31 de maio de 2009
As primeiras dúvidas
Você não precisa fazer uma reforma como a minha para se deparar com a seguinte questão: o que fazer com o que não vai mais usar. Basta arrumar o armário para criar um monte de lixo. Quer dizer, não é bem assim. Não necessariamente precisa ser lixo. Mas a verdade é que doar ou até vender uma blusa é bem mais fácil que doar um armário velho de cozinha. Em bom estado, roupa usada vale dinheiro nos brechós da cidade. Mas e uma cuba antiga, que não tem nem mais uma bancada para chamar de sua? Pois é, isso também precisa ser levado em consideração na hora de reformar.
Vender, digamos assim, os restos da antiga cozinha talvez fosse uma tarefa complexa. Não precisei tentar. Antes mesmo de começar a me mexer em relação a isso, algumas pessoas gentilmente já se colocaram à disposição para receber as doações. Foi moleza. Mas acabei descobrindo que várias instituições até retiram doações, seja uma blusa ou uma cuba de inox. Exército da Salvação e Unibes são apenas dois exemplos.
Mas e o piso? No vídeo de hoje você vai ver que uma das minhas dúvidas (ah, esse é um vídeo só de dúvidas) é relacionada ao piso. Eu decidi que cozinha e sala terão o mesmo acabamento. O motivo principal é que, na minha opinião, se a ideia é fazer um ambiente único, o chão precisa ser o mesmo. E eu não gosto muito de piso frio. Então, já está decidido: em alguns meses, vou andar descalça pela casa toda sobre o chão de madeira. (Na cozinha da foto, tem apenas uma faixa de piso frio na frente da bancada. Uma solução bem simpática.)
Hoje, a sala do apartamento é de madeira, um parquet bem bonitinho. Mas não sei se ainda está em linha. Se estiver, eu posso simplesmente completar o piso, colocando o mesmo parquet na cozinha. Mas aí vem a segunda questão: a madeira da sala já está oxidada, já foi raspada outras vezes e está fina como casca de ovo; não sei se ela aguentaria mais uma raspagem, que seria essencial para igualar os pisos. Então, estou em dúvida se aproveito a etapa da demolição para arrancar de uma vez todo o piso ou espero a opinião de um especialista.
Em teoria, prefiro reaproveitar o piso existente. Na prática, não sei se é possível. A vantagem de arrancar o piso agora é que vai ficar mais barato: já tem uma equipe dentro do apartamento extinguindo o chão de outros cômodos. A desvantagem é que, se eu arrancar e depois alguém me convencer de que teria dado para reaproveitar, vou ficar semanas sem dormir. Se bem que, atualmente, isso não seria tão estranho. Já estou até ficando meio lesada. Quer dizer, não estou mais dormindo, mas continuo sonhando com a minha cozinha. Assista ao vídeo!
>> Postado por Cozinha da Rita 20:14
24 de maio de 2009
O arquiteto
No primeiro vídeo da demolição, entre uma parede caindo e outra, contei que tenho dois irmãos. O mais novo, Guilherme, é médico. Por enquanto, os serviços dele ainda não foram solicitados. Mas hoje você vai conhecer o mais velho, Fábio, que é arquiteto e está fazendo o projeto da reforma. Antes que você pense que isso não vai dar certo, que toda obra termina com uma boa briga entre cliente e arquiteto, aviso que não é a primeira vez que trabalhamos juntos. Meu irmão fez também o projeto arquitetônico do restaurante que tive, antes de lançar o Panelinha. Hace tiempo...
Na época, adorei trabalhar com o Fábio. Inclusive por ele ser meu irmão. Mas não é porque ele é meu irmão que acho o trabalho dele incrível. Então, eu não precisei escolher um arquiteto. Já estava escolhido. Por outro lado, tenho a impressão que o escritório dele, Una Arquitetos, não é muito de fazer reformas. A minha cunhada diz que, para eles, uma reforma como a minha é algo muito simples, e que eu não preciso ficar sem jeito por ligar dezoito vezes por dia. (Ela também é arquiteta e eles trabalham juntos.) Eles constroem casas, escolas, fazem projetos de urbanismo, e, sim, algumas reforminhas também. Mas nada de interiores. Nem adianta perguntar que tecido colocar no sofá! No meu caso, porém, ele também não tem escolha: vai ter que me ajudar até a decidir onde vai ficar o meu lustre de Murano!
Bom, pelo que entendi, a demolição ainda leva um mês para terminar. Enquanto o quebra-quebra não acaba, vou aproveitar para conversar com o Fábio sobre algumas ideias que estão martelando na minha cabeça. Outras, vou deixar que amadureçam um pouco. Não é porque eu não consigo decidir onde colocar a geladeira que preciso perguntar a mesma coisa, quinze vezes, para o meu irmão. E no fim, as sugestões dele sempre prevalecem.
>> Postado por Cozinha da Rita 16:49
Segunda-feira, 18 de maio de 2009
Mais demolição
A demolição continua. Mas a definição do projeto arquitetônico está suspensa. Enquanto não estiver tudo “na chon”, não vai dar para saber se, na parede entre a cozinha e a área de serviço, cabe um forno de embutir. Eu quero muito, mas a coluna d’água fica ali e ainda não sabemos o tamanho dela.
Além de quebrar as paredes, esta semana, o piso também vai para o beleléu. É o único jeito de descobrir se dá para colocar uma cuba de apoio na bancada de frente para a sala. A laje precisa ser invertida para o encanamento atravessar a cozinha. (Opa! Laje invertida na cozinha? Já imaginou a tchurma comendo churrasquinho de ponta-cabeça?)
Ai, que confuso!!! Então, vamos ao vídeo da semana.
>> Postado por Cozinha da Rita 20:34
Segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fora de ordem: a abertura
Algumas das minhas fiéis leitoras sugeriram que eu incluísse aqui o vídeo de abertura, que estava no outro brog, ops!, blog. Antes, porém, quero mostrar para a Ana, dona da cozinha do post anterior, este armário supimpa! (Menos pelas cores, mais pela funcionalidade, craro, ops!, claro.) Ele resolveria todos os problemas relacionados ao escorredor, que não precisaria mais sair correndo para o esconderijo assim que as visitas chegassem. Na minha cozinha, porém, as cubas ficarão sob a janela. Portanto, esta solução, que precisa estar sobre a área molhada da bancada, não vai ser possível.
Estou com a sensação de que, nesta fase, estou mais excluindo possibilidades que encontrando soluções. Mas já é um passo. Um grande passo. É melhor saber o que você pode, e o que não pode, antes de fixar a cabeça numa ideia sem futuro. Agora sim, o vídeo de abertura, completamente fora de ordem.
>> Postado por Cozinha da Rita 20:32
Sábado, 16 de maio de 2009
A cozinha da Ana
A Ana Paula me mandou um e-mail com as fotos da casa dela. Ana, eu AMEI a sua sala-cozinha! Achei incrível a ideia da caixa de alvenaria para “guardar” a geladeira e o freezer. E mais incrível ainda que você nunca tenha usado as portas de correr que ficam dentro dela, e que poderiam fechar a cozinha (na planta abaixo dá para entender direitinho). É muito bom saber que esse estilo de vida, que você define tão bem, funciona na prática. Adorei as suas dicas; você tem toda razão quanto ao escorredor: de fato, até isso precisa ser bem planejado! Confesso que já vi algumas soluções que me agradaram muito. Mais para frente, coloco aqui. Agora vamos ao seu e-mail. E as fotos! Muito obrigada, Ana.
Oi Rita,
Vi a demolição na sua casa e como você falou que ainda não sabe bem como vai ser sua cozinha aí vão as fotos da minha. Pode ser que ela sirva para te dar mais idéias!
Eu e meu marido gostamos de cozinhar e não temos empregada à noite, que poderia atrapalhar, já que na nossa casa, quem está cozinhando está também conversando, bebendo, ouvindo música... Enfim, participando do que estiver acontecendo.
Não existem paredes dividindo a sala da cozinha, nem balcões, nem nada! A única coisa em alvenaria é uma “caixa” para guardar a geladeira e o freezer. Essa caixa também serve para esconder portas de correr que poderiam fechar a área onde fica o fogão, a geladeira, o freezer e as cubas. Nunca usei!!!
Essa integração também acontece no resto da casa, sempre que possível. Os espaços são ou podem ser integrados. O quarto de hóspedes pode virar uma ampliação do quarto dos guris em dias que eles recebem amigos. Se temos hóspedes, os quartos voltam ao tamanho normal e tudo funciona de forma independente. Da forma mais flexível possível.
Opa! O que interessa é sala-cozinha, né? Bom as fotos e a plantinha que estão anexadas vão explicar mais do que qualquer coisa que eu escreva. O que eu posso te sugerir é que compre um exaustor poderoso!!! Isso faz diferença mesmo numa cozinha onde não se faz frituras com freqüência. E também que você tenha um lindo escorredor de pratos. Eu não tenho e acabo sempre escondendo ele dentro da churrasqueira quando chega alguém... Integrada à minha sala-cozinha ainda tem churrasqueira e lareira.
Já tem quase 4 anos que moramos nesta casa e não há opção melhor para quem gosta de estar sempre na cozinha, como nós gostamos. Você não vai se arrepender. As suas noites vão ser mais em família do que nunca!
Beijo,
Ana
>> Postado por Cozinha da Rita 16:52
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Rita Lobo está reformando a cozinha. E você vai poder acompanhar tudo, do projeto arquitetônico à escolha dos eletrodomésticos. Com vídeos, fotos e textos, ela vai dividir as alegrias e tristezas da obra. Para dar aquele apoio moral, mande seu e-mail para rita@panelinha.com.br.











