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Segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Luz no fim do túnel

Luz no fim do túnel

Já notou como a luz errada acaba com qualquer ambiente? Sem falar no estrago que luz fria, por exemplo, faz na pele. E ainda deixa todo mundo com cara de sapo, meio esverdeado. E luz direta, que lava o rosto de cima para baixo? Não há maquiagem que dê conta das olheiras. Até a mais saudável das pessoas fica com um aspecto cadavérico. Mas há uma luz no fim do túnel: um bom projeto de iluminação.

O desafio não é tão complexo assim, apenas quero que a luz da cozinha seja tão bonita quanto a da sala e que a minha pele fique linda enquanto eu estou cozinhando. É pedir muito?

O ponto de partida é o meu lustre de Murano. Para definir o projeto, pedi ao Ricardo, da Reka Iluminação, que me encontrasse no escritório de arquitetura do meu irmão.

>> Postado por Cozinha da Rita 14:21

Sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Meu nome não é Marta, é Márcia!

Meu nome não é Marta, é Márcia!

Há quatro meses, quando comecei a reforma da cozinha da minha casa, resolvi fazer este blog com vídeos semanais. Mas a obra está sem novidades. O empreiteiro não arrancou mais nenhum piso por engano, não brotou mais nenhum cano da parede e o apartamento continua com jeitão de ruína. Estou com a sensação de que eu nunca vou conseguir me mudar para lá. E isso está me deixando tensa.

Para o vídeo da semana, decidi me aconselhar com uma pessoa que sabe tudo sobre obra, orçamento, prazos. Convidei dona Márcia para um bate-papo em casa. Quem sabe ela me ajuda a definir algumas pendências. A verdade é que esta obra está me enlouquecendo. Assista ao vídeo e você vai me compreender.

>> Postado por Cozinha da Rita 18:29

Segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sobre panelas

Sobre panelas

A obra vai bem, obrigada. Mas, hoje, panelas são o assunto. O motivo é simples: logo, logo preciso decidir como será o layout dos armários da cozinha. (E também se eles serão feitos por uma loja de móveis planejados ou por uma marcenaria.) Então, achei oportuno fazer uma espécie de inventário. Tenho muitas panelas, utensílios, louças e cristais e ainda não sei como arrumar tudo na nova cozinha. Catalogando os itens, acho que vai ficar mais fácil de saber o tanto de armários, gavetas e nichos que serão necessários para guardar toda a parafernália adequadamente. Dá uma olhada no vídeo.

>> Postado por Cozinha da Rita 20:07

09 de agosto de 2009

Cubas e a bancada

Cubas e a bancada

Mesmo com as paredes descascadas e o chão ainda no contra piso, já estou enxergando na obra a forma da minha nova cozinha. Isso significa que está na hora de definir a bancada e a cuba. Ou melhor, as cubas. Ainda não sei bem qual o formato, mas que a cuba precisa ser dupla, não tenho a menor dúvida. Também tenho certeza quanto à matéria-prima. Não é à toa que as cozinhas profissionais são praticamente forradas de aço inox. É o material mais higiênico e resistente que existe. Por isso, cuba tem que ser de inox. Já a bancada pode ser de granito, concreto, madeira, Silestone®, Corian®. Mas confesso que estou muito propensa a fazer tudo em inox, cubas e bancada.

Para entender melhor quais os prós e contras do material - se risca ou não risca, se dá ou não para fazer uma peça inteiramente sob medida -, decidi visitar a fábrica da Mekal, marca que produz peças em aço inox, de cubas e bancadas até carrinhos, móveis e tanques. O Christian Kadow, que foi meu colega de escola, me recebeu, mostrou todas as possibilidades e ainda me alertou para detalhes que eu nem imaginava. Assista ao vídeo.

>> Postado por Cozinha da Rita 22:53

Quarta-feira, 05 de agosto de 2009

A estrutura

A estrutura

Hoje me dei conta de que não estou agradecendo aos e-mails de apoio moral que tenho recebido. Clarissa Fondevila, Juliette, Cássio, Valdete, Silvia Fontana, Rui, Ana Trigo, muitíssimo obrigada!

No início da obra, a Cacau, que é leitora antiga aqui do Panelinha, mandou uma mensagem dizendo que reformar a casa dá uma sensação de que a reforma também se passa dentro da gente. Publiquei este e outros recaditos na época, mas acabei não comentando. Agora, três meses depois – acredita que já se passaram três meses? –, estou com este pensamento na cabeça.

Cacau, você está certa. A reforma é por dentro e por fora. Acho que ela começa dentro. Não é segredo que resolvi me mudar depois que me separei. Contei isso aqui, no começo do blog. Mas o desejo por uma cozinha aberta tem mais a ver com uma insatisfação interna, como se eu tivesse deixado de lado, aberto mão de coisas que eram, e ainda são, importantes para mim. Por isso, resolvi reformar.

Falando assim, “coisas importantes”, você pode ficar com a impressão de que estou sonhando com algo grandioso, com uma cozinha profissional dentro de casa, esteticamente perfeita, mas é justamente o contrário. Quero deixar o cotidiano mais simples e o convívio familiar mais rico. E a cozinha é quase um instrumento.

Quero chegar em casa do trabalho meia hora mais cedo e fazer o jantar junto com os meus filhos. E não tenho a ilusão de que todos os dias vamos estar dispostos, alegres e contentes, fazendo pratos incríveis. É fácil de imaginar que, depois de um dia cansativo, ainda ter que fazer o jantar pode ser um fardo. Para qualquer um. A questão é que numa cozinha horrorosa, fria e escura, como a do meu apartamento atual, fazer o jantar é um fardo qualquer dia. E, para as crianças, ficar num lugar sem nenhum atrativo, só para ficar vendo a mãe cozinhar, não é das coisas mais legais. Assistir na sala de tevê o Bob Esponja preparando um hambúrguer de siri, para elas, é muito mais divertido. (É duro competir com hambúrguer de siri!)

Não pense que eu estou querendo a companhia dos meus filhos para não ficar sozinha na cozinha! Óbvio que com eles, fazer o que eu gosto, é ainda melhor. Mas eu também acredito que, na cozinha, aprendendo a fazer o próprio alimento, eles também vão aprendendo a ser pessoas mais independentes, capazes, que podem cuidar da própria manteneção.

Cada coisa tem seu tempo. Para eles, agora é hora de aprender o básico. Tomar banho, dormir sozinho, comer sozinho e, também, cozinhar, ou pelo menos ajudar no que for adequado, lavar o prato, guardar a louça. Tenho um pouco de medo de mães que criam os filhos, especialmente os meninos, como se essas últimas tarefas não existissem. Para mim, elas são essenciais. E essa é a hora de refazer o cotidiano com tudo o que é importante para mim. E uma cozinha bem iluminada, linda, com forno, fogão, sofá e televisão vai facilitar muito.

Mesmo quando você sabe bem o que quer, há inúmeras possibilidades. Quero que a cozinha e a sala formem um ambiente único. Entre elas, porém, há uma coluna e algumas vigas, que precisaram ser consideradas no projeto.

Havia pelo menos dois caminhos. Um deles seria tentar escondê-las; o teto poderia ser rebaixado até a altura das vigas, um armário poderia ser feito ao redor da coluna... Mas escolhi o caminho oposto. Decidi deixar vigas e colunas aparentes e assumir a estrutura do apartamento. E esta escolha, Cacau, tem tudo a ver com a minha reforma interna.

Não quero esconder as estruturas. Quero mais é descascar as paredes, descobrir do que elas são feitas, ver o que aparece por trás da massa corrida. E, neste momento, isso tem a ver com as duas reformas. Já o vídeo de hoje não tem nada a ver com a reforma de dentro, só com a do apartamento, mesmo. Só faltava, um vídeo da reforma existencial. Nem com muito apoio moral.

>> Postado por Cozinha da Rita 19:10

PERFIL
  • Rita Lobo está reformando a cozinha. E você vai poder acompanhar tudo, do projeto arquitetônico à escolha dos eletrodomésticos. Com vídeos, fotos e textos, ela vai dividir as alegrias e tristezas da obra. Para dar aquele apoio moral, mande seu e-mail para rita@panelinha.com.br.

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