Segunda-feira, 26 de julho de 2010
Massa crocante para tortas
Massa gostosa de torta, ou de empadinha, geralmente leva gordura hidrogenada. Pode ser apenas uma ou duas colheres, coisa pouca, mas é só dizer gordura hidrogenada que a gente torce o nariz, não é? Então, vivo procurando receitas alternativas.
No livro Culinária da Benê (editora Alegro), achei uma receita que deu vontade de experimentar. Achei curiosa, leva uma lata de creme de leite. Ou melhor, talvez nem seja tão exótica assim, mas, como eu raramente uso creme sem ser o fresco, acabo não prestando atenção em receitas com o ingrediente da lata. Resolvi testar. Fiz uma torta de frango, com o recheio de sempre, mas usei a massa da dona Benê.
Quem faz compras na Casa Santa Luzia certamente já viu a chef Benê Ricardo circulando por lá. Ela é responsável por vários dos pratos prontos com a marca da casa. Cruzei com ela e contei que havia feito a massa. Ela comentou que usa a mesma receita para fazer aqueles lindos pastéis de forno da casa. Aliás, no livro, é essa a receita que ela ensina.
A quantidade de massa deu certinho para uma fôrma de 24 cm de diâmetro. E o resultado é uma torta bem crocante, mas que desmancha fácil na boca, como se fosse um biscoito gigante. E é fácil, fácil de fazer, uma massa gostosa de manusear.
A Benê ainda me disse que, com um pouco de açúcar, a massa fica ideal para torta de maçã. “Mas, nesse caso, a ela precisa descansar por 1 hora na geladeira para o açúcar dissolver”, explica a chef.
Massa de torta da Benê
Para deixar as medidas adequadas ao padrão que usamos aqui no Panelinha, adaptei ligeiramente a receita. Aproveito para lembrar que as xícaras e colheres são medidores e não uma xícara usada para tomar chá ou a colher de sopa. E isso pode interferir no resultado das receitas.
Detalhe: com as rebarbas da massa, minha filha fez meia dúzia de biscoitinhos que ficaram uma delícia.
Ingredientes
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
200 g de manteiga gelada, cortada em cubinhos
1 lata de creme de leite com o soro
Modo de preparo
1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
2. Numa tigela grande, coloque a farinha, o sal e o fermento. Junte os cubinhos de manteiga e, com as pontas dos dedos, vá misturando, até formar uma farofa grossa. Junte o creme de leite e trabalhe a massa, até formar uma bolota.
3. Transfira a massa para uma superfície lisa e continue trabalhando, sovando, até que ela esteja uniforme, mas evite trabalhar a massa mais do que isso. O ideal é deixar pontinhas de manteiga intactas, elas fazem a massa ficar mais crocante. Divida a massa em três parte. Reserve uma para fechar a torta.
4. Junte duas partes, formando uma bola. Com um rolo, numa superfície enfarinhada, abra a massa até ficar grande o suficiente para cobrir o fundo e a lateral da fôrma.
5. Transfira a massa para a fôrma. A maneira mais prática é enrolar a massa no rolo de macarrão e desenrolar sobre a fôrma. Com os dedos, pressione a massa contra as laterais e o fundo da fôrma e retire as sobras.
6. Com um garfinho, faça furos no fundo da massa, para que ela não infle ao assar. Cubra a massa com papel-manteiga e preencha todo o fundo da fôrma com feijão, apenas para fazer peso. Leve ao forno preaquecido para assar por 10 minutos. Retire o papel-manteiga com os feijões.
7. Coloque na fôrma o recheio que quiser. Abra a massa restante com o rolo e feche a torta com ela. Com as pontas dos dedos, pressione as beiradas e retire o excesso de massa. Faça um pequeno corte em cruz no centro da torta para que, ao assar, o vapor tenha por onde sair.
8. Se quiser fazer os filetes para quadricular a torta, faça uma bolota com as rebarbas e abra novamente a massa. Corte os filetes e coloque na torta. Com ou sem filetes, pincele a massa com uma gema e leve para assar por 40 minutos ou até dourar.
>> Postado por Rita Lobo 12:49
PERFIL
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Rita Lobo a autora dos livros A conversa chegou à cozinha, crônicas e receitas (editora Ediouro), Culinária para bem estar, receitas antiTPM (editora Panelinha) e Cozinha de estar (editora Conex). Formada em gastronomia nos EUA, a chef começou a escrever sobre comida em 1995, no jornal Folha de S.Paulo. Em 2000, criou o site Panelinha, que dirige até hoje.
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