Quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Dona Marcia Show: café digno
Acredito que todos me conheçam, mas caso haja algum desinformado, meu nome é Dona Marcia. Nasci loira, fui estrela de televisão na década de 1980 e já tomei muitas aulas de tango. Atualmente, estou in love! E o amor transforma. Nesta nova fase de minha vida, abri meu coração para pessoas necessitadas, que precisam de um help. É o caso da Rita. Além de inexperiente nessas coisas de vídeo, em função da mudança, continua incapacitada de fazer o blog. Aliás, na minha opinião, ela perde tanto tempo picando cebola que não percebe as possibilidades do mundo da gastronomia. E morando justamente em São Paulo, que eu transformei na capital mundial da gastronomia.
Bom, enquanto ela arruma a nova cozinha, vou fazendo novos vídeos. O tema de hoje é um café digno. Com vocês, minha entrevista com Marco Suplicy, proprietário do Suplicy Cafés Especiais.
Beijos,
M.
>> Postado por Cozinha da Rita 16:43
Segunda-feira, 09 de novembro de 2009
Um up na mudança
Não há carne sem osso nem laranja sem caroço, mas a mudança foi de longe a parte mais difícil da obra. Se é que a mudança é parte da obra. Fora móveis e quadros, meus pertences foram transportados em 150 caixas. Até aí, tudo bem. Mas e para abrir todas elas e guardar tudo nos armários? Estou acabada, abalada, repensando o sentido da vida, sem voz, sem forças e minha casa ainda nem é uma casa. Está um caos, de pernas para o ar. (E o tanto de clichês usados logo no primeiro parágrafo acusa a minha impossibilidade de escrever sequer um post.)
Por sorte, Dona Marcia voltou para dar uma força. A partir de hoje, e durante essa semana, ela irá apresentar um especial dividido em três vídeos. Assim, dá tempo de eu arrumar a casa toda e recuperar a minha voz. Quando a cozinha estiver pronta, eu volto.
Assista também a entrevista que Rita fez no início da obra com dona Márcia.
>> Postado por Cozinha da Rita 17:49
Quarta-feira, 04 de novembro de 2009
Alma leve
O vídeo de hoje é curto, bem curtinho. E o post vai ser mais longo. É que quando comecei a preparar a minha mudança, um olhar crítico se apoderou de mim. Livros, panelas, roupas, lençóis, sapatos, nada escapou da pergunta: será que ainda vou precisar disso? Ou melhor, será que isso ainda me serve?
Teoricamente, estas limpezas deveriam acontecer de tempos em tempos. Boa parte das mulheres até dá uma mexida nos armários na troca das estações. Mas quem tem tempo de se livrar dos potes plásticos que moram embaixo da pia?
Coisas que estão quebradas, muito velhas ou ficaram feias da noite para o dia são mais fáceis de se livrar. Mas e o que não serve mais para o momento da sua vida? Coisas boas, novas. É mais difícil de abrir mão, passar para frente, realizar que aquilo não é mais necessário, que a fila andou, você mudou, cresceu ou desaprendeu, sei lá. Mas tem a questão do espaço. E ela elimina qualquer titubeação.
Estou saindo de um apartamento muito grande e velho para um menorzinho e nos trinques. Cozinha aberta para a sala, banheiros novinhos em folha, armários do jeito que eu queria, mas nem tudo que eu tenho vai caber na casa nova. Então não tenho escolha. E isso se mostrou um ativo na fase em que quero simplificar ainda mais a minha rotina. Less is more para valer, na prática, não só na teoria.
No começo aqui do blog, alguém me escreveu dizendo que tinha a impressão de que uma reforma na casa é também uma reforma na alma. Eu concordo. E as mudanças também são duas.
O mais difícil para mim foi mexer nas coisas dos meus filhos, acredita? Começamos fazendo a triagem dos brinquedos. Coisas quebradas num canto, inadequadas para idade deles em outro. As em excesso também foram deixadas de lado. Precisa ter dois jogos iguais? O que parecia ser tão difícil, e sem dúvida foi o mais difícil, começou a fazer sentido. Só ficamos com a nata. Os 14 sacos de 100 litros foram doados para conhecidos e uma escola pública.
Depois foi a vez do meu armário. Acabei tirando dele muito mais do que eu precisava. Oito caixas de mudança viraram roupa nova para todas as pessoas que trabalham ou já trabalharam em casa comigo. E a sensação de ver meu armário reduzido a menos da metade foi de prazer. Um enorme prazer. Queria poder descrever melhor. Talvez seja a mesma sensação que uma pessoa sente quando, depois de meses fazendo regime, sobe na balança e vê que emagreceu os 10 quilos de que precisava. Acho que é isso, estou me sentindo com a alma esbelta.
Na cozinha, descobri que tinha um monte de temperos velhos, utensílios vencidos, sem falar nas panelas que não tenho nem coragem de doar. Foi tudo para o lixo. Nos quartos, lençóis amarelados e puídos também foram para doação. Livros, maquiagem, sapatos, nada escapou. E tudo que sobrou já está devidamente embalado. E olha que não foi pouca coisa. Um dia inteirinho para empacotar, e outro para levar a mudança. Agora falta pouco.
>> Postado por Cozinha da Rita 12:41
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Rita Lobo está reformando a cozinha. E você vai poder acompanhar tudo, do projeto arquitetônico à escolha dos eletrodomésticos. Com vídeos, fotos e textos, ela vai dividir as alegrias e tristezas da obra. Para dar aquele apoio moral, mande seu e-mail para rita@panelinha.com.br.











