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Sábado, 20 de janeiro de 2007

Coalhada?

Coalhada?

Recebi um e-mail bacana e achei que outras pessoas, mesmo não estando tão longe de casa, podem ter a mesma dúvida. A resposta está a seguir...

Se você também quiser se comunicar conosco, mande um e-mail para editor@panelinha.com.br

Oi Rita,

Moro fora do Brasil há alguns anos, aliás, foi quando comecei a me interessar por cozinha. Acesso o site com freqüência e tenho seu livro, Cozinha de Estar, que comprei numa das idas em férias ao Brasil. Já fiz várias receitas dele!

Há cinco meses, estou morando em Cingapura. Hoje, li a receita do salmão com crosta de ervas e fui atrás dos ingredientes. Primeiro fui ver no dicionário o que era coalhada, que eu não sabia, e encontrei “curd”. No mercado daqui, não encontrei nada com esse nome. Acabei comprando um fromage blanc battu da Senoble, francês, que tem “lait, crème, crème fraiche e ferments lactiques”.

Coloquei as raspas de limão e de laranja, além de sal e só um fio de azeite já que não era seco. Ficou interessante, embora nada a ver com a consistência da coalhada da foto. A combinação com o salmão agradou à família, inclusive aos adolescentes.

Mas qual seria a melhor opção? Iogurte natural, creme fraiche, sour cream? Aqui, encontro bons laticínios da Austrália e da França principalmente.

Outra pergunta: o que seria lemongrass em Português? Não encontrei em lugar nenhum.

Obrigada e bom ano novo!

Marcia



Marcia,

Vou responder de trás para frente. Lemongrass é capim-santo, uma erva muito usada na culinária tailandesa e que é irmã da erva-cidreira, aquela que usamos para fazer um chazinho calmante, sabe? Aqui no site, tem uma receita muito gostosa de Sopa de capim-santo com papaia, que é uma sobremesa bem diferente. Eu adoro!

Já a coalhada é uma preparação típica da culinária árabe. Se não me engano, labne é o nome original e talvez assim você encontre algo por aí. A coalhada é parecida com o iogurte natural, embora haja algumas diferenças nos modos de preparo de cada um. A coalhada seca, pedida na receita, é obtida a partir da coalhada fresca. A seguir, veja como preparar as duas versões em casa.

Coalhada fresca

1 l de leite tipo A
1 copo de iogurte natural

Numa panela, leve o leite ao fogo alto. Quando ferver, desligue e deixe amornar até que não haja mais vapor. Adicione o iogurte e misture com uma colher, mexendo sempre no mesmo sentido. Transfira para uma tigela e tampe com um prato. Embrulhe com um pano de prato e guarde no forno desligado ou dentro de um armário. Depois de 7 horas leve a coalhada à geladeira. O ideal é fazer da noite para o dia. Assim não tem perigo de ficar chacoalhando, tira daqui, passa pra lá...

Coalhada seca

Para fazer a coalhada seca, basta deixar a coalhada fresca escorrer durante um dia inteiro dentro de um coador descartável de papel. Coloque o coador de café dentro do suporte de cafeteira e deixe o soro escorrendo em um copo. Quando estiver pronta, você pode temperá-la com sal e azeite de oliva. Descarte o soro e leve a coalhada à geladeira.

>> Postado por Rita Lobo 15:18

Terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Queremos ouvir você

Queremos ouvir você

Logo mais o e-livro Culinária para bem estar, receitas antiTPM será lançado em versão papel – como algumas amigas insistem em dizer, “vai virar livro de verdade”. Bom, discordo que o e-livro seja de mentira, mas essa não é a discussão agora. Quero fazer um convite. Se você já baixou o e-livro ou já usou o canal S/TPM, mande um e-mail com sugestões para que o livro saia ainda mais caprichado. Quem ainda não conhece o e-livro ou o canal S/TPM, clique no link na barra de navegação, pesquise e depois mande o seu e-mail para editor@panelinha.com.br

Estou esperando a sua opinião!

>> Postado por Rita Lobo 11:16

Sábado, 13 de janeiro de 2007

Fim de semana carioca

Fim de semana carioca

Havia uma época em que a culinária carioca era sinônimo de comida de boteco. As pessoas discutiam para eleger o melhor bolinho de bacalhau, o melhor chope, o pastel mais sequinho. Ainda hoje, quem quiser cair de boca nesta culinária não irá encontrar nenhuma restrição, a não ser médica. Mas a verdade é que, aqueles que procuram uma alimentação saudável, inclusive quando comem fora, irão encontrar opções saborosas a cada esquina. Literalmente. As casas de suco estão em metade das esquinas da zona sul. Mas é no coração do Leblon que está a Meca desta nova culinária carioca. Isto é, não que o estabelecimento seja novo – tem mais de 20 anos! O Celeiro, uma deli recheada de produtos orgânicos, é o mais bem sucedido representante do movimento iniciado na década de 80, que levou, por exemplo, o sanduíche natural à praia, e culminou numa busca coletiva por uma alimentação consciente. As proprietárias, Rosa Herz e suas duas filhas, Lúcia e Bia, conseguem unir conceitos de nutrição a valores de gastronomia. Tudo é saudável, tudo é divino e ainda tem um sabor de novidade. Elas estão sempre testando, inventando e apresentam combinações de ingredientes pouco óbvias. Os pães são integrais, os doces têm menos açúcar refinado, as folhas são orgânicas, as saladas misturam grãos, legumes, verduras e frutas em mais de vinte opções dispostas no bufê. Ali, entre um almoço e outro, aprendi que tudo que é saudável, com um pouco de pesquisa e teste, pode se transformar numa salada incrível.

Há inúmeros restaurantes naturais no Rio, mas o curioso é que até numa pizzaria é possível encontrar opções saudáveis que dão água na boca. Na Capricciosa, a mesa de antepasto é uma prova disso (aliás, sinto informar, mas a melhor pizza do Brasil não está em SP! Nada se compara a marguerita gourmet desta pizzaria). Abobrinhas e berinjelas cortadas em lâminas finas como papel são grelhadas à perfeição; a mussarela de búfala, sempre fresquíssima, é par-perfeito para o tomate, de ótima qualidade, naturalmente adocicado. A nova culinária carioca é natural, sem ser natureba, é leve, mas não é light. Para uma paulistana como eu, fica claro que a paisagem e a busca pela boa forma se refletem na culinária local.

Ah! Essa foto maravilhosa é do Cesar Barreto, um fotógrafo incrível que registra imagens do Rio como ninguém.

>> Postado por Rita Lobo 20:22

07 de janeiro de 2007

Volta à ativa

Volta à ativa

Nem acredito que consegui tirar uma foto com Gabriel, meu filho, sem que ele estivesse fazendo careta! Com a Dora, minha filha, ainda não foi nestas férias. Fiquei tão feliz que decidi iniciar o ano com essa imagem. Nós passamos 15 dias na praia. Desta vez, não inventei muito na cozinha. Queria descansar um pouco e testar algumas receitas judaicas (recentemente estive em NY e comprei livros incríveis! O melhor chama-se The Jewish Kitchen e você pode ver no link no final da página). A única experiência aconteceu por acaso. Dourei umas fatias bem finas de abobrinha italiana em azeite, coloquei sobre um pouco de purê de batata (que estava pronto para o almoço das crianças) e temperei com um fio de aceto balsâmico. Para finalizar, piquei umas amêndoas torradas e salpiquei sobre as abobrinhas. Soa estranho? Ficou uma delicia! Pode testar.

Se quiser se comunicar comigo, mande seu e-mail para editor@panelinha.com.br

Livro The Jewish Kitchen, Recipes and stories around the world.

Logo depois de colocar este post, recebi um e-mail muito carinhoso e decidi colocar aqui...

Rita,

Foi com uma enorme satisfação que hoje, ao voltar de férias, descobri o novo Panelinha. Tentei entrar no site pelos meus favoritos e dava página não encontrada. Busquei pelo Google, então, chegando à nova página. Posso ver que você também está voltando de férias e já adorei a receitinha das abobrinhas sobre o pirê. Vou experimentar logo logo.

Seja bem-vinda e parabéns pelo novo e lindo layout, sem falar que, pelo pouco que já pude observar, está tudo muito mais ágil e fácil de usar.

Começamos com o pé direito, não foi? Para os seus leitores e fãs, como eu, com certeza!!!

um abraço,

Ana

ANA! Muito obrigada pelo carinho.

>> Postado por Rita Lobo 15:17

PERFIL
  • Rita Lobo é obcecada por comida. Por isso, em 1995, fez um curso de formação de chef nos EUA. De lá para cá, teve restaurante, escreveu para o jornal Folha de S.Paulo, publicou o livro Cozinha de estar, lançado pela editora Conex, e há oito anos comanda o site Panelinha.

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