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Terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Receitas da Franey

Receitas da Franey

Querida Rita,

Foi com prazer que li ontem sobre a comunidade. Fico feliz que ela esteja crescendo e que tanta gente colabore com receitas novas. Eu sou do time que só usa as receitas do Panelinha (exceto "o gordo e o magro", se bem que alguém já deve ter pensado nisso antes), mas me divirto do mesmo jeito experimentando as receitas. Já fiz também algumas receitas do seu novo livro, mas sábado foi diferente.

Na sexta dancei até cansar numa festa de aniversário. Sábado acordei morta de fome. Mas não era uma fome qualquer. Eu acordei com o seguinte pensamento: Quero o macarrão à "golonhesa". Aquele mesmo lá do livro. Nem sou fã de macarrão à bolonhesa, mas por qualquer razão inexplicável, sábado, só podia ser essa a pedida. Com uma faca em uma mão e o livro na outra, lá fui eu preparar a receita.

O resultado foi o melhor molho “golonhesa” que eu já comi. Cheguei a sonhar que tinha te encontrado em Sampa pra tomar um café e eu dizia: "Rita, aquela receita foi uma das melhores que você publicou".

Não tenho tido muito tempo pra fotografar os pratos, eles desaparecem rapidamente, assim que chegam à mesa... As receitas de Cocotte do One is Fun já salvaram muitas refeições do desastre completo, especialmente quando eu volto da capoeira à noite, morta de cansaço.

Gostaria de deixar aqui uma sugestão: seria legal fazer uma seleção das receitas do site mais apropriadas pra congelar, acho que seria bem útil, sempre que dá, eu congelo aqui em casa, mas às vezes não sei o que se deve ou não congelar.
Um grande abraço

Franey

Franey, querida,

Que bom receber seu e-mail! Anotada a sugestão. Mudando de assunto, dei um sorrisinho de canto de boca com o seu desejo por macarrão à “golonhesa”. Eu também já tive um súbito e inexplicável desejo pelo macarrão. Mais especificamente quando estava grávida da Dorinha! Franey, Franey!

Bom, intimidades à parte, quem acompanha o blog certamente conhece a Franey: ela foi uma das primeiras a se cadastrar na comunidade. É verdade que muitas das receitas que ela faz eram do Panelinha. Digo eram porque a Franey sempre troca ingredientes, usa a calda de um bolo no outro e acaba customizando receitas, fotos e textos. As imagens desse post são todas da página dela! Veja abaixo receitas, dicas e truques da Franey.

Barquinha de berinjela recheada
“Tem dias em que você abre a geladeira, olha pro gavetão e lá estão, desolados, legumes que rolaram pra lá e pra cá e não foram escolhidos pra nenhuma receita. Há dias que uma berinjela me encarava, mas eu não estava com vontade de comer berinjela grelhada, que é o que eu normalmente faço. Finalmente vi essa receita e alterei algumas coisinhas, tudo lá na receita. Ficou ótimo e super saudável. E ainda fiz uma limpa no gavetão!”

Bolo de fubá com limão e castanha-de-caju
“Se você come e se sente culpado passe longe desse bolo, mas se você quer mesmo é se deliciar com algo maravilhoso manda bala, é ele o eleito. A minha versão levou, na decoração, frutinhas de marzipa, se bem que ele nem precisava, já é lindo e gostoso assim sé com um açucarzinho por cima mesmo!”

Bolo de cenoura light pero no mucho
“Eu modifiquei essa receita e a calda de chocolate eu uso sempre aquela da receita de bolo de cenoura normal, que é de chorar de boa. Esse bolo, que eu já faço há algum tempo, não dura muito aqui em casa e por isso é difícil conseguir fazer uma foto, mas dessa vez consegui. Nessa minha receita alterada vai aveia também, pra deixar ele bem saudável.”

Calda de chocolate
“Essa calda é multiuso, servi nesses potinhos com morangos ou com cerejas espetadas num palitinho de plástico, foram disputados a tapa.”

Cocotte de cogumelos-de-paris, limão e parmesão
“Acho que não existe receita mais rápida e prática do que essa, ótimo pra quem começou a cozinhar ontem.”

Creme de papaia e banana light
“Delicioso e mais fácil impossível, ótimo pra fazer uma sobremesa na correria.”

Musse de morango
“Meus amigos adoraram.”

Quiche de alho-poró com alecrim
“Já me declarei fã da quiche, mas essa receita eu ainda não tinha experimentado. Ficou linda (como comprova a foto) e com um perfume divino.”

Salada de abobrinha com hortelã
“Muito fácil de fazer e ótimo acompanhamento.”

Salada de cuscuz marroquino com legumes
“Fazer essa salada é uma ótima desculpa para experimentar o cuscuz marroquino, um ingrediente prático, delicioso e leve.”

Torta de nozes que viraram amêndoas
“Ela é chique mesmo e fez um sucesso incrível num jantar que fiz com os meus amigos. Duas alterações: uma no gosto e uma no visual. Substituí as nozes por amêndoas e decorei com uns confetinhos coloridos de açúcar. Quando botei na mesa virou todo mundo criança de novo!”

Bolo de aniversário do Panelinha lactofree!
“Em comemoração aos 8 anos do Panelinha e de um aniversario aqui em casa. Foi só alegria. Detalhe: fiz esse bolo lactofree! Faça como eu: seja intolerante com a lactose e adapte tudo, ninguém percebeu os meus truques...”

O gordo e o magro
“Um recheio bem magrinho para um bacon bem gordinho. Acompanhamento fácil, rápido e saboroso. E não pesa, porque vai no forno.”

Para ver todas as receitas da página da Franey, clique aqui.

>> Postado por Rita Lobo 19:37

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Comunidade

Comunidade

Dizem que o ano começa agora, “depois do Carnaval”. Então vou aproveitar a última chance de falar de 2008. Ou melhor, do canal comunidade, aqui do Panelinha, que foi lançado no começo de 2008 (tá bom, em dezembro de 2007). Ele já tem mais de 4 mil colaboradores. A grande maioria apenas armazena as receitas aqui do site nas páginas pessoais. Mas muita gente coloca as próprias criações e arrasa com receitas que chegam a receber milhares de visitas de outros internautas.

O nosso campeão de audiência é o Cleber Alves, com mais de 600 mil visitas! A página da Edna Aguilar também não fica muito atrás. Só em fevereiro, a torta de frango de liquidificador que ela inseriu na comunidade recebeu 29 mil visitas! Uma única receita, em menos de um mês. A Eliane Prado, que se cadastrou há menos de um mês, já teve 65 mil visitas, das quais 13 mil foram para o bolo de banana e iogurte.

Chega de números, vamos aos sabores, aos aromas, ou pelo menos às imagens. Já falei várias vezes das receitas do Daniel Figueiredo. (Aliás, a página dele também está entre as mais acessadas, mas não vou mais falar em números...) E o blog dele, Panela de cobre, também é uma graça. (Daniel, parabéns pelos 23!) Tudo que ele faz é caprichado, as fotos são lindas, a escolha das receitas é ótima, tudo muito chique e simples ao mesmo tempo. Simples porque ele usa ingredientes do dia-a-dia. Espaguete alho e óleo, sopa de cebola gratinada, gratin dauphinois, pêssego melba, pavlova com frutas frescas, rocambole de chocolate, torta de cebola e tomate-cereja. Os nomes são bacanudos, a maneira como ele apresenta os pratos também, a escolha das louças, as fotos são chiques. As imagens de receitas desse post são todas do Daniel. Aqui na comunidade, ele tem apenas algumas receitas, mas no blog há uma série de outras opções. (Daniel, vê se inclui umas receitas novas por aqui!)

A Andreia Torres Farias Britez tem tantas receitas na página dela que é praticamente uma extensão do Panelinha! Ela fuça aqui, ali, acha receitas incríveis, coloca todas na comunidade, dá créditos para todas e, assim, a gente fica conhecendo novos blogs e sites.

A Fer Ayer também é uma supercolaboradora. Ela tem 25 receitas, apenas uma do Panelinha, mas mesmo assim é customizada: “Na minha casa troquei o espaguete por fetuttine.” E ela também trocou a foto da nossa receita de espaguete ao limão, parmesão e manjericão (ou fetuttice) na página dela. Para mim, é uma delícia ver as nossas receitas na mesa das pessoas. Ainda sobre a Fer, não deixe de ver as receitas dela de sorvete, parecem incríveis.

Tem uma série de receitas bacanas na comunidade, e quero mostrar um monte de gente que colabora aqui com o Panelinha. Mas para esse post não ficar muito longo, vou parar por aqui. E logo mais volto para falar da Adriana Simizo, da Ligia Rechenberg, da Karina Dippolito... Afinal, temos o ano todo pela frente!

E se você tem alguma receita bacana, com foto, e quer que ela tenha destaque na página principal da comunidade, mande um e-mail para editor@panelinha.com.br. Não se esqueça de mandar o link certinho e, no título do e-mail, escreva "destaque para comunidade".

>> Postado por Rita Lobo 18:56

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Os sete docinhos

Os sete docinhos

Nos últimos anos, décadas talvez, venho me treinando para ser uma pessoa que gosta de frutas. Quer dizer, o treinamento começou muito antes, com papinhas e saladinhas de frutas e essas coisas que as mães dão aos seus filhotes. Comigo não foi diferente. Minha mãe tentou desde o início. Mas ainda criança, a única fruta de que eu realmente gostava era abacate. De preferência, batido com sorvete de creme. Depois descobri a pera, a manga, a banana, até maçã hoje em dia eu como. E figo, no momento, é das minhas frutas favoritas. Mamão definitivamente fica melhor com limão; e o abacaxi também se deu bem com raspinhas. Então eu gosto de figo e gosto de limão.

Ontem, Lurdinha e eu nos encontramos na porta do Fasano e fomos andando até o Le vin para tomar um drinquito antes do jantar. Em vez de suco de uva e água com gás, um vinho tinto leve, “frutado”. Se bem que, pessoalmente, não vejo ligação nenhuma entre vinho e frutas, a não ser a própria uva. Frutado para mim é um recipiente cheio de frutas picadinhas.... (Estou zoando só para deixar evidente que tenho uma certa implicância com esses termos enogastronômicos, até os mais simples.) Outro dia, no próprio Le vin, perguntei ao sommelier se um vinho era melhor ou pior que o outro: “Bem, o segundo é mais simples que o primeiro.” Ai, meu santo, assim fica difícil de escolher. Eu gosto de simplicidade, mas tenho a impressão que, neste caso, simples quer dizer pior. Não dá para dizer qual é melhor e pronto?! Não, não dá.

Mas voltando à caminhada entre o Hotel Fasano e o restaurante Le vin, passamos de fronte (Lurdinha fala assim, de fronte, e sempre que estou com ela, adoto) do recém-inaugurado Le Bouteque, do chef Erick Jacquin. No térreo, fica a pâtisserie-moderninha comandada pela chef Amanda Lopes, e no andar de cima, um bistrô. Não subimos. Mas decidimos experimentar uns docinhos: o delicioso macaron de banana caramelada, o não-tão-delicioso macaron de cheesecake (que para a Lurdinha tem gosto de Quick morango), umas carolinas-prestígio (com recheio de coco e chocolate) que têm a apresentação bem bonitinha, mas um pouquinho de gosto de Quick coco (se Quick sabor coco existisse, claro), uma tartelete quadradinha de limão, um docinho de musse de chocolate com laranja, um bombom de chocolate com laranja e um outro de figo com limão. Bombom de figo com limão! Eu gosto de figo e gosto de limão!

Bom, verdade seja dita, deixei os bombons para o fim. E, talvez, tenha ido com muita sede ao pote. Mas os doces são mini-mini, e achei que dava para comer a metade de cada um dos sete docinhos sem nem sentir cócegas no estômago. E deu. O fato é que, na vez do bombom de figo com limão, o meu paladar ficou tão confuso que não entendeu nada. Ou simplesmente descobri que não gosto de figo com limão, especialmente com chocolate. Lurdinha também ficou confusa. Mas o macaron de banana caramelada não deixou nenhuma dúvida: frutado, caramelado e delicioso. O hit do Carnaval nos Jardins!

>> Postado por Rita Lobo 13:07

Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tortinhas de pêssego

Tortinhas de pêssego

Há exatos nove anos, formei uma pequena equipe, quatro ou cinco mulheres e um bando de webmanos, e começamos a fazer o Panelinha. O site só entrou no ar em março, mas os testes culinários começaram em fevereiro. Na cozinha, junto comigo, ficava uma menina (hoje acho que quem tem menos de 20 anos é uma menina) que havia sido recomendada por um amigo, o Leão Serva. Ela era filha de amigos dele e tinha se formado em gastronomia. Pois bem, a Mariana era um furacão. Séria, competente, só tinha um probleminha: estava com mudança marcada para Nova York. Trabalhou comigo naqueles primeiros meses, uns quatro, e foi embora. Mas ficamos amigas. Não perdemos o contato. Ela voltou para o Brasil, fizemos outros projetos juntas e lá se foi ela para Brasília, depois para o Rio; ela tinha rodinhas nos pés! (Agora está há tanto tempo no Rio que parece que se aquietou.)

Hoje ela me mandou um e-mail dizendo o seguinte: “Quando vinha de férias pro Rio com minha avó (nas férias de aldeia, veja bem), fui apresentada a uma bebida na Confeitaria Colombo: suco de uva com água com gás! Amo esse refresco! Então, logo que cheguei na cidade como moradora, fui correndo a Colombo pra mostrar ao Zé o meu refresco dos sonhos: e cadê que ele estava lá me esperando? Nunca ninguém tinha ouvido falar...”

Bom, o e-mail dela continua, mas o que interessa aqui para nós é que achei uma receita antiga, provavelmente dos tempos em que a Mariana trabalhava comigo, que é a cara do verão, como o nosso refresco em comum (veja o post anterior). É uma sobremesa quase light de tão leve. Aliás, é só trocar manteiga por margarina e o iogurte integral por desnatado que vira light. E ainda é bico de fazer!

Tortinhas levíssimas de pêssego para o verão

Para a massa

Ingredientes

manteiga e farinha de trigo para untar
1 ¼ xícara (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de iogurte natural
1 colher (sopa) de suco de laranja

Modo de preparo

1. Preaqueça o forno a 200ºC (temperatura alta).

2. Unte uma assadeira retangular com manteiga e polvilhe com farinha.

3. Numa tigela, coloque o 1 ¼ xícara (chá) de farinha de trigo, passando por uma peneira. Acrescente as 3 colheres (sopa) de manteiga e misture com as pontas dos dedos até formar uma farofa. Junte o iogurte e o suco de laranja e misture até formar uma bolota.

4. Divida a massa em duas porções. Com um rolo, abra uma parte da massa em uma mesa polvilhada com farinha. Com um cortador redondo, um pouco maior que o diâmetro de um pêssego em calda, corte 6 discos. Transfira para a assadeira preparada.

5. Abra a outra parte da massa e corte tirinhas de 0,5 cm de largura. Reserve.

Para o recheio

Ingredientes

6 metades de pêssego em calda
3 colheres (sopa) de amêndoas picadas
2 colheres (sopa) de iogurte
raspinhas da casca de 1 laranja
¼ colher (chá) de essência de amêndoas

Modo de preparo

1. Enxágüe os pêssegos em água corrente para retirar a calda e deixe escorrendo numa peneira.

2. Numa tigela, misture as amêndoas, o iogurte, as raspas da laranja e a essência de amêndoas.

3. Com uma colher de chá, preencha a parte interior de cada metade de pêssego com a massa de amêndoas.

4. Coloque cada pêssego recheado sobre um disco de massa, com a parte do recheio para baixo.

5. Arrume as tiras de massa sobre os pêssegos, formando um xadrez, e aperte com os dedos as ponta da tira na base do círculo. Recorte os excessos com uma faquinha.

6. Leve ao forno preaquecido para assar por 30 minutos. Retire do forno e transfira para um prato.

Para o molho

Ingredientes

2 metades de pêssego em calda
3 colheres (sopa) de suco de laranja

Modo de preparo

1. No liquidificador, ou no hand mixer, bata os pêssegos com o suco de laranja até ficar uma mistura lisa.

2. Arrume as tortinhas em pratinhos individuais, regue com a calda e sirva imediatamente.

>> Postado por Rita Lobo 17:01

08 de fevereiro de 2009

Drink de verão

Drink de verão

A garrafa de água com gás estava lado a lado com a de suco de uva. As duas na porta da geladeira, como sempre. O suco é natural, às vezes orgânico. E a água é sempre com gás e em garrafinhas pequenas, dessas de 300 ml; as maiores perdem as bolhas muito antes que eu consiga tomar a garrafa toda. Mesmo no verão. Não gosto muito de água. É neutralidade demais para o meu gosto. E isso já foi um problema na minha vida. Mas para todo problema há, pelo menos, uma solução.

As bolinhas ajudaram muito: não têm gosto, mas dão textura. Já contabilizei, então, pelo menos um copo a mais por dia. Outra medida, essa não planejada, é que deixei de tomar líquidos durante o almoço (jantar geralmente tem vinho). Depois de uma hora, dá uma sede danada e tomo a minha garrafinha num gole só. No escritório, uma vez por dia, me obrigo a tomar um copo, sem gás, como se fosse remédio. Se estiver muito quente, o dia, não a água, tomo dois. Mas pela manhã, agora que sou praticamente uma atleta e faço quase 25 minutos de rotex, tomo uns três copinhos daqueles que moram ao lado do bebedor. Atleta e hidratada!

Pois é, e lá estava a água com gás ao lado do suco de uva. Fim de tarde quente, começo de noite abafado. Olhei bem para as duas garrafas e tive a frisante, ops!, brilhante idéia (que você já deve ter sacado desde a primeira frase do post e eu demorei mais de 30 anos para juntar uma coisa com a outra)... “Buona sera, signorina”, foi o que o copo me falou assim que o suco encontrou com água. Suco de uva com água com gás tem gosto de Itália!

Nunca tinha tomado, nem aqui nem lá. Mas logo no primeiro gole tive vontade de correr para o armário e pegar um vestido floral, bem clarinho, ideal para um fim de tarde na Emília-Romana, onde é feito o Lambrusco, vinho espumante tinto e adocicado, certamente primo do meu novo coquetel não-alcoólico (se bem que uma dose de grappa pode funcionar). Não é possível que ninguém tenha pensado em colocar no mesmo copo suco de uva e água com gás. É tão chique! É tão cocktail party. Sparkling, dear! Mas é na Emília-Romana que estão meus pensamentos, ou meu paladar. Mais especificamente em Ravena, onde comi até cansar, sempre no fim de tarde, uma piadina quentinha, saindo da chapa. Piadina é uma espécie de pão-meio-pizza que, em vez de assado no forno, fica na chapa ou na grelha por 4 minutos. Iria muito bem com uma taça de suco de uva frizzante. Uma fatia de presunto cru também não seria ruim. Mas isso é só para terminar o dia quente e refrescar a noite abafada. As vezes a felicidade está sob o nosso nariz, quer dizer, dentro da nossa geladeira, e a gente não percebe, menina. Meu novo drink de verão está escolhido.

>> Postado por Rita Lobo 23:28

PERFIL
  • Rita Lobo é autora dos livros A conversa chegou à cozinha, crônicas e receitas (editora Ediouro), Culinária para bem estar, receitas antiTPM (editora Panelinha) e Cozinha de estar (editora Conex). Formada em gastronomia nos EUA, a chef começou a escrever sobre comida em 1995, no jornal Folha de S.Paulo. Em 2000, criou o site Panelinha, que dirige até hoje.

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