idiotas.
Na semana passada, a última das férias escolares – dos meus filhos e das filhas dele – fomos todos para a praia, na casa do meu amigo Arthur. (Mais parêntesis: escrevi uma dedicatória para o Arthur no livro novo, contando que o Panelinha tinha completado 10 anos... Aí me dei conta de que a nossa amizade já dura duas décadas! Não é um horror ter um amigo há vinte anos? Até pouco tempo, quando eu conhecia alguém há muito tempo era há três ou quatro anos...) Bom, a Ligia do Arthur e ele tinham acabado de voltar da Índia. Vinte dias passeando pelo pais. Eles trouxeram temperos, panelas, livros e levaram tudo para a casa da praia. Decidi preparar um almoço indiano, mesmo sabendo que, para o meu amor, seria um desgosto.
Folheei o livro e fiquei encantada com um queijo cottage prensado. Será que dá certo? Dá, e é moleza. O tal queijo podia ser servido com um molho de tomate perfumado com gengibre; para completar, ervilhas frescas, que tínhamos no congelador, e coentro, que não tínhamos mais. Praia tem dessas coisas. A Lígia quis fazer pão, eu fiz lentilhas, preparamos arroz branco, que não era basmati, e num estante o almoço estava pronto.
Óbvio que eu adaptei as receitas. Por exemplo: o livro sugere que a lentilha seja cozida na pressão, mas eu não gosto; o pão era feito apenas com farinha integral, mas colocamos meio a meio; excluí algumas das especiarias do molho de tomate e acrescentei a canela em pau. Enfim, como eu gosto de comida indiana, fica fácil dizer que o almoço ficou divino. Mas até o namorado gostou! Repetiu todos os pratos e ainda quis saber mais detalhes do preparo do queijo. Então, conto aqui essa receita e deixo as outras para outro post. Mas não conto qual era o restaurante indiano! Se bem que fazer o almoço ouvindo Chico Buarque é sempre uma ótima ideia.
Queijo cottage prensado com ervilhas e molho perfumado de tomate
Serve 4 pessoas
A receita adaptada do livro Pure & Simple – home made vegetarian cuisine , de Vidhu Mittal, (Roli Books).
Para o queijo
Ingredientes
1,5 l de leite
2 colheres (sopa) de suco de limão
Modo de preparo
1. Coloque o leite numa panela e leve ao fogo alto. Quando ferver, desligue e misture o suco de limão. O leite deverá talhar em cerca de 3 minutos.
2. Enquanto isso, forre uma peneira com um pano de prato bem fino (e limpo, né?). Quando o leite estiver talhado, ou seja, cheio de bolinhas, escorra. Levante o pano para formar uma trouxinha e torça delicadamente, para escorrer um pouco do líquido. Coloque a trouxinha sobre um prato grande, abra o pano e feche formando um quadrado com cerca de 15 cm de cada lado (o queijo vai ficar como se fosse uma fatia bem grossa). Dobre as pontas do pano por cima do quadrado e coloque um prato bem pesado por cima para prensar.
3. Após 20 minutos, retire o queijo do pano e corte em quadrados de cerca de 1,5 cm ou maiores. Reserve.
Para o molho
Ingredientes
3 tomates grandes e maduros
2 colheres (sopa) de óleo
1 cebola grande picada
1 dente de alho picado
1 colher (chá) de gengibre ralado
1 colher (chá) de pimenta vermelha em pó
1 pitadinha de açúcar
sal a gosto
2 folhas de louro
2 paus de canela
300 g de ervilhas congeladas (1 pacote)
2 colheres (sopa) de iogurte
Modo de preparo
1. Corte o tomate em 4 partes e bata tudo no liquidificador. Separe e prepare todos os ingredientes como pedidos na receita.
2. Numa frigideira grande, ou panela média, aqueça o óleo em fogo médio e misture a cebola, até que começar a dourar. Junte o alho e o gengibre e misture por 2 minutos. Acrescente a pimenta vermelha em pó, uma pitada de açúcar e tempere com sal. Misture bem.
3. Junte o tomate batido ao refogado da panela, misture bem e acrescente as folhas de louro, os paus de canela e deixe ferver por 5 minutos.
4. Coloque na panela as ervilhas e deixe cozinhar até que estejam bem quentes. Misture o iogurte vigorosamente. Coloque os cubos de queijo e misture delicadamente. Deixe cozinhar por mais 5 minutos, em fogo baixo, e sirva a seguir com arroz branco.
Quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Talvez você já tenha assistido ao terceiro vídeo da série de dicas que funcionam. Ele está na nossa página do Facebook e também no Youtube. Mas achei importante publicá-lo aqui também. Por algum motivo, as pessoas não têm o costume de passar a faca na chaira após cada...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:50
Talvez você já tenha assistido ao terceiro vídeo da série de dicas que funcionam. Ele está na nossa página do Facebook e também no Youtube . Mas achei importante publicá-lo aqui também. Por algum motivo, as pessoas não têm o costume de passar a faca na chaira após cada utilização. E esse simples procedimento garante que o fio dela fique nos trinques, e você tenha menos chances de se cortar. Isso porque – por incrível que pareça – um dos maiores índices de acidentes na cozinha se deve a facas cegas. Como elas não cortam direito, acabamos fazendo mais força e, assim, nos machucando. E afiar a faca é muito simples! Mas tem coisas que são bem mais fáceis de aprender vendo do que lendo. Então, assista!
Quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Para a coluna da LOLA de janeiro, pensei em fazer um drinque bem refrescante, bom para tomar entre amigas no mês que nem sempre é de férias, mas costuma ser o mais tranquilo do ano – corre lá na banca pra ver! Acontece que, como você pode imaginar, fizemos as fotos antes da...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:55
Para a coluna da LOLA de janeiro, pensei em fazer um drinque bem refrescante, bom para tomar entre amigas no mês que nem sempre é de férias, mas costuma ser o mais tranquilo do ano – corre lá na banca pra ver! Acontece que, como você pode imaginar, fizemos as fotos antes da loucura de fim de ano, isto é, antes da minha semaninha de férias. E eu fiquei sonhando em tomar o clericó, uma espécie de sangria branca, assistindo ao pôr do sol na praia, sentindo uma leve brisa batendo contra a minha pele, ouvindo o vaivém do mar. Sonhei, mas não anotei na lista de compras a latinha de soda limonada, essencial para a preparação. Não que refrigerante seja uma iguaria tão difícil de ser encontrada, mas a casa onde ficamos é que fica escondida, no meio da nada. Meia hora para chegar perto de qualquer coisa semelhante à civilização. E não tinha vizinho para pedir nem xícara de açúcar, imagine refrigerante para fazer drinque.
Por sorte, eu tinha comprado umas latinhas de água tônica, pensando em outro drinque de que gosto muito, o Porto e tônica. Pois bem, levei a tônica, mas não levei o vinho Porto. Ai, que cabeça! Mas tinha vinho. Sempre tem. E saquê. E lichias em lata para fazer a caipirinha mais deliciosa do mundo.
Antes de chegar à minha nova descoberta, relembro aos saudosistas a receita da caipirinha do Oriental, restaurante que tive antes de abrir as portas virtuais do Panelinha. Coloque num copo umas quatro lichias em calda – tem que ser em calda –, três colheradas da calda, encha de gelo e complete com saquê. Não precisa mais nada. Um escândalo de bom. Pode confiar – se bem que eu mesma não confio em papo de bêbado.
Voltando ao clericó, lá estávamos nós com meia garrafa do vinho branco que restou do almoço, umas frutas já picadinhas para a salada na geladeira e as latinhas de água tônica amargando na despensa. Adivinha? Clericó com tônica fica uma delícia! A receita é igual, ou seja, vinho branco, suco de laranja, frutas picadas e o refrigerante. Para cada meia garrafa de vinho, uma lata de tônica. Também dá para “fortalecer” com conhaque ou com um licor de laranja, como Grand Marnier . Eu gosto. E nesse caso nem precisa colocar açúcar, que originalmente vai. Veja também como preparar uma sangria , a versão espanhola, que em vez de vinho branco leva vinho tinto. Mais um detalhe: as lichias no clericó também fizeram sucesso. Mas aí, sem a calda. Se não vira um mel. E isso dá uma ressaca...
Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Dicas que funcionam é uma série de vídeos complementar ao novo livro, Panelinha – receitas que funcionam. Resolvi mostrar alguns truques e receitas porque tem coisas são mais fáceis de entender vendo do que lendo. Os três primeiros episódios estão na nossa página no...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:45
Dicas que funcionam é uma série de vídeos complementar ao novo livro, Panelinha – receitas que funcionam . Resolvi mostrar alguns truques e receitas porque tem coisas são mais fáceis de entender vendo do que lendo. Os três primeiros episódios estão na nossa página no Facebook .
No livro, fiz um capítulo inteiro dedicado aos ovos. Eles são versáteis, generosos, nutritivos e saborosos. Aqui no site também há dúzias de receitas para ninguém passar aperto, ou melhor, fome se tiver alguns deles à mão.
Assista neste vídeo todos os truques e segredos para preparar a omelete perfeita!
Segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Depois de uma década papeando com os leitores aqui do site, é natural que eu tenha levado em consideração as dúvidas e necessidades do público para escrever o livro do Panelinha. Mas não vou mentir para você, também fiz o livro para mim. Eu também quero dizer antes de sair...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:29
Depois de uma década papeando com os leitores aqui do site, é natural que eu tenha levado em consideração as dúvidas e necessidades do público para escrever o livro do Panelinha. Mas não vou mentir para você, também fiz o livro para mim. Eu também quero dizer antes de sair de casa de manhã: “Hoje pode fazer a salada da página tal com o frango da outra página e, para a sobremesa, aquele suspiro que tem sementinhas de maracujá na foto”. O livro que comemora os 10 anos do site acabou se tornando uma celebração da comida do cotidiano.
Por outro lado, às vezes eu quero aproveitar para conversar com as panelas e ir soltando os pensamentos da rotina. E, nesses caso, receitas mais demoradas são uma solução. Pães, tortas doces e salgadas, um bolo com recheio e cobertura. E o livro tem tudo isso. Pois essas situações também fazer parte do dia a dia. Ou você não tem fim de semana?
Acho que o livro ficou bem completinho. Algumas coisas, porém, são complicadas de explicar por escrito. Afiar uma faca, por exemplo. É essencial, fácil, mas por escrito parece um bicho de sete cabeças. Outro exemplo? Omelete. Não tem receita mais prática. Mas “puxe as beiradas para o centro à medida que forem se solidificando” pode parecer complexo. Fiquei com isso na cabeça e, para me livrar do pensamento, resolvi fazer alguns vídeos complementares ao livro.
Todos os vídeos da série Dicas que funcionam estão na página do Panelinha no Youtube . Aqui no blog, mostro um truque muito simples, mas que eu uso demais na cozinha. Você sabe como cortar tomates em cubinhos? Antes de responder, assista ao vídeo. Afinal, tem coisas que são mais fáceis de entender vendo do que lendo.
Sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Sempre que alguém publica uma receita do Panelinha, e dá crédito, a gente aqui no site é avisado. Por e-mail, recebemos o link para a página, seja ela de um site ou de um blog. Maravilhas da internet. Ou não... Já pensou se toda vez que alguém falasse de você um bip soasse...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:37
Sempre que alguém publica uma receita do Panelinha, e dá crédito, a gente aqui no site é avisado. Por e-mail, recebemos o link para a página, seja ela de um site ou de um blog. Maravilhas da internet. Ou não... Já pensou se toda vez que alguém falasse de você um bip soasse no seu ouvido? Aliás, esse serviço de envio de e-mail quando o site é citado poderia se chamar e-orelha-vermelha. (E não tem uma história de que se a orelha esquerda está quente é porque estão falando bem? Se for a direita, já viu...)
Com esses avisos, fico sabendo que um que fez a nossa bacalhoada para o aniversário da mulher, que o outro usou a nossa massa de panqueca como base mas recheou com o franguinho desfiado do almoço e assim por diante. Hoje cedo, acordei com a orelha quente e, entre as citações, vi o nosso bolo fudge preparado para o aniversário de um marido: “Meus amigos me disseram que foi o melhor bolo que já fiz! Espero que vocês também gostem.” Oba! Eu já gostei. E olha como o bolo dela ficou igual ao nosso! Adoro ver as receitas do Panelinha em outras mesas, ganhando vida própria.
Antes mesmo de ler o post, reconheci a assinatura da blogueira: a Léia também é colaboradora na nossa comunidade! E, por acaso, justamente hoje ela está em destaque na página inicial da comunidade com uma polenta. Puxa, Léia, agora você é que deve estar com a orelha esquerda vermelha. Fiquei com vontade de comer a polenta e o bolo. Por sorte, as duas receitas estão aqui. Mas acho que vou acabar fazendo bolo de cenoura com essa cobertura de ganache.
O truque para transformar ganache em cobertura, bem brilhante e cremosa, é colocar um pouco de manteiga, além do creme de leite e do chocolate. Em casa, como uso chocolate com percentual alto de cacau, coloco uma colherada bem generosa de mel. Para facilitar, a receita da ganache está a seguir.
Ganache para cobertura de bolo
Ingredientes
300 g de chocolate amargo
150 ml de creme de leite fresco
70 g de manteiga
1 colher (sopa) de mel
Modo de preparo
1. Numa tábua, pique o chocolate. Transfira para uma tigela e leve ao microondas por 1 minuto, apenas para amolecer.
2. Coloque a manteiga num recipiente e leve ao microondas por 30 segundos, para derreter. Se preferir, derreta numa panelinha, em fogo bem baixo.
3. Numa panelinha, coloque o creme de leite e leve ao fogo médio. Quando ferver, retire do fogo e despeje no chocolate amolecido. Misture bem até obter um creme liso. Acrescente a manteiga derretida, o mel e misture novamente.
4. Despeje a cobertura de ganache sobre o bolo e espalhe movimentando o prato. Este procedimento serve para deixar um aspecto bem liso à cobertura. Com uma espátula, espalhe nas laterais a cobertura que escorreu.
5. Quando a cobertura endurecer, limpe as bordas, retirando o excesso de cobertura.
Sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Nunca fui ao Líbano, mas dizem que lá, no mesmo dia, é possível andar na neve das montanhas e, horas depois, tomar sol na praia. Vai ver que São Paulo está ficando parecida com Beirute. Só que sem praias nem montanhas. Verão insuportável pela manhã, frio nos ossos à tarde. E...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 22:50
Nunca fui ao Líbano, mas dizem que lá, no mesmo dia, é possível andar na neve das montanhas e, horas depois, tomar sol na praia. Vai ver que São Paulo está ficando parecida com Beirute. Só que sem praias nem montanhas. Verão insuportável pela manhã, frio nos ossos à tarde. E justamente quando estava um calor do cão, pedi aos meus fiéis amigos do Face ideias de drinques gostosos. Queria alternativas ao vinho nosso de cada dia. Aí, muita gente citou os clássicos. Blood Mary, Mojito “a la Hemingway”, que eu nem sei o que é, não o drinque, mas a versão do escritor. Do nordeste do veio uma ótima ideia: fazer uma caipirinha e colocar um picolé da mesma fruta no lugar do gelo, “já tem até o palitinho!”
Outro amigo sugere o Black Velvet: ½ parte de espumante, ½ parte de cerveja Guinness. Misture dedicadamente e sirva num copo alto e bem gelado. Nunca experimentei. A minha cunhada revela que já ganhou uma competição de coquetelaria com a seguinte criação: rum, xarope de rosas, soda ou água com gás, gelo e uma raminho de tomilho por cima para dar um toque. “Vai por mim que é bom, o próximo Cosmopolitan!” Mas ela não contou as medidas.
Uma amiga tira o álcool do cenário e recomenda: “Faça um suco de limão com folha de couve e gelo, é refrescante e uma delícia. Outra coisa que aqui em casa todos adoram é uma laranjada temperada como se fosse um quentão, porém fria. É bem interessante e original.”
Bom, o calor foi embora, mas o feriado chegou. Eu fui a um restaurante especializado em ceviches e tomei cerveja temperada com Tabasco, molho inglês e suco de limão. Sabe que fica bom? Mas, já que esfriou, vou voltar para a minha taça de vinho tinto. E, se fizer um calorzinho no feriadão, talvez eu prefira o bom e velho Bellini, que mistura néctar de pêssego com espumante. Acho que também sou dos clássicos. Diga-me com quem andas...
Terça-feira, 9 de novembro de 2010
O assunto deste post ainda não é o meu livro novo. Muito em breve, se eu bem me conheço, só vou conseguir falar disso. Mas, enquanto eu não estiver com uma cópia em mãos, não consigo. (Será superstição de autora?) De todo modo, foi por causa dele que, na semana passada, fiz...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:17
O assunto deste post ainda não é o meu livro novo. Muito em breve, se eu bem me conheço, só vou conseguir falar disso. Mas, enquanto eu não estiver com uma cópia em mãos, não consigo. (Será superstição de autora?) De todo modo, foi por causa dele que, na semana passada, fiz uma reunião na editora Senac. Últimos acertos para o lançamento.
Cheguei na hora marcada, e a recepcionista pediu que eu aguardasse um minutinho. O ramal da pessoa com quem eu me encontraria estava ocupado. Aproveitei para olhar os livros na vitrine da entrada. Parecia haver um erro: avistei uma caixinha da famosa confeitaria francesa Ladurée – será que alguém, por maldade, tinha deixado ali, entre os livros, apenas para fazer sonhar com os macarons parisienses? Aproximei meu rosto do vidro e vi uma coisa ainda mais estranha, a logomarca da editora estampada na caixa. É um livro! O livro da Ladurée acaba de ser publicado no Brasil.
Pedi à moça se poderia ver com as mãos. Destampei a caixinha delicadamente, abri a folha de seda lilás e lá estava ele, todo forrado com uma espécie de camurça verde-ladurée. Que luxo! Folhei as páginas de receitas e fiquei com gosto de macaron de pistache com creme batido, coberto com framboesas frescas. É o meu doce favorito da casa. Mas isso foi na semana passada. Hoje, o calor está tão horrendo, que nem consigo pensar em comida. Se bem que há uma outra sobremesa que não sai da minha cabeça.
No fim de semana, encontrei com a minha querida amiga Maguy. Já falei dela em livros, aqui no blog. Mas não custa explicar quem ela é: a mais chique de todas as pessoas que eu conheço. Ela é francesa, mas mora há um tempão por aqui. Tempo suficiente para gostar de abacate com açúcar. Na França, abacate é servido salgado, com camarões, na salada, temperado com sal e pimenta. Mas a Maguy me contou que comeu abacate batido com sorvete de limão. Com sorvete de limão! Não é genial! Passei a infância comendo abacate batido com sorvete de creme ou abacate amassado com açúcar e limão. Mas nunca pensei em batê-lo com sorvete de limão. Acho que é a única coisa que consigo pensar em comer neste calorão. Viva a Maguy! Vive la France! Ah, o livro Ladurée Doces estava na editora, mas ainda não chegou às livrarias. Mas, pelo que soube, é questão de dias...
17 de outubro de 2010
Quem é freguês do Panelinha, e principalmente do blog One is fun, sabe que o segredo para o peito de frango ficar saboroso é marinar, antes de grelhar. Mas um bom molho também ajuda. É o caso desta receita, mais uma opção de franguinho para começar bem a semana. Apesar de o...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:16
Quem é freguês do Panelinha, e principalmente do blog One is fun , sabe que o segredo para o peito de frango ficar saboroso é marinar, antes de grelhar. Mas um bom molho também ajuda. É o caso desta receita, mais uma opção de franguinho para começar bem a semana. Apesar de o preparo ser simples, o resultado é um prato elegante. E para compensar o creme de leite, sirva com arroz integral, mais saudável que o branco.
Frango com maçã e sálvia
Serve: 4 porções
Ingredientes
8 filés de peito de frango
suco de 1 limão
4 colheres (sopa) de azeite
2 cebolas-roxas fatiadas
2 maçãs vermelhas sem pele nem semente cortadas em gomos
2/3 de xícara (chá) de creme de leite fresco
½ xícara (chá) de vinagre de maçã
½ xícara (chá) de caldo de frango
3 folhas de sálvia fresca
2 colheres (sopa) de salsinha picada
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Tempere os filés de frango com suco de limão, sal e pimenta-do-reino. Aqueça metade do azeite numa frigideira grande e doure 4 filés, por 4 minutos de cada lado. Retire-os e transfira para um prato e cubra com papel-alumínio para não esfriar. Repita a operação com os filés restantes.
2. Adicione as cebolas à frigideira, sem limpar, e refogue, até que fiquem macias. Junte as maçãs, as folhas de sálvia, o vinagre e o caldo de frango. Mexa e deixe reduzir pela metade.
3. Junte o creme de leite e misture delicadamente. Ajuste o sal e volte os filés de frango à frigideira. Deixe cozinhar por mais 2 minutos ou até que os filés estejam quentes. Sirva a seguir.
Quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Na última década, fiz apresentações e palestras para os mais variados públicos. O tema é sempre comida, claro. Mas, ontem, estive diante da platéia mais difícil de todas. Já falei para grupos de presidentes de empresas, para mulheres empresárias, para jovens empreendedores,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:23
Na última década, fiz apresentações e palestras para os mais variados públicos. O tema é sempre comida, claro. Mas, ontem, estive diante da platéia mais difícil de todas. Já falei para grupos de presidentes de empresas, para mulheres empresárias, para jovens empreendedores, mas entreter 330 crianças de 6 anos de idade, de longe, foi o maior desafio.
Contei no post anterior que, em função do Dia das Crianças, iria fazer uma atividade com os alunos dos 1ºs anos da escola onde meus filhos estudam. Propus uma degustação de frutas para que as crianças pudesses comparar as diferenças de sabores, texturas, aromas. (E, talvez, experimentar novas variedades!) Foram 3.300 cubinhos de frutas divididos em 330 pratinhos. Dez frutas diferentes para cada criança.
Eram grupos de 60 a 90 crianças. Duas ou três classes por vez. Para mim, foi uma experiência e tanto. A mecânica consistia em cheirar, lamber, colocar o pedaço da fruta na boca, mastigar bem antes de engolir e, depois, dar uma nota para a fruta. Entre uma fruta e outra, muita conversa, discussão e, de 0 a 10, notas como 4.337 para o mamão, ou menos 87 para o abacate não foram incomuns. As crianças são muito divertidas.
Poucos não participaram. Uma menina chegou a chorar porque comeu banana. E dois meninos ficaram entusiasmadíssimos com a descoberta do abacate. Mas foi a fruta menos celebrada pelos pequenos. Na vez do abacate, eu perguntava quem ali era corajoso. Todos gritavam: “Eeeeeeeeeeeu!” Ah, que bom! Porque agora eu quero ver quem tem coragem de experimentar uma fruta que não é doce...
De maneira geral, todos conheciam bem as frutas, sabiam indicar quais eram ácidas, mais gordurosas, mais aguadas, mas não sabiam explicar por que não gostavam dessa ou daquela fruta. Laranja, maçã, manga e melancia eram as favoritas. Melão, abacaxi, pêra e mamão não foram muito festejados. Frutas como lichia, amora e carambola apareceram espontaneamente na conversa.
Depois de comer cada uma das frutas individualmente, eles eram servidos de uma salada de frutas com marshmallow. Uma festa! Uns pediam mais frutas, outros só marshmallow e um único menino me disse, com jeito bem sério: “Com licença, tia, mas você deveria saber que marshmallow não combina com frutas. Pode fazer uma tacinha só com as frutas para mim, por favor?”
Para terminar, publico aqui um e-mail que acabo de receber Daniel. Ele também deveria saber que frutas não combinam com marshmallow. Mas a gente não aprende! Vamos continuar comendo merengue italiano como se fosse marsmallow, e com frutas!
Olá, Rita, como vai?
Acabei de passar pelo seu blog, adorei o post do merengue. Não que merengue italiano seja uma novidade pra mim, mas me fez pensar que os meus doces favoritos, quase todos têm merengue como base, Pavlova, ninhos de merengue, simples suspiros, delicados macarons , vacherin gelado... E não é incrível que seja só claras e açúcar?
Quando éramos pequenos, minha avó Marietta sempre levava meus irmãos e eu até a casa da minha tia avó Margarida. Não era longe daqui. Tinha parreiras no quintal e uma cozinha com piso de ladrilho hidráulico branco e preto. Tinha também uma lata grande de metal que ficava no armário com as prateleiras decoradas com rendas de papel cortado... Sabe o que havia dentro da lata? Suspiros, montes deles, que devorávamos todos, minha irmã principalmente, que chegava a comer uns 20 suspiros e depois levava bronca da minha avó. Lembrei de tudo isso vendo seu merengue. Não é engraçado como funciona nossa memória?
Um beijo,
Daniel
OBS: Meus suspiros nunca ficaram iguais os da tia Margarida, talvez a proporção de açúcar dos meus seja diferente. Mas minha mãe contou uma vez que quando ela era pequena, e ia lá, sempre queria tomar água com açúcar. Vai ver o açúcar da casa da tia Margarida fosse diferente.
Terça-feira, 5 de outubro de 2010
Há algumas semanas, fui buscar minha filha na escola, e a professora me perguntou, assim, espontaneamente, se eu não poderia fazer alguma atividade com a classe em comemoração ao Dia das Crianças. Claro que eu podia! Sugeri fazer uma degustação de frutas, às cegas. Isto é,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:22
Há algumas semanas, fui buscar minha filha na escola, e a professora me perguntou, assim, espontaneamente, se eu não poderia fazer alguma atividade com a classe em comemoração ao Dia das Crianças. Claro que eu podia! Sugeri fazer uma degustação de frutas, às cegas. Isto é, dentro do possível. Com vinho, é simples: basta colocar no copo e não mostrar o rótulo. Já com as frutas, o melhor é cortar todas em cubinhos iguais. E o objetivo é fazer experimentar – mais do que adivinhar.
Serão dez tipos. Abacate, abacaxi, banana, goiaba, maçã, mamão, manga, melancia, melão e pêra. E vamos todos comer cada uma delas na mesma ordem, tentando descobrir qual a fruta, claro, mas principalmente comparando os sabores. Acidez, textura, persistência, tudo será meticulosamente avaliado por crianças de 5 anos. Estou curiosíssima!
Com as aparas das frutas cortadas em cubinhos, vamos fazer uma salada de frutas, que será servida com marshmallow. Mas só pode comer o doce quem degustar todas as frutas! Bem, o marshmallow é na verdade um merengue italiano, aquele feito com claras em neve batidas com calda quente de açúcar. Mas vamos chamar de marshmallow. Fica mais atrativo.
Uns dias depois de a professora ter falado comigo, a coordenadora da escola me liga e pergunta se está tudo certo, se eu topo mesmo. Ela explica que o único probleminha é que não dá para fazer a atividade para uma classe e não fazer para as outras do mesmo ano. Respondi que isso não era um problema. Mas são quantas classes, mesmo?
No total, incluindo o período da manhã e o da tarde, são 330 alunos, divididos em cinco turmas para a degustação. Ai, ai, ai. Vamos lá. A brincadeira acontece amanhã. Mas já comecei o preparo do o merengue, opa!, do marshmallow hoje.
Um pouquinho será feito com as crianças. Mas não dá para bater 5 dúzias de claras à mão! A questão é que a minha batedeira só suporta 6 claras por vez. A coitada está o dia todo sem parar de bater. E, amanhã, será a minha vez.
Se você quiser aproveitar a brincadeira e fazer uma degustação de frutas em casa, não deixe de fazer o merengue. A seguir, explico o preparo para quatro pessoas.
Merengue italiano, ops!, é marshmallow
Serve: 4 porções
Ingredientes
2 claras
¾ de xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de água
1 pitadinha de sal
Opcionais
raspas de ½ limão
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (chá) de água de rosas
Modo de preparo
1. Coloque a água numa panelinha, junte o açúcar e misture delicadamente com um colher. Leve ao fogo médio e deixe ferver, até que fique ligeiramente bronzeada. Um tonzinho de nada.
2. Enquanto isso, separe as claras e leve a batedeira. Comece a bater em velocidade baixa, por 1 ou 2 minutos, e aumente. Quando as claras estiverem bem firmes será o tempo de a calda estar no ponto.
3. Sem parar de bater, vá regando as claras com a calda quente. Coloque bem aos poucos, em fio. Depois que toda a calda tiver sido utilizada, continue batendo até que a tigela da batedeira tenha esfriado, uns 15 minutos.
4. Adicione os opcionais que quiser e bata apenas para misturar. Sirva a seguir ou leve à geladeira.
Segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Há tempos, o Alexandre Melo me mandou um e-mail dizendo que tinha feito o frango com geleia que postei aqui no blog. Ele estava animado com o resultado e decidiu ir fazendo novas versões. Salpicou pimenta dedo-de-moça bem picadinha na geleia, ralou gengibre, e eu gostei da...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 21:46
Há tempos, o Alexandre Melo me mandou um e-mail dizendo que tinha feito o frango com geleia que postei aqui no blog. Ele estava animado com o resultado e decidiu ir fazendo novas versões. Salpicou pimenta dedo-de-moça bem picadinha na geleia, ralou gengibre, e eu gostei da ideia. Verdade seja dita, com um pouquinho de programação, frango no forno dá de dez em frango grelhado. Digo com um pouquinho de programação porque ele leva cerca de 1 hora para assar, contra os 10 minutinhos de grelha. Por outro lado, o grelhado precisa marinar por, no mínimo, 20 minutos. Então, já se somam meia hora. O outro ponto é que, no forno, os acompanhamentos podem assar junto com o frango. Já na grelha, geralmente precisamos de mais e mais panelas para fazer os alimentos que vão para o prato junto com o peito de frango. E não cheguei à questão do cheiro... Mas aí é coisa de quem tem cozinha aberta para sala! Tudo no forno é melhor.
Hoje resolvi fazer o franguinho, lambuzado de geleia de damasco, assado com maçãs, cebola-roxa, alho, suco de laranja e o gengibre do Alexandre. Um espetáculo. De verdade, não poderia ser mais simples, mais prático e mais perfumado. Fiz também cuscuz marroquino para acompanhar. O preparação é tão simples, mas tão simples que nem vou explicar a receita do jeito tradicional. Mas vou contar, pois o preparo foi um pouquinho diferente do último.
Lavei e sequei as coxas de frango. Temperei um tanto de geleia de damasco com sal. Cortei em 4 partes 2 maçãs, 2 cebolas-roxas e descasquei 4 dentes de alho. Ralei um pedaço de gengibre e misturei ao suco de 1 laranja grande. Até aí, tudo certo?
No refratário, espalhei 1 colher (sopa) de azeite, coloquei as coxinhas, levantei a pele e espalhei um pouco de geleia em cada uma delas, cerca de 1 colher (chá) por peça. Estiquei a pele de volta para o lugar e espalhei o restante da geleia. Arrumei os outros ingredientes entre as coxinhas de frango e reguei tudo com o suco de laranja temperado com gengibre. Como você pode ver na foto, a ideia é usar um refratário justinho para a quantidade de ingredientes. Temperei com mais um poucoo de sal e pimenta-do-reino.
O forno, desta vez, foi preaquecido a 200º C (temperatura alta). Cobri o refratário com papel-alumínio e deixei assar por 30 minutos. Retirei o alumínio e deixei mais meia hora, até o frango ficar bronzeado. Almocinho supimpa para começar a semana!
Terça-feira, 31 de agosto de 2010
Oi, Rita, vi você no programa Tamanho Único, do GNT. Também sou minimalista! Gostaria de saber fazer mais coisas na cozinha e, quando você terminou a conversa brincando que iria fazer a Patrícia bater um bolo, fiquei pensando se existe uma receita básica, fácil e deliciosa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:25
Oi, Rita, vi você no programa Tamanho Único , do GNT. Também sou minimalista! Gostaria de saber fazer mais coisas na cozinha e, quando você terminou a conversa brincando que iria fazer a Patrícia bater um bolo, fiquei pensando se existe uma receita básica, fácil e deliciosa que até eu saberia fazer. Tem?
Obrigada,
Fontenelle
Astrid, é você? Brincadeira, Fontenelle. Aqui no Panelinha, as receitas são todas muito bem explicadinhas; tenho certeza de que você consegue fazer qualquer uma. Quer dizer, no início, evite as mais elaboradas, mas há muitas opções de bolos com preparo simples. O delícia de limão , o mais acessado do site, nunca dá errado. Estou gostando de fazer o bolo fofíssimo de chocolate , que também é facílimo. Se bobear, nem precisa de batedeira. Mas ainda não testei o preparo à mão. O bolo de banana até criança consegue fazer. Outra receita que você poderia experimentar é a do bolo de copinho , que assa no microondas e fica pronto em 5 minutos. Se você, como eu, também for “minimalista” na cozinha, em vez de uma porção, como recomendado, ele serve quatro pessoas.
Quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Eu já estou pensando no café da manhã. Domingo é dia de ficar horas à mesa. Gemada, chocolate quente, torrada com geleia, banana amassada e, claro, muito café.
Resgatei uma receita do meu livro A conversa chegou à cozinha. Digo resgatei porque, desde o lançamento dele,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:50
Eu já estou pensando no café da manhã. Domingo é dia de ficar horas à mesa. Gemada, chocolate quente, torrada com geleia, banana amassada e, claro, muito café.
Resgatei uma receita do meu livro A conversa chegou à cozinha . Digo resgatei porque, desde o lançamento dele, nunca mais fiz as deliciosas panquecas da Lulu. Na verdade, elas são pancakes , mas eu tenho mania de aportuguesar os nomes. Já a receita, continua bem americana.
Nos EUA, elas são regadas com maple syrup , um xarope originário do Canadá, também conhecido como xarope de bordo. Na falta do original, vale espalhar um pouquinho de mel. Frutas e iogurte também acompanham bem as panquequinhas.
Elas são ligeiramente adocicadas, fofíssimas, inflam assim que entram em contato com o calor da frigideira. Isso porque levam um bom tanto de fermento. Já preparei essas pancakes sem creme de leite, mas acrescentei 1 colher (sopa) de manteiga e 2 de leite. Nem sempre a gente tem o creme fresco na geladeira. Mas isso não é motivo para deixar de fazer esta delícia para o café da manhã.
Pancakes , ou as panquequinhas da Lulu
Serve 4 pessoas
Ingredientes
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 xícara (chá) de leite
1 ovo
3 colheres (sopa) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
+ manteiga para untar
maple syrup para regar, mas um bom mel também dá
Modo de preparo
1. Numa tigela grande, misture a farinha, o fermento, o sal e o açúcar. Faça um buraco no meio e junte o leite, o ovo e o creme de leite fresco. Com uma colher, misture até a massa ficar lisa.
2. Derreta as 2 colheres (sopa) de manteiga e misture à massa.
3. Leve uma frigideira antiaderente ao fogo médio. Quando estiver quente, unte com manteiga, espalhando com um papel-toalha bem dobrado para não queimar a mão. Coloque uma colherada da massa e deixe dourar por alguns minutos. Com uma espátula, verifique embaixo e, se já estiver dourada, vire e deixe dourar do outro lado. Transfira para uma travessa.
4. Repita o procedimento com toda a massa, untando a frigideira antiaderente com manteiga, espalhada com um pedaço de papel-toalha, sempre que necessário. Na hora de comer, regue com bastante maple syrup ou com um pouquinho de mel.
Quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sabe o que é burreca, beiguele ou chalá? E honik leikech ou mamule? Se além de saber, você ainda prepara qualquer um desses quitutes judaicos, e mora no Rio, não pode deixar de participar do concurso culinário do Midrash.
Quem não sabe, mas quer aprender sobre comida...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:59
Sabe o que é burreca, beiguele ou chalá? E honik leikech ou mamule? Se além de saber, você ainda prepara qualquer um desses quitutes judaicos, e mora no Rio, não pode deixar de participar do concurso culinário do Midrash.
Quem não sabe, mas quer aprender sobre comida judaica, também não pode perder as palestras que acontecem junto com o concurso, nos dias 11 e 25 de agosto. Para saber mais, acesse o site do Midrash .
Ainda sobre comida judaica, acho que sem querer, fiz uma burreca doce de maçã. Quem acompanha o blog vai se lembrar da massa de torta da dona Benê. Fiz novamente, porém, abri a dita cuja bem fininha. Acabou sobrando um tanto de massa.
Resolvi usar para fazer uns pasteis de maçã. Minha filha, ficou um espetáculo! Coisa séria. Dona Maria ficaria com orgulho dos meus conhecimentos em economia doméstica. Mas, de verdade, se você fizer uma torta com a massa, aproveite para assar os pasteizinhos. Ou faça logo uma batelada com a massa toda.
Vou contar como fiz o recheio, e a receita da massa crocante para tortas doces e salgadas você pega aqui .
Para rechear quatro pasteizinhos, ralei uma maçã-fuji, daquelas pequenas, com casca e tudo. Coloquei numa tigelinha, temperei com um pouquinho e açúcar, canela em pó e juntei uma colherinha (chá) de manteiga. Microondas 30 segundos. Uma misturadinha e mais uma rodada de 1 minuto. Pronto.
Abri a sobra da massa, cortei quatro círculos, coloquei uma colherada de maçã preparada em cada e fechei apertado com garfo, como se fosse um pastel. É um pastel de forno, né?
Aí coloquei numa fôrma forrada com papel-manteiga, para não grudar. Pincelei com uma misturinha de gema e uma colher de água, polvilhei com açúcar e deixei assar em forno preaquecido a 180º C (temperatura média) por uns 20 minutos, até dourar. Ficou muito, muito gostoso. Se alguém decidir fazer com a massa toda, avise!
O Midrash Centro Cultural fica na Rua General Venâncio Flores, 184, Leblon, Rio de Janeiro. O telefone lá é (21) 2239-1800.
Terça-feira, 3 de agosto de 2010
Oi, Rita, tudo bem?
Faz tempo que estou ensaiando para te escrever, mas dessa vez não podia deixar passar.
Já fiz várias receitas suas, elas sempre funcionam e são super práticas.
Esse fim de semana, recebi alguns amigos em casa para um almocinho dominical e resolvi...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:43
Oi, Rita, tudo bem?
Faz tempo que estou ensaiando para te escrever, mas dessa vez não podia deixar passar.
Já fiz várias receitas suas, elas sempre funcionam e são super práticas.
Esse fim de semana, recebi alguns amigos em casa para um almocinho dominical e resolvi fazer a receita do bolo de chocolate fofíssimo que você publicou recentemente.
Acontece que eu moro na Cidade do México, que está a 2.300 metros de altitude, e as minhas receitas de bolo, aqui, não costumam dar muito certo, ficam secas, esfarelentas, um caos. Por isso, quando fiz o bolo de chocolate, resolvi tentar algo novo para driblar os efeitos da altitude no meu bolo: usei cacau em pó e misturei gotas (chips) de chocolate amargo à massa do bolo já pronta para ir ao forno.
Qual não foi minha surpresa ao provar o bolo: ficou perfeito, leve, macio, úmido e com um sabor acentuado a cacau. Sem falar na cor linda do bolo depois de assado: completa mente negro! Nem passou perto dos desastres que às vezes ocorrem na minha cozinha quando tento assar um bolo nessas terras altas. Servi o bolo de chocolate com framboesas frescas e foi um sucesso absoluto. Meus amigos até pediram um pedacinho de bolo para levar para casa!
Queria te agradecer pelas dicas maravilhosas postadas no seu blog e compartilhar contigo meu bem sucedido experimento culinário!
Um super beijo,
Fernanda Ubeda
Fernanda, que bom receber seu e-mail. Gosto muito de saber o que os leitores aqui do site estão fazendo, querendo, cozinhando, pensando. Por isso, considero a leitura dos e-mails essencial para o meu trabalho. Tem gente querendo aprender a cozinhar para proporcionar uma alimentação mais saudável para os filhos, outros querem se livrar da cozinha e passar a tarefa para os filhos crescidos, tem gente com dúvidas culinárias específicas, outras querem conselhos profissionais e, dentro do possível, vou respondendo. Só não respondo quem pede para eu enviar receita por e-mail. Ué, não pode entrar no site, procurar e imprimir, ou copiar?
Por outro lado, fico emocionada quando alguém escreve por escrever, como você, que só queria dividir uma boa experiência. Acho sensacional poder responder ao seu e-mail, como se fossemos velhas amigas que trocam receitas. Eu ainda quero promover um encontro entre leitoras. O problema é que tem gente espalhada pelo mundo todo...
A Letícia, outra leitora aqui do blog, me escreveu o seguinte:
Oi, Rita
Meu bolo de chocolate tem quase a mesma receita que o seu! A diferença é que coloco uma xícara de café ao invés de água pura. Experimente, fica sensacional!
Um grande abraço! Sou fãzaça do site!
Ontem fiz o bolo novamente. Letícia, não tive coragem de usar uma xícara inteira de café. Tenho certeza que fica bom. Mas achei que meus pequenos não iriam gostar. Também não tive coragem de não experimentar. Então usei meio a meio. Ficou incrível. Além disso, resolvi fazer uma caldinha bem simples, ligeirinha, sem grandes volumes. Ficou muito boa. A receita do bolo de chocolate fofíssimo está nesse post . A caldinha está a seguir.
(Como não imaginei que fosse postar a receita, acabei não fotografando. Mas, para ilustrar, resolvi colocar uma foto minha. Ela registra um momento muito feliz da minha vida. A Dora, minha filhota que hoje tem 5 anos, tinha acabado de nascer. E eu passava o dia fazendo bolo para as minhas amigas que iam me visitar aos montes. De certa maneira, continuo fazendo isso, só que a visita aqui é virtual.)
Caldinha ligeira para bolo
Esta quantidade não é para alagar o prato nem cobrir o bolo inteirinho. Acho que fica mais delicado, mais na medida.
Ingredientes
100 g de chocolate meio-amargo
½ xícara (chá) de água
50 g de manteiga
2 colheres (sopa) de mel
Modo de preparo
Quando tirar o bolo do forno, coloque todos os ingredientes numa panelinha. Leve ao fogo médio e, quando começar a borbulhar, abaixe. Sem parar de mexer, cozinhe por 10 minutos. Vai ser o tempo de virar o bolo no prato. Deixe a calda esfriar por 5 minutos e regue sobre o bolo.
Terça-feira, 27 de julho de 2010
Ainda criança, era só eu descobrir que a cozinheira iria preparar panqueca para o jantar que eu fazia plantão na cozinha. Ela já sabia que a minha cota de massa não chegaria à mesa. Desde sempre, eu amo comer panquecas sem nada, dobrada num triangulo. E não gosto do prato...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:59
Ainda criança, era só eu descobrir que a cozinheira iria preparar panqueca para o jantar que eu fazia plantão na cozinha. Ela já sabia que a minha cota de massa não chegaria à mesa. Desde sempre, eu amo comer panquecas sem nada, dobrada num triangulo. E não gosto do prato completo, com recheio, seja de carne ou de ricota, com molho de tomate ou branco. Perde a graça. Mas, na casa da minha mãe, para comer a panqueca do jeito que eu gostava, só se fosse ao lado do fogão e com a permissão da cozinheira.
Por sorte eu virei cozinheira e na minha casa panqueca não tem recheio. E também não é comida de jantar. Ou, pelo menos, raramente. Ela faz as vezes de sanduíche. Ainda na frigideira pode ganhar umas fatias de queijo, de preferência emmenthal, é dobrada em quatro partes e vai para o prato. Às vezes nem chega no prato. Pego um guardanapo e vou comendo à medida que preparo o disco seguinte. Deve ter uma explicação freudiana.
Meus filhos gostam de panqueca no café da manhã. E eu também. Polvilhada com um pouquinho de açúcar e com gotas de limão para mim e, para eles, com Nutella. Aliás, na primeira vez que fui a Paris, quase morri de alegria com a esquininha das crepes ali ao lado do Café de Flore. Eu ainda era garota e ficava feliz com um jantar de crepe de queijo seguido de crepe de Nutella para a sobremesa.
Tudo isso para dizer que resolvi fazer um receita francesa de panqueca, um pouco diferente da que eu costumo fazer. Ela leva creme de leite fresco e fica mais elástica. Uma delícia. Dora e eu não estávamos conseguindo nos conter. Os primeiros quatro discos nem chegaram a formar uma pilha. Foi fazer e comer, sem intervalos. Depois foi a vez da minha filhota passar a mão na pilha, antes mesmo que eu terminasse a foto.
Crepes francesas
Faz 12 a 15 discos
Ingredientes
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 pitada de sal
2 ovos
1 ¼ de xícara (chá) de leite
1/3 de xícara (chá) de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de açúcar (se for fazer crepes doces)
óleo para untar
Aromatizantes opcionais
1 colher (café) de extrato de baunilha ou de água de flor de laranjeira
raspas de limão
Modo de preparo
1. Numa tigela, coloque todo os ingredientes, menos os aromatizantes, e misture bem com um fouet (batedor de arame), até que a massa fique lisinha. Deixe descansar por 1 hora, fora da geladeira.
2. Aqueça uma frigideira antiaderente, de fundo grosso, de cerca de 22 cm de diâmetro, e espalhe um pouquinho de óleo com um pincel ou papel-toalha dobrado, para não queimar os dedos.
3. Dê uma boa mexida na massa e misture os opcionais que quiser usar. Com uma mão, levante a frigideira e com a outra, regue a massa com uma concha. Faça um movimento circular com a frigideira de modo a cobrir todo o fundo. Coloque a frigideira sobre o fogo baixo e, quando as bolhas começarem a aparecer, com auxílio de uma espátula de borracha, vire a massa para dourar do outro lado. O processo todo leva menos de 3 minutos por disco. Transfira o crepe para um prato, espalhe mais um pouquinho de óleo e repita o procedimento, até terminar a massa.
Segunda-feira, 26 de julho de 2010
Massa gostosa de torta, ou de empadinha, geralmente leva gordura hidrogenada. Pode ser apenas uma ou duas colheres, coisa pouca, mas é só dizer gordura hidrogenada que a gente torce o nariz, não é? Então, vivo procurando receitas alternativas.
No livro Culinária da Benê...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:49
Massa gostosa de torta, ou de empadinha, geralmente leva gordura hidrogenada. Pode ser apenas uma ou duas colheres, coisa pouca, mas é só dizer gordura hidrogenada que a gente torce o nariz, não é? Então, vivo procurando receitas alternativas.
No livro Culinária da Benê (editora Alegro), achei uma receita que deu vontade de experimentar. Achei curiosa, leva uma lata de creme de leite. Ou melhor, talvez nem seja tão exótica assim, mas, como eu raramente uso creme sem ser o fresco, acabo não prestando atenção em receitas com o ingrediente da lata. Resolvi testar. Fiz uma torta de frango, com o recheio de sempre, mas usei a massa da dona Benê.
Quem faz compras na Casa Santa Luzia certamente já viu a chef Benê Ricardo circulando por lá. Ela é responsável por vários dos pratos prontos com a marca da casa. Cruzei com ela e contei que havia feito a massa. Ela comentou que usa a mesma receita para fazer aqueles lindos pastéis de forno da casa. Aliás, no livro, é essa a receita que ela ensina.
A quantidade de massa deu certinho para uma fôrma de 24 cm de diâmetro. E o resultado é uma torta bem crocante, mas que desmancha fácil na boca, como se fosse um biscoito gigante. E é fácil, fácil de fazer, uma massa gostosa de manusear.
A Benê ainda me disse que, com um pouco de açúcar, a massa fica ideal para torta de maçã. “Mas, nesse caso, a ela precisa descansar por 1 hora na geladeira para o açúcar dissolver”, explica a chef.
Massa de torta da Benê
Para deixar as medidas adequadas ao padrão que usamos aqui no Panelinha, adaptei ligeiramente a receita. Aproveito para lembrar que as xícaras e colheres são medidores e não uma xícara usada para tomar chá ou a colher de sopa. E isso pode interferir no resultado das receitas.
Detalhe: com as rebarbas da massa, minha filha fez meia dúzia de biscoitinhos que ficaram uma delícia.
Ingredientes
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
200 g de manteiga gelada, cortada em cubinhos
1 lata de creme de leite com o soro
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
2. Numa tigela grande, coloque a farinha, o sal e o fermento. Junte os cubinhos de manteiga e, com as pontas dos dedos, vá misturando, até formar uma farofa grossa. Junte o creme de leite e trabalhe a massa, até formar uma bolota.
3. Transfira a massa para uma superfície lisa e continue trabalhando, sovando, até que ela esteja uniforme, mas evite trabalhar a massa mais do que isso. O ideal é deixar pontinhas de manteiga intactas, elas fazem a massa ficar mais crocante. Divida a massa em três parte. Reserve uma para fechar a torta.
4. Junte duas partes, formando uma bola. Com um rolo, numa superfície enfarinhada, abra a massa até ficar grande o suficiente para cobrir o fundo e a lateral da fôrma.
5. Transfira a massa para a fôrma. A maneira mais prática é enrolar a massa no rolo de macarrão e desenrolar sobre a fôrma. Com os dedos, pressione a massa contra as laterais e o fundo da fôrma e retire as sobras.
6. Com um garfinho, faça furos no fundo da massa, para que ela não infle ao assar. Cubra a massa com papel-manteiga e preencha todo o fundo da fôrma com feijão, apenas para fazer peso. Leve ao forno preaquecido para assar por 10 minutos. Retire o papel-manteiga com os feijões.
7. Coloque na fôrma o recheio que quiser. Abra a massa restante com o rolo e feche a torta com ela. Com as pontas dos dedos, pressione as beiradas e retire o excesso de massa. Faça um pequeno corte em cruz no centro da torta para que, ao assar, o vapor tenha por onde sair.
8. Se quiser fazer os filetes para quadricular a torta, faça uma bolota com as rebarbas e abra novamente a massa. Corte os filetes e coloque na torta. Com ou sem filetes, pincele a massa com uma gema e leve para assar por 40 minutos ou até dourar.
Terça-feira, 20 de julho de 2010
Há alguns anos, ganhei a mais linda das fôrmas de bolo da minha amiga Fernanda. É de porcelana, toda desenhada, num tom de amarelo de antigamente, bem delicado. Ela ficou enfeitando a cozinha, mas custou a ir ao forno. (A fôrma, não a Fernanda.) Até que, ontem, ganhei outro...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:14
Há alguns anos, ganhei a mais linda das fôrmas de bolo da minha amiga Fernanda. É de porcelana, toda desenhada, num tom de amarelo de antigamente, bem delicado. Ela ficou enfeitando a cozinha, mas custou a ir ao forno. (A fôrma, não a Fernanda.) Até que, ontem, ganhei outro presente: a receita do bolo de chocolate da Ana.
Como a fôrma, o bolo também é de uma delicadeza só. E o preparo é tão simples que fiquei com a sensação de ter nascido sabendo a receita. Mas nunca tinha feito um bolo de chocolate que, em vez de leite, leva água. O resultado é uma massa muito leve, muito fofa, doce na medida e com sabor acentuado de chocolate. (E não de achocolatado, que eu detesto.)
O bolo saiu do forno e, por acaso, meu filhote pediu um copo de suco de laranja. Espremi logo uma dúzia, que encheu a jarra de suco. Como nunca servi suco de laranja com bolo de chocolate? A combinação de sabores é um clássico. Mas, hoje, em casa, o lanchinho teve gosto de novidade. Virou um presente para um fim de tarde de férias escolares na cidade.
Bolo fofíssimo de chocolate
Ingredientes
4 ovos
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de chocolate em pó
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de água
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Unte com manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma fôrma com buraco no meio.
2. Na batedeira, coloque o açúcar e o chocolate em pó, passando por uma peneira. Junte os ovos e o óleo. Na velocidade baixa (para o chocolate não subir), bata os ingredientes, até que estejam bem misturados. Aumente a velocidade e bata por mais alguns minutos.
3. Enquanto isso, passe a farinha pela peneira. Abaixe a velocidade novamente e, aos poucos, vá adicionando a água e a farinha, alternadamente, batendo apenas para misturar. Por último, adicione o fermento.
4. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve ao forno preaquecido para assar por 30 minutos, até que o palito saia limpo ao ser espetado no bolo.
5. Retire do forno e deixe esfriar por 15 minutos. Coloque um prato de bolo sobre a fôrma e, com auxílio de um pano de prato, vire de uma vez. Sirva a seguir.
Terça-feira, 13 de julho de 2010
Tenho um grande amigo, também grande guloso, que é dono de uma grande frase. Eu, pelo menos, acho. Todas as vezes que vamos jantar, e fico na dúvida se peço uma taça ou uma garrafa de vinho, peço ou não entrada, prato principal e sobremesa, ele diz: “A história não fala dos...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:12
Tenho um grande amigo, também grande guloso, que é dono de uma grande frase. Eu, pelo menos, acho. Todas as vezes que vamos jantar, e fico na dúvida se peço uma taça ou uma garrafa de vinho, peço ou não entrada, prato principal e sobremesa, ele diz: “A história não fala dos covardes.” Não dá para não pedir a garrafa, a entrada, o prato e a sobremesa, dá?
Tenho usado bastante a frase, em pensamento, para solucionar pequenos dilemas do cotidiano. Ontem, por exemplo, fiquei com vontade de fazer, e comer, uma quiche de cebola caramelizada. Abri a geladeira e vi um pedaço de queijo roquefort dando sopa.
Será? Cebola com roquefort? Meio da pesada, não? Aí, a frase veio a mente. Fiz a torta e ainda aromatizei com um restinho de vinho do Porto.
Quem não gosta de roquefort pode usar qualquer outro queijo. Mas, se você não gosta de cebola, é melhor procurar outra receita. Se bem que alho-poró também daria certo.
Quiche de cebola caramelizada com queijo
Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
100 g de manteiga
1 colher (sopa) de óleo
½ xícara (chá) de água gelada
½ colher (chá) de sal
+ farinha de trigo para abrir a massa
Modo de Preparo
1. Você vai precisar de uma fôrma de quiche de 20 cm de diâmetro, de preferência antiaderente. Caso contrário, unte a fôrma com manteiga e polvilhe com farinha.
2. Corte a manteiga em cubinhos de cerca de 1 cm. Numa tigela, coloque a farinha, misture bem o sal e abra um buraco no centro. Junte o óleo e os cubinhos de manteiga. Com as mãos, vá misturando até obter uma farofa grossa. Para que a massa fique bem crocante, o truque é não misturar muito.
3. Assim que a farinha ficar com o aspecto de farofa, comece a juntar a água gelada. Vá amassando e juntando a água, até conseguir formar uma bola. Embrulhe a bola de massa em filme, ou coloque num saco plástico, e leve à geladeira por 30 minutos.
4. Enquanto isso, prepare a cebola do recheio.
5. Preaqueça o forno a 200ºC (temperatura alta). Retire a massa da geladeira e do filme. Sobre uma superfície lisa, trabalhe um pouco a massa, apenas para que ela aqueça com o calor das mãos. Enfarinhe a superfície e abra a massa com o auxílio de um rolo. Ela deve ficar maior que a fôrma, pois deve cobrir o fundo e as laterais. Para transferir a massa da superfície para a fôrma, enrole-a no rolo e desenrole sobre a fôrma. Com as mãos, modele a massa na fôrma, retirando as sobras.
6. Cubra a massa com papel-manteiga e preencha todo o fundo da fôrma com feijão, apenas para fazer peso. Leve ao forno preaquecido para assar por 10 minutos. Retire o papel-manteiga com os feijões. Com um garfo de sobremesa, fure o fundo da torta. Leve novamente ao forno e deixe assar por mais 10 minutos, até que fique ligeiramente dourada.
Para o recheio
Ingredientes
3 cebolas médias
1 colher (sopa) de óleo
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
3 ovos
1 colher (sopa) de vinho do Porto (opcional)
½ xícara (chá) de queijo ralado grosso*
1 pitada generosa de noz-moscada ralada
1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora
1 pitada de sal
* o queijo só será mencionado na fase seguinte do preparo, na montagem da quiche. Mas você vai precisar dele. Use emmenthal, gruyère até parmesão vai bem. Eu tinha roquefort dando sopa na geladeira. Por isso, ele foi o escolhido.
Modo de Preparo
1. Descasque e corte as cebolas em metades. Corte cada metade em fatias finas. Leve uma frigideira antiaderente ao fogo médio e regue com o óleo. Junte as cebolas, tempere com sal e vá mexendo com uma colher de pau, ou chacoalhando a frigideira num vaivém, até que fiquem douradas. Reserve.
2. Numa tigela, junte os ovos, o leite, o creme de leite e o vinho do Porto. Misture bem com um fouet (batedor de arame) ou com um garfo. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Reserve.
Montagem
No fundo da massa pré-assada, espalhe as cebolas douradas. Sobre elas, polvilhe o queijo ralado, ou amassado, como é o caso do roquefort que eu usei. Regue a massa com o creme de ovos. Com cuidado para não derramar o recheio, leve a fôrma ao forno para assar por 30-40 minutos ou até que a quiche fique dourada.
Quarta-feira, 7 de julho de 2010
Em função de um projeto novo, ando pesquisando nos arquivos do Panelinha. Nada como dar uma olhada no passado para planejar o futuro! E, nessas remexidas, achei esta maionese. Nem sequer me lembrava dela! Acho que foi a última vez que fiz a receita. E isso já faz tanto tempo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:02
Em função de um projeto novo, ando pesquisando nos arquivos do Panelinha. Nada como dar uma olhada no passado para planejar o futuro! E, nessas remexidas, achei esta maionese. Nem sequer me lembrava dela! Acho que foi a última vez que fiz a receita. E isso já faz tanto tempo que meus filhos nunca comeram maionese.
Você já experimentou maionese feita em casa? É outro papo. Eu aprendi a fazer e a gostar do molho na escola. Todo curso de gastronomia tem o capítulo maionese. E, confesso, antes disso, nunca tinha comido a versão caseira dela. Mas a paixão durou pouco. Nem sei bem o por quê. Não tenho nada contra. Falta de hábito.
Fica uma delícia como aperitivo. Um potinho de maionese caseira, feita na hora, cercada de crudités, como cenoura, pepino, salsão, erva-doce, tomatinhos, rabanete, não é uma ótima maneira de começar o feriado? E se o clima continuar assim, o vinho vai ser branco. Acabei de decidir, vou fazer maionese no feriado!
O truque para ela não desandar é deixar os ingredientes em temperatura ambiente. Ovos, vinagre e o óleo. Aliás, pode ser óleo ou azeite. Tanto faz. Com óleo fica mais leve. Com azeite, mais saudável e marcante. Em vez de vinagre, você também pode usar suco de limão. Há quem prepare o molho sem mostarda. Eu acho que fica um pouco sem graça. Mas vai de gosto. E gosto não se discute.
Maionese
Ingredientes
2 gemas
1 colher (sopa) de vinagre da sua preferência ou de suco de limão
½ colher (sopa) de mostarda de Dijon
250 ml de azeite ou de óleo
sal a gosto
Opcionais
Você pode aromatizar a maionese com ingredientes como curry, wassabi, ervas como salsinha, cebolinha, coentro, ou ainda com um dente de alho amassado, ou até um filé de anchova bem picadinho.
Modo de preparo
1. Coloque as gemas, o vinagre e a mostarda numa tigela funda. Sob ela, coloque um pano úmido para que a tigela não fique sambado enquanto você bate a mistura. Atenção: lembre-se de que os ingredientes devem estar em temperatura ambiente para a mistura não desandar.
2. Com um fouet (batedor de arame), bata vigorosamente a mistura, até que ela fique pálida.
3. Sem parar de bater, vá acrescentando o azeite em fio, até que vire um creme espesso. Fica ainda mais fácil se outra pessoa for regando o azeite lentamente enquanto você bate a mistura vigorosamente.
4. Quando a maionese estiver bem firme, pare de bater e verifique o sabor. Algumas mostardas são tão salgadas que dispensam o uso do sal. Se quiser, tempere com uma pitada de sal. Conserve em geladeira por no máximo 2 dias.
4 de julho de 2010
Para muita gente, lasanha é comida afetiva, que tem sabor de casa de mãe, ou de avó, é prato cheio para alimentar não só o corpo. Mas não é meu caso. Nunca fui muito chegada em lasanha. Ou, pelo menos, não durante a infância.
Quando percebi que lasanha não tinha que ser à...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:50
Para muita gente, lasanha é comida afetiva, que tem sabor de casa de mãe, ou de avó, é prato cheio para alimentar não só o corpo. Mas não é meu caso. Nunca fui muito chegada em lasanha. Ou, pelo menos, não durante a infância.
Quando percebi que lasanha não tinha que ser à bolonhesa, aí, sim, passei a gostar do prato. Aliás, mais do que isso. Tenho desejo só de pensar na de alcachofras do Nonno Ruggero. E, que fique claro, nonno Ruggero não é meu avô, mas o restaurante no primeiro piso do Hotel Fasano. Aí fica fácil de a lasanha ser boa.
A questão é que, recentemente, descobri que eu amo lasanha à bolonhesa. O meu trauma de infância não era relacionado à massa ou ao molho, mas ao diacho do presunto, que as pessoas insistem em colocar ali no meio para estragar o prato. Resolvido, é só fazer lasanha sem frios.
No Dia das Mães, a família toda veio almoçar em casa. Meu irmão chegou faminto e foi logo perguntando o paradeiro do prato principal. “Ah, tá, a lasanha tá no forno”, e fez cara de decepção. Mesmo imaginando a resposta, quis me certificar e perguntei se ele não gostava. “Bom, depende, você colocou presunto?”
Então acho que é genético. Nós gostamos de presunto cru, não fazemos questão de presunto cozido e detestamos qualquer tipo de presunto quente. Seja na lasanha ou no misto quente. Tem que fazer um queijo quente e, depois, colocar uma fatia do presunto frio.
A lasanha sem presunto, meu irmão comeu, repetiu, lambeu os beiços e fez cara de quero-levar-para-casa. Não sobrou. Mas, pouco tempo depois, ele fez aniversário, e eu levei uma inteirinha de presente.
(Aproveitei para fotografar passo a passo o preparo e anotar direitinho a receita aqui para o blog.)
Na minha casa, lasanha não é prato de dia a dia. É um pouco trabalhoso para isso. Mas é ideal para as férias. É comida que viaja bem no carro até a praia e pode ser a primeira refeição, a da chegada.
Voltando ao preparo, a única coisa que pode dar um pouquinho mais de trabalho é fazer o molho à bolonhesa. Mas você pode aprontar a lasanha em etapas. O molho num dia, a montagem no outro. Foi o que fiz. No final do preparo, fiz até uma fotinho da cozinha para você ver que ela não ficou de pernas para o ar. Até porque cozinha não tem pernas. Mas, fazendo assim em etapas, fica tudo em ordem.
Ah, antes que você pense que o presente de aniversário foi muito simplesinho, aviso que meu irmão também ganhou a travessa.
Agora, com a receita publicada aqui, ele pode preparar o prato para as férias. E, no futuro, a lasanha da tia Rita pode ser comida de infância para os meus sobrinhos.
Lasanha para as férias
Serve 8 pessoas
Para o molho à bolonhesa
Ingredientes
500 g de carne moída
1 colher (sopa) de óleo de canola
3 colheres (sopa) de manteiga
½ xícara (chá) de cebola picada
2/3 de xícara (chá) de cenoura picada
2/3 de xícara (chá) de salsão picado
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de vinho branco seco
1 ½ xícara (chá) de tomate italiano sem pele (conserve o líquido da lata)
1 pitada de noz-moscada ralada na hora
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora
Modo de Preparo
1. Numa panela média, junte o óleo, a manteiga e a cebola. Leve ao fogo médio e refogue a cebola, mexendo sempre, até que fique transparente. Adicione a cenoura e o salsão picados e refogue por 2 minutos, mexendo sem parar.
2. Acrescente a carne moída e misture com um garfo. Tempere com sal e pimenta-do-reino e refogue, mexendo sempre, até que a carne perca a cor rosada de crua.
3. Junte o leite e mexa até que evapore completamente. Tempere com uma pitada de noz-moscada.
4. Adicione o vinho e deixe cozinhar até secar.
5. Baixe o fogo, junte os tomates sem pele (com o líquido da lata) e deixe cozinhar por 3 horas, com a panela tampada, mexendo de vez em quando. O fogo deve estar baixíssimo, caso contrário, o molho irá grudar no fundo da panela. À medida que o molho for secando, vá acrescentando um pouco de água fervente.
Para o molho branco
Ingredientes
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 l de leite
1 pitada de noz-moscada
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo
1. Numa panela média, coloque a manteiga e leve ao fogo baixo. Quando derreter, acrescente a farinha de trigo e com uma colher de pau mexa bem por 2 minutos. Essa mistura chama-se roux e serve para engrossar molhos.
2. Retire a panela do fogo e, sem parar de mexer, acrescente a metade do leite. Mexa vigorosamente, de preferência, com um fouet. Aumente o fogo, volte a panela, junte o restante do leite e continue mexendo vigorosamente.
3. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e tempere o molho com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Deixe cozinhar por cerca de 12 minutos, mexendo de vez em quando, até engrossar um pouquinho. Atenção: esse é o truque da lasanha, um molho branco bem ralinho. Ele irá hidratar a massa e engrossar durante o cozimento no forno. Por isso, nesta etapa, ele deve ficar bem líquido. Engrosse apenas um pouquinho.
Para a montagem
Ingredientes
500 g de massa para lasanha pré-cozida (eu não usei a massa toda)
6 colheres (sopa) de queijo ralado
Modo de Preparo
1. Se for montar, assar e servir a lasanha, preaqueça o forno a 180º C (temperatura média). Se quiser, você também pode montá-la com antecedência e deixar na geladeira até a hora de assar.
2. Numa travessa refratária de cerca de 36 cm x 28 cm, espalhe um pouco de molho branco e de molho à bolonhesa. Sobre os molhos, coloque uma camada de massa, cobrindo todo o fundo da travessa.
3. Sobre a primeira camada de massa, espalhe um pouco do molho à bolonhesa. Por cima do molho à bolonhesa, regue com um pouco do molho branco. Cubra com massa e repita o processo, até finalizar com uma camada de molho à bolonhesa e molho branco. Polvilhe com o queijo ralado. Leve à geladeira ou ao forno preaquecido. Deixe assar por cerca de 20 minutos, até que o queijo fique gratinado.
Quarta-feira, 30 de junho de 2010
Acho que já falei aqui de uma tia que tem quase noventa anos e diz ter a sensação de estar vivendo outra encarnação, só que na mesma vida. Eu ainda não vivi nem a metade do que ela já viveu e, às vezes, não lembro direito em que vida foi que isso ou aquilo aconteceu. Quer...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:59
Acho que já falei aqui de uma tia que tem quase noventa anos e diz ter a sensação de estar vivendo outra encarnação, só que na mesma vida. Eu ainda não vivi nem a metade do que ela já viveu e, às vezes, não lembro direito em que vida foi que isso ou aquilo aconteceu. Quer dizer, deve ter sido tudo nessa, pois nem sei se acredito em reencarnação. Ou em carma. Ou karma. Sei lá. Mil coisas. Mas, há uns 10 mil anos, fiz uma aula de culinária indiana com uma professora chamada Devaki Dasi.
Comida da Índia inspira essas questões espirituais. E expira curry pelo resto do dia. Mas vale a pena. Hoje me lembrei de uma receita espetacular que aprendi naquela aula. Não sei o que é mais incrível, as kaftas ou o molho. Quer dizer, ela chamava de kaftas, porém, mais parecem almôndegas de couve-flor. São deliciosas. O molho é surpreendente. Ela chamava de molho de tomate, mas é um creme ultra aromático, com gengibre, pimenta, iogurte e outras coisinhas mais. Além dos tomates, claro.
A combinação dos dois, das kaftas com o molho, é divina. Independentemente da crença, do credo ou da cruz que cada um carrega, ela é mesmo dos deuses.
Kafta de couve-flor com molho de tomate
Serve 6 pessoas
Para kafta de couve-flor
Ingredientes
1 couve-flor média
4 batatas médias
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de salsinha picada
1 ½ colher (chá) de curry em pó
1 pitada de assafétida (opcional)
sal a gosto
óleo de canola ou ghee para fritar
Modo de preparo
1. Descasque as batatas e corte em cubos grandes. Coloque-as numa panela com água fria salgada e leve ao fogo para cozinhar. Quando ficarem macias, retire as batatas e transfira para um escorredor, ou peneira, para secar.
2. Na mesma panela, escalde a couve-flor inteira. Retire e assim que esfriar pique em pedacinhos.
3. Coloque todos os ingredientes numa tigela grande e amasse bem com as mãos até formar uma massa. Faça cerca de 30 bolinhas e frite em ghee ou óleo de canola até dourar.
Para o molho de tomate
Ingredientes
8 tomates sem pele e sem semente
2 colheres (sopa) de ghee ou de óleo de canola
2 colheres (chá) de gengibre ralado
1 pimenta malagueta picada
1 colher (chá) de cominho
1 ½ colher (chá) de cúrcuma
1 colher (chá) de orégano
2 folhas de louro
sal a gosto
1 pitada de açúcar
250 g de iogurte natural
Modo de preparo
1. Numa panela, doure no óleo (ou no ghee) o gengibre com a pimenta. Acrescente todas as especiarias e, por último, junte o tomate, previamente batido no liquidificador.
2. Cozinhe até obter um molho grosso. Retire do fogo, misture o iogurte e despeje sobre as kaftas.
Segunda-feira, 28 de junho de 2010
Ainda criança, eu achava estranho o fato de que muitas das festas juninas eram comemoradas em julho. Era uma questão, e ninguém me respondia por que, então, não era festa julhina. Pois bem, talvez seja uma rebeldia infantil operando no meu inconsciente, mas junho está...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:32
Ainda criança, eu achava estranho o fato de que muitas das festas juninas eram comemoradas em julho. Era uma questão, e ninguém me respondia por que, então, não era festa julhina. Pois bem, talvez seja uma rebeldia infantil operando no meu inconsciente, mas junho está acabando e não comentei aqui sobre o meu bolo de fubá favorito.
Acho que, inconscientemente, estava esperando o mês virar. Isto é, até falei sobre o bolo favorito da comunidade. Ou, pelo menos, o mais acessado do mês, o bolo de fubá cremoso em três versões . A Priscila, dona da receita, tem também na página dela mais quatro opções: bolo de fubá com goiabada , bolo de fubá com ricota e leite condensado , bolo de fubá fofíssimo e bolo de fubá superfino .
Nas minhas trocas de e-mails com a Priscila, descobri que ela é mineira e boleira profissional. Logo, não tenho a menor dúvida que as receitas dela sejam incríveis. E ela explica do jeito que a gente gosta, tim-tim por tim-tim. Dá até para imaginar um sotaquinho mineiro!
Mas ainda não fiz nenhum dos bolos de fubá da Priscila. Estou esperando julho para assar pelo menos um deles. Acho que vai ser o cremoso.
Na semana passada, no dia 24, minha amiga Lulu comentou que ela tinha que fazer um bolo de fubá. Tem? , eu perguntei. Ela me explicou que todas as mães de João tem que fazer bolo de fubá no dia de São João. Sabia?
Como meu filho é Gabriel, acabei deixando para fazer o bolo hoje. A receita é aqui do site, e foi desenvolvida para a série antiTPM. Ela também está no meu livro Culinária para bem estar. E faz a gente ficar bem porque leva 3 xícaras de castanhas-de-caju, ingrediente rico em magnésio, o mineral que ajuda a diminuir o inchaço e a vontade de comer doces em excesso, típicos da TPM. Mas não é por isso que esta é uma das minhas receitas de bolo favoritas. Acho a combinação de sabores sensacional: fubá, castanhas e limão. Um espetáculo.
Para facilitar, copio o preparo a seguir. Mas você também pode imprimir a receita com ou sem foto na página do bolo . Quem ainda não conhece os nutrientes que não podem faltar na alimentação antiTPM pode dar uma olhada no canal s/tpm . Mas você não precisa estar com TPM para se deliciar com esse bolo. E também não precisa esperar o mês de julho chegar.
Bolo de fubá com limão e castanha-de-caju
Ingredientes
1 ½ xícara (chá) de manteiga à temperatura ambiente
2 xícaras (chá) de açúcar
3 xícaras (chá) de castanhas-de-caju trituradas
2 colheres (chá) de essência de baunilha
6 ovos
raspas de 4 limões
suco de 1 limão
1 ½ xícara (chá) de farinha de milho para polenta
1 ½ colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar
açúcar de confeiteiro para decorar
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma assadeira retangular de 25 x 30 cm com manteiga e polvilhe farinha. Reserve.
2. Na tigela da batedeira, coloque a manteiga e o açúcar. Bata em velocidade alta até obter uma mistura fofa e bem clara. Mude a velocidade para baixa. Acrescente as castanhas trituradas, a essência de baunilha e os ovos, um a um, e continue batendo. Aumente a velocidade e bata por 2 minutos. Mude novamente a velocidade para baixa. Adicione as raspas e o suco de limão, a farinha de milho para polenta, o fermento e o sal. Bata até a mistura ficar homogênea.
3. Transfira a massa para a assadeira untada e leve ao forno para assar por 45 minutos. Para verificar o ponto do bolo, espete um palito na massa. Se sair limpo, está pronto. Desligue o forno. Retire o bolo do forno e deixe esfriar.
4. Corte o bolo em quadradinhos. Arrume numa travessa, polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva.
Quinta-feira, 24 de junho de 2010
“Querida Rita, primeiro quero dizer que AMOOO o Panelinha! Visito o site praticamente todos dias, consegui desenvolver minhas habilidades de cozinha com One is Fun e hoje cozinho para a família toda.
Recentemente, experimentei a receita de nhoque de grão-de-bico e foi um...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:04
“Querida Rita, primeiro quero dizer que AMOOO o Panelinha! Visito o site praticamente todos dias, consegui desenvolver minhas habilidades de cozinha com One is Fun e hoje cozinho para a família toda.
Recentemente, experimentei a receita de nhoque de grão-de-bico e foi um sucesso. Achei trabalhoso mas valeu a pena!
Prometi para algumas amigas um almoço com receitas saudáveis e pensei em fazer novamente o nhoque, entretanto, não sei com o que servir. Você poderia me ajudar com alguma sugestão?
Abraços e sucesso!
Natália
Cara Natália, com um e-mail desses, como é que eu não iria ajudá-la? Ainda mais com algo tão simples. Se fosse uma ajuda em dinheiro, aí você iria ver... Mas falando sério, fico numa alegria só quando sei que o Panelinha está ajudando as pessoas, mesmo que seja para dando trabalho, porque o nhoque de grão-de-bico não é trabalhoso, ele é um projeto! Mas, como você mesma disse, realmente vale a pena. Além de gostoso, é excelente para as mulheres. Grão-de-bico deveria ser obrigatório na nossa alimentação.
Há muito anos, a Marcia Daskal , nossa super nutricionista, passou em casa para fazer uma visitinha, e eu aproveitei para fazer uma consulta na faixa (eu também peço ajuda aos universitários!). A minha questão era a fome desesperadora por chocolate no fim de tarde. A resposta foi: grão-de-bico. Ele é rico em magnésio e carboidratos complexos, elementos que funcionam feito mágica para dar uma segurada na fome fora de hora, especialmente por doces.
Quanto a combinação, acho que bacalhau é a pedida para servir com o nhoque de grão-de-bico. Na comunidade, tem uma receita muito bacana da Neyma . Se você não é muito fã de peixe, um frango assado, bem rústico, também vai muito bem. Não precisa de recheio, coloque apenas uma laranja e uma cebola, as duas descascadas, dentro do frango. Sob a pele da ave, espalhe manteiga com alecrim picado e temperada com sal e pimenta-do-reino. Coloque o frango numa assadeira, com peito para cima, regue com suco de laranja e cubra com papel-alumínio. Asse em forno preaquecido a 180ºC por 45 minutos. Aumente a temperatura do forno, retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 45 minutos ou até ficar bem dourado. Retire do forno, cubra novamente com o papel-alumínio e deixe o frango descansar por uns 10 minutos. Corte em pedaços e sirva com o nhoque.
Se você não estava pretendendo servir com uma carne branca, vá de rosbife ou até de carne de panela . Ajudei? Espero que sim.
Mudando de assunto, mas não de ingrediente, aproveito para postar uma receita bem diferentona de sopa de grão-de-bico com tomate. Ela está entre uma sopa e um ensopado, e você só precisa de um pedaço de pão para completar a refeição.
Sopa de grão-de-bico com tomate
Serve 4 porções
Atenção: quem quiser simplificar, em vez de deixar o grão-de-bico de molho da noite para o dia e depois cozinhar por 1 hora, pode usar uma lata dele já cozido. Mas enxágue bem e escorra antes de usar!
Ingredientes
¾ de xícara (chá) de grão-de-bico (ou 1 lata de grão-de-bico já cozido)
4 dentes de alho
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 raminho de alecrim (10cm)
1 xícara (chá) de tomate em lata italiano
2 xícaras (chá) de água ou de caldo feito em casa, tanto faz o sabor
Modo de Preparo
1. Coloque o grão-de-bico numa tigelinha e cubra com o triplo de água. Deixe de molho de manhã para usar à noite ou vice-versa.
2. Escorra o grão-de-bico, lave sob água corrente, coloque numa panela e cubra com o dobro de água fria. Leve ao fogo alto e assim que começar a ferver abaixe o fogo. Tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 1h, ou até que o grão-de-bico esteja cozido.
3. Enquanto isso, descasque os dentes de alho e coloque numa panela onde a sopa será feita. Junte o azeite e leve ao fogo médio. Quando os dentes de alho começarem a dourar, retire-os da panela. Eles servem apenas para aromatizar o azeite.
4. Coloque na panela o ramo de alecrim, o tomate com o suco da lata e deixe cozinhar por 30 minutos em fogo baixo, com a panela tampada. Desligue o fogo.
5. Quando o grão-de-bico estiver cozido, escorra a água e misture os grãos com o tomate. Leve ao fogo médio e deixe ferver por 5 minutos, mexendo de vez em quando.
6. Adicione a água ou o caldo, tempere com sal e pimenta-do-reino e mexa. Abaixe bem o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 20 a 30 minutos. Verifique o sabor, corrija o tempero com sal e pimenta-do-reino moída na hora e sirva com pão italiano.
Segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quase nunca tomo café puro. É sempre com leite. E nas mais variadas formas e proporções. Quando estou com tempo, peço capuccino. Ele é bom de tomar lentamente. Mas se naquele dia eu já tiver exagerado nas xícaras, tomo latte. Mais leite, menos café. De passagem, na correria,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:06
Quase nunca tomo café puro. É sempre com leite. E nas mais variadas formas e proporções. Quando estou com tempo, peço capuccino. Ele é bom de tomar lentamente. Mas se naquele dia eu já tiver exagerado nas xícaras, tomo latte. Mais leite, menos café. De passagem, na correria, peço um cafezinho curto com um pouco de leite. Um macchiato, pode-se dizer. Mas, se for no boteco da esquina, vem um café coberto com espuminha. Aí reitero o meu pedido, e a pessoa do lado de lá do balcão traz um pouco mais de leite para eu derramar no café.
Há muitos anos, café com leite era café com leite. No máximo, pingado ou média. Mas na casa da minha mãe a única diferença era se o leite vinha com ou sem nata. Foi nesta época que criei aversão àquela película branca boiando sobre o meu café com leite. Causa repulsa. Nojo, mesmo. Mas o ser humano é um bicho esquisito. Desde a infância, um dos meus sorvetes favoritos é, justamente, o de nata. E não é só.
Clotted cream é uma espécie de manteiga de nata. Coisa típica inglesa. É para passar no pão do chá da tarde. (Aliás, no meu chá também vai leite, mas, por sorte, prefiro um pingo dele frio; posso tomar chá de olhos fechados.)
Que eu saiba, apesar de todos os avanços gastronômicos no sentido da globalização, ainda não se encontra clotted cream para comprar por aqui. E também não pretendo fazer. Já pensou, fazer o próprio pão ainda vai, mas fazer a própria manteiga? Acho que seria um exagero.
Eu tinha menos de 15 anos quando comi clotted cream pela primeira vez. Me derreti. Ainda bem que só fiquei uma semana em Londres. Não deu tempo de virar vício. Clotted cream é gordura na veia.
Mas o pão para passar o tal creme não pode ser qualquer um. Francês nem pensar. Baguete, chalá, brioche, pão de fôrma, nada disso. Clotted cream se espalha em scone, um pãozinho de origem escocesa, mas que é símbolo do chá da tarde inglês. Ele, sim, pode e deve ser feito em casa.
O mais comum é que seja doce. Pode ou não ter uvas-passas. Com figo seco picado fica uma delícia. Também pode ser salgado. Gergelim, nozes, cebola, tudo vai. A receita que escolhi é bem básica, mas, dizem, a favorita da rainha. A massa é doce, com um pouco de passas, ótima para servir às cinco em ponto. Mas, por aqui, infelizmente, sem clotted cream. Já a bebida você pode escolher entre café ou chá. Isto é, desde que o leite seja sem nata, please.
Scones com passas
Sirva ainda quente, corte ao meio e, na falta de clotted cream, espalhe um pouco de manteiga e geleia.
Ingredientes
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
200 g de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubinhos
1 ovo grande
1 colher (sopa) de essência de baunilha
½ xícara (chá) de leite
¼ de xícara (chá) de uvas-passas
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Passe pela peneira a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Na mesma tigela, com os ingredientes secos peneirados, junte a manteiga em cubinhos e misture com a ponta dos dedos até formar uma farofa grossa. Acrescente os outros ingredientes e mexa com uma colher de pau, apenas para misturar.
2. Para assar, prefira uma assadeira de muffin, preenchendo cada cavidade apenas até a metade. Caso contrário, use uma assadeira coberta com papel-manteiga e coloque a massa em colheradas. Deixe alguns centímetros entre cada pão (a massa dá para duas assadeiras grandes).
3. Leve para assar por cerca de 15 minutos, ou até que os scones estejam dourados. Retire do forno e sirva a seguir.
Quinta-feira, 17 de junho de 2010
Ovo é um ingrediente universal. E omelete, uma receita cheia de versões. Em japonês, por exemplo, diga: tamagoyaki. Mas não espere por um disco de ovos. Ela é feita em camadas fininhas, que vão sendo enroladas e resultam numa espécie de omelete-rocambole. Além de técnica, é...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 10:50
Ovo é um ingrediente universal. E omelete, uma receita cheia de versões. Em japonês, por exemplo, diga: tamagoyaki. Mas não espere por um disco de ovos. Ela é feita em camadas fininhas, que vão sendo enroladas e resultam numa espécie de omelete-rocambole. Além de técnica, é preciso ter uma frigideira especial, retangular. O preparo é tão lindo que coloquei um vídeo no fim do post para quem quiser assistir.
Na França, a omelete é fofinha e, depois de pronta, pode ser recheada com queijos, frios, tomate, cogumelo... Já os italianos incluem o recheio antes de os ovos irem para a frigideira. Outra diferença é que a frittata termina o cozimento no forno. Isso porque é um tipo de omelete bem mais espessa, quase uma torta de ovos; sem o forno, a base queimaria antes que o meio cozinhasse.
A receita que escolhi fazer é a versão espanhola da omelete. Como todas as outras, ela também é prática e deliciosa. A tortilla geralmente é feita com batata e cebola, além dos ovos. Outros ingredientes, como pimentão, podem ser incluídos. O preparo é mais simples que o da frittata, pois não vai ao forno. Também é mais fácil que o da francesa, porque você não precisa ir trazendo as beiradas para o centro da frigideira à medida que o ovo vai se solidificando. Sim, é assim que se faz uma omelete clássica. Quanto à versão japonesa, eu nunca preparei, mas fiquei com vontade de testar. Antes, porém, preciso comprar uma daquelas panelinhas.
Outra grande vantagem da tortilla, ou tortilha, é que fica ainda mais gostosa fria. E, por isso, é mais versátil. Pode até servir de aperitivo para o domingão!
Tortilha espanhola
Serve 8 porções
Esta omelete espanhola pode ser servida quente ou fria. É versátil, prática, econômica e muito saborosa.
Ingredientes
4 batatas grandes
2 cebolas médias
5 ovos
3 colheres (sopa) de creme de leite fresco
3 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Descasque as batatas e corte em rodelas bem finas. Coloque numa panela, cubra com água e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, conte 3 minutos e desligue. Escorra as batatas e passe por água corrente para cessar o cozimento. Reserve.
2. Descasque e corte as cebolas em rodelas bem finas.
3. Numa tigela, quebre os ovos, junte o creme de leite e misture bem.
4. Numa frigideira antiaderente média, leve o azeite para esquentar. Quando estiver bem quente, refogue a cebola por 5 minutos. Junte as batatas e refogue por mais 3 minutos. Tempere muito bem com sal e pimenta-do-reino.
5. Regue a mistura de ovos com creme na frigideira. Abaixe bem o fogo e tampe a frigideira. Deixe cozinhar por uns 4 minutos. Destampe e passe uma espátula na lateral da frigideira para desgrudar a tortilla.
6. Levante a ponta da tortilla delicadamente para o ovo que ainda não está cozido escorra para baixo. Quando não tiver mais líquido em cima da tortilla, passe novamente a espátula nas bordas.
7. Coloque um prato sobre a frigideira e vire de uma vez. Escorregue a tortilla de volta para a frigideira e deixe dourar por mais 4 minutos. Transfira para um prato e sirva a seguir ou em temperatura ambiente.
Veja aqui o preparo de tamagoyaki:
Terça-feira, 15 de junho de 2010
Nem tudo saiu como previsto neste jogo de estreia do Brasil na Copa. Quer dizer, do ponto de vista técnico eu não faço a menor ideia, mas minha filha e eu acordamos resfriadíssimas. Não saímos de casa e ficamos juntinhas assistindo ao jogo. Ela insiste que estava torcendo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:33
Nem tudo saiu como previsto neste jogo de estreia do Brasil na Copa. Quer dizer, do ponto de vista técnico eu não faço a menor ideia, mas minha filha e eu acordamos resfriadíssimas. Não saímos de casa e ficamos juntinhas assistindo ao jogo. Ela insiste que estava torcendo para o Flamengo, apesar de os jogadores estarem um pouco diferentes, todos com cara de chinês. (Uma das grandes amigas dela tem ascendência chinesa, então, quem tem olho puxado não é japonês, muito menos coreano, é chinês.)
O outro flamenguista, meu filho, foi ver o jogo na escola. Vai entender, pela manhã, ele faz birra para não ir; quando não precisa, vai feliz para o colégio.
Mas, definitivamente, o nosso assunto aqui é mais para o campo da cozinha. Dora e eu não estamos conseguindo nem pensar em comida. Já um chocolate quente pareceu uma ótima ideia. No intervalo, lá fui eu para a boca do gol, quer dizer, do fogão.
Sempre faço a olho. E gosto de um chocolate bem grossinho, gordo, amargo. Fora de contexto, essas características podem não ser das melhores, mas dentro da xícara não há qualidades que superem a combinação. Até daria para dizer encorpado, ficaria mais elegante, mas um mingau de chocolate também seria. E o chocolate quente de que gosto não tem nada a ver com textura de leite engrossado com maisena. É gordo, mesmo. Isso porque uso creme de leite fresco.
Então, a receita fica assim: para duas porções pequenas, de moças resfriadas, usei ½ xícara de leite do tipo A, ½ xícara de creme de leite fresco e 80 g de chocolate amargo; coloquei tudo numa panelinha, levei ao fogo médio e, quando começou a ferver, baixei bem o fogo; com um batedor de arame, fiquei mexendo por uns 10 minutos, até o chocolate ficar bem escuro e grosso. Dividi em duas xícaras e servi com uma colher para raspar até a última gota.
Segunda-feira, 14 de junho de 2010
Já estou sofrendo com o jogo de amanhã. E não é pelo futebol. Quer dizer, claro que vou torcer, me emocionar, vibrar, tudo como manda a figurinha, opa, o figurino. (É que as figurinhas passaram a ditar o estado de espírito das pessoas no Período Pré-Copa.) Mas sabe que eu...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:22
Já estou sofrendo com o jogo de amanhã. E não é pelo futebol. Quer dizer, claro que vou torcer, me emocionar, vibrar, tudo como manda a figurinha, opa, o figurino. (É que as figurinhas passaram a ditar o estado de espírito das pessoas no Período Pré-Copa.) Mas sabe que eu estou um pouco chocada com os efeitos desta Copa?
Fazer parte, vestir a camisa, torcer, nada disso é opcional. Empresas avisam por e-mail o horário de funcionamento durante os dias de jogo do Brasil, muitas lojas vão fechar e só voltam a abrir no dia seguinte, as escolas vão parar, o Brasil em ritmo de Copa é oficial. Talvez sempre tenha sido, mas eu não tinha botado reparo nas proporções.
O meu sofrimento, porém, não é pelo jogo. Eu conheço, e você também, gente que se transforma, fica doente, acaba com as unhas. Nada disso acontece comigo. Mas fico meio hipnotizada com a bola e vou comendo o que estiver na mesa. Sem pensar. Pego uma provinha aqui, outra ali, nem sinto direito o sabor, mas vou comendo, comendo. Nem aguento mais e pego só mais um, mais outro, eu juro que é o último e, quando a travessa está vazia, vou ali pegar mais alguma coisa.
Comer por ansiedade, por tristeza, por vazio emocional, tudo isso eu entendo. Mas comer por comer, sem nem ter prazer, comer no automático, sem pensar, isso acaba comigo. Cada um com os seus problemas. Mas me dá ressaca, mesmo.
Por principio, aperitivo é um pouco comer por comer. Especialmente às três e meia da tarde. Mas qual a graça de ver o jogo sem um belisco? Pois estou eu aqui pensando no que vou fazer amanhã e chega um e-mail da Juliana Stelli de Azevedo: “Já há um tempo que visito o Panelinha diariamente. Já testei várias receitas e adorei todas. Adoro seu jeito de fazer receitas glamurosas parecerem simples e fáceis. O pão piadina virou figurinha fácil aqui em casa e, na última vez, fiz uma variação dele que queria compartilhar com você. Como eu fiz e congelei em porções individuais, ficou uma porçãozinha esquecida no meu congelador. Então, resolvi fazer ‘piadininhas’. Abri a massa e usei o cortador redondo, as sobras eu ia juntando, abrindo de novo e cortando mais, até acabar. Acredita que rendeu oito? Para assar, fiz como se fosse a porção normal, como você ensinou no vídeo . Aí fiz uma pasta de kani e ficou assim, como na foto!”
Ueba! Ainda bem que amanhã o jogo não é contra a Itália. Dizem que não é bom servir comida do adversário. Se bem, Juliana, que esta pasta de kani é meio duvidosa... O que é que se come na Coréia do Norte? Isto é, além de cachorro quente?
Ou será que deveríamos justamente papar o adversário? Aí poderíamos fazer um cachorro quente de piadina com kani, que, de todo modo, seria o mais próximo ao legítimo cachorro quente coreano que conseguiríamos comer. Aproveito para informar que, aqui no Panelinha, vamos trabalhar durante a Copa. Antes dos jogos, porém, faremos uma pequena pausa para cozinhar os petiscos.
Terça-feira, 8 de junho de 2010
Outro dia, ou melhor, noite, fui a um jantar e, já na mesa, a conversa chegou à balança. Acho curioso essa história de ficar falando de peso com o garfo na mão. Por que será que, para muita gente, comer é sempre uma culpa? Um dos convidados dizia que o segredo da boa forma...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:01
Outro dia, ou melhor, noite, fui a um jantar e, já na mesa, a conversa chegou à balança. Acho curioso essa história de ficar falando de peso com o garfo na mão. Por que será que, para muita gente, comer é sempre uma culpa? Um dos convidados dizia que o segredo da boa forma era ter uma balança no quarto. “É a única maneira de ir controlando o peso, dia a dia”, explicava animadamente a pessoa.
Particularmente, acho que só serve para estimular a paranóia. Será que às cinco da tarde, com a fome por um docinho gritando, o cidadão vai mesmo se lembrar de onde o ponteiro da balança estava pela manhã? Por isso, na minha casa, a única balança que entra é a da cozinha.
Recentemente, ela quebrou. Fiquei uns dias sem poder pesar os ingredientes. Isso não é exatamente um problema; a maioria das receitas que fazemos são mesmo medidas em xícaras e colheres. Mas foi só a balança quebrar que livros com receitas em gramas passaram a pipocar na minha mão. Comprei logo duas balancinhas digitais. Umas graças!
Para comemorar a volta da balança, decidi fazer uma antiga receita do Panelinha. É uma geleia ótima, de uva com morango. A sabor é intrigante, e a cor, bem intensa, linda. Leva mais uva, o que no momento é uma vantagem, pois as bandejinhas de morango ainda não estão no preço ideal. Mas já é época. Para a receita dar certinho, como na maioria dos doces, vamos pesar os ingredientes. E, para não pesar na outra balança, nada de comer o pote de geleia de uma vez só!
Geleia de uva e morango
Rende 250 g
Ingredientes
120 g de morangos
750 g de uvas rosadas
¾ de xícara (chá) de açúcar
suco de ½ limão
Modo de preparo
1. Lave os morangos e retire as folhas. Esprema as uvas, uma a uma, reservando as cascas.
2. Coloque as uvas espremidas numa panela e leve ao fogo médio por 20 minutos. Passe as uvas cozidas por uma peneira. Reserve o caldo e despreze o bagaço. Coloque o caldo na mesma panela, acrescentando os morangos e as cascas das uvas.
3. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar por 10 minutos ou até que os ingredientes fiquem macios.
4. Retire do fogo, e bata com um handmixer, ou no liquidificador, por apenas alguns segundos. O objetivo não é deixar a geleia completamente lisa.
5. Volte a mistura à panela, junte o açúcar e leve ao fogo baixo por mais 10 minutos. Acrescente o suco de limão e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Retire do fogo, deixe esfriar e transfira para um pote de geleia. Conserve em geladeira.
Segunda-feira, 7 de junho de 2010
Caldo feito em casa virou um tema aqui no site. Eu postei algumas receitas, a Marcia Daskal, nossa nutricionista, falou no blog Vitaminado sobre os benefícios do caldo de galinha caseiro, inclusive os medicinais, e muita gente escreveu para contar sobre a experiência de...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:34
Caldo feito em casa virou um tema aqui no site. Eu postei algumas receitas, a Marcia Daskal, nossa nutricionista, falou no blog Vitaminado sobre os benefícios do caldo de galinha caseiro , inclusive os medicinais, e muita gente escreveu para contar sobre a experiência de fazer caldo em casa. Tem algo de mágico sobre o assunto. Lendo alguns dos e-mails, fiquei com a impressão de que há uma espécie de manifesto contra comida pronta embutido na recusa pela chamada “praticidade” dos cubinhos.
Eles estragam a comida, não fazem bem à saúde, são absolutamente desnecessários e, ainda assim, são um símbolo de praticidade que devora o bom senso da dona de casa moderna. Não faz sentido usar tempero pronto. Um dente de alho, uma cebola, sal, pimenta-do-reino e a farsa do caldo mágico fica evidente. Ou deveria ficar.
Fora o aspecto do sabor, e da saúde, para mim, poucas coisas à mesa são tão espetaculares quanto ver minha filha tomando com tanto gosto um caldo de galinha quentinho, recém-saído da panela. Ela lambe os beiços. E eu fico hipnotizada. Parece ter um peso ancestral, como se nós duas estivéssemos ali reproduzindo o que outras mulheres da nossa família faziam há um século ou, quem sabe, dois.
Da minha cozinha, raramente sai caldo de carne. Na teoria, é tão simples quanto os outros. Mas acabo não preparando. No último feriado, decidi testar versões mais simples, que não precisassem de um paciente cozinheiro a postos durante a primeira etapa do preparo, escumando delicadamente as impurezas que sobem à superfície.
Fiz caldo de rabada, de músculo e, no embalo, acabei preparando uma sopa muito, muito simples de fazer, incrivelmente nutritiva e saborosa. O caldo vamos deixar para outro post. Veja a seguir o preparo da sopa.
Sopa prática de músculo com cevadinha
Serve 4 a 6 porções
O objetivo desta receita era fazer de maneira prática uma sopa trabalhosa. Por isso, em vez de deixar a cevadinha de molho por algumas horas, depois cozinhá-la separadamente, juntar num refogado, fazer o caldo previamente, decidi colocar todos os ingredientes na panela de pressão e pronto. Depois de 1 hora, a cevadinha estava cozida, a carne desfiando e a sopa rica e saborosa.
Apesar de muito nutritiva, esta é uma sopa quase sem gordura, pois dispensa o refogado. No final do preparo você pode, ou não, regar com um fio de azeite. Eu gosto, mas vai de gosto.
Ingredientes
500 g de músculo
1 cebola grande
1 cenoura
1 talo de salsão
2 dentes de alho
1/2 xícara (chá) de cevadinha
2 folhas de louro
2 raminhos de tomilho
3 cravos-da-índia
sal e pimenta-do-reino a gosto
um fio de azeite na hora de servir
Modo de preparo
1. Corte a peça de 500 g de músculo em 3 ou 4 partes. Pique fino a cebola, a cenoura, o salsão e os dentes de alho.
2. Na panela de pressão, coloque todos os ingredientes e cubra com 1.5 litro de água. Tempere com sal, pimenta-do-reino moída na hora e leve ao fogo alto. Quando a panela começar a apitar, baixe o fogo e deixe cozinhar por 1 hora.
3. Retire o vapor ou deixe que ele saia naturalmente antes de abrir a panela. Com um garfo, retire os pedaços de músculo e transfira para um prato. Desfie a carne, apertando com o próprio garfo. Volte à panela e misture bem. Verifique o tempero, adicione mais sal ou pimenta, se precisar, e regue com um fio de azeite. Se quiser uma sopa mais espessa, depois de abrir a panela, deixe cozinhar por mais alguns minutos, com a tampa aberta.
Sexta-feira, 28 de maio de 2010
O post do pinhão rendeu muitos comentários e e-mails. Uma delícia quanto a conversa ganha ritmo, gente nova aparece e a troca aumenta. E melhor ainda que é por escrito: não fica um monte de mulher falando ao mesmo tempo! Eu adoro, mas fico tonta quando minhas amigas e eu...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:57
O post do pinhão rendeu muitos comentários e e-mails. Uma delícia quanto a conversa ganha ritmo, gente nova aparece e a troca aumenta. E melhor ainda que é por escrito: não fica um monte de mulher falando ao mesmo tempo! Eu adoro, mas fico tonta quando minhas amigas e eu resolvemos todas falar juntas.
A Susan Detzel escreve:
"Rita,
Sou leitora do seu blog e acabei de ler seu post sobre pinhão. Sou de Curitiba, e sempre que começa a esfriar já vou procurar algum lugar para comprar pinhão. Minha avó tem um sítio aqui nas redondezas, e é só chegar o inverno que tem pinhão caído no chão. Comemos assadinho, no fogão à lenha.
Sobre o Pinholino, aqui em Curitiba tem um descascador de pinhões (vou anexar uma foto pra você ver), geralmente à venda em feiras típicas, que custa muuuito baratinho (acredito que por menos de R$10). Ele tem uma faquinha que abre o pinhão no meio, bem útil também.
Outra coisa que adoro com pinhão é a sopa. Fica um creme escuro e pesado, mas alimenta muito e fica super bom. Ah! E muito obrigado pelo seu blog, tem me salvado!”
Susan, vou fazer uma sopinha hoje! Se ficar boa, coloco a receita aqui. A nossa nutricionista, Marcia Daskal, também se manifestou: “Comprei um descascador de pinhão (acho que esse é o ‘nome oficial’) em Gramado, na minha última viagem. Vende em qualquer lojinha nas cidades produtoras. E é de madeira, muito mais verde. Em tempo: funciona, mas só com o pinhão quente.”
A Lilian diz: “Não resisti comentar sobre o post de pinhão, pois aqui em casa os meus pequenos também são fãs. Coloco até na papinha da Clara. Recomendo que você adquira mesmo um tipo de pinholino. Faço uma farofa de pinhão que fica sensacional. O Gustavo adora. Aliás, o Gustavo e o Gabriel deviam trocar umas idéias, pois o Gu adora brócolis, vagem, couve-flor, alcachofra, mas detesta tomate. Folhagens também nem pensar. Mas nós, como mães, vamos insistindo, certo?
Depois a Lilian dá uma idéia: “Para termos pinhão por mais tempo, é bom congelá-los cozidos e processados. Fica muito prático.”
A Silvia conta que sempre passa pelo site para pegar receitas: “Elas servem de inspiração para eu compor o cardápio da semana lá de casa. Quase todo dia dou uma olhada no site, ainda que rápida, entre um paciente e outro, pois sou psicóloga, e na semana passada até uma colega me recomendou seu blog, olha só! Mas hoje resolvi escrever para você. O motivo é que me diverti muito com o seu post, pois adoro pinhão e também tenho o tal do Pinholino. Mas sabe que descobri que já existe pinhão cozido e embalado à vácuo; o preço não é convidativo, é verdade, porém se pensarmos no tempo de cozimento dos pinhões e depois no trabalho para descascá-los... Acho que às vezes compensa. Um grande beijo a você e aos colaboradores do Panelinha.
Silvia, Lilian e Susan (Marcia é de casa), muito obrigada pelo carinho de vocês. Peguei aqui uma receita curiosa da Déia, nossa colaboradora: “Esse bolo foi uma bela surpresa. Primeiro, por ser de pinhão (todos em casa adoramos pinhão) e segundo, pelo método utilizado. Nunca havia visto um bolo com leite condensado usado dessa forma, na massa. Devo ressaltar que o bolo fica bem doce, mas muuuito saboroso!!!!”
Bolo de pinhão da Déia
Ingredientes
200 g manteiga em temperatura ambiente
1 lata de leite condensado
4 gemas
1 pitada de sal
1 xícara (chá) de pinhão cozido e moído
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
4 claras em neve
manteiga para untar
farinha de trigo para polvilhar
açúcar de confeiteiro para polvilhar
Preparo
Na batedeira, bata a manteiga, junte o leite condensado em fio e continue batendo até ficar cremoso. Junte as gemas, uma a uma, o sal e o pinhão e bata mais um pouco. Misture lentamente a farinha peneirada com o fermento e, por último, as claras. Asse em fôrma com furo central (19 cm de diâmetro) untada e enfarinhada, em forno médio-alto (200ºC), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Polvilhe açúcar e sirva morno ou frio.
Quinta-feira, 27 de maio de 2010
Acabei de entrar em casa e senti o aroma de biscoito saindo do forno. Cozinha na sala tem dessas coisas. E, para mim, isso é uma vantagem. Fui bisbilhotar a bancada. A babá me disse que era surpresa, cookies-supresa que a minha filha quis fazer para mim. Certamente isso...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:19
Acabei de entrar em casa e senti o aroma de biscoito saindo do forno. Cozinha na sala tem dessas coisas. E, para mim, isso é uma vantagem. Fui bisbilhotar a bancada. A babá me disse que era surpresa, cookies-supresa que a minha filha quis fazer para mim. Certamente isso predispõe qualquer ser humano a achar graça no sabor, fosse qual fosse o resultado do biscoito. Não por isso, os cookies da Dora são dos melhores que já comi. Claro que gosto é gosto. E eu gosto de coisas integrais, açúcar mascavo; se você não gosta, não adianta nem se sua filha tentar, certo?
A Sandi, que é um pouco babá de todos em casa, inclusive minha, anotou direitinho a receita. Ou melhor, ela pegou uma receita minha e anotou as substituições e ausências, de acordo com o que tinha na despensa. Fez muito bem. Agora ela é, oficialmente, babá do blog também. Mesmo que virtualmente, como no seu caso, ela cuida de todos nós.
O cookie ficou um espetáculo, crocante, bem crocante, mas por causa do açúcar mascavo, ele tem também um sabor melado, caramelado, primo de melaço. As castanhas dão textura, a baunilha, um perfuminho. A receita está a seguir. E é tão fácil de fazer que até uma menina de 5 anos consegue. Isto é, com ajuda da Sandi. Mas, para nós, só de anotar a receita, ela já fez mais do que devia.
Cookies integrais de castanha-de-caju
Com tamanhos variados, como uma menina pequena deve fazer, a massa rendeu 28 cookies. Eu já comi uns cinco. E dos maiores. Mas vou tentar parar por aqui.
Ingredientes
100 g de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara (chá) de farinha de trigo
½ xícara (chá) de farinha de trigo integral
1 xícara (chá) de castanha-de-caju moída
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 ovo
Modo de Preparo
1. Retire a manteiga da geladeira com 1 hora de antecedência, ou coloque no microondas para amolecer, sem derreter completamente. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Forre uma assadeira com papel-manteiga.
2. Se as castanha-de-caju estiverem inteiras, triture-as no processador de alimentos e meça 1 xícara.
3. Numa tigela, junte as farinhas de trigo (branca e integral), a castanha-de-caju triturada, o açúcar e o fermento. Misture bem com a mão. Junte a manteiga amolecida e misture com as pontas dos dedos até obter uma farofa úmida.
4. Acrescente o ovo e a essência de baunilha. Com as mãos, misture até a formar uma bolota. Faça bolinhas do tamanho de uma noz e transfira para a assadeira com o papel-manteiga, deixando 2 cm de espaço entre elas.
5. Com um garfo, pressione levemente cada bolinha para ficarem com um formato achatado.
6. Leve a assadeira ao forno preaquecido e deixe assar por 20 a 30 minutos. Os cookies devem crescer e dourar. Retire do forno e, de preferência, transfira para uma grade para esfriar.
Quarta-feira, 26 de maio de 2010
Não estou me contendo de alegria: meu filho, que ficou chato para comer, gosta de pinhão. Três vivas para o pinhão! Ele, meu pequeno que já não é tão pequeno assim, chama de milhão. É pinhão, Gabriel. “Eu sei, mãe, mas tem gosto de milho, é milhão.” Um milhão de vivas,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:21
Não estou me contendo de alegria: meu filho, que ficou chato para comer, gosta de pinhão. Três vivas para o pinhão! Ele, meu pequeno que já não é tão pequeno assim, chama de milhão. É pinhão, Gabriel. “Eu sei, mãe, mas tem gosto de milho, é milhão.” Um milhão de vivas, então.
Nesta mesma época, há 2 anos, a nutricionista Marcia Daskal escreveu no Vitaminado sobre pinhão . Ela explica que, por ser rico em carboidrato, é ideal para quem gasta muita energia, como crianças, esportistas e estudantes; ele também tem um boa dose de fibras; é fonte de fósforo, que é ótimo para a memória; e tem boas quantidades de potássio e de magnésio, muito bons para equilibrar a pressão. Mesmo assim, que eu me lembre, nunca tinha oferecido pinhão para os meus filhos. Mea culpa.
Não sei bem o que foi que abriu a mente do Gabriel para experimentar uma comida nova, mas eu sei que os meus dedos ficaram calejados de abrir pinhão quente. Não tenho a menor paciência para fazer aquele cortinho antes de cozinhá-lo na pressão, que facilita descascá-lo depois de pronto. E também não consegui convencer meus filhos a abrirem o pinhão com mordidinhas. É como eu faço.
Lá fui eu pesquisar um utensílio para descascar pinhão, pois já decidi que ele será o lanchinho da estação. E não é que tem? Pinholino! Não é uma graça esse nome? Pinholino, pinholino! Só falta funcionar.
Nessas lojas de internet, achei um por R$ 28 à vista. Vi que também tem à venda na Multicoisas. Mas lá custa R$ 44,90. Liguei na loja para saber se o utensílio funciona. (No fabricante, a ligação caiu numa secretária eletrônica. Mas é claro que eles iriam dizer que funciona que é uma maravilha, né?) A vendedora da Multicoisas dos Jardins disse que, nesta época do ano, é só chegar que acaba. E que nunca ninguém reclamou do produto.
Depois dei mais uma espiada na internê e achei o seguinte sobre Pinholino: “Basta colocar o pinhão ainda quente, apertar e pronto, está descascado. Utensílio doméstico indispensável aos apreciadores de pinhão. Pinholino é feito em alumínio injetado e polido o que faz dele mais do que um simples utensílio doméstico é uma jóia da cozinha. Pinholino descasca pinhão sem esforço. Com Pinholino as receitas culinárias que levam o pinhão agora ficaram fáceis de serem executadas devido à sua facilidade de descascar o pinhão. Você não passará horas e horas para fazer aquela receita que conseguiu e nunca fez por falta de tempo.”
Chega, chega, chega! Eu sou facilmente influenciada. Eu vou comprar um Pinholino djá! Afinal, meu filho é um “apreciador de pinhão”. Mas para valer o investimento, também vou fazer “receitas culinárias que consegui e nunca fiz por falta de tempo”. Amo esses textos!
A Fer Ayer, colaboradora da comunidade, tem uma receita de bolo de pinhão que vivo namorando. Também na comunidade, a Déia Britez conta que entrevero de pinhão é um prato típico da região de Lages, em Santa Catarina, cidade do pai dela. “É uma refeição beeeem completa, daquelas ótimas pra lagartear depois...” Déia, li a receita e parece uma delícia! Outro prato aqui do site - esse eu já experimentei -, é o rolinho de linguado com vinagrete de pinhão da chef Tetê Mota. Uma delicadeza só. Ai, ai, tantas receitas, tão pouco tempo. Ainda bem que encontrei o Pinholino para me salvar. Se bem que, essas últimas, duvido que o Gabriel vá provar. Não é fácil. Mas a gente tenta.
Terça-feira, 25 de maio de 2010
Sem querer, esta semana deu caldo aqui no Panelinha. Primeiro, a Marcia Daskal respondeu ao meu pedido e escreveu sobre os benefícios nutricionais, e medicinais, do caldo de galinha. Pelo Facebook, a Ana Lúcia me pediu: “Rita, coloque no site a receita do caldo de legumes...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:34
Sem querer, esta semana deu caldo aqui no Panelinha. Primeiro, a Marcia Daskal respondeu ao meu pedido e escreveu sobre os benefícios nutricionais, e medicinais, do caldo de galinha . Pelo Facebook, a Ana Lúcia me pediu: “Rita, coloque no site a receita do caldo de legumes também... Assim a gente se livra de uma vez por todas dos cubinhos. Por favor!”
Por favor, mesmo! Vamos desentornar esse caldo de uma vez. Não há razão que justifique o uso de caldo industrializado numa cozinha caseira. Aqui no blog, já publiquei o jeito que preparo caldo de galinha . No Cozinha Verde, quis aproveitar a água do cozimento de um peito de frango para um fricassé e acabei fazendo um caldinho básico , ótimo para ser usado em sopas, em vez de água. Isso porque, se não tiver caldo, é melhor usar água.
Caldo de galinha caseiro é uma maravilha. Estamos todos de acordo. E também é um santo remédio. É fácil, facílimo de fazer, mas você precisa estar por perto durante as 3 horas em que ele cozinha. Eu costumo fazer no fim de tarde, assim dá tempo de esfriar e, antes de dormir, coloco na geladeira.
Já um caldo de vegetais, meia hora e está pronto. E também serve para fazer risotos, molhos, ensopados, sopas. Ah, sim, caldo de vegetais não é sopa de legumes. O caldo dispensa o uso de vegetais que tenham amido, como batata, mandioquinha, abóbora. Já uma sopa de legumes sem batata...
Preparação clássica
Os vegetais tradicionalmente usados são os aromáticos cebola, cenoura e salsão, trio que forma o mirepoix. A proporção é de 2 partes de cebola para 1 de cenoura e outra de salsão. Ou seja, com os ingredientes picados, você usaria 2 xícaras de cebola, 1 xícara de cenoura e mais 1 xícara de salsão. As ervas e especiarias indispensáveis são: 1 louro, 3 ramos de salsinha , 1 ramo de tomilho e 1 colher (sopa) pimenta-do-reino em grão. Isso tudo é fervido com 2 litros de água, numa panela tampada, por 30 minutos. Ainda na preparação clássica, também podem ser acrescentados alho-poró, alho e até tomate. Depois, é só passar na peneira fina e o caldo está pronto. Mas, calma, esse é o começo do começo.
Engrosse o caldo
Na minha opinião, a última coisa que você precisa para fazer um caldo de vegetais é ficar se preocupando com a receita, o jeito certo, as proporções. Além do mais, um caldo gostoso, que sirva até de base para uma sopinha de macarrão, e não apenas de base para risotos e outras sopas, ou seja, um caldo que seja saboroso o suficiente para ser tomado sozinho, não basta cozinhar uma cebola e uma cenoura.
A ideia é adicionar mais camadas de sabor. Cebola-roxa, quem sabe alguns cogumelos para dar mais corpo, sabor de terra, couve-flor, um pimentão ou mesmo milho para adoçar o caldo. Outras ervas, como cebolinha, manjericão, até alecrim, quem sabe uma pimenta dedo-de-moça para uma receita especial. Use os ingredientes que você quiser.
Para o caldo não ficar turvo, evite vegetais ricos em amido. Mas se você não se incomodar, um pedaço de abóbora japonesa dá um colorido lindo ao caldo. E por que não usar as cascas da batata que iriam para o lixo? O caldo é seu, você é quem manda.
Caldo assado?
Agora que você já faz o básico, precisa tomar algumas decisões. Vai querer dourar os vegetais antes de fazer o caldo? Vai usar óleo ou azeite? Isto é, você vai refogar os ingredientes na própria panela onde a água será acrescentada na sequência ou prefere assar os vegetais no forno e depois fazer o caldo?
A questão é, tudo pode. Tudo fica gostoso. Não tem como errar. Só com muito esforço
Salgado
Um detalhe: eu não gosto de usar sal no preparo de caldos. Prefiro salgá-los depois de prontos. Assim eles ficam mais versáteis. Por exemplo, se você for fazer um risoto, que leve queijos bem salgados, é melhor que o caldo esteja sem sal. De todo modo, é bom lembra que a água evapora, então, se quiser acrescentar sal desde o início do cozimento, lembre-se de que o tanto de água que você está vendo não representa o volume final.
Há muito mais para falar sobre caldos. Eu poderia ficar horas aqui. Mas aí você não teria tempo de ir para a cozinha! E, no fim, não é esse o nosso objetivo? Espero, Ana Lúcia, que o post renda um bom caldo na sua cozinha.
Quarta-feira, 19 de maio de 2010
Oi, Rita,
Sou leitora do seu blog. Nunca escrevi porque não tinha nada a acrescentar, mas vi a dúvida da Samantha sobre o tiramisu e, como também procuro cozinhar bem os ovos, faço esta receita em que as gemas são cozidas em banho-maria. Fica uma delícia! Veja a...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:05
Oi, Rita,
Sou leitora do seu blog. Nunca escrevi porque não tinha nada a acrescentar, mas vi a dúvida da Samantha sobre o tiramisu e, como também procuro cozinhar bem os ovos, faço esta receita em que as gemas são cozidas em banho-maria. Fica uma delícia! Veja a receita.
Grêdja Almeida
Grêdia, muitíssimo obrigada pelo seu e-mail. Achei ótima a sua receita. É diferente do meu tiramisu em alguns aspectos, não só nas gemas. O seu tiramisu é ideal para uma festa, serve um batalhão! Há também a adição de creme de leite, em lugar das claras em neve, que deixa doce mais gordinho mas perfeito para quem não gosta de ovo cru. O preparo é um pouquinho mais trabalhoso, mas fiquei com vontade de fazer tiramisu com zabaione, em vez de gemada. Ótima dica. Vou misturar as duas receitas e depois conto o resultado aqui. A seguir, o tiramisu da Grêdia.
Tiramisu da Grêdja
Você vai precisar de um refratário grande e profundo, pois a receita é feita em camadas, como uma lasanha.
Ingredientes
8 gemas
½ xícara (chá) de açúcar
1 ½ xícara (chá) de vinho Marsala
750 g de queijo mascarpone
500 ml de creme de leite fresco
2 xícaras (chá) de café forte, de preferência espresso
3 colheres (sopa) de conhaque ou licor de café
2 pacotes de biscoito champanhe
chocolate ou cacau em pó para polvilhar
Modo de preparo
1. Comece fazendo um zabaione. Numa batedeira, bata as gemas até ficarem pálidas. Junte o açúcar e continue batendo até ficar uma gemada bem grossa. Transfira a gemada para uma tigela de inox que encaixe numa panela para fazer o banho-maria. Na panela, leve um pouco de água ao fogo alto. Assim que começar a ferver, abaixe o fogo para o mínimo possível. Encaixe a tigela com a gemada e, aos poucos, vá misturando ½ xícara do vinho Marsala. (Atenção: a receita pede 1 ½ xícara do vinho, mas nesta etapa apenas ½ é utilizada.) Assim que engrossar um pouco, cerca de 7 minutos, retire a tigela do banho-maria. Para cessar o cozimento, o melhor é colocar a tigela na cuba da pia com um pouco de água gelada.
2. Na tigela grande da batedeira, bata o creme de leite até o ponto de chantilly. Junte o mascarpone e bata apenas para misturar. Quando o zabaione esfriar, misture ao creme.
3. Numa outra tigela, junte o café, 1 xícara (chá) de vinho Marsala e as 3 colheres (sopa) de conhaque ou licor. Mergulhe um biscoito por alguns segundos na mistura e coloque num refratário grande. Repita o procedimento com a metade dos biscoitos, até cobrir o fundo do refratário.
4. Espalhe a metade do creme sobre os biscoitos. Repita o procedimento dos biscoitos sobre a camada de creme e cubra novamente com a outra metade do creme. Cubra com filme e leve à geladeira de um dia para o outro.
5. Na hora de servir, coloque o cacau ou o chocolate em pó numa peneira e polvilhe sobre o tiramisu.
Quarta-feira, 12 de maio de 2010
Com o passar do tempo, tomate acabou se tornando um item indispensável na mesa de casa. Eu gosto, mas são os meus filhos que mais comem. Compro de todos os tipos. Débora, caqui, cereja, italiano, grapes. Já que não dá para variar no ingrediente, vou alternando os tipos. Digo...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:34
Com o passar do tempo, tomate acabou se tornando um item indispensável na mesa de casa. Eu gosto, mas são os meus filhos que mais comem. Compro de todos os tipos. Débora, caqui, cereja, italiano, grapes. Já que não dá para variar no ingrediente, vou alternando os tipos. Digo não dá porque, se tiver tomate, sei que os pequenos vão comer. E eu não quero transformar a mesa num ringue.
Para eles, sirvo como salada. Eu gosto de comer tomate antes do jantar, como se fosse um aperitivo, cortado em quatro, temperado apenas com sal e azeite. Nem balsâmico coloco. Mas o tomate precisa estar bom. O que nem sempre acontece.
Já para fazer salada, eu faço o tomate ficar bom! Notou como tem épocas em que ele fica aguado e sem gosto? O truque para deixá-lo mais saboroso e carnudinho é dar uma desidratada. O método é muito simples e vale a pena se programar: ele precisa de 12 horas na geladeira.
Basicamente, você só precisa lavar e cortar os tomates em rodelas grossas. Depois, coloque as rodelas num escorredor, ou peneira, sobre uma tigela. Polvilhe com sal marinho, um pouco a mais do que você usaria para temperar a salada, e misture bem. Boa parte do sal irá escorrer com o líquido que sai do tomate. O sal aqui serve para desidratar, não apenas para temperar. Cubra com um pano de prato limpo e leve a geladeira por 12 a 24 horas. Uma ou outra vez, misture o tomate para favorecer a drenagem do líquido.
Se você quiser usar sal grosso, pode até colocar um pouco a mais. Na hora de servir, dá para tirar o excesso chacoalhando as rodelas. Transfira para uma tigela, ou saladeira, não tempere com sal, apenas azeite, balsâmico e pimenta-do-reino. Folhas de manjericão sempre vão bem. Aqui no Panelinha tem também uma receita deste tomate com segurelha , uma erva pouco usada, mas que fica ótima nesta saladinha.
Vale lembrar que a proporção para um bom molho de salada é de 3 partes de gordura (pode ser óleo, azeite ou uma mistura dos dois) para 1 parte de ácido (como vinagre, de vinho branco ou tinto, balsâmico ou até suco de limão). Para saber mais sobre molhos de salada, clique aqui.
Veja também mais seis opções de saladas com tomate.
Segunda-feira, 10 de maio de 2010
E-mail da Samantha
Oi, Rita, tudo bem? Continuo curtindo muito o Panelinha, as suas receitas têm me ajudado demais. Até meu molho à bolonhesa, que não ficava legal, agora dá certo! Também adorei a nova cozinha verde, os conselhos são claros e muito eficazes. Por causa do...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 20:07
E-mail da Samantha
Oi, Rita, tudo bem? Continuo curtindo muito o Panelinha, as suas receitas têm me ajudado demais. Até meu molho à bolonhesa, que não ficava legal, agora dá certo! Também adorei a nova cozinha verde, os conselhos são claros e muito eficazes. Por causa do post do Dia das Mães, eu acessei receita do tiramisu. Eu adoro tiramisu! Mas sempre fico encanada com a questão da salmonela. Os médicos dizem o tempo todo para evitarmos ovo cru. Eu sei que muitas receitas deliciosas levam ovos crus, mas o que a gente pode fazer contra a salmonela? Você também fica com medo ou pensa que é um risco que vale a pena? Muitos beijos e parabéns sempre pelo Panelinha, pelos seus textos ótimos e pelo seu senso de humor tão original.
Samantha Maimone
Samantha,
Não vou mentir para você, eu nem penso na questão da salmonela. Cresci a base de gemada, amo ovo frito com gema mole, carbonara é comigo mesma. Se bem que, nesse último, o ovo cozinha com o calor do macarrão. Então, acho que não sou um bom exemplo. E, se o seu médico manda evitar, quem sou eu para dizer o contrário.
Ovo na minha casa vai embora. Não fica dando sopa na geladeira. A gente faz bolo, gemada, ovo mexido. Sempre tem, mas nunca sobra. Há tempos só compro ovos orgânicos. E tenho uma galinha de palha que só serve para enfeitar a geladeira, como se fosse um pinguim. Os ovos não ficam em temperatura ambiente. Aliás, aprendi que na porta da geladeira é o pior lugar, depois de fora dela, para deixar os ovos; eles sofrem com o contraste de temperatura do abre e fecha. É melhor deixá-los numa prateleira, dentro da geladeira.
Voltando ao tiramisu, por favor não diga ao seu médico que fui eu que indiquei, mas você precisa fazer esta receita . É tão fácil, tão divina. Não deu nem tempo de fazer a foto com o chocolate polvilhado! Eu pisquei os olhos, e a travessa estava limpa. Na minha opinião, a única coisa que dá medo é o preço do mascarpone. Mesmo assim, vale o risco. Comprei meio quilo de uma marca importada e paguei a metade de R$ 100. Jogaram o preço lá para cima. E eu quase caí para trás. Mas era o meu dia, o dia da minha mãe. Não dava para economizar.
Fiquei pensando, porém, que nesta nova fase, que vamos procurar as alternativas locais, deveríamos testar versões de me-joga-pra-riba (não é isso que quer dizer tiramisu?) com algum queijo mineiro, uma nata gaúcha, um requeijão. Será? Ainda não sei. Acho que não seria mais tiramisu. É feito risoto com arroz agulhinha. Não é bem risoto, é? Vamos pensando. E, enquanto isso, eu vou fazendo a receita clássica.
Sexta-feira, 7 de maio de 2010
Decidi o cardápio do Dia das Mães. Vai ser bem simples, bem italiano, comida que agrada crianças e adultos e não dá muito trabalho. A questão do trabalho é relativa, mas digo que não dá trabalho porque as receitas podem ser feitas em etapas. Um pouquinho hoje, outra coisa...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 09:58
Decidi o cardápio do Dia das Mães. Vai ser bem simples, bem italiano, comida que agrada crianças e adultos e não dá muito trabalho. A questão do trabalho é relativa, mas digo que não dá trabalho porque as receitas podem ser feitas em etapas. Um pouquinho hoje, outra coisa amanhã e, no domingo, parece mágica.
O prato principal vai ser uma lasanha à bolonhesa. Apesar de um pouco banalizada, quando bem feita é uma excelente opção: dá sabor de intimidade a ocasiões festivas e pode ser feita com antecedência.
Na minha opinião, seja lasanha, espaguete ou a massa que for, quando o molho é à bolonhesa a melhor salada para acompanhar é a de cogumelos-de-paris. Mais para frente no post explico direitinho a receita, mas é feita com cogumelos, salsão, limão, parmesão e, se a pessoas quiser, um fio de azeite trufado. Totalmente opcional. Tem gente, inclusive, que não gosta. Já da salada, até quem não gosta de “coisas verdes” ama essa receita. Sucesso total! Mas é uma salada de adultos, por isso vou fazer também uma caprese para as crianças.
A sobremesa vai ser tiramisu. Eu avisei que o cardápio era bem italiano e simples. Mas não muito barato. O queijo mascarpone usado para fazer o tiramisu é caro. Mas para o Dia das Mães vale a pena!
Plano de bordo
Seremos seis adultos e quatro crianças. Hoje preparo o molho à bolonhesa. Amanhã, o tiramisu. Também amanhã à noite, deixo pronta a mesa do almoço, a bandeja com as xícaras de café e tudo que puder ser feito de antemão. No dia, não vou ter ninguém para me ajudar.
No domingo cedo, faço o molho branco e monto a lasanha. Uso aquela massa que não precisa de pré-cozimento. Uma hora antes do almoço, preparo as saladas. Meia hora antes, coloco a lasanha no forno. É um pouquinho de trabalho por dia para na hora parecer que não deu trabalho nenhum. Ah! Já comprei o vinho e as frutas, que sempre ficam sobre a mesa.
Receitas
Salada de cogumelos-de-paris, salsão e parmesão
Serve 8
O segredo é comprar o melhor parmesão que você puder, de preferência o Reggiano. Faz diferença. Já o cogumelo, se não for fresquíssimo, não dá para fazer a salada.
Ingredientes
500 g de cogumelos-de-paris
2 colheres (sopa) suco de limão
1 ½ xícara (chá) de salsão cortado em fatias finas na diagonal
1 ½ xícara de parmesão ralado grosso ou em raspas
6 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
um fio de azeite trufado (opcional)
Modo de preparo
Limpe os cogumelos com pano de prato úmido. Corte em fatias grossas e transfira para uma saladeira ou tigela onde irá servir. Regue com o suco de limão para não escurecer. Junte o salsão fatiado, o queijo e misture bem. Regue com o azeite e tempere com pimenta-do-reino moída no hora. Verifique o sabor. Às vezes, nem uso sal, pois o queijo já é salgado. “Mas vai de gosto, não é?”
A Salada caprese está aqui .
Lasanha à bolonhesa
Serve 8
Para o molho à bolonhesa, faço o dobro desta receita aqui.
Para o molho branco
Ingredientes
4 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 l de leite
1 pitada caprichada de noz-moscada
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo
1. Numa panela média, coloque a manteiga e leve ao fogo baixo. Quando derreter, acrescente a farinha de trigo e mexa por 2 minutos com uma colher.
2. Sem parar de mexer, acrescente o leite de uma só vez. Aumente o fogo e continue mexendo até engrossar. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando. Reserve. . O molho branco pode ficar bem ralo. Ao cozinhar, a massa da lasanha absorve o líquido e ele engrossa.
Montagem
A montagem é muito simples. Eu não uso queijo ou presunto em fatia. Não gosto. Já a massa, uso daquela que dispensa o pré-cozimento. Então, no fundo do refratário, espalho um pouco de bolonhesa; cubro com as folhas de lasanha; espalho mais bolonhesa e rego com molho branco. Assim vai, até acabar, sendo que na última camada, coloco parmesão ralado. Cerca de 20 minutos no forno preaquecido a temperatura média são suficientes.
A receita do tiramisu está aqui.
Como amanhã eu não trabalho, aproveito para desejar desde já um almoço muito feliz e saboroso para todas as mães!
18 de abril de 2010
Tomate é um item que não pode faltar na minha mesa. Eu gosto, as crianças amam. Sem tempero, já é gostoso. Com um fio de azeite e uma pitada de sal, melhor ainda. Balsâmico também fica ótimo. Umas folhas de manjericão também vão bem. E basta uma mussarela de búfala para...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:58
Tomate é um item que não pode faltar na minha mesa. Eu gosto, as crianças amam. Sem tempero, já é gostoso. Com um fio de azeite e uma pitada de sal, melhor ainda. Balsâmico também fica ótimo. Umas folhas de manjericão também vão bem. E basta uma mussarela de búfala para virar caprese. Mas isso todo mundo sabe, não tem novidade nem experimentação.
Acontece que sirvo tomate quase todos os dias. Então, vivo pensando em novas maneiras de temperá-lo. Sabores asiáticos, por exemplo, como shoyu ou missô, para o meu paladar, não combinam muito com ele. Mesmo se for uma salada de tomate com pepino, o rei das saladas japonesas. O problema é que, para mim, pepino não combina com temperos italianos, com balsâmico, azeite e manjericão, ideais para o tomate. Quer dizer, com azeite, sim; com os outros é que não.
Pois bem, o casamento perfeito de sabores para um molho de salada de tomate com pepino aconteceu justamente no meio. Nem na Itália, nem no Japão. Foi o toque de um ingrediente típico do Oriente Médio que transformou uma saladinha cotidiana em uma entrada dos sonhos.
Quem acompanha o blog deve se lembrar da salada de trigo , que demorei anos para conseguir a receita. Ela é divina, mas a composição do molho é bem estranha. Pelo menos para mim. Leva extrato de tomate, um ingrediente que quase nunca uso. Leva também xarope de romã e limão. E fica incrível. Logo, tomate combina com romã.
A partir dela, pensei num molho de salada que tivesse como base azeite e limão para ganhar todo o perfume do xarope de romã. Ficou luxuoso. Para a salada, na primeira vez, usei apenas tomate-cereja e pepino japonês em rodelas. Depois, fiz com tomate comum, picadinho, sem pele e sem sementes. Ficou melhor ainda. O pepino também pode ser em cubinhos, sempre com a casca, que nos protege da indigestão. Depois de temperar a salada, deixe descansar um pouquinho para absorver bem o sabor. O xarope de romã pode ser encontrado em lojas de produtos árabes. A receita do molho está a seguir.
Molho de xarope de romã para salada de tomate com pepino
Serve 4 porções
Ingredientes
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 ½ colher (sopa) de xarope de romã
5 colheres (sopa) de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
Esprema e coe o limão. Misture o suco numa tigelinha com o xarope de romã. Com um batedor de arame (fouet) vá batendo o azeite, que deve ser incorporado aos poucos para ficar bem emulsionado. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Regue sobre uma salada de tomate com pepino e misture bem.
Sexta-feira, 16 de abril de 2010
Dia de aniversário, para mim, é dia de fazer bolo. E hoje meu filhote completa oito anos. Passei a manhã na cozinha. Fiz tudo sem pressa, com bastante atenção. Como se a minha concentração pudesse trazer um ano bem doce para ele. Tomara. Mandinga de mãe.
Ele me pediu um...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 14:20
Dia de aniversário, para mim, é dia de fazer bolo. E hoje meu filhote completa oito anos. Passei a manhã na cozinha. Fiz tudo sem pressa, com bastante atenção. Como se a minha concentração pudesse trazer um ano bem doce para ele. Tomara. Mandinga de mãe.
Ele me pediu um bolo de laranja. Eu fiquei surpresa, achei peculiar. Não é de bolo de chocolate que as crianças gostam? Mas o detalhe explicou tudo: “Mamãe, com bastante daquele branquinho em cima.” Ah, bom. É de açúcar que ele está atrás.
Diante de um bolo tão simples, decidi caprichar um pouquinho no glacê. É aniversário. E, para os amiguinhos, fiz bolo de chocolate. No recheio, brigadeiro. A cobertura é mais delicada, uma versão de ganache para crianças.
Dizem que comer bolo de aniversário dá sorte. Então, aproveite o fim de semana para fazer um desses deliciosos bolos. Não será exatamente uma fatia do bolo do aniversário do Gabriel, mas o que vale é a intenção.
O bolo de laranja
Fiz a receita aqui do site. Mas, em vez de duas laranjas inteiras, para ficar mais delicado, usei uma descascada, e só a outra com casca e tudo. O importante é tirar as sementes e o miolo. Da descascada, retiro até a película branca, e não só a casca. Depois é só bater no liquidificador as laranjas, 1 xícara (chá) de óleo e 2 ovos. Numa tigela, mistura-se esse creme com 2 xícaras de farinha, 2 xícaras de açúcar e 2 colheres (chá) de fermento em pó. O bolo vai para o forno para assar por 30 a 40 minutos numa fôrma com furo no meio, untada e polvilhada. O meu forno é rapidíssimo. Meia hora e pronto. A receita completa do bolo de laranja está aqui .
Mesmo usando um glacê, caprichado, não deixei de regar uma caldinha de laranja, para deixar o bolo molhadinho. Para não ficar doce além do ponto, misturei 1 laranja com apenas 1 colher (chá) de açúcar. Na panela, a calda precisa ferver um pouquinho. Na sequência, é só regar.
Glacê festivo
Espere o bolo esfriar para fazer e usar o glacê.
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro
2 colheres (sopa) de leite
½ colher (sopa) de manteiga
1 colher (chá) de raspas de laranja ou de limão
Modo de preparo
Numa panelinha, coloque todos os ingredientes. Leve ao fogo baixíssimo, mexendo sempre. Quando a manteiga derreter, misture por mais 1 minuto e regue sobre o bolo.
O bolo de chocolate e o brigadeiro
Para a massa, usei a receita deste bolo . O recheio fiz com brigadeiro. Eu preparo assim: 1 lata de leite condensado, a mesma medida de leite, 2 colheres (sopa) de cacau em pó, 1 colher (sopa) de manteiga. Atenção: primeiro misturo o leite com o cacau na panela em fogo médio, mexendo sempre, até dissolver; só então coloco os outros ingredientes e mexo até dar aquele ponto que o brigadeiro desgruda do fundo da panela, sabe?
Cobertura de chocolate
Em vez da ganache, que costumo fazer, decidi preparar uma cobertura que levasse leite condensado. Acho mais infantil. E também é gostoso para os adultos, pois uso cacau em pó, em vez de achocolatado.
Ingredientes
½ lata de leite condensado
½ lata de creme de leite (soro escorrido)
a mesma medida de leite
1 colher (sopa) de cacau em pó
½ colher (sopa) de manteiga
Modo de preparo
Numa panela, coloque o leite e o cacau. Leve ao fogo médio. Quando o cacau dissolver, junte os outros ingredientes e continue mexendo até ficar grosso, como o brigadeiro. Deixe esfriar um pouco antes de espalhar no bolo.
Sobre recheio e cobertura
O motivo pelo qual não usei a mesma receita para rechear e cobrir o bolo é que prefiro que o recheio seja mais durinho. Ele previne a parte de cima do bolo de sambar. Mas, se você deixar o bolo na geladeira, também pode usar a mesma cobertura de chocolate para o rechear.
Aliás, é uma ótima alternativa para quem não gosta de abrir uma lata de leite condensado, ou de creme de leite, e usar apenas a metade. Então, dobre a receita. Uma parte fica para o recheio, a outra, para a cobertura.
Deixe esfriar bem antes espalhar no meio do bolo. Na hora de cobrir, esquente um pouco para a cobertura ficar mais brilhante.
Quarta-feira, 14 de abril de 2010
Há muitos anos, uma senhora comentou comigo que incrementava o preparo de qualquer geleia com chuchu. Incrementa? “É, minha filha, incremento o rendimento!”
De fato, o que poderia ser um problema do chuchu, a neutralidade, digamos assim, é na verdade um ativo. Ele...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:35
Há muitos anos, uma senhora comentou comigo que incrementava o preparo de qualquer geleia com chuchu. Incrementa? “É, minha filha, incremento o rendimento!”
De fato, o que poderia ser um problema do chuchu, a neutralidade, digamos assim, é na verdade um ativo. Ele absorve sem nenhum constrangimento o sabor do outro ingrediente, o que pode ser visto apenas como falta de personalidade. Mas ele também dá volume à receita, o que demonstra a generosidade. Em doces e salgados.
Talvez o clássico uso com camarão venha daí: o chuchu, mais barato, absorve o sabor do caro camarão e “incrementa” a receita. Meio quilo do crustáceo, que daria para duas pessoas, acaba rendendo de quatro a seis porções!
Em casa, gosto de fazer suflê de chuchu. De certa maneira, o prato não se beneficia dessa grande qualidade do legume. Suflê de chuchu tem gosto de chuchu. Não é um sabor surpreendente nem marcante nem elaborado. Mas, na minha opinião, ele tem o seu lugar à mesa. Não dá para comer novidade todos os dias. Muito menos para fazer. Não há cozinheira que dê conta!
Outra preparação em que incluo chuchu, mas dessa não tenho as medidas, é um purê de maçã, chuchu e curry. E, neste caso, o chuchu só entra mesmo para “incrementar”. Dar volume. Em outro post eu explico. A seguir, as receitas do suflê e do ensopado de camarão, ambas boas para usar o chuchu.
Suflê de chuchu
Serve 4 a 6
Ingredientes
500 g de chuchu
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 ½ xícaras (chá) de leite
1 colher (sopa) de salsinha picada
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 colher (chá) de noz-moscada ralada
3 ovos
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Leve uma panela com água ao fogo alto. Enquanto a água aquece, descasque os chuchus e corte-os em cubos de cerca de 2 cm. Quando água ferver, acrescente sal e cozinhe os cubos de chuchus até que fiquem macios. Aqui, você precisa decidir se vai querer usar o chuchu em cubinhos, para um suflê mais pedaçudo, ou se quer amassar com um garfo. Os dois jeitos ficam bons.
2. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
3. Numa panela média, derreta a manteiga em fogo baixo, sem deixar escurecer. Acrescente a farinha e mexa sem parar com uma colher de pau por 2 minutos (esta mistura chama-se roux e é usada para engrossar molho branco, sopas, cremes e outros líquidos).
4. Retire a panela do fogo, sem desligá-lo, acrescente ½ xícara do leite e mexa rapidamente para não criar grumos. Se quiser, use um batedor de arame. Volte a panela ao fogo e acrescente o restante do leite em duas adições, mexendo vigorosamente. (Se o creme empelotar, bata com um mixer ou no liquidificador.) Deixe cozinhar por 10 minutos, mexendo de vez em quando para não queimar.
5. Separe as claras das gemas. Enquanto o creme cozinha, com um batedor de arame, bata as gemas.
6. Na panela com o creme, junte as gemas batidas, o queijo parmesão, o chuchu (em cubos ou amassado) e a noz-moscada. Misture bem por 1 ou 2 minutos. Retire do fogo, tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora e misture a salsinha picada.
7. Na batedeira, coloque as claras e bata até o ponto neve: comece batendo na velocidade baixa, por 1 minuto, e bata por mais 2 minutos na velocidade alta.
8. Misture 1/3 das claras no creme reservado e mexa rapidamente. O restante das claras, incorpore delicadamente, mas sem demora. Transfira o conteúdo para um recipiente refratário, de preferência próprio para suflê. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que o suflê tenha crescido e dourado. Sirva imediatamente.
Versão : chuchu gratinado
Com o mesmo molho branco feito para o suflê, você faz o chuchu gratinado. Neste caso, descasque o chuchu, corte ao meio, limpe as cavidades e corte cada metade em fatias. Cozinhe as fatias em água salgada, escorra e transfira para um refratário. Tempere o molho branco com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada e regue sobre os chuchus. Polvilhe com queijo parmesão e leve ao forno para assar até dourar.
Ensopado de camarão com chuchu
Serve 4 a 6
500 g de camarões pequenos descascados e limpos
suco de 1 limão
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 cebola
1 dente de alho
3 tomates grandes
2 chuchus
4 colheres (sopa) de azeite
coentro ou salsinha a gosto
Modo de Preparo
1. Lave os camarões sob água corrente, escorra bem e coloque numa tigela. Tempere com o suco de limão, sal e pimenta-do-reino a gosto.
2. Descasque e pique fino a cebola e o dente de alho. Retire a pele dos tomates, as sementes e corte em cubinhos. Descasque também os chuchus e corte em cubos.
3. Numa panela, aqueça em fogo médio a metade do azeite. Refogue a cebola por 5 minutos. Junte os tomates, os chuchus e tempere com sal e pimenta-do-reino. Mexa bem, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos. Deixe uma panelinha com água fervente ao lado da panela e, à medida que o refogado for secando, regue com um pouquinho da água fervente para o chuchu não queimar.
4. Passados os 10 minutos, em outra panela, aqueça o restante do azeite e refogue o alho. Junte o camarão temperado e refogue por mais 2 minutos.
5. Escorra o camarão para a panela com o chuchu e misture bem. Se quiser, junte salsinha ou coentro picado à panela, misture mais uma vez e verifique o tempero. Acerte o sal e a pimenta e sirva a seguir, com arroz branco.
Segunda-feira, 12 de abril de 2010
Quem acompanha o blog sabe que eu não sou uma pessoa cheia de frescurite na cozinha. Aliás, muito pelo contrário; estou sempre atrás de receitinhas de preparo rápido, que levem poucos ingredientes, como o franguinho com queijo que postei em vídeo no outro blog. Pois bem, por...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:33
Quem acompanha o blog sabe que eu não sou uma pessoa cheia de frescurite na cozinha. Aliás, muito pelo contrário; estou sempre atrás de receitinhas de preparo rápido, que levem poucos ingredientes, como o franguinho com queijo que postei em vídeo no outro blog . Pois bem, por outro lado, praticidade também tem limite. Eu fujo de comida pronta, industrializada e prefiro comer macarrão na manteiga a uma lasanha comprada congelada.
A questão é que o meu paladar é fresco. Ou melhor, ele se ressente com chocolate que não seja de ótima qualidade, quase sem açúcar, não toma sorvete se tiver gordura hidrogenada, implora por legumes e verduras frescas se ficar um ou dois dias em abstinência, e não toma sopa se farejar um cubinho ali. Ele detesta caldo e outros temperos industrializados. O que é que eu posso fazer?
Bom, posso fazer caldo em casa. E a boa notícia é que, além de ser a coisa mais gostosa do universo, não é difícil de fazer. Eu sei que para muita gente, só de falar caldo feito em casa, já assusta. Leva tempo, é verdade. Mas trabalhoso, não é.
No post dos top 10 do mês, mencionei uma receita de knaidlach, a clássica sopinha judaica de galinha. Estou viciada nela. E, para fazê-la, além das bolinhas de matzá, o caldo de galinha caseiro é essencial.
Na semana passada, em vez de usar carcaça de frango, ou um frango inteiro, como de costume, decidi preparar o caldo só com asinha. O motivo principal era não querer gastar R$ 15 num frango, que é o que custa o orgânico. E também estava com preguiça de ir comprar a carcaça, que não tem no mercado ao lado da minha casa.
Eu não sou muito de ficar insistindo para você fazer essa ou aquela receita. Indico aqui no blog o que gosto e incluo no site uma grande variedade para que cada um experimente o que quiser. Já o caldo, vou insistir. No mínimo, é um mimo para o seu paladar. E para a sua saúde também. No máximo, vai ser um novo hábito, e você vai me agradecer por isso!
Se você procurar por aí, vai encontrar muitas receitas de caldo, ou fundo, como também é chamado. Seja de legumes, de galinha, de carne ou de peixe, caldo serve para fazer sopas, molhos e eleva risotos a outra categoria. Você já deve ter visto receitas em que a carcaça precisa ser tostada no forno, os legumes também, mas, adivinhe, a minha versão é simplificada. O resultado é que dá para fazer em casa sem pestanejar.
No próximo fim de semana, vou fazer um panelão e congelar o caldo em saquinhos de meio litro cada. Sugiro que você faça a mesma coisa. Apenas uma observação, antes de entrarmos todos na cozinha. Não coloco sal no preparo do caldo porque ele fica mais versátil. Se for usar no risoto, por exemplo, e o caldo já estiver salgado, com a adição de outros ingredientes, como parmesão, provavelmente o resultado será um risoto muito salgado. Então, lembre-se de salgar o caldo, caso queira fazer o knaidlach, tá?
A receita do caldo de galinha está a seguir, e para quem ficou com vontade de fazer as bolinhas de matzá, também explico o passo-a-passo logo abaixo.
Caldo de galinha
Rende 1,5 litro
Ingredientes
1 carcaça de frango ou o frango inteiro ou ainda 2 k de asinha de frango
1 cebola grande
2 cenouras
2 dentes de alho
2 talos de salsão
1 folha de alho-poró (somente a parte verde)
2 folhas de louro
1 colher (chá) de pimenta-do-reino em grãos
5 cravos-da-índia
3 l de água
Modo de Preparo
1. Descasque os dentes de alho e a cebola. Corte a cebola em 4 partes. Lave, descasque e corte as cenouras em rodelas. Lave os talos de salsão e corte em pedaços. Lave a folha de alho-poró.
2. Lave o frango, carcaça ou asinhas em água corrente e coloque numa panela bem grande. Junte todos os ingredientes e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, abaixe bem o fogo e tampe a panela. O fogo deve estar o mais baixo o possível.
3. Deixe cozinhar por 3 horas. Sim, é bastante tempo. Mas é o único trabalho. Passado o tempo de cozimento, desligue o fogo.
4. Quando esfriar um pouco, passe por uma peneira fina para uma tigela. Descarte os legumes e o frango. Reserve o caldo.
5. À medida que o caldo for esfriando, a gordura vai se separando e subindo para a superfície; quando estiver frio, com uma colher, retire a gordura. Conserve o caldo na geladeira por até 3 dias ou congele.
Truque
Se for fazer o knaidlach, conserve a gordura extraída do caldo.
Para o knaidlach
Serve 4 pessoas
Ingredientes
½ xícara (chá) de farinha de matzá
1 ovo
¼ de xícara (chá) água quente
1 colher (sopa) de óleo ou gordura de galinha (extraída do caldo)
1 colher (sopa) de água com gás
sal a gosto
Modo de preparo
1. Numa tigela, coloque todos os ingredientes, na ordem descrita, e misture bem com uma colher.
2. Leve uma panela com água salgada, como se fosse para macarrão, ao fogo alto. Quando começar a ferver, faça bolinhas do tamanho de um brigadeiro pequeno e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos.
3. Retire com uma escumadeira e distribua as bolinhas em 4 pratos, ou tigelinhas, ou coloque em uma sopeira. Cubra com caldo de galinha feito em casa fervendo e temperado com um pouco de sal. Sirva a seguir.
Terça-feira, 6 de abril de 2010
Para a minha surpresa, no último fim de semana, meus filhos comeram caqui japonês, ou fuyu, e adoraram. Para minha surpresa e para a minha alegria. Apesar de gostar muito da fruta, nunca me lembro de comprar. (Mesmo quando caqui é vendido a cada esquina, como nesta época do...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:32
Para a minha surpresa, no último fim de semana, meus filhos comeram caqui japonês, ou fuyu, e adoraram. Para minha surpresa e para a minha alegria. Apesar de gostar muito da fruta, nunca me lembro de comprar. (Mesmo quando caqui é vendido a cada esquina, como nesta época do ano.) Para os filhos, porém, a gente não se esquece.
Passei hoje cedo no mercado e comprei um pouco do caqui duro e outro pouco do comum. Mas duro mesmo foi comprar só um pouco do comum, ele está sendo vendido às caixas!
A fruta nua e crua já é uma delícia. Mas também gosto de usá-la em outras preparações. Por exemplo, torta de caqui fuyu fica incrível. Use a massa e o recheio desta torta , mas substitua as uvas por fatias de caqui. E para deixar a sobremesa bem linda, arrume as fatias formando um leque.
Outra ótima receita, essa com caqui comum, é o curry de camarão. A receita é de preparo simples, rapidinho, e não faz bagunça na cozinha. Por isso, a festa do caqui vai ser apenas pelo colorido e pelo sabor levemente adocicado do prato.
Curry de camarão com caqui
Tempo de preparo: pá pum
Serve: 2 porções
Ingredientes
300 g de camarão médio já limpo
suco de ½ limão
1 caqui
½ cebola
½ pimentão verde em cubinhos
1 dente de alho picado
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
½ xícara (chá) de leite de coco
½ colher (sopa) de curry em pó
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
1. Enxágue os camarões em água corrente, transfira para uma tigela e tempere com sal, pimenta-do-reino e o suco de limão.
2. Descasque o caqui e corte em pedaços. Descasque e pique bem fininho a cebola e o alho. Lave o pimentão sob água corrente e corte-o em tiras (0,5 cm) e as tiras, em cubos (0,5 cm).
3. Leve uma panela média ao fogo médio. Quando aquecer, acrescente o azeite. Junte a cebola e refogue, mexendo com um colher, até que comece a murchar, por cerca de 2 minutos. Acrescente o alho e refogue por mais 1 minuto.
4. Acrescente os pimentões e mexa por mais 1 minuto. Junte o curry, o leite de coco e mexa bem.
5. Coloque os camarões e cozinhe por mais 3 minutos. Acrescente o caqui, misture e desligue o fogo. Sirva com arroz branco.
Segunda-feira, 22 de março de 2010
Já era para o clima ter refrescado, estamos entrando no outono. Mas parece que a Páscoa este ano vai ser quente. Em vários sentidos. Além do calorão, há uma enorme variedade de ovos, e também de chocolates, disponíveis no mercado. Digo também de chocolates porque a freguesia...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 18:18
Já era para o clima ter refrescado, estamos entrando no outono. Mas parece que a Páscoa este ano vai ser quente. Em vários sentidos. Além do calorão, há uma enorme variedade de ovos, e também de chocolates, disponíveis no mercado. Digo também de chocolates porque a freguesia aqui do Panelinha vê em qualquer data comemorativa motivo para entrar na cozinha. À medida que o Domingo vai se aproximando, os leitores começam a retirar das gavetas as fôrmas para fazer os ovos com as próprias mãos.
A grande diferença entre um ovo bom e um ruim é, basicamente, o chocolate. Basicamente porque o manuseio também pode interferir no resultado. Um chocolate mal trabalhado fica opaco, sem brilho, até mesmo esbranquiçado. E antes que a coisa fique preta, começaram a chover e-mails com pedidos de dicas e receitas.
No especial Páscoa feita em casa , há uma série delas. Mas quem quiser se aprofundar um pouco mais no assunto pode reler o post sobre técnicas e truques da chef chocolatière Luciana Lobo , minha prima. Ela ensina para gente como fazer em casa bombons tão perfeitos quanto os da Cau Chocolates, onde é chef. Temperagem, secagem, armazenamento. Está tudo lá, explicadinho. Depois de ler, mesmo que você já tenha um ar condicionado em casa, vai querer ter outro na cozinha. Uma boa desculpa, não? “Ai, bem, tive que instalar um split porque os ovos de chocolate não estavam secando direito...”
Os supermercados já estão cobertos de ovos de Páscoa. E as chocolaterias expõe os ovos feito jóias. Para mim, a grande novidade, este ano, é o lançamento da marca Amma Chocolate . Já ouviu falar? Já comeu? Ai, ai, ai. Problemas. Eu que não sou chocólatra, virei. O chocolate ao leite não é doce, tem sabor de chocolate, não de açúcar. A textura é aveludada, o sabor é rico e delicado ao mesmo tempo. Bom, vou parar por aqui porque sou meio avessa a essas descrições de comida. Mas o chocolate é realmente especial.
Eu comprei uma barra no Suplicy, onde tomo o meu cafezinho pela manhã. Precisei voltar à tarde, e não foi para tomar outro café. Antes que você pense que me descontrolei, explico que a barra tem apenas 80 g. Dá para comer numa tacada só.
O chocolate é feito de maneira orgânica, com grãos de cacau de fazendas no sul da Bahia, de propriedade de Diego Badaró, um dos sócios da marca. O outro é Frederick Schilling, americano, fundador Dagoba Organic Chocolate, uma das maiores fábricas de chocolate orgânico dos Estados Unidos.
O sabor do chocolate é incrível e, ao que parece, a marca tem gosto por sustentabilidade. É missão da jovem empresa cuidar de maneira sustentável de todos os passos da cadeia de produção. Eles querem garantir a integridade ecológica. Nós estamos torcendo.
Estão disponíveis no mercado três tipos de chocolate: ao leite com, 45% de cacau, e também duas versões escuras, com 65% e 75%. As barrinhas têm 80 g e custam R$ 18. E quem quiser fazer ovos pode comprar a barra com 1 k que custa R$ 52,60. A venda, nesse caso, é feita somente para pessoa jurídica e a compra mínima é de 5 k. Em São Paulo, quem revende é a Gabriela, da Made in Everywhere, (011) 3010-9961.
As barras de 80 g também estão à venda nos seguintes endereços:
PÃO - Padaria Artesanal Orgânica, R. Bela Cintra, 1.618, Jardins, (011) 3384-6900
Chocolat Des Arts, R. Diogo Jácome, 360, Vl. Nova Conceição, (011) 3044-7431
Maria Brigadeiro, R. Cristiano Viana, 67, Casa 11, Jd. America, (011) 3085-3687
Lá da Venda, R. Harmonia, 161, V. Madalena, (011) 3037-7702
Em breve o chocolate também estará nas prateleiras da Casa Sta Luzia. Depois da Páscoa, a marca lança no mercado as versões 30%, 50% e 85%. E, se depender dos pedidos, também irá produzir chocolate em pó. Tomara, vai ser uma alegria para as boleiras e afins.
Segunda-feira, 15 de março de 2010
Uma cozinha aberta para a sala traz muitos benefícios aos moradores da casa. O primeiro, e talvez mais óbvio, é que estimula a convivência. Tenho a impressão de que o jantar em família, todos em harmonia sentados à mesa, está se tornando um hábito em extinção. É uma pena....
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:15
Uma cozinha aberta para a sala traz muitos benefícios aos moradores da casa. O primeiro, e talvez mais óbvio, é que estimula a convivência. Tenho a impressão de que o jantar em família, todos em harmonia sentados à mesa, está se tornando um hábito em extinção. É uma pena. Mas não dá para voltar no tempo. As estruturas familiares não são mais as mesmas. Os vínculos, porém, ainda precisam ser alimentados.
Talvez, cozinhar em família seja uma alternativa. Em vez de os filhos ficarem na frente da televisão, podem ajudar no preparo do jantar. E, entre uma cebola e um tomate, fala-se sobre o dia, sobre as dúvidas, os planos, o humor melhora, aparecem soluções ou simplesmente ficam todos quietos, apenas fazendo parte, talvez um comentário aqui, outro ali e, de repente, o jantar está pronto. Corpos alimentados, elos fortalecidos.
Outra grande vantagem da cozinha aberta é que a comida fica mais saudável. A última coisa que se quer é cheiro de fritura. E, sem ela, a alimentação já melhora muito. Tudo tem que ser perfumado, fresquinho, de preferência sem muita bagunça. O forno torna-se um grande aliado. Peixe, frango, carne, tudo cabe. Ervas frescas, azeite e tudo fica saboroso.
No fim de semana, repeti o preparo do frango com geleia. Cheguei em casa no fim de tarde, preparei o refratário, coloquei no forno e fui para o banho com as crianças, depois de um longo dia de sol e chuva.
Escovinha nas unhas, dois xampus da cabeça, faxina nas crianças e beauty shower para a mãe. Sem pressa. O banho pode ser longo quando o frango está no forno. Ele precisa de uma hora para assar.
Saímos do banho tão perfumados quanto a casa, que anunciava o sabor agridoce se formando na assadeira. Do forno para a mesa. Um jantar saboroso e frugal. Depois, em vez do sininho que as nossas mães usavam para sinalizar que os pratos já podiam ser retirados, cada um leva a sua louça para a pia.
Por enquanto, os meus filhos ainda são pequenos, não precisam ajudar a lavar ou colocar a louça na máquina. Basta levar o próprio prato. Um passo por vez. Eles não estão aprendendo a retirar a mesa. Estão experimentando o saboroso sentimento que é o de pertencer. E, deixar a cozinha arrumada, faz parte.
Frango com geleia de damasco, maçã, cebola e alho
Serve 4
1 k de coxa de frango com pele
4 colheres (sopa) de geleia de damasco
2 cebolas grandes
4 mini-maçãs do tipo fúji
4 dentes de alho
suco de 1 laranja
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de fazer
1. Preaqueça o forno a 190º C (temperatura média). Descasque e corte as cebolas em 4 partes. Lave, seque e corte as maçãs em 4 partes também. Descasque os dentes de alho.
2. Num refratário, coloque as coxas de frango. Levante a pele de cada uma e espalhe a metade da geleia por todas. Tempere com sal e pimenta-do-reino e cubra novamente com a pele. Espalhe a geleia restante sobre a pele das coxinhas.
3. Distribua as maçãs, cebolas e alhos entre as coxas de frango no refratário. O ideal é que fique tudo bem juntinho. Esprema a laranja sobre os ingredientes. Tempere com um pouco de sal e pimenta-do-reino e leve para assar por 1 hora ou até que a pele do frango esteja bem dourada. Sirva a seguir.
Segunda-feira, 1 de março de 2010
Nem acredito que hoje pude colocar meia, calçar sapato e até jogar um foulard no pescoço. (Foulard não é ótimo? Só de falar, a pessoa envelhece uns 20 anos! Jogar um foulard... Na verdade nem era um lenço, era uma pashmina bem fininha, mesmo.) Acontece que o calorão estava...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:32
Nem acredito que hoje pude colocar meia, calçar sapato e até jogar um foulard no pescoço. (Foulard não é ótimo? Só de falar, a pessoa envelhece uns 20 anos! Jogar um foulard... Na verdade nem era um lenço, era uma pashmina bem fininha, mesmo.) Acontece que o calorão estava me transtornando. E, além de vestir roupa de frio, vou comer comida de frio!
Chocolate quente, sopa, vinho tinto. Que alegria. Há semanas só tomava café gelado. Iced latte, que fique claro. Ai, como estou fina, hoje. Acho que é o clima europeu. Estou até pensando em pegar a minha mantinha, colocar na minha ecobag e me mandar para a sala vip do Cidade Jardim. Já foi ao cinema lá? Aquela poltrona de primeira classe e a minha mantinha... Sinto-me a caminho de Paris! E para continuar no climão, vou começar o mês com uma sopinha de cebola.
Receita clássica, sabor francês; vou pedir emprestado o foulard da dona Mathilde, minha vizinha de bairro aqui em São Paulo e proprietária de um pied-à-terre a Paris , como ela faz questão de mencionar todas as vezes em que nos esbarramos na rua.
Já está quase na hora do jantar. Separei as cebolas, passei o rímel resistente à água porque eu vou chorar e fiquei com vontade de usar batom vermelho. Eu fico horrível, mas a soupe à l'oignon vai ficar ainda mais francesa feita por uma cozinheira de boca rouge . (Os rapazes podem pular esta etapa.)
Antes da receita, uma frase da minha filha Dora, que tem 5 anos: “Bonjour, ma mam . Adoro falar italiano!” Ela tem a quem puxar. Também gosto de colocar um pouquinho de parmesão na sopa francesa.
Sopa de cebola
serve 4
Ingredientes
500 g de cebolas
3 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de vinho branco ou madeira
50 g de bacon em cubinhos
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1.5 l de caldo de carne
sal e pimenta-do-reino a gosto
4 fatias de pão italiano
100 g de queijo gruyère ralado grosso
Modo de preparo
1. Coloque os óculos escuros e corte as cebolas em rodelas finas. Numa panela grande, coloque a manteiga e leve ao fogo baixo. Quando derreter, acrescente as cebolas e refogue por cerca de 15 minutos, até ficarem bem macias e douradas. Se precisar, mexa por mais tempo. Esta é uma etapa que não dá para ter preguiça; se as cebolas não ficarem bem carameladas, a sopa não fica boa.
2. Junte o vinho e mexa raspando o fundo da panela, até que o líquido tenha evaporado. Adicione o bacon e deixe soltar um pouco da gordura. Polvilhe com a farinha de trigo e mexa bem, por 1 ou 2 minutos. Junte o caldo e tempere com sal e a pimenta-do-reino, de preferência moída na hora. Deixe cozinhar por 30 minutos, mexendo de vez em quando.
3. Preaqueça o forno a 200º C (temperatura alta).
4. Numa assadeira, coloque 4 refratários individuais. Antes de desligar o fogo, verifique o tempero da sopa. Se precisar ajustar o sal ou a pimenta, esta é a hora. Transfira a sopa para os refratários, coloque as fatias de pão italiano por cima e polvilhe com o queijo ralado. Leve ao forno preaquecido e deixe gratinar até o queijo derreter. Com cuidado, retire do forno e sirva a seguir. Se o seu forno tem opção para gratinar, a sopa fica melhor ainda.
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
A rotina de uma casa é uma coisa curiosa. Ela leva tempo para se estabelecer. A gente pode até tentar amestrá-la, dar as cartas, fazer listas, mas a verdade é que ela tem vida própria, vai se formando aos poucos, incorporando os hábitos de todos os moradores.
Há pouco...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:59
A rotina de uma casa é uma coisa curiosa. Ela leva tempo para se estabelecer. A gente pode até tentar amestrá-la, dar as cartas, fazer listas, mas a verdade é que ela tem vida própria, vai se formando aos poucos, incorporando os hábitos de todos os moradores.
Há pouco tempo, me dei conta que na minha casa quase nunca tem sobremesa. Isto é, frutas, sempre. Pudim, pavê e outros doces muito doces raramente entram no cardápio. Não que eu tenha planejado, mas foi ficando assim.
Para as crianças não ficarem comendo muito açúcar, sem querer, fui deixando a sobremesa de lado. A fruteira mora na mesa de jantar. E pode comer sem pedir, a qualquer hora do dia ou da noite, até mesmo antes do jantar. (Mas isso nunca acontece.)
Eu até como doce todos os dias, mas não para finalizar todas as refeições. Um biscoitinho para acompanhar o café no meio da tarde, um sorvete para tentar driblar o calor, mas sobremesa sem ser fruta acaba ficando para quando vou experimentar um restaurante novo.
Tenho a impressão de que, na conta nutricional, isso tem um papel importante: a balança nunca sobe! Tenho certeza que se eu comesse sobremesa em todas as refeições, não estaria mais usando o mesmo jeans.
Acontece que, há algumas semanas, as crianças e eu terminamos de jantar e ficamos com vontade de um docinho. Desde que o tal bolo de caneca virou febre, estou enrolando para fazer a receita. É muito tentador um bolinho que fica pronto em menos de 5 minutos, não?
Pequei a clássica versão de chocolate. Isto é: 1 ovo, 3 colheres (sopa) de óleo, 4 de leite, 2 de chocolate em pó, 4 de açúcar, 4 de farinha e 1 colher (café) de fermento em pó. Em vez de misturar tudo na caneca, bati numa tigela e dividi em quatro xícaras de café.
Meus filhos adoraram o bolo. Menos pelo sabor, mais pela rapidez. E eu também. Fiquei encantada com o preparo. E, desde então, venho testando algumas modificações na receita. Ela precisa ficar com o sabor incrível!
Troquei o chocolate por cacau em pó, alterei as proporções e, a cada preparo, o bolinho foi ficando mais gostoso. Até que, hoje, fiz a versão de que mais gostei. Ele ficou mais molhadinho, bem escuro e, para o meu gosto, doce no ponto. Ou seja, meio amargo! Mas a grande alteração é que substituí uma das colheres do óleo por manteiga derretida. É chocante a diferença. Ainda quero testar outras versões. Mas a receita a seguir já vai entrar para o meu caderninho.
(Só lembrando, testo todas as receitas com medidores-padrão, seja xícara ou colher. E isso pode alterar o resultado, especialmente dos doces. )
Bolo de copinho
serve 4 pessoas
fica pronto em 5 minutos
Ingredientes
1 ovo
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de óleo
4 colheres (sopa) de leite
4 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de cacau em pó
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
½ colher (chá) de fermento em pó
Modo de preparo
1. Em uma tigela média, que vá ao microondas, coloque a manteiga. Leve ao microndas por 30 segundos, ou até a manteiga derreter.
2. Retire a tigela do microondas e junte o leite, o óleo e o ovo. Misture bem, com um batedor de arame ou com um garfo.
3. Junte o açúcar, o cacau, a farinha e o fermento. Misture vigorosamente, até que a massa fique homogênea.
4. Divida a massa em 4 copinhos ou xicrinhas e leve ao microondas, na potência máxima, por 3 minutos.
5. MUITO CUIDADO na hora de tirar os copinhos, eles ficam bem quentes. Se for servir para crianças, espere esfriar um pouco.
Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Comida thai é uma delícia. É fresca e vibrante, perfumada, tem várias camadas de sabor. Mas, à primeira vista, também pode ser um pouco salgada. Não na boca, no bolso.
O quilo do arroz de jasmim, típico da culinária tailandesa, custa o dobro do nosso agulhinha. Outro...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:40
Comida thai é uma delícia. É fresca e vibrante, perfumada, tem várias camadas de sabor. Mas, à primeira vista, também pode ser um pouco salgada. Não na boca, no bolso.
O quilo do arroz de jasmim, típico da culinária tailandesa, custa o dobro do nosso agulhinha. Outro aspecto que costuma assustar é a variedade de ingredientes usados numa única receita. Dois ou três tipos de ervas frescas, mais de um tipo de carne, legumes, leite de coco. Há também o nampla, o molho de peixe tailandês, que sempre deixa os cozinheiros com cara de interrogação. Onde compra?
Então, vamos por partes. Mesmo custando o dobro, o quilo do arroz thai, ou arroz de jasmim, não sai por mais de R$ 7. Considerando que cada pessoa come 100 g, a porção custa R$ 0,70. O nampla pode ser encontrado em casas de produtos orientais e a embalagem com 200 ml custa cerca de R$ 5. As receitas não costumam pedir mais que 3 ou 4 colheres do molho. Quando muito.
Quanto à variedade de ingredientes, isso pode ser um problema para uns, mas também pode ser uma vantagem para outros. Especialmente para aqueles que gostam de cozinhar. E de comer.
O carnaval está acabando, o ano já vai começar, e para fugir da monotonia do arroz com feijão, escolhi uma receita de arroz thai, frito com carne de porco, ovos, tomate e pepino e perfumado com coentro, manjericão e cebolinha. Além do nampla, o prato é temperado com shoyu e açúcar mascavo, que dão a ele um sabor agridoce. Já no bolso, fazendo as contas, ele se prova mais para doce que para salgado.
Arroz thai frito com carne de porco
Serve 2 como prato principal
e 4 como acompanhamento
Apesar de extenso, o preparo da receita é bem simples.
Para o arroz
Ingredientes
1 xícara (chá) de arroz de jasmim
1 ¼ de xícara (chá) de leite de coco
1 ¼ de xícara (chá) de água
1 folha de louro
Modo de preparo
1. Numa panela, coloque todos os ingredientes e leve ao fogo alto, mexendo sempre. Quando começar a ferver, reduza o fogo para baixo e deixe cozinhar até secar. Vá verificando com um garfo o fundo da panela; quando não houver mais líquido, desligue e deixe a panela tampada por 10 minutos . Enquanto isso, prepare os ingredientes que serão utilizados para fritar o arroz e também o molhinho, que será servido à parte.
Para o molho
Ingredientes
suco de 1 limão
½ colher (sopa) de nampla (molho de peixe tailandês)
1 dente de alho socado ou picado fininho
1 pimenta vermelha picada, sem sementes
Modo de preparo
Numa tigelinha, misture bem todos os ingredientes. Sirva em uma colher chinesa de porcelana, ou em uma tigelinha bem pequena, que caiba no prato onde o arroz será servido.
Para fritar o arroz
Ingredientes
100 g de carne de porco moída
2 colheres (sopa) de óleo
2 ovos
1 pepino japonês cortado em cubos, com a casca
1 tomate do tipo Débora, sem sementes, em cubos
¼ de cebola picada fino
2 dentes de alho picados fino
½ colher (sopa) de açúcar mascavo
5 folhas de coentro
5 folhas de manjericão
2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de nampla (molho de peixe tailandês)
2 talos de cebolinha fatiados fino
Modo de preparo
1. Leve uma frigideira grande, de preferência do tipo wok, ao fogo alto. Quando ela estiver quente, regue com as 2 colheres (sopa) de óleo. Assim que o óleo começar a fumegar, junte a carne moída e mexa bem por 5 minutos.
2. Quando a carne estiver dourada, junte os ovos e mexa bem. Em seguida, junte o arroz previamente cozido, o tomate, o pepino, o alho, a cebola, o açúcar, o coentro e o manjericão. Esse processo deve ser feito com fogo alto mas bem depressa para não queimar os alimentos. Desligue o fogo.
3. Tempere com nampla e shoyu e misture bem. Por último, polvilhe com a cebolinha fatiada. Sirva com o molhinho à parte.
Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Vamos começar do começo: eu não gosto de nada que seja light. Especialmente doces. Tecnicamente, explica a nutricionista Marcia Daskal, para uma comida ser light, ela precisar ter 25% a menos de algum ingrediente calórico (seja gordura, proteína ou carboidrato). Na prática,...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 11:39
Vamos começar do começo: eu não gosto de nada que seja light. Especialmente doces. Tecnicamente, explica a nutricionista Marcia Daskal, para uma comida ser light, ela precisar ter 25% a menos de algum ingrediente calórico (seja gordura, proteína ou carboidrato). Na prática, tudo tem gosto de adoçante ou de vento.
Em vez de usar adoçante, sou a favor de diminuir o açúcar. Café sem açúcar, chocolate meio amargo e tantas outras coisas que acabam virando um prazer. E acho que não estou sozinha. Quando o Panelinha foi lançado, há quase 10 anos, muita gente escrevia pedindo receitas light. A febre passou. Ou diminuiu. Os e-mails indicam que o desejo agora é por uma alimentação mais saudável, com receitas integrais, ingredientes frescos, pratos rápidos, ou que fiquem prontos e a empregada consiga fazer! Tem também as dietas específicas. Muitas pessoas estão ficando (ou descobrindo que são) intolerantes a leite, inclusive crianças. Mas receita light saiu um pouco do cenário.
Por outro lado, sei também que o meu preconceito com o “rótulo” light pode ser injusto, aliás, como são os preconceitos. O meu problema é com gosto de adoçante ou sabor de vento. Mas um pão light, por exemplo, que apenas leve menos gordura e não tenha adoçante, pode ser bom. Aliás, estou aqui pensando que entre alguma coisa light e outra pingando óleo, prefiro a light.
Aqui no Panelinha, tentamos oferecer opções de receitas para todos os gostos. E isso inclui receitas light, como o bolo de cenoura , o de Natal , a cheesecake , a musse de chocolate , e também pratos salgados, como o espaguete integral com cogumelos , a lasanha de legumes , a abobrinha recheada e até pizza light tem!
Pois bem, a Joana me escreveu implorando por um docinho light. Ela quer porque quer servir na festinha de aniversário do filho dela. Joana, só espero que seja para as mães, e não para os pequenos! Além do beijinho de coco light e do brigadeiro light , lembrei-me desta receita de docinho de damasco. Claro que eu acharia melhor se não fosse light! Mas ele até que é bem gostoso.
Docinhos de damasco light
Ingredientes
300 g de damasco
1 litro de água
2 xícaras (chá) de leite condensado light
2 colheres (sopa) de leite em pó desnatado
1 colher (chá) de manteiga (ou margarina, para quem usa)
manteiga para untar as mãos
40 forminhas de brigadeiro
Modo de preparo
1. Numa panela, coloque a água e o damasco. Leve ao fogo alto e, quando ferver, conte 15 minutos. Desligue o fogo.
2. Numa peneira, coloque o damasco, escorra e deixe esfriar.
3. No liquidificador, bata o leite condensado light, o leite em pó e o damasco por uns 2 minutos, até que vire um purê bem homogêneo.
4. Em outra panela, junte a manteiga com o purê. Leve ao fogo alto e deixe cozinhar por 10 minutos, mexendo sem parar até desgrudar do fundo da panela, como um brigadeiro. Retire do fogo e transfira para um prato raso. Cubra com filme e deixe esfriar.
5. Unte as mãos com um pouquinho de manteiga. Com ajuda de uma colher de chá, faça bolinhas de 2,5 cm com a massa. Repita o processo até finalizar a massa.
6. Coloque as bolinhas nas fôrmas de papel e, se quiser, decore com as folhinhas de morango.
Segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
No post anterior, sobre o BottaGallo, falei sobre uma vontade de simplificar o jantar, de fazer coisas gostosas, mas que tenham também um preparo alegre, rápido, para fazer sem pensar, e poder pensar em outras coisas. Não que eu não goste mais de cozinhar! Longe disso. Só...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:47
No post anterior, sobre o BottaGallo, falei sobre uma vontade de simplificar o jantar, de fazer coisas gostosas, mas que tenham também um preparo alegre, rápido, para fazer sem pensar, e poder pensar em outras coisas. Não que eu não goste mais de cozinhar! Longe disso. Só que estou motivada a buscar refeições despretensiosas, com mais tempo para comer do que para cozinhar. Acho que é isso.
Folhando o livro Savory Baking , da Anissa Helou, reencontrei a piadina. É uma espécie de pão que queria ser pizza mas tem jeito de biscoitão. Comida de rua na região da Emília-Romana, na Itália. A piadina não é assada no forno, mas é servida quentinha, direto da chapa. Pode ser sem nada ou com algum recheio, dobrada como se fosse um taco. Presunto cru é o clássico.
Pois bem, piadina é o que me vem à cabeça quando penso nos dois meses em que passei na Itália, ainda menina. Mas, naquela época, eu não sabia que gostava de cozinhar. Sei lá por que motivo, até agora, nunca tinha me ocorrido fazê-la em casa. Graças à Anissa, na última sexta-feira, lá fui eu preparar minha primeira piadina.
A receita é tão fácil, mas tão fácil, que causa dúvida: será que vai dar certo? Mas as receitas da Anissa dão certo. E o preparo é rapidíssimo. A massa não precisa descansar. E você também não se cansa, pois ela não pode ser muito trabalhada. Nada de sovar por meia hora, depois, seis horas descansando, ou qualquer dessas coisas típicas de preparo de pão.
Basta misturar farinha, sal e fermento com um pouco de azeite, depois, leite e finito . Faz-se uma bola, depois uma cobra, que é cortada em seis pedaços. Cada um vira um disco com a ajuda do rolo de macarrão e, por último, os discos são tostados individualmente na frigideira. Um sucesso. Jantar pronto num palito, a panela nem fica suja, e as crianças abrem um sorriso de orelha à orelha.
Para eles, recheei a piadina com tomate e mussarela de búfala. Para mim, bem, para mim o jantar começou no preparo. Uma tacinha de vinho, dois golinhos antes de fazer a massa, mais outro fazendo os discos... Depois de pronta, coloquei apenas umas fatias de presunto cru.
As fotos ficaram um pouco capengas, eu sei. Também não dá para beber, cozinhar, fazer farra com as crianças e fotografar! Mas dá para ter uma ideia, não dá?
O que não dá para ver nas fotos é que, naquela noite, um outro pensamento invadiu a minha mente. À medida que as piadinas iam ficando prontas, e eu tomava um vinho português, percebi que serviria aos meus filhos, sem que eles soubessem, um pouco da minha primeira viagem à Itália, quando era um pouco mais velha do que eles; a receita que eu estava usando é de uma amiga libanesa que mora em Londres. Ali, na frente do meu fogão, fazendo o mais simples dos jantares, fiquei me sentindo a mais cosmopolita das pessoas.
Piadina
3 xícaras (chá) de farinha de trigo, e mais um pouco para enfarinhar a mesa
1 ½ colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de leite
Modo de preparo
1. Numa tigela grande, junte a farinha, o sal e o fermento. Misture e abra um buraco no centro. Coloque o azeite no centro e vá esfregando a farinha com os dedos para misturar.
2. Junte o leite em duas etapas e, com as mãos, misture bem, até formar uma bola. Transfira a massa para uma superfície de trabalho enfarinhada e sove por 3 minutos. No máximo!
3. Enrole a massa para formar um cobra e divida em 6 pedaços iguais. Cubra a massa com um pano de prato úmido (e não molhado, muito menos ensopado!).
4. Coloque uma frigideira grande, de preferência de ferro, ou uma chapa, para aquecer em fogo alto. Abra um pedaço de massa com rolo de macarrão até ficar com cerca de 20 cm de diâmetro. Quando a frigideira estiver bem quente, coloque o disco e faça vários furos com um garfo; assim que o fundo começar a ficar com pintinhas escuras, uns 2 minutos, vire e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Transfira para um prato e cubra com um pano de prato limpo, apenas para não esfriar, enquanto você faz as outras.
Sirva quentinha, sem nada, ou recheie com salame, presunto cru... Para as crianças, coloquei tomate, mussarela de búfala, um fio de azeite, sal e dobrei no meio. Eles amaram! Eu também.
A receita foi ligeiramente adaptada do livro Savory Baking from the Mediterranean , de Anissa Helou. Clique aqui para conhecer todos os livros da autora.
Segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Eu estou de férias, ou semi-férias, mas os leitores do Panelinha, não! Olha que graça o e-mail da Lucila. O título é: “Criei um biscoito de nozes!”
“Tenho 33 anos , sou médica, tenho uma filha de 1 ano e 10 meses e um filhinho de 3 meses. Nunca fui de cozinhar, mas desde...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:36
Eu estou de férias, ou semi-férias, mas os leitores do Panelinha, não! Olha que graça o e-mail da Lucila. O título é: “Criei um biscoito de nozes!”
“Tenho 33 anos , sou médica, tenho uma filha de 1 ano e 10 meses e um filhinho de 3 meses. Nunca fui de cozinhar, mas desde que me casei, há 7 anos, tenho me aventurado na cozinha. Quem me indicou o site Panelinha foi minha irmã Lilian, uma entusiasta da culinária. Foi nele que encontrei a receita do banana cake, um bolo de muito sucesso na minha família!
Um recurso do seu site que utilizo muito é a busca por ingrediente, pois a comida aqui em casa é feita com o que tem no armário (não gosto de ver comida vencendo a validade!). Foi desse modo que ontem acabei criando uma receita.
Tinha 150 g de farinha, a metade necessária para fazer o biscoito 1,2,3 . Por isso, decidi fazer a metade da receita. Ou seja 150 g de farinha, 100 g de manteiga e 50 g de açúcar. Até aí, nenhuma criação. Mas peguei 100 g de nozes que tinham sobrado do natal, triturei e acrescentei 2 colheres de mel...
O resultado ficou divino! Depois, avaliando as proporções da receita, acho que daria para ter posto menos açúcar, já que acrescentei mel na massa. Uma delícia de comer quentinho ou já frio. Tirei até uma foto para te mostrar.
Obrigada por nos inspirar a preparar nossa comida com tanto carinho! Feliz 2010 e beijos a você, a sua família e a todos os internautas!
Lucila
Caríssima Dra. Lucila,
Adorei seu e-mail e sua receita de biscoito de nozes. O mel, além de sabor, deve ter dado uma textura diferente à massa. Experimente tirar 2 colheres das 50 g de açúcar. Também acho que menos doce é melhor! Outra opção é colocar açúcar mascavo, que combina muito com nozes, amêndoas e castanhas em geral. Pois bem, agora outra sugestão: já que você tira foto e tudo das suas receitas, por que não aproveita para fazer uma página sua na nossa comunidade? Lá você pode armazenar as suas receitas favoritas do Panelinha em uma única página, e também publicar as suas criações. Obrigada pelo seu e-mail e pelo seu carinho.
Quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Recebi um e-mail assim: “Sou uma mulher à beira de um ataque de nervos, tentando equacionar o tempo e dar conta do recado. Estou louca assim porque continuo em reforma, agora na parte externa da casa, porém morando dentro com dois filhos, cachorro... Os pedreiros estão em...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 17:17
Recebi um e-mail assim: “Sou uma mulher à beira de um ataque de nervos, tentando equacionar o tempo e dar conta do recado. Estou louca assim porque continuo em reforma, agora na parte externa da casa, porém morando dentro com dois filhos, cachorro... Os pedreiros estão em casa há mais ou menos três meses. Ver sua casa me dá uma baita esperança de que tudo vai terminar e principalmente terminar bem. Mudando de assunto, adorei o vídeo dos livros . O da Bettina eu já estava a fim de comprar e agora já quero mais uns dois da sua lista (Chef Profissional e A Cozinheira e o Guloso, por enquanto). Os das ervas eu tenho.”
Até aí, era um e-mail para ser publicado no meu outro blog, Cozinha da Rita . Mas é o que vem a seguir que me deixou confusa: “Sonho com o dia em que irei preparar um churrasco para comemorar o fim da minha reforma. Parabéns! Sua cozinha-sala está demais. Falando em churrasco te escrevi também porque tenho um churrasco de confraternização do pessoal do trabalho e quero levar a farofa. Estou pensando em fazer algo diferente, pero no mucho, porque a maioria dos paladares são bem convencionais, eu suponho. O que você sugere?”
Golpe baixo da leitora. Em vez de escrever pedindo uma sugestão de farofa, ela primeiro conta que está reformando a casa em que mora, que tem filhos, que trabalha, que quer dar conta do recado, elogia a minha cozinha e depois pede uma receita. Está bem, eu dou uma sugestão de farofa! Aliás, é minha amiga Patrícia Li quem dá a dica. Ela me passou uma receita que, acho, é exatamente o que a leitora quer; é diferente e ao mesmo tempo tem sabores simples, nada de raspinhas de limão siciliano com gotas de extrato de cupuaçu e espuma de bacon.
Ela é diferente porque, em vez de farinha de mandioca, leva farinha de milho amarela, daquela em focos. É só fritar um pouco de bacon, cerca de 150 g, juntar 1 cebola picadinha, depois que o bacon estiver dourado, adicionar 500 g da farinha de milho, manteiga e sal a gosto. Fica uma delícia. Gostei tanto que coloquei a receita está no meu livro A conversa chegou à cozinha . Acontece que, outro dia, a Patrícia e eu fizemos de novo a farofa e ela colocou uma lata de milho. Eu até fotografei para me lembrar de falar dela aqui. Ficou surpreendente. Se quiser dar mais um coloridinho, acrescente salsinha picada. Ah, o milho precisa ser escorrido, tá? Ou então você vai levar um angu! E não vai ter graça dizer "farofa fofa".
Segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Cara Rita,
Fui ao supermercado e voltei com meia dúzia de peras lindas. Lembrei-me de uma receita sua, que fiz quando eu ainda era recém-casada. Era um bolo com fatias de pera por cima. Na época, achei um pouco difícil, mas os meus dotes culinários melhoraram muito! Acho...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 12:59
Cara Rita,
Fui ao supermercado e voltei com meia dúzia de peras lindas. Lembrei-me de uma receita sua, que fiz quando eu ainda era recém-casada. Era um bolo com fatias de pera por cima. Na época, achei um pouco difícil, mas os meus dotes culinários melhoraram muito! Acho que agora vou fazer de olhos fechados. O problema é que fucei no Panelinha todo, nos seus blogs, mas não achei a receita.
Como ela não está no site, pensei que talvez fosse da época em que você escrevia para a Folha. Procurei na minha pastinha de recortes, mas também não encontrei. Você poderia me ajudar? Fiz há muito tempo, uns 8 anos! Espero que se lembre do bolo e que veja o meu e-mail antes que as peras passem do ponto!
Parabéns pelo seu trabalho e manda um beijão para a d. Márcia. Eu e o meu marido morremos de rir com ela!
Sucesso,
Junia
Junia, sei muito bem qual o bolo. A massa leva várias especiarias e fica muito aromática; as peras em fatias, assadas sob o bolo, dão a ele um visual lindo; o problema é que, na minha opinião, apesar de o bolo ser bom, fica um pouco seco. Aí, quando fizemos uma revisão nas receitas aqui do Panelinha, decidi retirá-lo até que o refizéssemos. (Tenho a impressão de que regando com uma calda de açúcar ou um chá bem doce a questão está solucionada.) O tempo passou, e me esqueci dele. Uma pena. Por isso, obrigada pelo seu e-mail. A receita do bolo invertido de peras e especiarias está a seguir. Então, vamos aproveitar para inverter as funções: você pode fazer a receita, finalizando com uma caldinha de açúcar? Depois de virar o bolo no prato, regue com ela. Manda um e-mail contando? A receita abaixo é a original. A calda fica por sua conta e risco! (Se preferir, regue com um suco de pera, desses de caixinha, mesmo.)
Bolo invertido de peras e especiarias
Ingredientes
3 peras firmes
100 g de manteiga em temperatura ambiente
½ xícara (chá) de açúcar mascavo
3 ovos
½ xícara (chá) de mel
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
½ colher (sopa) de canela em pó
2 colheres (chá) de gengibre em pó
¼ colher (chá) de cravo em pó
¼ colher (chá) de noz-moscada em pó
1 pitada de pimenta-do-reino
2 colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
manteiga para untar
farinha para polvilhar
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180º C (temperatura média). Unte os lados e o fundo de uma fôrma redonda de cerca de 22 cm de diâmetro. Retire a manteiga da geladeira; ela deve estar em temperatura ambiente para ser usada na receita.
2. Descasque as peras, corte-as ao meio e retire o cabinho e sementes. Corte cada metade em fatias finas. Forre o fundo da fôrma com as peras, sobrepondo as fatias, de maneira circular.
3. Na tigela grande da batedeira, coloque a manteiga e o açúcar. Bata na velocidade alta por 4 minutos. Adicione os ovos e bata por mais 3 minutos. Junte o mel e bata até ficar homogêneo.
4. Peneire todos os ingredientes secos e misture numa tigela.
6. Misture o leite com a baunilha.
7. Adicione os ingredientes secos, alternando com o leite, ao creme batido, mexendo com uma colher de pau. Comece e termine com os ingredientes secos.
8. Transfira a massa para a fôrma com as fatias as peras.
9. Leve ao forno preaquecido por aproximadamente 40 minutos.
10. Após 30 minutos comece a fazer o teste do palito: espete um palito na massa, quando sair limpo, está pronto.
11. Retire do forno, espere esfriar um pouco para o bolo não quebrar na hora de virar. Vire numa prato e sirva a seguir.
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Os posts de sagu renderam muitos e-mails e muitas ideias bacanérrimas para variar o clássico da infância de tanta gente. A Letícia escreve de Curitiba para contar que a avó dela faz dois tipos de sagu. Um de abacaxi, e outro, que achei interessantíssimo, de leite. Esse...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:16
Os posts de sagu renderam muitos e-mails e muitas ideias bacanérrimas para variar o clássico da infância de tanta gente. A Letícia escreve de Curitiba para contar que a avó dela faz dois tipos de sagu. Um de abacaxi, e outro, que achei interessantíssimo, de leite. Esse segundo leva creme de leite e gemada na finalização. Deve ser um escândalo de bom. Depois ela conta: “Minha avó faz uma coisa, que eu e meus irmãos particularmente não gostamos, mas tem sua função, ela deixa o sagu de molho na água a noite toda; assim, as bolinhas ficam inteiras, mas o amido não solta, então fica sem aquele caldinho. Outra coisa que ela faz, e que você com certeza não vai gostar, mas que é fácil e fica uma delícia, é colocar por cima do sagu de vinho pudim de caramelo quente, líquido... Já ouvi falar também em sagu de laranja e de pêssego. Como diz a minha avó, acho que antigamente eles utilizavam frutas da época para fazer sagu. O que é uma excelente idéia, não?”
Letícia, também acho ótima ideia. Mas fiquei com vontade de fazer o sagu de leite com gemada. Você tem a receita? Estou curiosa com o resultado. Muito obrigada pelo seu carinho. (Ela conta que é a primeira vez que escreve, mas que é fiel seguidora do Panelinha!)
A Rosangela diz que ela e o filho estão amando a “fase do sagu”. Ela diz: “Me arrepiava de ter que comprar aquele de caixinha! Minha avó fazia um com uvas negras miúdas, mas ninguém marcou a receita, era sempre no olhômetro. Uma tia fazia um sagu com suco de uva e muitas frutas picadas bem miudinho, tipo ponche, manja? Óbvio que também não sei a receita, mas era uma delícia, muito refrescante! Vou tentar.”
A Caliê e eu trocamos vários e-mails. Ela me disse que a mãe de uma amiga fazia um sagu de vinho branco com pedacinhos de frutas que era incrível: “Quando ela servia em uma compoteira de vidro ficava demais. Os pedaços de maçã, abacaxi e outras frutas entremeados com as bolinhas refrescantes em uma calda quase transparente, lindo de ver!”
Lembrei-me da gelatina de vinho com especiarias que, durante anos, foi servida na casa da minha mãe. A gente nem precisava perguntar o que tinha de sobremesa. Mas era indescritível de boa. (Aliás, mãe, por que você nunca mais serviu aquela gelatina?) Portanto, suponho que sagu de vinho branco deva ser divino.
Daí, a Caliê caiu na besteira de anunciar que iria testar a receita. No mesmo e-mail, ela comentou: “Acho que todos andam falando em sagu. Quando fui comprar as frutas, a dona da quitanda me deu outra receita, que me pareceu um pouco pesada. Ela cozinha o sagu na água, sem açúcar. Depois que esfria, ela mistura frutas (abacaxi e maçã), uma lata de leite condensado e outra de creme de leite e coloca para gelar.” Também achei da pesada, mas acho que as crianças iriam gostar.
Passou um tempo, e nada da Caliê escrever sobre o sagu de vinho branco. Lá fui eu cobrar a pobre da leitora! Cadê o sagu, Caliê, fez ou não fez? Ela respondeu: “Fiz o sagu ontem a noite e experimentei agora após o almoço. Gostei
bastante, levando em consideração que esse é o segundo sagu que faço na
vida! O Ian comeu umas três vezes, já o Luca, avesso a frutas e doces,
nem experimentou. Segui a mesma receita do seu sagu de suco de uva, mas usei vinho branco suave no lugar dele; juntei 1 xícara de maçã e abacaxi picados e um pouquinho mais que ½ xícara de açúcar. Em uma próxima vez, colocarei mais água
(esqueci a quantidade de água e coloquei a olho), a calda ficou muito espessa, mas o sabor ficou ótimo. Segue a foto da minha incursão no mundo dos doces. Sabe que eu até me empolguei!”
Caliê, também estou empolgada com tantas possibilidades. Sagu de laranja, de frutas, de leite, com gemada, de vinho branco. Muitas ideias para o próximo verão. Se bem que, com esse calor, é melhor já irmos testando todas as receitas! Só espero que meus filhos não fiquem traumatizados. Já pensou, no futuro: “Não, obrigada, não como sagu, minha mãe me obrigava a comer em todas as refeições. Tinha sagu de suco de agrião, com linhaça, banana e aveia. Ela só não fazia o que eu gostava, o sagu de caixinha, o único com sabor artificial de framboesa.” Aliás, um sagu de frutas vermelhas é uma boa pedida, não?
Quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Rita,
Adorei o que você escreveu sobre cuscuz e comida marroquina. Achei divertido você comparar o prato que recebe todo tipo de ensopado, sem preconceitos, com um colo de mãe.
Estou com vontade de experimentar, mas não faço a menor ideia do que seja cuscuz e também...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 19:11
Rita,
Adorei o que você escreveu sobre cuscuz e comida marroquina. Achei divertido você comparar o prato que recebe todo tipo de ensopado, sem preconceitos, com um colo de mãe.
Estou com vontade de experimentar, mas não faço a menor ideia do que seja cuscuz e também não entendi muito bem se ele é um acompanhamento ou também é um prato principal.
Também quero aproveitar o feriado para mergulhar nos sabores do Marrocos!
Um grande abraço,
Soninha
Soninha, cuscuz marroquino é sêmola em grão, geralmente importada, mas que pode ser comprada nas grandes redes de supermercados. Na prática, a maior qualidade do cuscuz é que fica pronto em menos de 10 minutos. Basta regar com água fervente, temperar com sal, juntar um tico de azeite e abafar por 5 minutos.
Uma xícara de cuscuz precisa de uma xícara de água. E esta porção é mais que suficiente para duas pessoas. Em vez de azeite, também dá para usar manteiga. Nos dois casos, uma colher (sopa) é a medida certa para cada xícara de cuscuz. A água pode ser substituída por caldo de legumes, de galinha ou de carne. Esse é o preparo básico.
Cuscuz vem sendo usado como ingrediente para saladas, com legumes picadinhos, raspas de limão, amêndoas, grão-de-bico, queijo feta, cebola frita. Tudo combina no cuscuz marroquino. Mas, no Marrocos, só vi o ingrediente sendo servido como acompanhamento para ensopados, as tagines. Elas são preparadas numa panela de mesmo nome, feita de barro, com tampa em formato cônico para condensar o vapor; a água escorre de volta para o fundo da panela, que cozinha carnes, legumes e especiarias lentamente e forma um cozido com molho saboroso e aromático.
As tagines também podem levar frutas secas, como damascos ou ameixas, e também conservas, como a clássica de limão ou ainda pepino ou rabanete. Tagines são levadas do forno à mesa. Pessoalmente, acho a panela lindíssima. Hoje em dia, as marcas de panela de ferro também as fabricam. Mas as tagines de barro, pintadas ou não, são as legítimas.
Tagine, o ensopado, sem cuscuz é feito feijão sem arroz. Não vai. Para o cuscuz da foto, acrescentei bastante salsinha picada e um punhado de amêndoas laminadas. Ele foi acompanhamento de uma tagine de frango com ameixa que fiz num jantar há alguns anos. Por sorte, a foto ainda estava no meu computador! Bom feriado marroquino para você, Soninha.
Sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O calor desta semana acabou comigo. Pressão baixa, fotofobia, sede, suor e lágrimas secas, porque a desidratação era tanta que até uma gota de água salgada faria falta. E, aí, quem consegue trabalhar? Por sorte, os leitores aqui do blog às vezes trabalham por mim.
A Pat...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:53
O calor desta semana acabou comigo. Pressão baixa, fotofobia, sede, suor e lágrimas secas, porque a desidratação era tanta que até uma gota de água salgada faria falta. E, aí, quem consegue trabalhar? Por sorte, os leitores aqui do blog às vezes trabalham por mim.
A Pat mandou uma receita bem diferente. Eu pelo menos nunca comi sagu de chocolate. Fiquei com vontade de fazer. A foto ao lado é do blog dela. Lá, tem a receita completinha. Mas eu vou dar uma leve adaptada. Vou fazer assim: 1 xícara (chá) de sagu vai ficar de molho em 1 litro de água filtrada por 4 horas; depois, vou colocar na panela 3 xícaras (chá) de leite, 3 colheres (sopa) de cacau em pó, 4 colheres (sopa) de mel, 2 colheres (chá) e essência de baunilha e misturar em fogo médio; assim que dissolver, vou juntar o sagu escorrido ao leite e deixar cozinhar até engrossar; quando esfriar vai para a geladeira e, depois que eu comer, conto aqui o resultado.
A Caliê escreveu para contar que o último post, sobre sagu, a fez viajar no tempo. Ela diz que, quando era criança, as tardes de sexta-feira eram ao redor da enorme mesa da cozinha da avó, Dona Alcina. As mulheres da família passavam o dia cozinhando para o fim de semana. “Espumone, pavês, nega maluca, espera marido, brevidade, bolos e também o famoso pão da vovó.” Mas era durante o café de todas as tardes que ela corria para a casa da avó em busca de algo para comer. E sagu de vinho era o campeão.
Comentei com uma amiga sobre o sagu de suco de uva, e ela disse que já experimentou um de suco de laranja. Deve ficar muito refrescante! Alguém aí tem receitas ou conhece outros tipos de sagu? Obviamente estou numa fase bolinhas refrescantes. Já pensou um de limão com cachaça? Bom, o fim de semana já está chegando.
Terça-feira, 20 de outubro de 2009
Acordei com vontade de comer sagu. Quer dizer, não acordei com vontade de comer sagu no café da manhã. Aliás, dificilmente acordo com vontade de comer outra coisa que não seja comida de café da manhã. Pão torrado com manteiga e geleia, granola com leite, iogurte com mel e...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 13:28
Acordei com vontade de comer sagu. Quer dizer, não acordei com vontade de comer sagu no café da manhã. Aliás, dificilmente acordo com vontade de comer outra coisa que não seja comida de café da manhã. Pão torrado com manteiga e geleia, granola com leite, iogurte com mel e aveia, banana amassada, sucos variados, essas coisas. O Gabriel e a Dora, meus filhos, tomam leite e olhe lá. Mas já acordei com vontade de comer um pedaço de pizza requentado. Não nego. Nem era falta de alternativa. Era desejo, mesmo. E eu nem estava grávida. Mas o prato do dia não é pizza, nem torrada, nem café. É sagu.
À medida que o dia foi passando, Gabriel e eu percebemos que estávamos com vontade de comer sagu. Depois a Dorinha disse que também queria. O problema é que o sagu que eles gostam é diferente do meu. Completamente diferente.
Há dez mil anos, nem lembro quem foi, mas alguém comprou um sagu de caixinha e fez para os meus filhos. Justamente sagu, que é a coisa mais fácil do mundo de fazer. O diacho do sagu, horroroso, fez o maior sucesso. Na semana seguinte, eles imploraram pela sobremesa. E são tantas as outras coisas que a gente tem que prestar atenção na vida dos filhos, coisas tão mais sérias, que abri mão do sagu de verdade. Então pode comprar caixinha de sagu. E a pessoa que trabalhava em casa na época caprichava na escolha: um dia era sagu sabor framboesa, no outro, morango. Por sorte, eles só gostaram mesmo do de uva. Meno male.
Eu fiquei anos sem comer sagu. Ontem, bateu fome de sagu. E fome de sagu é dessas coisas que não tem substituição. Serve gelatina de vinho? Não serve. Serve bolo de tapioca? Claro que não. Ovas de salmão? Palhaçada.
Foram tantos anos sem comer nem fazer sagu que me esqueci da receita. Como é mesmo que se faz? Veio à mente a imagem do sagu da Fer Ayer , que já teve destaque na comunidade aqui do Panelinha com várias das deliciosas receitas dela. Abri a página, mostrei animadíssima a foto ao Gabriel, e ele achou estranhíssimo o creminho por cima do sagu. Mas Gabriel, o creme inglês é a melhor parte! E quando eu já estava quase convencendo ele de que sagu sem creme inglês não é sagu, ele leu: Seis xícaras de vinho tinto. Vinho, mãe? Não, isso não é sagu!
Depois de um pouco de negociação, decidimos que o sagu seria de suco de uva. Ele não estava fazendo a menor questão do creme inglês. Melhor para a saúde dele. Achei melhor nem fazer, porque o dia em que ele experimentar sagu com creme, nunca mais vai querer outra coisa. Deixa sem.
Usei a receita da Fer como base, mas fiz algumas alterações, além do pequeno detalhe de substituir vinho por suco de uva. Mas que fique claro, o suco de uva é orgânico, de primeira. Como só nós três iríamos comer, decidi fazer a receita pela metade. No embalo, também cortei um pouco do açúcar e do cravo. O resultado é um sagu ainda mais saudável, ideal para as crianças, mas bem gostoso para os adultos.
Sagu de suco de uva para as crianças
Ingredientes
1 xícara (chá) de sagu
3 xícaras (chá) de suco de uva
1 canela em pau
2 cravos-da-índia
1 xícara (chá) de açúcar
Modo de preparo
1. Numa tigela, coloque o sagu, cubra com água e deixe descansar por uma hora.
Faltando 15 minutos para completar o tempo, coloque numa panela 3 xícaras (chá) de água, o suco de uva, a canela, o cravo e o açúcar. Misture bem, até o açúcar dissolver.
2. Leve ao fogo alto e, quando ferver, junte o sagu. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 30 minutos ou até que as bolinhas estejam macias e quase transparentes. Mexa de vez em quando para o sagu não grudar no fundo da panela. Se começar a secar, junte mais um pouco de água fervendo.
3. Transfira o sagu pronto para a tigela de servir. Assim que esfriar, cubra e leve à geladeira por pelo menos 2 horas.
Creme inglês para os adultos
Ingredientes
6 gemas
1 xícara (chá) de açúcar
500 ml de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha
Modo de Preparo
1. Na tigela pequena da batedeira, coloque 1/2 xícara do açúcar e as gemas e bata até obter uma gemada fofa e esbranquiçada.
2. Numa panela, coloque o leite e a outra metade da xícara de açúcar e leve ao fogo médio. Quando ferver, retire do fogo e adicione a gemada aos poucos, misturando com uma colher.
3. Volte a panela ao fogo baixo e mexa bem até que a espuma que se formou tenha desaparecido e o creme tenha engrossado um pouco (caso talhe, deixe esfriar e bata no liquidificador). Desligue o fogo, acrescente a baunilha e misture bem. Quando esfriar, leve à geladeira. Sirva gelado.
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vários e-mails. A Danielle Tavares diz o seguinte: “Faz algum tempo que gostaria de mandar este e-mail, já fiz alguns ensaios elogiando o seu trabalho e até agora não consegui te escrever, mais por timidez do que por falta de tempo. Preciso dizer: MUITO OBRIGADA!!! Lendo o...
Clique aqui para continuar lendo...
>> Postado por Rita Lobo 16:35
Vários e-mails. A Danielle Tavares diz o seguinte: “Faz algum tempo que gostaria de mandar este e-mail, já fiz alguns ensaios elogiando o seu trabalho e até agora não consegui te escrever, mais por timidez do que por falta de tempo. Preciso dizer: MUITO OBRIGADA!!! Lendo o seu blog One is Fun, me vi nele e tomei coragem para fazer mac'n'cheese para mim e para meus dois irmãos. Fiz mais algumas receitas, que ficaram muito boas, e depois senti vontade de fazer um curso de gastronomia. Por sorte, uma amiga dona de restaurante me deixou xeretar por lá. Descobri que minha área é confeitaria! Não perco um dia sequer das suas postagens. ”
Danielle, que bom que você encontrou um caminho. Agora coloque toda a sua atenção nele, é o melhor fermento que eu conheço para o bolo crescer! Boa sorte e obrigada pelo carinho.
O Claudio conta que comprou arroz japonês, mas não consegue cozinhar: “Por mais que eu lave, não mexa durante o cozimento, o resultado é o unidos venceremos; tem como deixar este tipo de arroz mais soltinho? ” Ué, Claudio, que eu saiba, não. A ideia do arroz japonês não é exatamente que ele fique grudadinho para poder comer de palitinho? Volte para o arroz agulhinha!
“Rita, descobri o Panelinha recentemente! É um paraíso para mim. Amo descobrir coisas novas, principalmente da culinária oriental. Aproveitando o post que você fez com o picadinho oriental, você por acaso tem alguma receita de frango xadrez? Beijos, Alexia.”
Bom, sugiro que o Claudio mande o arroz japonês para a Alexia servir com o frango xadrez e que a Danielle perca a timidez e faça a sobremesa. Isso sim é que é jantar web 2.0! Alexia, tenho uma receita bem básica; depois me conte se você fez!
Agora eu é que aproveito para sugerir este prato para a Cássia, que escreve pedindo receitas sem lactose. Cássia, veja também a página da Franey na nossa comunidade. Ela tem receitas lactofree!
Frango xadrez
serve 2
Ingredientes
400 g de peito de frango
2 colheres (sopa) de maisena
2 colheres (sopa) de óleo de canola
1 talo de salsão
1 cebola
½ pimentão verde
½ pimentão vermelho
½ colher (chá) de gengibre ralado
3 colheres (sopa) de shoyu
1 colher (sopa) de molho de ostras (opcional)
1 colher (sopa) de gergelim torrado
2 colheres (sopa) de maisena dissolvida em 2 xícaras (chá) de água
½ xícara (chá) de amendoim torrado
1 talo de cebolinha verde picada
Modo de preparo
1. Comece preparando os ingredientes. Lave e seque os legumes. Corte o talo de salsão na diagonal, em fatias de 1 cm. Descasque a cebola e corte-a ao meio; apóie a parte plana de cada metade na tábua e corte as metades em fatias de 0,5 cm, no sentido do comprimento, para formar pétalas. Corte os pimentões ao meio, no sentido do comprimento, retire as sementes e corte uma metade de cada pimentão em cubos de 2 cm. Descasque e rale um pedaço de gengibre num ralador. Corte a cebolinha em rodelinhas de 1 cm. Por último, corte o frango em cubos de 2 cm. Lave bem a tábua e a faca.
2. Num saco plástico, coloque 2 colheres (sopa) de maisena. Acrescente os cubos de frango e chacoalhe bem para empanar.
3. Leve uma panela, de preferência do tipo wok, ao fogo alto para esquentar. Acrescente o óleo de canola e, quando estiver quente, coloque os cubos de frango e mexa bem, até que comecem a dourar.
4. Com uma escumadeira, transfira os cubos de frango para um prato. Na panela, acrescente a cebola, os pimentões e o salsão e misture por cerca de 2 minutos. Transfira os legumes para o prato.
5. Na mesma panela, acrescente o gengibre ralado, o shoyu, o óleo de gergelim torrado, o molho de ostras e a maisena dissolvida em água. Misture rapidamente até formar um molho encorpado.
6. Volte o frango e os legumes à panela com o molho e misture bem. Desligue o fogo, acrescente a cebolinha picada, o amendoim torrado e misture bem. Sirva com arroz.
Terça-feira, 22 de setembro de 2009