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25 de outubro de 2009

Fim de feira

Fim de feira

Eu estava estranhando um pouco o fim da obra ser tão tranquilo. Fornecedores cumprindo prazos, bancadas e armários instalados, luminárias no lugar, paredes e portas pintadas, até que aconteceu um pequeno pobrema. É pobrema, mesmo. Ou terá sido um poblema?

O fato é o seguinte: um “colega” foi instalar o piso de pedra da entrada, fez o trabalho dele e, na sequência, largou o entulho bem no meio da sala. O piso de madeira, que já estava prontinho, tinha uma cobertura de papelão e outra de plástico para protegê-lo de possíveis arranhões, que poderiam ser caudados no traslado de um móvel, ou até de um pingo de tinta da última demão. Mas o plástico não é do tamanho da sala, então, são usados vários para cobrir toda a extensão do piso. Exatamente onde um pedaço encontra com outro, o entulho foi colocado. Um líquido misturado com pó de cimento escorreu, entrou na fresta do plástico, molhou o papelão e queimou o piso de madeira. Vinte taquinhos pirografados, pretinhos da silva. Adivinha o que aconteceu? Além do drama do piso, neste vídeo você vê a alegria que é ter todos os armários instalados. Agora falta pouco. Já preciso começar a me preparar psicologicamente para a mudança. E na prática também!

>> Postado por Cozinha da Rita 19:27

Segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A instalação da bancada

A instalação da bancada

Marcenaria ou móveis planejados? Essa deve ser a primeira dúvida de quem pensa em reformar a cozinha. Principalmente se a reforma consiste em trocar os armários. Não era o meu caso. Coloquei o apartamento abaixo, troquei todo o encanamento, mudei a bancada de lugar, derrubei as paredes, arranquei o piso. Refiz o layout de acordo com as minha necessidades. Por isso, quando comecei a orçar os armários, já tinha o projeto pronto, feito a quatro mãos com o arquiteto. E isso fez a maior diferença.

As lojas de móveis planejados vendem a ideia de que vão fazer um projeto para você; na realidade, o projeto é feito para encaixar o máximo possível de armários na sua cozinha. E isso ficou muito claro quando cheguei com um projeto pensado especificamente para as minhas necessidades, e as possibilidades do espaço. Além do preço, queria saber se era possível executar o projeto como estava no papel, sem alterações.

De cara, um dos armários virou um problema. Ele vai do piso ao teto e servirá para abrigar cristais, porcelanas, cerâmicas, enfim, todo o material de mesa e, também, alguns utensílios de cozinha. Por sair fora do padrão de empresas de móveis planejados, todos vinham com um jeitinho, uma solução que alterava completamente o desenho, mas viabilizava a execução do armário.

Em vez de fazer a porta de madeira, por que você não usa vidro? É tendência e assim dá para fazer do tamanho que você quer... Outro propôs colocar uma base de alvenaria, um terceiro queria incluir um rodapé gigante no armário. Resumindo, nenhuma das empresas conseguiria executar o móvel exatamente como estava no desenho. E todas acharam uma “falha” no projeto: conseguiriam encaixar mais uma gaveta aqui e outra ali.

Neste quesito, ponto para marcenaria, que faz móveis sob medida para o projeto e não projeto sob medida para os móveis. Sacou?

Aí vem a questão dos acabamentos. Eu NÃO queria uma cozinha com cara de cozinha. Este é o segundo ponto a favor das boas marcenarias: os móveis ficam com um acabamento mais fino. E, além do mais, decidi fazer a ilha de madeira maciça. Como as empresas de planejados só trabalham com folhas de madeira ou fórmica imitando madeira, de qualquer modo ela teria que ser feita por um marceneiro. Então tudo parecia resolvido. Só precisava achar a marcenaria certa. Mas aí veio uma outra questão.

Eu não gosto muito de puxadores. E, aparentemente, a solução é simples: basta não colocar. Ora, pois, é verdade. Mas como abrir e fechar portas e gavetas sem eles? As lojas de planejados têm soluções incríveis. Um toque com a ponta do dedo, e a gaveta lotada de panelas pesadas se abre num passe de mágica. Para fechar, um empurrão, e a gaveta se fecha, sem bater.

Por melhor que seja a marcenaria, não há comparação com a tecnologia das boas marcas de móveis planejados. Ponto para eles. Então a balança começou a equilibrar. E a escolha parecia cada vez mais difícil. Mas todas as dúvidas foram eliminadas quando os orçamentos chegaram.

A empresa que, na minha opinião, fabrica as melhores cozinhas planejadas enviou uma proposta astronômica. Depois de muita negociação, os armários da cozinha iriam custar o equivalente a 20% do imóvel. Uma outra empresa, também muito boa, orçou o mesmo projeto por menos da metade do valor. (E, provavelmente, metade da qualidade, também.) A marcenaria, a única que conseguiria executar os móveis exatamente como eu queria, com qualidade, porém sem toda a tecnologia da empresa bacanuda de planejados, enviou um orçamento equivalente ao da segunda proposta.

Não foi difícil de concluir que, para o meu projeto, a marcenaria seria a melhor opção. O custo da tecnologia acaba saindo muito alto e, mesmo assim, eu teria que abrir mão de algumas coisas, como a madeira maciça ou o acabamento do armário. O mais grave, porém, é que a cozinha iria ficar com cara de cozinha!

Decidi fazer tudo na Baraúna, uma marcenaria que não é especializada em cozinhas, mas faz móveis modernos e muito bem acabados. Ela não é exatamente barata, mas chegou a um orçamento compatível ao investimento que eu queria fazer na reforma.

O prazo de entrega também casou com o da Mekal, que precisava instalar o tampo no mesmo dia em que a bancada fosse fixada. O vídeo abaixo mostra um pouco da odisséia. Um dia inteirinho só para instalar a bancada e o tampo. E eu que achei que a obra estava chegando ao fim.

>> Postado por Cozinha da Rita 12:17

Sexta-feira, 02 de outubro de 2009

Receita em vídeo

Receita em vídeo

O assunto deste blog é a reforma da minha cozinha. Mas, como a reforma está sem assunto, em vez de só falar um monte de abobrinhas, resolvi achar outra cozinha e fazer um delicioso prato com elas. Fui até a casa do meu irmão e preparei uma das receitas favoritas dele, o fusili com queijo feta e hortelã. E abobrinhas, claro.

Antes, porém, fui à feira, passei na obra... Aliás, os freqüentadores aqui do blog vão estranhar o fato de o piso de madeira não estar mais lá. Calma! O empreiteiro não arrancou tudo por engano de novo. Eu gravei antes da instalação, pois sabia que esta semana não poderia pôr meus pés no meu próprio imóvel. Esta é a primeira receita em vídeo do blog, então, mande seus comentários!

>> Postado por Cozinha da Rita 19:23

PERFIL
  • Rita Lobo está reformando a cozinha. E você vai poder acompanhar tudo, do projeto arquitetônico à escolha dos eletrodomésticos. Com vídeos, fotos e textos, ela vai dividir as alegrias e tristezas da obra. Para dar aquele apoio moral, mande seu e-mail para rita@panelinha.com.br.

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