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Resultado de Posts da Categoria Vídeos

Segunda-feira, 09 de novembro de 2009

Um up na mudança

Um up na mudança

Não há carne sem osso nem laranja sem caroço, mas a mudança foi de longe a parte mais difícil da obra. Se é que a mudança é parte da obra. Fora móveis e quadros, meus pertences foram transportados em 150 caixas. Até aí, tudo bem. Mas e para abrir todas elas e guardar tudo nos armários? Estou acabada, abalada, repensando o sentido da vida, sem voz, sem forças e minha casa ainda nem é uma casa. Está um caos, de pernas para o ar. (E o tanto de clichês usados logo no primeiro parágrafo acusa a minha impossibilidade de escrever sequer um post.)

Por sorte, Dona Marcia voltou para dar uma força. A partir de hoje, e durante essa semana, ela irá apresentar um especial dividido em três vídeos. Assim, dá tempo de eu arrumar a casa toda e recuperar a minha voz. Quando a cozinha estiver pronta, eu volto.



Assista também a entrevista que Rita fez no início da obra com dona Márcia.

>> Postado por Cozinha da Rita 17:49

Quarta-feira, 04 de novembro de 2009

Alma leve

Alma leve

O vídeo de hoje é curto, bem curtinho. E o post vai ser mais longo. É que quando comecei a preparar a minha mudança, um olhar crítico se apoderou de mim. Livros, panelas, roupas, lençóis, sapatos, nada escapou da pergunta: será que ainda vou precisar disso? Ou melhor, será que isso ainda me serve?

Teoricamente, estas limpezas deveriam acontecer de tempos em tempos. Boa parte das mulheres até dá uma mexida nos armários na troca das estações. Mas quem tem tempo de se livrar dos potes plásticos que moram embaixo da pia?

Coisas que estão quebradas, muito velhas ou ficaram feias da noite para o dia são mais fáceis de se livrar. Mas e o que não serve mais para o momento da sua vida? Coisas boas, novas. É mais difícil de abrir mão, passar para frente, realizar que aquilo não é mais necessário, que a fila andou, você mudou, cresceu ou desaprendeu, sei lá. Mas tem a questão do espaço. E ela elimina qualquer titubeação.

Estou saindo de um apartamento muito grande e velho para um menorzinho e nos trinques. Cozinha aberta para a sala, banheiros novinhos em folha, armários do jeito que eu queria, mas nem tudo que eu tenho vai caber na casa nova. Então não tenho escolha. E isso se mostrou um ativo na fase em que quero simplificar ainda mais a minha rotina. Less is more para valer, na prática, não só na teoria.

No começo aqui do blog, alguém me escreveu dizendo que tinha a impressão de que uma reforma na casa é também uma reforma na alma. Eu concordo. E as mudanças também são duas.

O mais difícil para mim foi mexer nas coisas dos meus filhos, acredita? Começamos fazendo a triagem dos brinquedos. Coisas quebradas num canto, inadequadas para idade deles em outro. As em excesso também foram deixadas de lado. Precisa ter dois jogos iguais? O que parecia ser tão difícil, e sem dúvida foi o mais difícil, começou a fazer sentido. Só ficamos com a nata. Os 14 sacos de 100 litros foram doados para conhecidos e uma escola pública.

Depois foi a vez do meu armário. Acabei tirando dele muito mais do que eu precisava. Oito caixas de mudança viraram roupa nova para todas as pessoas que trabalham ou já trabalharam em casa comigo. E a sensação de ver meu armário reduzido a menos da metade foi de prazer. Um enorme prazer. Queria poder descrever melhor. Talvez seja a mesma sensação que uma pessoa sente quando, depois de meses fazendo regime, sobe na balança e vê que emagreceu os 10 quilos de que precisava. Acho que é isso, estou me sentindo com a alma esbelta.

Na cozinha, descobri que tinha um monte de temperos velhos, utensílios vencidos, sem falar nas panelas que não tenho nem coragem de doar. Foi tudo para o lixo. Nos quartos, lençóis amarelados e puídos também foram para doação. Livros, maquiagem, sapatos, nada escapou. E tudo que sobrou já está devidamente embalado. E olha que não foi pouca coisa. Um dia inteirinho para empacotar, e outro para levar a mudança. Agora falta pouco.

>> Postado por Cozinha da Rita 12:41

25 de outubro de 2009

Fim de feira

Fim de feira

Eu estava estranhando um pouco o fim da obra ser tão tranquilo. Fornecedores cumprindo prazos, bancadas e armários instalados, luminárias no lugar, paredes e portas pintadas, até que aconteceu um pequeno pobrema. É pobrema, mesmo. Ou terá sido um poblema?

O fato é o seguinte: um “colega” foi instalar o piso de pedra da entrada, fez o trabalho dele e, na sequência, largou o entulho bem no meio da sala. O piso de madeira, que já estava prontinho, tinha uma cobertura de papelão e outra de plástico para protegê-lo de possíveis arranhões, que poderiam ser caudados no traslado de um móvel, ou até de um pingo de tinta da última demão. Mas o plástico não é do tamanho da sala, então, são usados vários para cobrir toda a extensão do piso. Exatamente onde um pedaço encontra com outro, o entulho foi colocado. Um líquido misturado com pó de cimento escorreu, entrou na fresta do plástico, molhou o papelão e queimou o piso de madeira. Vinte taquinhos pirografados, pretinhos da silva. Adivinha o que aconteceu? Além do drama do piso, neste vídeo você vê a alegria que é ter todos os armários instalados. Agora falta pouco. Já preciso começar a me preparar psicologicamente para a mudança. E na prática também!

>> Postado por Cozinha da Rita 19:27

Segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A instalação da bancada

A instalação da bancada

Marcenaria ou móveis planejados? Essa deve ser a primeira dúvida de quem pensa em reformar a cozinha. Principalmente se a reforma consiste em trocar os armários. Não era o meu caso. Coloquei o apartamento abaixo, troquei todo o encanamento, mudei a bancada de lugar, derrubei as paredes, arranquei o piso. Refiz o layout de acordo com as minha necessidades. Por isso, quando comecei a orçar os armários, já tinha o projeto pronto, feito a quatro mãos com o arquiteto. E isso fez a maior diferença.

As lojas de móveis planejados vendem a ideia de que vão fazer um projeto para você; na realidade, o projeto é feito para encaixar o máximo possível de armários na sua cozinha. E isso ficou muito claro quando cheguei com um projeto pensado especificamente para as minhas necessidades, e as possibilidades do espaço. Além do preço, queria saber se era possível executar o projeto como estava no papel, sem alterações.

De cara, um dos armários virou um problema. Ele vai do piso ao teto e servirá para abrigar cristais, porcelanas, cerâmicas, enfim, todo o material de mesa e, também, alguns utensílios de cozinha. Por sair fora do padrão de empresas de móveis planejados, todos vinham com um jeitinho, uma solução que alterava completamente o desenho, mas viabilizava a execução do armário.

Em vez de fazer a porta de madeira, por que você não usa vidro? É tendência e assim dá para fazer do tamanho que você quer... Outro propôs colocar uma base de alvenaria, um terceiro queria incluir um rodapé gigante no armário. Resumindo, nenhuma das empresas conseguiria executar o móvel exatamente como estava no desenho. E todas acharam uma “falha” no projeto: conseguiriam encaixar mais uma gaveta aqui e outra ali.

Neste quesito, ponto para marcenaria, que faz móveis sob medida para o projeto e não projeto sob medida para os móveis. Sacou?

Aí vem a questão dos acabamentos. Eu NÃO queria uma cozinha com cara de cozinha. Este é o segundo ponto a favor das boas marcenarias: os móveis ficam com um acabamento mais fino. E, além do mais, decidi fazer a ilha de madeira maciça. Como as empresas de planejados só trabalham com folhas de madeira ou fórmica imitando madeira, de qualquer modo ela teria que ser feita por um marceneiro. Então tudo parecia resolvido. Só precisava achar a marcenaria certa. Mas aí veio uma outra questão.

Eu não gosto muito de puxadores. E, aparentemente, a solução é simples: basta não colocar. Ora, pois, é verdade. Mas como abrir e fechar portas e gavetas sem eles? As lojas de planejados têm soluções incríveis. Um toque com a ponta do dedo, e a gaveta lotada de panelas pesadas se abre num passe de mágica. Para fechar, um empurrão, e a gaveta se fecha, sem bater.

Por melhor que seja a marcenaria, não há comparação com a tecnologia das boas marcas de móveis planejados. Ponto para eles. Então a balança começou a equilibrar. E a escolha parecia cada vez mais difícil. Mas todas as dúvidas foram eliminadas quando os orçamentos chegaram.

A empresa que, na minha opinião, fabrica as melhores cozinhas planejadas enviou uma proposta astronômica. Depois de muita negociação, os armários da cozinha iriam custar o equivalente a 20% do imóvel. Uma outra empresa, também muito boa, orçou o mesmo projeto por menos da metade do valor. (E, provavelmente, metade da qualidade, também.) A marcenaria, a única que conseguiria executar os móveis exatamente como eu queria, com qualidade, porém sem toda a tecnologia da empresa bacanuda de planejados, enviou um orçamento equivalente ao da segunda proposta.

Não foi difícil de concluir que, para o meu projeto, a marcenaria seria a melhor opção. O custo da tecnologia acaba saindo muito alto e, mesmo assim, eu teria que abrir mão de algumas coisas, como a madeira maciça ou o acabamento do armário. O mais grave, porém, é que a cozinha iria ficar com cara de cozinha!

Decidi fazer tudo na Baraúna, uma marcenaria que não é especializada em cozinhas, mas faz móveis modernos e muito bem acabados. Ela não é exatamente barata, mas chegou a um orçamento compatível ao investimento que eu queria fazer na reforma.

O prazo de entrega também casou com o da Mekal, que precisava instalar o tampo no mesmo dia em que a bancada fosse fixada. O vídeo abaixo mostra um pouco da odisséia. Um dia inteirinho só para instalar a bancada e o tampo. E eu que achei que a obra estava chegando ao fim.

>> Postado por Cozinha da Rita 12:17

Sexta-feira, 02 de outubro de 2009

Receita em vídeo

Receita em vídeo

O assunto deste blog é a reforma da minha cozinha. Mas, como a reforma está sem assunto, em vez de só falar um monte de abobrinhas, resolvi achar outra cozinha e fazer um delicioso prato com elas. Fui até a casa do meu irmão e preparei uma das receitas favoritas dele, o fusili com queijo feta e hortelã. E abobrinhas, claro.

Antes, porém, fui à feira, passei na obra... Aliás, os freqüentadores aqui do blog vão estranhar o fato de o piso de madeira não estar mais lá. Calma! O empreiteiro não arrancou tudo por engano de novo. Eu gravei antes da instalação, pois sabia que esta semana não poderia pôr meus pés no meu próprio imóvel. Esta é a primeira receita em vídeo do blog, então, mande seus comentários!

>> Postado por Cozinha da Rita 19:23

27 de setembro de 2009

Taquinho por taquinho

Taquinho por taquinho

Quando o meu irmão, que é também meu arquiteto, me perguntou pela primeira vez se eu queria trocar o piso do apartamento, quase caí da cadeira. Mas a verdade é que aquele chão onde eu cairia já estava oxidado. Ele aguentaria meu peso, mas não aguentaria mais uma raspagem. Com isso, não daria para juntar sala e cozinha com o mesmo piso. Ainda na etapa da demolição, decidi arrancar a madeira que não poderia ser reaproveitada.

Escolher o piso, apesar da enorme variedade de tipos e de cortes de madeira, foi relativamente simples. Foi por exclusão, mas foi simples. A indicação da fábrica era de uma madeira bem escura, por ser mais densa e resistente. Mas eu não gosto de madeiras muito escuras. Então, optei pela mais clara das escuras, a cumaru. Aí, poderia ser taco, tacão, assoalho - que eu conhecia como tábua corrida -, mas o único corte que aproveita sobras de madeira é o taco palito. Além de lindo, é ecologicamente correto. E tem mais uma vantagem, a manutenção é fácil. Se com o decorrer dos anos um ou outro taco ficar muito danificado pelo uso na cozinha, é bem mais simples de trocar que um assoalho, por exemplo.

Foi tudo uma moleza, a escolha e, para a minha surpresa, também a instalação. Tão fácil que até resolvi colocar alguns taquinhos com as minhas próprias mãos! Acontece que, agora, a obra vira um quebra-cabeças: todos os fornecedores querem entrar por último. E, pelo que eu soube, um chega estragando o trabalho do outro. Mas não dá para colocar os móveis sem o chão. Nem fazer a última demão de tinta antes da raspagem do piso, certo? Então, decidi fazer assim: uma demão de tinta, instalação do piso, depois vem a marcenaria e bancada de inox, mais ou menos ao mesmo tempo é feita a instalação das luminárias; assim que tudo isso estiver pronto, a equipe de pintura dá os últimos retoques; por último, é feita a montagem dos eletrodomésticos e, finalmente, posso me mudar.

Por escrito, parece rapidinho. A questão é que, depois de colocar taquinho por taquinho, que é o que você vai ver no vídeo deste post, vem um longo processo. Duas semanas para a madeira assentar, depois é feita a raspagem, a aplicação do verniz e, assim, quase um mês vai se passar sem que mais nada possa ser feito. Mas tudo bem, sou uma mulher prevenida. Mesmo sem poder pisar no chão da minha própria casa, semana que vem eu volto.

>> Postado por Cozinha da Rita 22:09

Segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Canal equipado

Canal equipado

Há algumas semanas, fui até a fábrica da Mekal ver as opções de cuba e acabei optando por fazer a bancada inteira de inox. E esta foi uma etapa importante da reforma, pois uma bancada de aço acaba dando a cara da cozinha. Mas quando eu achei que já estava tudo decidido, o Wilson Chica, que entende de projeto de cozinha como ninguém, me deu mais um monte de ideias incríveis, como um tal canal equipado. Quer saber o que é isso? Ele foi até a obra e me explicou todos os detalhes. Mas será que cabe? Veja lá!

>> Postado por Cozinha da Rita 20:48

Terça-feira, 15 de setembro de 2009

A escolha do piso

A escolha do piso

Quando comento com os meus amigos que vou colocar piso de madeira na cozinha, eles fazem cara de espanto. De fato, o mais comum seria escolher um porcelanato, uma pedra, como granito ou mármore, ou até alguma pastilha, seja ela de vidro ou de cerâmica. Mas eu não gosto de piso frio.

Aparentemente, o pessoal que mora nas áreas mais frias do hemisfério norte, também não. Por lá, piso de madeira na cozinha é bem comum. (Antes que você pense que sou uma pessoa exótica, nas outras áreas molhadas da casa, banheiros e área de serviço, me rendi às pastilhas de vidro. Mas o assunto aqui é a cozinha, certo?) E, além de não gostar de piso frio, queria que sala e cozinha fossem integradas também pelo chão. Nada de divisões. Minha única dúvida era se daria para aproveitar o parquet existente na sala e completar a cozinha com o mesmo tipo de material. Mas o apartamento é antigo, e a madeira já estava muito oxidada. A solução foi arrancar a madeira velha para colocar um piso novo.

A questão é que, falando assim, "piso de madeira", parece que só existe um tipo. E, obviamente, há uma série de opções. Como este é um item muito importante da reforma, resolvi ir até o showroom da Indusparquet para entender direitinho as características de cada madeira e ver as alternativas de piso. Afinal, errar na escolha do piso não é tão simples: a cor da parece, por exemplo, é só pintar, já o chão, sabe quando eu vou trocar de novo? Mas, para a minha surpresa, a escolha foi muito simples. Saí de lá com o piso definido.

>> Postado por Cozinha da Rita 14:18

Segunda-feira, 07 de setembro de 2009

Utensílios de cozinha

Utensílios de cozinha

Agora que até o projeto de iluminação está definido, preciso detalhar os armários de cozinha. Ainda não sei se vou optar por gavetões, portas, nichos, prateleiras ou, provavelmente, uma combinação de todos. Para isso, há algumas semanas, fiz um inventário: copos, pratos, tigelas, fôrmas, assadeiras, tudo o que tenho de equipamento de cozinha e de mesa está contabilizado. E quando vi aquele monte de tigelas, escorredores e tudo mais sobre a mesa de jantar, decidi fazer um vídeo sobre panelas. Muita gente mandou e-mail querendo saber mais sobre outros itens de cozinha.

Para o vídeo da semana, selecionei alguns dos meus utensílios favoritos. Aproveitei também para colocar aqui uma lista com tudo o que uma pessoa que vai montar uma cozinha precisa ter. De que adianta a cozinha novinha em folha sem nada para cozinhar? Mas o ideal é ir comprando aos poucos; à medida que você vai descobrindo os pratos que gosta de fazer e comer, aprende o que realmente precisa ou não ter. (Aliás, a primeira dica é ter cuidado dobrado com os itens muito caros: só compre de acordo com as suas necessidades gastronômicas, isto é, quem não gosta de comida oriental, não precisa colocar a panela wok de titânio entre as prioridades!)

Por outro lado, também é verdade que um novo utensílio dá uma revigorada, uma reciclada no jeito de cozinhar. Recentemente, comprei uma panela antiaderente poderosa (fiquei até com vergonha quando vi no vídeo o estado calamitoso em que a minha frigideira se encontrava.) Desde então, peito de frango é dourado com um nada de óleo de canola; depois de pronto, um fiozinho de azeite complementa o sabor. Mais saúde, sem perder no sabor, por causa de uma nova frigideira.

Assista ao vídeo e dê uma espiada na lista. Você pode ficar com vontade de dar um banho de loja na sua cozinha ou pelo menos tomar coragem para jogar fora aquela peneira rasgada que só ocupa lugar na gaveta!



Lista mais ou menos básica de utensílios de cozinha

Para cortar

• 1 faquinha para descascar e cortar alimentos miúdos
1 faca de chef (24 cm), de boa qualidade (vale o investimento!)
• 1 amolador de facas
• 1 faca de pão (quanto mais comprida melhor)
• 1 tesoura
• 1 descascador de legumes (por puro comodismo, pois a faquinha faz o mesmo serviço)
• 1 descaroçador de maçãs, caso goste de fazer maçã assada

De forno e fogão

• 1 panela grande de macarrão com escorredor, 5 litros no mínimo (aço inox)
• 2 ou 3 tamanhos de panelas (aço inox, de preferência com tripla camada), pelo menos uma com tampa, para sopas, molhos etc.
• 1 frigideira grande
1 frigideira antiaderente, de preferência de titânio, que dispensa o uso de óleo
• 1 wok, para quem gosta de comida oriental
• 1 caçarola de ferro ou de barro, que vá ao forno
• 2 assadeiras retangulares
• 1 fôrma redonda de fundo falso
• 1 fôrma de pudim
• 1 fôrma de bolo inglês
• fôrmas refratárias redondas e retangulares
• 1 leiteira
• 1 chaleira
• cafeteira italiana, que vai do fogão à mesa

Não dá pra não ter

jogo de medidores (xícaras e colheres) de aço inox ou plástico
• jarra para medir líquidos
• abridor de lata/garrafa
• saca-rolha
• espremedores: de laranja e de batata
• escorredor de louça
• centrífuga para secar folhas de salada
2 tábuas de cortar, de preferência de bambu
• raladores: para parmesão, para noz-moscada, para limão
• balança, de preferência digital
• tigelas para preparo: de vidro ou de aço inox
• funil
• jogo de potes de vidro com tampa
• jogo de peneiras de inox
• pão duro
• pincel
• rolo de massa de mármore
• pilão de aço inox
• timer
• papel-alumínio, filme plástico, papel-toalha, papel-manteiga, sacos plásticos do tipo zipa-tudo e luvas cirúrgicas para quem se incomoda com cheiro de comida nas mãos
• vários panos de prato, toalhas, esponjas e um avental

À mão, ao lado do fogão

• escumadeira
• concha
• garfão
pinça
• fouet (batedor manual de arame)
• espátulas
• colheres de bambu
• moedor de pimenta e saleiro, não está no vídeo, mas é essencial!

>> Postado por Cozinha da Rita 22:58

Segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Luz no fim do túnel

Luz no fim do túnel

Já notou como a luz errada acaba com qualquer ambiente? Sem falar no estrago que luz fria, por exemplo, faz na pele. E ainda deixa todo mundo com cara de sapo, meio esverdeado. E luz direta, que lava o rosto de cima para baixo? Não há maquiagem que dê conta das olheiras. Até a mais saudável das pessoas fica com um aspecto cadavérico. Mas há uma luz no fim do túnel: um bom projeto de iluminação.

O desafio não é tão complexo assim, apenas quero que a luz da cozinha seja tão bonita quanto a da sala e que a minha pele fique linda enquanto eu estou cozinhando. É pedir muito?

O ponto de partida é o meu lustre de Murano. Para definir o projeto, pedi ao Ricardo, da Reka Iluminação, que me encontrasse no escritório de arquitetura do meu irmão.

>> Postado por Cozinha da Rita 14:21

Sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Meu nome não é Marta, é Márcia!

Meu nome não é Marta, é Márcia!

Há quatro meses, quando comecei a reforma da cozinha da minha casa, resolvi fazer este blog com vídeos semanais. Mas a obra está sem novidades. O empreiteiro não arrancou mais nenhum piso por engano, não brotou mais nenhum cano da parede e o apartamento continua com jeitão de ruína. Estou com a sensação de que eu nunca vou conseguir me mudar para lá. E isso está me deixando tensa.

Para o vídeo da semana, decidi me aconselhar com uma pessoa que sabe tudo sobre obra, orçamento, prazos. Convidei dona Márcia para um bate-papo em casa. Quem sabe ela me ajuda a definir algumas pendências. A verdade é que esta obra está me enlouquecendo. Assista ao vídeo e você vai me compreender.

>> Postado por Cozinha da Rita 18:29

Segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sobre panelas

Sobre panelas

A obra vai bem, obrigada. Mas, hoje, panelas são o assunto. O motivo é simples: logo, logo preciso decidir como será o layout dos armários da cozinha. (E também se eles serão feitos por uma loja de móveis planejados ou por uma marcenaria.) Então, achei oportuno fazer uma espécie de inventário. Tenho muitas panelas, utensílios, louças e cristais e ainda não sei como arrumar tudo na nova cozinha. Catalogando os itens, acho que vai ficar mais fácil de saber o tanto de armários, gavetas e nichos que serão necessários para guardar toda a parafernália adequadamente. Dá uma olhada no vídeo.

>> Postado por Cozinha da Rita 20:07

09 de agosto de 2009

Cubas e a bancada

Cubas e a bancada

Mesmo com as paredes descascadas e o chão ainda no contra piso, já estou enxergando na obra a forma da minha nova cozinha. Isso significa que está na hora de definir a bancada e a cuba. Ou melhor, as cubas. Ainda não sei bem qual o formato, mas que a cuba precisa ser dupla, não tenho a menor dúvida. Também tenho certeza quanto à matéria-prima. Não é à toa que as cozinhas profissionais são praticamente forradas de aço inox. É o material mais higiênico e resistente que existe. Por isso, cuba tem que ser de inox. Já a bancada pode ser de granito, concreto, madeira, Silestone®, Corian®. Mas confesso que estou muito propensa a fazer tudo em inox, cubas e bancada.

Para entender melhor quais os prós e contras do material - se risca ou não risca, se dá ou não para fazer uma peça inteiramente sob medida -, decidi visitar a fábrica da Mekal, marca que produz peças em aço inox, de cubas e bancadas até carrinhos, móveis e tanques. O Christian Kadow, que foi meu colega de escola, me recebeu, mostrou todas as possibilidades e ainda me alertou para detalhes que eu nem imaginava. Assista ao vídeo.

>> Postado por Cozinha da Rita 22:53

Quarta-feira, 05 de agosto de 2009

A estrutura

A estrutura

Hoje me dei conta de que não estou agradecendo aos e-mails de apoio moral que tenho recebido. Clarissa Fondevila, Juliette, Cássio, Valdete, Silvia Fontana, Rui, Ana Trigo, muitíssimo obrigada!

No início da obra, a Cacau, que é leitora antiga aqui do Panelinha, mandou uma mensagem dizendo que reformar a casa dá uma sensação de que a reforma também se passa dentro da gente. Publiquei este e outros recaditos na época, mas acabei não comentando. Agora, três meses depois – acredita que já se passaram três meses? –, estou com este pensamento na cabeça.

Cacau, você está certa. A reforma é por dentro e por fora. Acho que ela começa dentro. Não é segredo que resolvi me mudar depois que me separei. Contei isso aqui, no começo do blog. Mas o desejo por uma cozinha aberta tem mais a ver com uma insatisfação interna, como se eu tivesse deixado de lado, aberto mão de coisas que eram, e ainda são, importantes para mim. Por isso, resolvi reformar.

Falando assim, “coisas importantes”, você pode ficar com a impressão de que estou sonhando com algo grandioso, com uma cozinha profissional dentro de casa, esteticamente perfeita, mas é justamente o contrário. Quero deixar o cotidiano mais simples e o convívio familiar mais rico. E a cozinha é quase um instrumento.

Quero chegar em casa do trabalho meia hora mais cedo e fazer o jantar junto com os meus filhos. E não tenho a ilusão de que todos os dias vamos estar dispostos, alegres e contentes, fazendo pratos incríveis. É fácil de imaginar que, depois de um dia cansativo, ainda ter que fazer o jantar pode ser um fardo. Para qualquer um. A questão é que numa cozinha horrorosa, fria e escura, como a do meu apartamento atual, fazer o jantar é um fardo qualquer dia. E, para as crianças, ficar num lugar sem nenhum atrativo, só para ficar vendo a mãe cozinhar, não é das coisas mais legais. Assistir na sala de tevê o Bob Esponja preparando um hambúrguer de siri, para elas, é muito mais divertido. (É duro competir com hambúrguer de siri!)

Não pense que eu estou querendo a companhia dos meus filhos para não ficar sozinha na cozinha! Óbvio que com eles, fazer o que eu gosto, é ainda melhor. Mas eu também acredito que, na cozinha, aprendendo a fazer o próprio alimento, eles também vão aprendendo a ser pessoas mais independentes, capazes, que podem cuidar da própria manteneção.

Cada coisa tem seu tempo. Para eles, agora é hora de aprender o básico. Tomar banho, dormir sozinho, comer sozinho e, também, cozinhar, ou pelo menos ajudar no que for adequado, lavar o prato, guardar a louça. Tenho um pouco de medo de mães que criam os filhos, especialmente os meninos, como se essas últimas tarefas não existissem. Para mim, elas são essenciais. E essa é a hora de refazer o cotidiano com tudo o que é importante para mim. E uma cozinha bem iluminada, linda, com forno, fogão, sofá e televisão vai facilitar muito.

Mesmo quando você sabe bem o que quer, há inúmeras possibilidades. Quero que a cozinha e a sala formem um ambiente único. Entre elas, porém, há uma coluna e algumas vigas, que precisaram ser consideradas no projeto.

Havia pelo menos dois caminhos. Um deles seria tentar escondê-las; o teto poderia ser rebaixado até a altura das vigas, um armário poderia ser feito ao redor da coluna... Mas escolhi o caminho oposto. Decidi deixar vigas e colunas aparentes e assumir a estrutura do apartamento. E esta escolha, Cacau, tem tudo a ver com a minha reforma interna.

Não quero esconder as estruturas. Quero mais é descascar as paredes, descobrir do que elas são feitas, ver o que aparece por trás da massa corrida. E, neste momento, isso tem a ver com as duas reformas. Já o vídeo de hoje não tem nada a ver com a reforma de dentro, só com a do apartamento, mesmo. Só faltava, um vídeo da reforma existencial. Nem com muito apoio moral.

>> Postado por Cozinha da Rita 19:10

26 de julho de 2009

A geladeira certa

A geladeira certa

A geladeira é dos itens mais básicos de uma cozinha. Mas a escolha dela pode ser complexa. Tem modelo que sai latinha de refrigerante pela porta, o freezer pode ser em cima ou na parte de baixo, tem a side by side, a flex, até “sexto sentido” pode ter. A questão é que geladeira é igual carne. Eu explico: não tem corte de carne bom ou ruim; tem cozimento adequado ou inadequado. Por exemplo, se o prato é um ensopado, que vai ficar horas em fogo baixo, usar filé mignon seria um crime. Este tipo de preparo pede carnes mais duras, que vão amolecendo durante o cozimento. Já um bifinho suculento, vermelho por dentro, que vai ficar apenas alguns minutos na frigideira, esse sim pede para ser de filé mignon. Com a geladeira é a mesma coisa. Calma, explico também!

A side by side, por exemplo, é objeto de desejo da maioria das pessoas que estão montando a primeira cozinha. E ela tem muitas qualidades. É ideal para quem não tem espaço suficiente para ter uma geladeira e um freezer, mas precisa de bastante espaço para congelados. Por outro lado, a geladeira é mais estreita e não comporta travessas grandes. Muito bem, no meu caso, ela seria absolutamente inadequada. Não que eu tenha espaço sobrando para colocar um freezer e uma geladeira! Mas não preciso de muito espaço de congelador; não tenho o hábito de congelar, não compro quase nada congelado. Uma ou outra carne e pronto. E, além do mais, adoro fazer jantares para um monte de gente. Isso significa que uso travessas grandes, que ficam esperando na geladeira a hora de ir para a mesa. Ou seja, o que a side by side tem de bom, não serve para mim. Mas essa foi fácil de analisar.

São tantas as opções de refrigeradores no mercado que pedi para Erica Migales, da Brastemp, encontrar comigo numa loja. Ela me explicou todas as vantagens e desvantagens dos modelos disponíveis no mercado. Na hora fiquei em dúvida entre duas geladeiras. Depois, ficou bem claro qual delas é a mais adequada para mim. Mas vou deixar para contar depois. Assista ao vídeo e faça a sua escolha!

>> Postado por Cozinha da Rita 19:25

Terça-feira, 21 de julho de 2009

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Rita,

Adoro o seu blog, seus livros, enfim, venho acompanhado a história do Panelinha há algum tempo. Agora, como anda a reforma? Entrei para acompanhar e desde o dia 08 de julho não houve avanço. Estou curiosa. Terei que aguardar muito?
Um beijo,

Aurora Gonzalez

Aurora, como não houve avanço? Sabe lá o que é conseguir uma planta finalizada? Brincadeira, Aurora. Eu também não estou aguentando o ritmo de tartaruga desta fase da obra. Todos os dias eu entro no apartamento e ele está com a mesma cara. Queria ter um surpresa, como chegar lá e dar de cara com a casa pronta. Mas a surpresa da semana foi outra. O apartamento está do mesmo jeito, mas eu fiquei com cara de tacho.

A questão é a seguinte: como estou trocando absolutamente tudo, decidi que iria manter algo original, que representasse o antigo apartamento; escolhi o espelho do meu banheiro. Ele não tinha nada de especial, mas era muito simpático. Oh, espelho, espelho meu. Não é que colocaram ele no lixo? Jogaram fora o espelho do banheiro! E eu fiquei muito abalada. Nem consegui mais falar sobre a reforma. Acho que deu tiute. Veja lá o vídeo. Aurora, muito obrigada pelo seu e-mail. Na próxima semana, vou escolher a geladeira! Pode voltar que o vídeo vai estar aqui!

>> Postado por Cozinha da Rita 16:32

Quarta-feira, 08 de julho de 2009

O projeto

O projeto

Fábio, meu irmão e arquiteto, vive fazendo obras. É o trabalho dele. Faz o projeto e depois acompanha a obra. Mas eu não tenho nenhuma prática com essas coisas: é a minha primeira reforma. E fui logo fazer uma completa! Nem fios e canos vão escapar. Piso, contra piso, foi tudo para a caçamba. Dá uma certa insegurança. Quer dizer, claro que estou feliz da vida por fazer uma reforma do jeitinho que eu quero, mas também fico com frio na barriga. Por isso, às vezes eu exagero um pouco nas ligações para o meu irmão.

Cada ideia nova que me vem à cabeça, quero dividir imediatamente com ele. Será que funciona, vai ficar bonito, é possível? E, na minha opinião, esta é a hora certa para perguntar. Com o projeto pronto, e a obra já em andamento, até uma pequena alteração pode custar caro. Se em vez de colocar uma simples tomada de um lado, eu quiser colocar do outro, isso pode representar ter de quebrar toda a parede novamente. Já pensou? Não, não, é melhor avaliar todas as possibilidades agora.

Então liguei para o Fábio milhões de vezes na última semana. É verdade. Enchi a paciência dele e da Fernanda, minha cunhada. Conversamos exaustivamente sobre coisas que podem parecer muito simples, como onde o forno vai ficar, mas que mudariam drasticamente o projeto, a obra e, principalmente, o meu dia-a-dia na cozinha.

(Ainda sobre o forno, deu tudo certo: ele vai caber no nicho, exatamente como eu queria; não vai precisar ficar na bancada, sob o cooktop. Quebra um pouquinho aqui, um pouquinho ali e surgiu espaço para um forno de 90 cm. A verdade é que o nicho não precisa ter esse tamanho todo. A dimensão exata é de 478x860x550. Ou seja, 86 cm de largura e pronto. Mas se não desse, outra ideia que cogitamos era colocar a geladeira ali... Percebe que isso mudaria completamente o projeto?)

Pois bem, foram semanas, quase dois meses. Finalmente estou com a planta em mãos! Primeiro teve a demolição; na sequência, a reforma começou apenas com o pré-projeto aprovado; só agora conseguimos terminar o quebra-cabeça e encaixamos todas as peças que compõem o projeto executivo.

Num dado momento, o apartamento chegou a virar um papel em branco, apenas com as limitações estruturais - concorda que não dá para tirar a coluna do lugar? -, mas agora que já sabemos onde vai ficar cada tomada, podemos passar para a etapa seguinte: a escolha dos acabamentos. Piso, bancada, armários, tenho um monte de escolhas para fazer nas próximas semanas! Se bem que eu ainda não escolhi a geladeira...

>> Postado por Cozinha da Rita 18:39

Terça-feira, 30 de junho de 2009

Ai, seu Bento!

Ai, seu Bento!

Será que é pedir muito querer encaixar um forno de 90 cm num nicho de 80 cm? Pense comigo: quebro todas as paredes, destruo o apartamento, me disponho a trocar piso, e contra piso, não estou economizando nem tempo nem energia (nem recursos!) para fazer a minha cozinha dos sonhos, e o forno não cabe no diacho do nicho? Ah, não. Socorro, seu Bento. Use os poderes deste bento nome e encontre uma solução!

Agora que já sei tudo sobre fornos, quero o melhor. E instalado na altura certa. Não quero, de jeito nenhum, o forno sob o cooktop. Como seu Bento, o empreiteiro, vai fazer, eu não sei. A sugestão dele é afinar a parede. Por mim, tudo bem. Óbvio que a minha parede pode ser fina, finíssima, chiquérrima! O jeito é levar no bom humor...

>> Postado por Cozinha da Rita 15:14

Terça-feira, 23 de junho de 2009

O forno

O forno

A grande vantagem de ter um cooktop e um forno, em vez de um fogão, é que o forno pode ser colocado numa altura mais amigável para o cozinheiro. Há uma série de outras questões que deveriam influenciar a escolha de um forno, claro. Mas estou tão animada com a possibilidade de não precisar mais abaixar para ver se o bolo está crescendo, que nem queria pensar nos outros pontos.

O forno elétrico costuma ser mais preciso que o à gás. E isso faz toda a diferença para assar tortas, pães e principalmente bolos. Mas no fim do mês, em reais, qual dos dois gasta mais?

Eu não sei a resposta. Mas já que (e “já que” é uma expressão muito utilizada em obras) entramos no assunto orçamento, tenho a impressão de que um fogão é bem mais barato do que comprar um forno e um cooktop. Mas quanto? A verdade é que são várias as perguntas. Então, antes de tomar qualquer decisão, mais uma vez pedi ajuda à Dani Perle, da Brastemp.

Na última vez que nos encontramos, ela foi até o apartamento me ensinar tudo sobre coifas. Eu não pude oferecer nem um copo d’água para tomar com o pó da obra que ela acabou comendo. Por isso, desta vez, marquei de nos encontrarmos no café Santo Grão. Assim, enquanto ela me explica as diferenças entre os tipos de fornos, podemos comer bolo de cenoura e tomar capuccino.

>> Postado por Cozinha da Rita 15:47

Terça-feira, 16 de junho de 2009

Sem chão

Sem chão

Desde o início deste blog, avisei que iria dividir as alegrias e as tristezas. Quem acompanha os vídeos sabe que uma das minhas dúvidas era relacionada ao piso. Eu queria que sala e cozinha tivessem o chão de madeira. O parquet original era uma gracinha, mas já estava oxidado pelo tempo e não daria para completar a cozinha com o mesmo tipo de madeira sem que ficasse marcado. Então, optei por aproveitar a etapa da demolição para arrancar todo o piso da sala. “Seu Bento, arranca tudo!”, eu disse com firmeza ao empreiteiro. Ele não teve dúvida, arrancou tudo, tudo mesmo, inclusive a pedra do hall de entrada e do hall do elevador. Era para arrancar somente a madeira da sala!

Quando abri a porta do elevador, fiquei passada. Mas a minha animação é tanta com a reforma que, em vez de chorar o leite derramado, ou melhor, o piso arrancado, já estou achando que foi coisa do destino! Vou colocar um piso que seja mil vezes mais bonito. Pronto. Mas confesso que fiquei rindo de nervoso. Veja lá!

>> Postado por Cozinha da Rita 18:01

Segunda-feira, 08 de junho de 2009

A escolha da coifa

A escolha da coifa

Você sabe qual a diferença entre coifa, depurador, exaustor e ventilador? (Brincadeira. Ventilador não é muito indicado para tirar a fumaça da cozinha...) Então, eu sei mais ou menos. Mas não faço a menor ideia onde a coifa vai ficar na minha nova cozinha. Sim, sobre o cooktop. Quanto a isso não há dúvida. Mas e o cooktop, vai para a bancada da parede ou fica na ilha?

Como a reforma ainda está na fase da demolição, pode parecer um pouco cedo para eu me preocupar com isso. Mas fazer uma obra é como montar um quebra-cabeças. As peças precisam se encaixar. O projeto arquitetônico, incluindo hidráulica e elétrica, depende não somente de onde, mas também de quais eletrodomésticos eu vou usar. Complicado, né? Ainda nem escolhi o material da bancada e já tenho que saber qual modelo de coifa eu vou querer!

Para me ajudar a solucionar o impasse, pedi à Daniela Perle, que trabalha na Brastemp e sabe tudo sobre coifas, que desse um pulo lá na obra. Mas eu não vou transcrever o vídeo... Assista aí!

>> Postado por Cozinha da Rita 08:57

31 de maio de 2009

As primeiras dúvidas

As primeiras dúvidas

Você não precisa fazer uma reforma como a minha para se deparar com a seguinte questão: o que fazer com o que não vai mais usar. Basta arrumar o armário para criar um monte de lixo. Quer dizer, não é bem assim. Não necessariamente precisa ser lixo. Mas a verdade é que doar ou até vender uma blusa é bem mais fácil que doar um armário velho de cozinha. Em bom estado, roupa usada vale dinheiro nos brechós da cidade. Mas e uma cuba antiga, que não tem nem mais uma bancada para chamar de sua? Pois é, isso também precisa ser levado em consideração na hora de reformar.

Vender, digamos assim, os restos da antiga cozinha talvez fosse uma tarefa complexa. Não precisei tentar. Antes mesmo de começar a me mexer em relação a isso, algumas pessoas gentilmente já se colocaram à disposição para receber as doações. Foi moleza. Mas acabei descobrindo que várias instituições até retiram doações, seja uma blusa ou uma cuba de inox. Exército da Salvação e Unibes são apenas dois exemplos.

Mas e o piso? No vídeo de hoje você vai ver que uma das minhas dúvidas (ah, esse é um vídeo só de dúvidas) é relacionada ao piso. Eu decidi que cozinha e sala terão o mesmo acabamento. O motivo principal é que, na minha opinião, se a ideia é fazer um ambiente único, o chão precisa ser o mesmo. E eu não gosto muito de piso frio. Então, já está decidido: em alguns meses, vou andar descalça pela casa toda sobre o chão de madeira. (Na cozinha da foto, tem apenas uma faixa de piso frio na frente da bancada. Uma solução bem simpática.)

Hoje, a sala do apartamento é de madeira, um parquet bem bonitinho. Mas não sei se ainda está em linha. Se estiver, eu posso simplesmente completar o piso, colocando o mesmo parquet na cozinha. Mas aí vem a segunda questão: a madeira da sala já está oxidada, já foi raspada outras vezes e está fina como casca de ovo; não sei se ela aguentaria mais uma raspagem, que seria essencial para igualar os pisos. Então, estou em dúvida se aproveito a etapa da demolição para arrancar de uma vez todo o piso ou espero a opinião de um especialista.

Em teoria, prefiro reaproveitar o piso existente. Na prática, não sei se é possível. A vantagem de arrancar o piso agora é que vai ficar mais barato: já tem uma equipe dentro do apartamento extinguindo o chão de outros cômodos. A desvantagem é que, se eu arrancar e depois alguém me convencer de que teria dado para reaproveitar, vou ficar semanas sem dormir. Se bem que, atualmente, isso não seria tão estranho. Já estou até ficando meio lesada. Quer dizer, não estou mais dormindo, mas continuo sonhando com a minha cozinha. Assista ao vídeo!

>> Postado por Cozinha da Rita 20:14

24 de maio de 2009

O arquiteto

O arquiteto

No primeiro vídeo da demolição, entre uma parede caindo e outra, contei que tenho dois irmãos. O mais novo, Guilherme, é médico. Por enquanto, os serviços dele ainda não foram solicitados. Mas hoje você vai conhecer o mais velho, Fábio, que é arquiteto e está fazendo o projeto da reforma. Antes que você pense que isso não vai dar certo, que toda obra termina com uma boa briga entre cliente e arquiteto, aviso que não é a primeira vez que trabalhamos juntos. Meu irmão fez também o projeto arquitetônico do restaurante que tive, antes de lançar o Panelinha. Hace tiempo...

Na época, adorei trabalhar com o Fábio. Inclusive por ele ser meu irmão. Mas não é porque ele é meu irmão que acho o trabalho dele incrível. Então, eu não precisei escolher um arquiteto. Já estava escolhido. Por outro lado, tenho a impressão que o escritório dele, Una Arquitetos, não é muito de fazer reformas. A minha cunhada diz que, para eles, uma reforma como a minha é algo muito simples, e que eu não preciso ficar sem jeito por ligar dezoito vezes por dia. (Ela também é arquiteta e eles trabalham juntos.) Eles constroem casas, escolas, fazem projetos de urbanismo, e, sim, algumas reforminhas também. Mas nada de interiores. Nem adianta perguntar que tecido colocar no sofá! No meu caso, porém, ele também não tem escolha: vai ter que me ajudar até a decidir onde vai ficar o meu lustre de Murano!

Bom, pelo que entendi, a demolição ainda leva um mês para terminar. Enquanto o quebra-quebra não acaba, vou aproveitar para conversar com o Fábio sobre algumas ideias que estão martelando na minha cabeça. Outras, vou deixar que amadureçam um pouco. Não é porque eu não consigo decidir onde colocar a geladeira que preciso perguntar a mesma coisa, quinze vezes, para o meu irmão. E no fim, as sugestões dele sempre prevalecem.

>> Postado por Cozinha da Rita 16:49

Segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mais demolição

Mais demolição

A demolição continua. Mas a definição do projeto arquitetônico está suspensa. Enquanto não estiver tudo “na chon”, não vai dar para saber se, na parede entre a cozinha e a área de serviço, cabe um forno de embutir. Eu quero muito, mas a coluna d’água fica ali e ainda não sabemos o tamanho dela.

Além de quebrar as paredes, esta semana, o piso também vai para o beleléu. É o único jeito de descobrir se dá para colocar uma cuba de apoio na bancada de frente para a sala. A laje precisa ser invertida para o encanamento atravessar a cozinha. (Opa! Laje invertida na cozinha? Já imaginou a tchurma comendo churrasquinho de ponta-cabeça?)

Ai, que confuso!!! Então, vamos ao vídeo da semana.

>> Postado por Cozinha da Rita 20:34

Segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fora de ordem: a abertura

Fora de ordem: a abertura

Algumas das minhas fiéis leitoras sugeriram que eu incluísse aqui o vídeo de abertura, que estava no outro brog, ops!, blog. Antes, porém, quero mostrar para a Ana, dona da cozinha do post anterior, este armário supimpa! (Menos pelas cores, mais pela funcionalidade, craro, ops!, claro.) Ele resolveria todos os problemas relacionados ao escorredor, que não precisaria mais sair correndo para o esconderijo assim que as visitas chegassem. Na minha cozinha, porém, as cubas ficarão sob a janela. Portanto, esta solução, que precisa estar sobre a área molhada da bancada, não vai ser possível.

Estou com a sensação de que, nesta fase, estou mais excluindo possibilidades que encontrando soluções. Mas já é um passo. Um grande passo. É melhor saber o que você pode, e o que não pode, antes de fixar a cabeça numa ideia sem futuro. Agora sim, o vídeo de abertura, completamente fora de ordem.

>> Postado por Cozinha da Rita 20:32

Quarta-feira, 13 de maio de 2009

A demolição

A demolição

A casa caiu e eu estou com essa cara. Não sei se é de choque ou de alegria. Não, é de alegria. Fazer uma reforma é uma conquista. Mas antes mesmo de terminar o projeto arquitetônico, decidi demolir o apartamento. Quer saber por quê? Então assista ao vídeo abaixo.

É, minha filha, como diria dona Marta, "não é possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos!"

>> Postado por Cozinha da Rita 12:03

PERFIL
  • Rita Lobo está reformando a cozinha. E você vai poder acompanhar tudo, do projeto arquitetônico à escolha dos eletrodomésticos. Com vídeos, fotos e textos, ela vai dividir as alegrias e tristezas da obra. Para dar aquele apoio moral, mande seu e-mail para rita@panelinha.com.br.

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